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The Daily Miacis

Like a Prisioner

What's up buttercup?

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Sim ando viva. Sim não desisti, tem sido é complicado e tenho prestado mais tempo e atenção a outras coisas. 

A vida vai andando, com alguns projetos novos, ainda em fase de planeamento mas estão plantados. Tenho me dedicado mais a hobbies e exercicio fisico, e entre isso e o trabalho, o blog teve que ficar para trás.

Mas hoje dei um pulo cá e vim falar de algo que já estava para fala à algum tempo e com medo de parecer monótona, ou demasiado melacólica, não escrevi. Contudo acho que é necessário.

 

Venho falar da ansiedade. É algo com que tenho de lidar constantemente. E que ninguém leva muito a sério. Acho que quem sofre do mesmo vai subscrever a isto. Porque para a maior parte da população. que quem sofre de ansiedade é stressado e maníaco e pensam que é facilmente resolvido pela prenunciação da frase que todos pensam ser tão poderosa, a famosa " Tem calma, traquila". Exato, porque se fosse assim tão fácil nunca se tinha inventado os ansíoliticos. 

 

Viver com ansiedade é como viver com um fantasma na nossa cabeça. Não está presente, e muitas das vezes pensamos que está lá mas não o vemos e pensamos, foi desta vez que o afastamos. E no momento que menos esperamos, ele assusta-nos. E apesar de sabermos que esse fantasma existe e que temos todos as ferramentas para o exorcitamos simplesmente não  o  conseguimos afastar. E antes fosse um fantasma como Casper. 

 

Podemos estar no sitio mais povoado que nos sentimos sós, somos nós e a nossa mente, constantemente em movimento. Posso quase dizer constamente em medo, em medo de ter uma crise, em medo de uma noite por dormir, com medo dos sintomas, porque parece que vamos morrer que coremos uma maratona. Querer aproveitar uma noite de cinema ou uma saida a caminhar e pensar que não vamos chegar ao final. E depois vem o pensamos isto é na nossa cabeça acalma, porque afetamos mesmo quem está ao nosso lado porque muitas das vezes ja nem parecemos nós presentes,. e depois começamos a stressar porque temos de acalmar mas não acalmamos. E depois, porque qualquer motivo, vá se lá saber porque, vêm ao pensamento aquele plano que tinhamos há uns anos e nunca se reliazou, ou aquela tarefa que tinhamos de fazer e nos esquecemos ou temos medo de a fazer. E não acaba.... E ninguém entende. é uma doença em que somos nós e nós. E mais ninguém. 

 

Eu digo que quem sofre de ansiedade é como uma fenix: todos os dias ressuscitamos das cinzas da última luta. De toda a vez que há uma crise levantamos de novo e crescemos em direcção a uma batalha. Mas também diria que somos mais fortes, porque é uma luta transparente e dolorosa ao mesmo tempo e que ninguém consegue ajudar .

 

Por isso eu hoje estou aqui a lutar, a contar algo que me é dificil de assumir e controlar e por isso hoje estou aqui, e amanhã estou ali. Mas eu volto. 

 

Espero começar a voltar mais :D

 

Sinceramente,

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5.365

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Hoje vou me abrir e cozinhar por aqui umas emoções. Há uns anos atrás li uma entrevista da Angelina Jolie onde ela dizia que o maior medo dela com 16 anos era ser uma pessoa desinteressante. Penso que podemos dizer que nunca chegou a esse ponto (pelo menos nas revistas parece que é uma pessoa integra e respeitosa pelo que faz na ONU).E intrinsicamente esse sempre foi o meu medo. 

 

Os meus "role models" sempre foram pessoas cultas e que para mim são o google offline. E por isso sempre achei que isso nunca se passaria comigo. Mas a verdade é que há medida que os anos passam vejo me, parada. Uma das razões até sei porque, porque digamos que a função que tenho é criativamente suicida. E por muito que eu tente re-inventar algum processo, melhorar, o disco vira e toca o mesmo. 

 

E neste ultimo tempos tenho me sentido assim, desinteressante. Eu sei que nós não somos os que fazemos profissionalmente, mas o que fazemos da vida. E é ai que encontro um empasse: é dificil de manter as duas coisas ao mesmo tempo porque acaba sempre uma por bloquear a outra. 

 

Mas este ano, este ano, prometi que isto tinha que desaparecer. Volto ao primeiro post,não vou forçar nada e muito menos criar expectativas. E se ficar uma pessoa burrinha? Desde que seja feliz é isso que me interessa.

E mais, decidi que estou farta de pensar em agradas os outros, que é que eu ganho com isso ? FRUSTAÇÃO!

 

Quem está comigo nsta guerra contra o medo e a favor de ser feliz??

 

Sinceramente,

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3.365

Se por um lado um ano significa novas rotinas, por outro lado siginifica que algumas morrem. Ou não?

 

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Para mim não são novas, mas sim renovação ou voltar a pegar em algumas antigas. Este ano por exemplo, tinha saido do ginásio no final do ano por várias razões uma delas era porque o Solinca já me andava a desiludir à algum tempo, e este ano voltei para outro que para além de ser mais perto de casa e do trabalho, economizo mais dinheiro que é um dos pontos focais deste ano. 

Não há casamentos para me desculpar este ano! Embora eu desconfie que vá gastar algum em médicos, a coisa já não vai ser igual.

 

Das outras rotinas que quero voltar é ao yoga e meditação mas este vai ser o que custa mais. Yoga em casa para mim não é fácil. Demasiada atenção: sim de um cão ou gato.

 

E vocês, das 365 entradas que têm, quais delas é das que vão fazer primeiro?

 

Sinceramente,

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1.365

Este ano não vou mais pensar no que poderia ter acontecido, no que queria que tivesse acontecido e no que poderá acontecer. 

