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The Daily Miacis

Inspiration // Biblioteca

Em menos de 6 meses comprei duas estantes no Ikea. Em menos de 6 meses tenho as quase completas, sem ter os meus livros todos no mesmo local. 

Numa possível mudança de visual da casa, ando à procura de inspiração para bibliotecas. Blame me, mas eu crescei a sonhar fazer uma cena à Bela e Monstro, quando ela está a cantar nas escadas da biblioteca da terra dela, ou então que alguém me desse uma biblioteca. A culpa é dos filmes porque vi muitos filmes com boas bibliotecas neles e sempre quis ter uma assim. Eu sou uma amante daquelas bibliotecas tipicamente inglesas, com armários em tons de azul pálido ou castanho escuro, e dois cadeirões, um canto de leitura com um almofadão e vidro, uma manta quente, um chá, e o céu azul lá fora (não digo neve porque aqui era díficil). Mas, tenho me rendido também à nova moda das linhas rectas minimalistas, dando um aspeto de tudo muito limpo. Contudo acho que vou ficar com um intermédio dos dois: as linhas rectas das novas modas simplistas e a organização de uma biblioteca old school. O que acham? A minha ideia é algo como a primeira foto. Óbvio que não vai faltar a escada, mas eu prometo não fazer como a Bela e andar de um lado para o outro. A escada Ikea não deve aguentar com uma Sofia em cima dela.

 

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 Sinceramente,

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Super Herois e Religião

Deus, ao 7º dia parou para descansar. O Super Homem não sabe se vai ter o dia livre. O Batman está a dormir depois de uma noite a vigiar Gotham. A Mulher Maravilha está ocupada entre escolher a roupa de domingo e salvar o Steve Trevor.

Domingo, nos dia de hoje não deixa de ser o "dia de ir à missa". Mas ao contrário dos tempos idos em que a indumentária era formal comprada especialmente para aquele fim, o traje dos tempos atuais é encontrado em qualquer lado: o famoso fato de treino. Domingo passa a ser o dia de colocar as séries em dia, a leitura e os filmes. 

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Não são os super heróis uma religião? De acordo com o documentário "Superheroes Decoded", os super heróis e a história dos U.S.A. andam de mãos dadas. E, no fundo, com  a história mundial. Durante a 2ª Guerra Mundial, apareceram os simbolos patrióticos que apelavam não só ao nosso amor à bandeira, como mostravam que podiamos vencer, que o bem pode ganhar o mal. Era um alento face à fome, à tristeza da perda  e ao medo. Quando terminou esta guerra, entramos na guerra fria, em que a ideia que prevalece é o regresso à normalidade: a mulher em casa com os filhos e os homens a trabalharem. Nesta época de conservacionismo, imposta por McCarthy, os heróis iam desaparecendo com a criação de um código de conduta para B.D. e a associação da B.D. à demência infantil. Até que com Kennedy no poder e a corrida ao espaço, existe um novo ressurgimento dos super heróis, acompanhada pela maioridade atingida pela geração infantil reprimida aquando a guerra fria. A partir daqui, com várias mudanças em resposta à sociedade e história - criação do Homem Aranha quando a geração adolescente se revolta nos anos 60, o Capitão América deixa de ser Capitão América perante o escândalo de Watergate, ressurgindo após o 11 de Setembro, ressurgimento do Super Homem durante a Guerra do Vietname - os Super Heróis, mesmo para os não-americanos são símbolos de esperança, força e liberdade, sem nunca esquecermos o seu lado humano. Por isso, durante décadas, temos lido e discutido as aventuras dos Super Heróis, seja sobre versão de livro em comics ou em versão de cinema, temos idolotrado estes seres porque eles são o simbolo de algo maior poderá existir.

