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The Daily Miacis

METAS OUTUBRO

et this be an opportunity to reflect and prayfor a

Outubro é aquele mês que espero sempre que chegue. Setembro é uma época de passagem, em que acaba a ázafama do mês de Agosto, começa a limpar-se o que sobrou do Verão. É uma época em que ainda está calor mas o frio aparece de leve. Outubro é um mês que definitivamente marca, e muito mais para mim. Já estamos no Outono, e por muito que seja um ano anormal, as árvores já estão pintadas de amarelo e vermelho. No ar já paira um cheiro frio, e já nos agrada pensar chegar a casa vestir umas meias e pegar numa manta. Pensamos em comidas aconchegantes, e é a reta final de conservar para o Inverno o que o Verão deu de sobra. É a época das compotas, das castanhas, dos figos. 

 

E é o mês místico per se, é o mês das bruxas, do oculto, do sobrenatural. Cheira a misticismo quanto mais nos aproximamos do dia 31 e não é só porque as lojas já estão cheias de decoração.

 

Como senão bastasse tudo o que já disse, é o mês do meus anos. Faço anos mesmo ali no meio, que faz com que metade do mês penso ainda falta para os meus anos e na outra metade penso "carambas já tenho mais um, que se lixe vem aí o Halloween".

 

Este Outubro é especialmente importante para mim. Primeiro, é o último antes de entrar na casa dos -inta (sinto me idosa...). Segundo é muito importante porque vou começar outra fase do tratamento da ansiedade. Espero conseguir, espero passar vitoriosa nesta fase e conseguir começar a abater os kilos extra que ganhei.

 

Tendo isto em conta, para o mês de Outubro as minhas metas são:

  • Acabar o desafio Pottermania lançado pela página Marauders e a Claúdia de " A mulher que ama livros". 
  • Criar um excel para começar a rever bem as minhas poupanças.
  • Destralhar de vez a parte de cima da casa.
  • Ao entrar noutra fase do tratamento, tenho mesmo que começar a fazer mais yoga em casa.
  • Anotar as minhas ideias para a(s) história(s) que tenho.
  • Acabar as leituras para o clube de leitura e marcar o próximo encontro, da Companhia da Tinta.
  • Tirar o curso de bordados.
  • Ver as séries Outlander, The Orville, e Star Trek Discovery.
  • Festejar o Halloween como deve ser.
  • Tentar me divertir nos meus anos
  • Criar novas rubricas para o blog, e pensar na rubrica do Natal (se quiserem dar ideias sou toda ouvidos).

Espero conseguir cumprir as metas, algumas não tenho mesmo outra hipótese que não as cumprir.

 

Sinceramente,

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Um pouco de caos

Já mencionei várias vezes que uso um bullet journal e que me tem ajudado bastante. Contudo, eu uso o bullet mais para tracking de atividades e de humor por exemplo do que exatamente para organizar a minha vida. Ou seja, eu não tenho lá todas as tarefas diárias que tenho de fazer e vou riscando minuciosamente. Não consigo, não dá e sou demasiado esquecida para isso.

 

Eu acho que a vida sabe bem é com um pouco de caos.

 

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Com a ansiedade, dir-se-ia que caos não funciona. Porque traz demasiada instabilidade, demasiado imprevisibilidade que não combina com o ansioso-manioco-criador-cenários-panicoso. Contudo, a minha experiência na minha vida permite me dizer que não é assim. Eu nunca fui uma pessoa de muita organização e planos. Aliás a minha avó diz que nunca planeies muito porque depois não acontece. E assim é: não tinha planeado muitas coisas para o futuro e maior parte delas como os planos que todos têm, ter uma casa, casar, filhos, ir aqui e ali, fazer isto e aquilo, mas tinha tido como certo, aliás como facto, que iria tirar um curso do meu gosto e ter um futuro emprego com sucesso. Como sabem, nada disso aconteceu. Não entrei no curso que queria, acabei por entrar noutro que, bem na verdade acabou por ser melhor e posso dizer com orgulho define-me como pessoa, e depois de tanta batalha e de mostrar que biologia não é uma cena de hippies no campo a dar mimos na relva, não consegui emprego. Isso feriu não só o meu ego, como também culminou num embater sucessivo de frustações provenientes de sonhos não realizados, e por isso, gerou a ansiedade monstruosa que existe em mim. 

