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The Daily Miacis

Bitaite da Sexta #16

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Já vos tinha dito que vou de férias? Se calhar ainda não tinha referido. 

SIM VOU DE FÉRIAS!!! Há ano e meio que não sei o que é uma semana sem ir ao local de trabalho. Não sei o que é não ter obrigações horárias. Quero tantos estas férias, preciso destas férias. Depois deste ano turbulento non-stop, esta paragem vai me fazer uma limpeza à alma. Amanhã por esta hora estou a sair de casa e vou para o Sul, sem horários, sem grandes planos. Só nós , o carro e o caminho. 

 

Porque vou de férias e porque são as festas de Viana (embora eu não vá no cortejo ) vou  estar ausente durante duas semanas. Eu só tenho uma semana de férias, mas entre ir e vir e estar ocupada, não vou ter muito tempo para atualizar as coisas a tempo. Então uma semana para colocar a escrita em dia é bom.

Contudo, vou deixar os posts da Tag que a Stone Art Books propôs, do Alfabeto Literário, programados. Espero que gostem! Durante 26 dias eu e mais algumas companheiras de desafio (Magda L Pais,JustMaria João CovasMulaAlexandraDrama QueenCaracolGorduchitaB♥Sandra.wink.wink e Princesa Sofia) vamos responder a perguntas, por ordem do alfabeto, acerca do mundo literário. Todas as segundas, quartas e sextas sai uma resposta do desafio às 14h! Estejam atentos!

E já agora falando de mundo literário, não se esqueçam de ver e partilhar o clube de Leitura que eu a Victoria Dane estamos a criar. Seria bom ter mais companhia! Podem ver o evento aqui.

Até  daqui a duas semanas! 

 

Espero que vá, alguém sinta a minha falta.

 

Beijinhos e até à próxima!

Sinceramente, 

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Como e Porquê - Controlar ansiedade

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A ansiedade é algo que sempre me perseguiu, mas este ano, principalmente este ano, atingi outro patamar. Os ataques de pânico e um estado pré-depressão nervosa levou-me muita vezes ao hospital com cólicas fortes e outras alterações nomeadamente com o batimento cardíaco elevado, tremores, etc. Embora eu soubesse que era algo que se passava comigo não conseguia compreender porque ficava assim porque eu no fundo tinha aceitado o meu destino: tive que dizer adeus a biologia porque infelizmente não dá neste país. E porque eu vejo isto como uma fraqueza minha, e não aceito bem ter uma fraqueza. Custou-me e ainda me custa admitir que não estou bem, e só aos poucos e poucos vou falando do assunto sem ter lágrimas nos olhos, sem ficar com a garganta apertada, e sem começar a perder me nos meus pensamentos, turbulentos do que vou fazer da minha vida já que me foi negado das coisas que eu mais gostava?

Tive que aprender a voltar lidar comigo. É como quando se tem de voltar a aprender a viver sozinho depois de ter separado. Só que aqui é saber estar com alguém que esteve sempre com vocês mas desapareceu e temos que aos poucos e poucos voltar a chama-lo para o pé de nós. Tive que aprender a perder o medo. Eu cheguei a um ponto que perdi a vontade de fazer quase tudo, porque nada me animava e tinha perdido tantos sonhos nos últimos anos que, o meu pensamento era para quê? 

Tive que parar, respirar e pensar. E aos poucos retomar-me. Para isso ajudou-me vários deste passos:

  1. O meu ritmo : há sempre várias opiniões e vários truques, mas o que conta é o que funciona com vocês. Nem todos funcionamos iguais e por isso temos que ver o que nos faz melhor. Por exemplo, eu gosto muito de pintar aguarela e desenhar, e aconselham para acalmar a ansiedade, mas fico tão facilmente frustada porque não me fica como eu quero que seria mais incitador de tristeza que outra coisa.
  2. Ter hobbys: ter algo que me fixa a concentração e me obriga a seguir um plano, ajuda bastante. O facto de ver algo a começar, crescer e acabar, ajuda me mentalmente a pensar que afinal sirvo para alguma coisa. É cru o que acabei de dizer mas é mesmo assim. O facto de vermos algo acabado psicologicamente aumenta a auto estima e por isso ajuda.
  3. Rotina: nos dias mais stressantes é bom ter uma rotina. Chegar a casa, caminhar, descansar um pouco, jantar, banho, ver uma série, filme mas nada que fixe muito a atenção, algo que me permita relaxar e começar a ganhar sonho.
  4. Não parar nem isolar: é o pior que se pode fazer. A minha cabeça não pára, está sempre a pensar. Então em fases menos positivas eu faço mil e um cenários do que pode acontecer, do que está a acontecer, do que tenho, do que pode ser, do que posso fazer. Se paro, se estou muito tempo só não ajuda então tenho que fazer a rotina normal diária. Tenho sono porque não dormi muito? Vou mais devagar, vou mais calma mas vou. Parar é morrer.
  5. Limpar de quem nos faz mal: este ponto para mim é dos mais importante e parece que vai um pouco contra o anterior. A verdade é que nos isolar não faz bem, mas manter-nos perto de pessoas que só nos fazem ter dúvidas de nós, fazem nos sentir menos, deixam nos tristes com as suas acções. Segredos, mesquinhices, fazer planos para projetos e depois desistir. Aconteceu me isso com amigos muitos chegados e não foi ajudando, até porque foi com pessoas que quando precisaram ajudou-se e nos meus momentos mais baixos a coisa já não foi bem retribuida. Por isso, e espero ter aprendido para o resto da vida, a partir de agora não estou para me dedicar aos outros. Eu retribuo a quem me retribui e amigos são poucos, muito poucos mas muito bons! E são os amigos que nos dão esperança para um futuro melhor, ainda que não seja como queremos.
  6. Meditação: foi algo que ainda não intranhei. Mas foi algo que me ajudou e muito nos ataques de pânico. Ainda bem que sabia a respiração profunda, e como fazer as pausas. É algo que ajuda no dia-a-dia, que me ajuda a esvaziar a mente, ou pelo menos a torna-la menos lotada.
  7. Permitir me falhar: foi talvez o ponto que aprendi este ano e me ajudou mais. Não fiz aquela tarefa? Não faz mal, a vida são dois dias, mas amanha ainda posso fazer isso de novo. Não acabei de ler aquele livro? Não faz mal posso ler noutra altura. Não perdi os kilos que queria? Desde que esteja saudável eu hei de perder. 
  8. Voltar ao ponto de partida: no meu caso é voltar a épocas em que me sentia bem. Talvez a adolescência. Voltar a pegar naquelas coisas que nos faziam felizes, que eram simples e nos faziam bem. Acho que este "retrocesso" é bom porque faz nos pensar em porquê: porquê é que deixamos de fazer isso, porquê é que gostavamos daquilo, porquê é que não podemos fazer algo do género. Voltarmos assim a encontramo-nos de novo e a ganhar força nova dentro de nós. 
  9. Não ser maniaco: eu fico um pouco manienta, com quase tudo. Fico hipocondriaca, meto uma coisa na cabeça e tem que ser feita, meto na ideia uma cabeça acerca de um assunto e acho logo que sou menosprezada. Tenho que respirar fundo, esquecer o assunto naquele momento, distrair-me com algo. Se não penso mais naquilo, é porque não era importante e na maior parte das vezes é mesmo isso.
  10. Lutar pela felicidade: é mesmo a isto que se resume estas dicas todas. A felicidade está nas pequenas coisas da vida, num pequeno almoço na cama, num livro que nos toca no coração, numa brincadeira com o Chewie, num presente sem contar. É mesmo nisto que tenho de me fixar e ver, porque é isto que fica na memória, é isto que faz a vida valer.

Sinceramente,

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Inspiration || Álbuns de Fotos

Com a (des)organização que vai ter que levar a casa nos proximos meses, existe uma pequena parte que sempre foi adiantada, e adiantada, e adiantada, durante anos. E obvio, vai calhar à mesma a arrumar. Penso que é algo que também acontece com muitas familias: a gaveta das fotos. Problema é que na minha casa, é a gaveta das fotos, uma saca que tinha fotos que estava no meio de outra lembranças, eu tenho uma caixa com outras fotos que também já tem algumas fotos que vieram da gaveta, são albuns já com fotos soltas. 

Por isso, e para resolver esta problemátiica, ando a procurar ideias no local do costume, Pinterest. A verdade é que, a coisa ronda quase sempre o mesmo: ou caixas, ou caixas dentro de caixas, ou albuns mais ou menos decorados. O que muda é como identificamos. Como muitas das fotos antigas não tem data algumas delas, penso que vou marcar por, "Antes Sofia", "Depois Sofia", que acham? Eu fui um marco muito importante na familia, obvio que as fotos mudaram muito depois de mim, tem uma trunfa loira em quase todas as fotos, geralmente nua ou amuada nos primeiros anos de vida.

Fora isto, penso que vou tentar identificar por anos, em intervalos e vou colocar por caixinhas como as que tem na fotografia por paises. 

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 Sinceramente,

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BLOGGER
Sou a Sofia Gonçalves, curiosa sem fim, 28 anos com muitas coisas que quero fazer. Ou estou no ginásio, ou na praia, ou em casa a ler um bom livro, ou a tratar das minhas plantas e animais. O “The Daily Miacis” é um reflexo meu.

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