 

Lendo isto, no final do documentário fiquei a pensar: não é a mesma coisa que a fé religiosa? É inato ao humano precisar de acreditar numa força que não consegue explicar mas que nos pode ajudar a resolver problemas, que nos afasta da realidade para combatermos forças externas. Tudo isto só pela força do ... acreditar. Tal e qual como acreditar num super herói, que para além de tudo o objetivo deles é apelar ao nosso melhor lado, aos nossos melhores valores sem nos deresponsabilizar.

É obvio que não tem o teor de uma religão, nem a força para a maior parte das pessoas, porque não existe talvez a base real de onde foi criada a religião. Mas será? O Super Homem foi imaginado por um dos seus criadores, na sua adolescência, um ano depois do seu pai ter sido morto a tiro por ladrões na lavandaria onde trabalhava. 

Sei que provavelmente muitos não vão concordar porque "bonecos" e religião não são a mesma coisa. Mas no fundo para mim é tudo fé: fé em algo maior que nós. E não é isso que nos faz acordar de manhã, seja no que for que acreditamos?

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Sinceramente,

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Histórias de todos nós

No outro dia estava a ouvir a históra de uma pessoa com imensas coincidências de tempos e pessoas em comum. E na minha cabeça comecei a pensar o seguinte: e se existisse um livros com as nossas histórias? Seria o livro da história do Mundo, em que cada capitulo seria um de nós. Uns capitulos seriam maiores que outros, uns mais turbulentos e outros mais calmos.

Quantas vezes apareceriam personagens repetidas? Quantas vezes já nós não fizemos partes da história de alguém? No dia a dia, quantas vezes alguém não mencionou que passou por nós, que estacionamos mal o nosso carro, que fizemos barulho, que fomos simpáticos com eles. Que lhes mudámos a vida, que inspiramos alguém. Quantas vezes já fomos a desilusão de outrém, a tristeza, a melancolia.

 

E quantas vezes o nosso rumo não foi mudado por outros que existem noutros capitulos no livro da história do Mundo? Quantas vezes passaram por nós repetidamente? 

 

Quantas histórias de amor teria? Quantos adeus?Quantos reencontros teria? Quantos se perdiam?

Quantas linguas existiriam nesse livros? Quantas culturas e impérios? 

Quantos pretéritos imperfeitos e futuro do presente?

 

Seriamos os heróis da nossa história?

 

Fascino me muitas vezes por estas história do quotidiano, que de nada têm de especial mas que não deixam de ser tudo naquele momento. 

 

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Sinceramente,

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É tempo de aquecer a alma

Verão para mim é abrir o armário e ter vestidos e tops, costas à mostra e chinelos de dedo. Das cores berrantes, de malas pequeninas, chapéus na cabeça.

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 Verão para mim é ter o jardim cheio de cores e cheiros, e pinta-lo sempre com mais cores. De sentir-me uma exploradora sempre que uma borboleta, uma lagarta, uma joaninha passa por mim. Navegar por esses mares frios, enquanto fluto nos pensamentos fruto do calor do Verão. 

É chegar ao final dia e ter a sensação que ainda tenho mais, tenho mais tempo para mim. É respirar, e sentir o calor na pele, a areia nos dedos e ter o carro mais sujo que o costume. São passeios que ficam na memória, caminhadas da vida com as sapatilhas da experiência. 

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Verão são saídas sem pensar como vai estar o tempo, comida acabadinha de sair da origem direta para o prato. É cheio a sardinha, a couscous, alface, melancia e meloa. É tempo de satisfazer a minha gula insaciável por gelados.

De noites que aquecem nos pés, a cama e a alma. De estrela mostrarem a sua beleza escondida pelas águas do Inverno. 

É tempo de festa, de cor. De feiras de comida, de artesanato e de livros. De romarias, cores no ceú, e no dia-a-dia.

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É tempo de sol: sol na minha alma.

 

Sinceramente,

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BLOGGER
Sou a Sofia Gonçalves, curiosa sem fim, 28 anos com muitas coisas que quero fazer. Ou estou no ginásio, ou na praia, ou em casa a ler um bom livro, ou a tratar das minhas plantas e animais. O “The Daily Miacis” é um reflexo meu.

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