 

Este ano não tenho cá redeas que metas guiadas, nem convenções a cumprir, nem sonhos a criar.

 

Este ano sou eu, é meu e de mais ninguém. Não me vou obrigar a nada que não queira, e vou me libertar. 

 

Não tenho lista do que quero fazer, nem tenho novas resoluções porque a resolução nova só há uma: EU e mais nenhuma.

 

Vou voltar a ser eu, independentemente de quem gosta ou não. Vou voltar a viver independentemente do que perdi e possa vir a perder. 

 

Estou farta de viver no medo de ter sonhos, porque os poucos que tive não se cumpriram.

 

Estou farta das amarras invisiveis e dificeis de quebrar do " o que é suposto". O que é suposto é sermos felizes, e nós, no nosso profundo cerne.

Ando cansada sim, mas quero estar cansada de ter vivido ao extase nem que tenha sido uma noite de séries seguidas e tenha vivivo aquilo com toda a minha alma. Este ano é o ano da minha alma, do meu corpo e do meu SER. 

 

Este ano quero viajar, quero caminhar, quero ver a natureza e descobrir novos cantos, quero ler( oh  como eu quero muito mais), quero sorrir ( e rir e rir e rir), quero cantar, quero correr e parar de repente, deitar me no chão e sonhar. Quero tudo e mais alguma coisa. Senão tiver, quero me a mim. Porque é isso que me chega a mim. 

Vou fazer aquilo que ando sempre a adiantar: vou me organizar, vou fazer ginásio, vou tratar das minhas plantas como deve ser, vou desenhar mesmo que os meus desenhos parecam aquele arranjo feito pela senhora espanhola, vou fazer arraiolos, vou caminhar e identificar espécies, vou ver todas aqueles séries que atrasei anos e anos, passar mais uma noitada com os amigos porque são eles que me aguentam pelo fio..Este ano até quero criar um clube de livros! Nem que seja eu só a falar para os meus sofás, e o Chewie e o Nero. Mas separados, que juntos não me ouvem.

 

Não tenho lista do novo mas tenho uma lista que uma amiga partillhou e vai ser a minha checklist do ano. Quem quer partilhar comigo e fazer o mesmo?

EM 2017...
Ama.
Lavar os dentes ao lado de quem amas.
Apalpar-lhe descaradamente o rabo.
Comer chocolates até te fartares.
Passar a noite a dizer asneiras.
Beijar sempre de língua.
Passar o dia a dizer asneiras.
Mandar o chefe bugiar.
Passar a vida a dizer asneiras.
Deixar declarações de amor escondidas pela casa.
Fazer o teu pai feliz.
Preguiçar regularmente.
Fazer a tua mãe feliz.
Atirar o despertador à parede periodicamente.
Fazer quem tu puderes feliz.
Dormir quinze ou vinte horas seguidas.
Pôr a mão de fora do vidro do carro.
Pintar o cabelo de azul ou de amarelo.
Pôr a cabeça de fora do vidro do carro.
Cantar no banho para todo o prédio ouvir.
Lamber a tampa dos iogurtes.
Correr que nem um louco na praia.
Falhar que nem um burro só porque tentas.
Praticar sexo oral com frequência.
Tentar que nem um burro só porque queres.
Mudar a decoração de casa num dia só.
Dançar quando estás feliz.
Passar horas só a cuidar de ti.
Dançar quando estás triste.
Dizer bem de quem amas.
Enfiar o dedo no nariz às escondidas.
Dizer bem de quem não amas.
Dançar enquanto estás vivo.
Guardar segredos inconfessáveis.
Experimentar posições sexuais improváveis.
Contar segredos inconfessáveis.
Masturbares-te sem qualquer culpa.
Ter segredos inconfessáveis.
Ver quanto dá o teu carro.
Dizer o que não se pode dizer.
Cagar assiduamente nas convenções sociais.
Sonhar com o que não pode acontecer.
O orgasmo sempre que puderes.
Coçar e ser coçado nas costas.
O gemido sempre que souberes.
Passar muitas horas a contar anedotas.
Adormecer todo torto no sofá.
Passar muitas horas a ouvir anedotas.
Rir que nem um desalmado.
Fazer um penteado estrambólico só porque te apetece mudar.
Rir por tudo e por nada.
Chorar a torto e a direito.
Rebolar na areia quando estás todo molhado.
Chorar porque também é um direito.
Abraçar o teu gato ou o teu cão.
Mandar a austeridade tomar no cu.
Beijar incansavelmente.
Não te levares minimamente a sério.
Dispensar quem te chateia.
Tocar um instrumento qualquer.
Perdoar quem é humano.
Desistir do que não te serve.
Lutar pelo direito à parvoíce.
Escrever um livro.
Dar prioridade ao prazer.
Ler um livro.
Nunca desistir de quem amas.
Aprender desvairadamente.
Fazer cadeirinha com quem amas.
Ensinar desvairadamente.
Perder a respiração pelo menos uma vez por dia.
Nascer pelo menos mais uma vez do que as vezes em que morreres.
Viver desvairadamente.

 

Por isso este ano o The Daily Miacis vai ser outro e esperemos para melhor! Sou sincera que estive para sair , mas pensei " Não, tem me dado tanto que não consigo, nem que seja todos os dias uma frase, ou todos os meses um testamento".

 

DESEJO-VOS DO FUNDO DO CORAÇÂO, UM 2017 ÉPICO!

Sinceramente,

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BLOGGER
Sou a Sofia Gonçalves, curiosa sem fim, 28 anos com muitas coisas que quero fazer. Ou estou no ginásio, ou na praia, ou em casa a ler um bom livro, ou a tratar das minhas plantas e animais. O “The Daily Miacis” é um reflexo meu.

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