 

Mas, se há coisa que aprendi com o livro " A Lei de Murphy" é que se alguma coisa de mal pode acontecer, ela vai acontecer quer queira quer não, e que daí só pode vir melhor. Então não penso muita nas coisas. Tento desenhar caminhos, tento direccionar-me mas sem caminhos construidos, com pedras no chão e placas. Vou por caminhos poucos explorados, e se quiser mudar de direcção, posso sair da estrada e criar outro caminho meu. O facto de não me obrigar a algo não me cria expectativas que depois não são atingidas. Embora ter metas é bom para o foco e a disciplina, não me impor um futuro certo não me cria expectativas que depois senão atingidas me criará outras consequências.

 

O caos dá também imaginação. Quando não temos as coisas planeadas, e aparece algo com que não contamos, as manobras que temos de criar para ultrapassar essas situações não só nos tornam mais espertos com mais experiência como nos torna mais criativos. 

 

O caos oferece-nos outro ponto de vista. Outra forma de ver a vida. Sabemos que temos muito lixo, muita poluição no dia a dia, e o facto de já estarmos imune à poeira que nos ofusca a visão, consegue fazer com que estejamos mais atentos aos pequenos pormenores. Este pequeno ponto tem me ajudado muito. Reparei em pequenas tarefas que fazia há uns anos, quando a ansiedade estava lá latente mas não saia de mim, me ajudavam a ultrapassar e que eu, por vias da vida, deixei de fazer. Então consegui no meio da confusão que é a vida, ver que talvez fossem essas pequenas coisas que me iam fazer voltar a mim mesma. Coisas como parar e me sentar nas escadas lá fora, caminhar ao final do dia pelos campos na aldeia, voltar às manualidades, voltar a ler, e a escrever, cozinhar sobremesas, deitar me no sofá com o portátil e ver um filme.

 

Para mim não há nada como um pouco de caos para apimentar a vida. E como dizia Tolkien " Not all those who wonder are lost".

 

Sinceramente,

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O meu pulso manda em mim

 

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Quem me segue o facebook, deve ter visto que em Julho eu partilhei que eu + holter parecia daqueles senhores a fazer aérobica nos anos 80, com um walkman. O resultado do holter veio, tinha  tudo normal excepto um pico às 8 da manhã, e um alerta na descrição do exame que tinha uma aritmia cardíaca. 

 

Hipocondriaca e pessimista como sou, refiz já a vida na minha cabeça. Como senão bastasse, quando fui levantar o exame na médica de família tinha um papel com o seguinte recado " Deixar medicamento x, passar a tomar y. Falar comigo". Instalou-se o pânico. Já me estava a ver velha com 50 anos, e a fazer contas à vida, para comprar whisky do bom a ver se fazia o coração aguentar mais uns anos. Como senão bastasse, a médica entrou de férias, quando chegou estava eu de férias, e quando cheguei, ela estava tão ocupada porque a outra médica de família estava de férias, e não consegui falar. Quando finalmente se deu o encontro entre médica e paciente, foi uma risota para mim e para ela deve ter sido um episódio de "mais uma paciente tolinha na minha posse". O que é que se passou? É que de facto eu tinha deixado um recado no exame a dizer o seguinte: o pico de batimento corresponde aos meus agachamentos matinais. Sim eu quis fazer o holter porque me recomendaram devido a taquicardia, mas como estava calor não ia correr com aquilo porque descolava num minuto com o suor. Então fiz agachamentos a ver se havia muita alteração cardíaca. A médica não viu o recado logo para ela era mesmo alteração cardíaca. Depois de explicado e ela olhar para mim como " louca", não houve alteração nenhuma de medicação e a aritmia afinal não é batimentos descompassados, mas batimentos nervosos (até o coração é nervoso vejam lá!).

 

Isto tudo para dizer o quê? Andando o meu namorado a namorar um smartwatch, acabamos por também namorar as bandas fit. Depois de ler quinhentas mil reviews de milhentos relógios, fazendo uma boa relação preço/qualidade/oferta de extras, encontramos o Xiaomi Miband 2. Eu queria um relógio fit porque queria que me medisse as calorias gastas e visse o batimento cardíaco. Queria ver se o meu coração que na altura podia estar a funcionar mal, estava a funcionar corretamente. De todas as ofertas que existem, só os mais carissimos é que apresentavam sensor para o batimento cardíado O Xiaomi MI Band 2 é dos poucos (nenhum atrevo me a dizer) relógios que com um preço baixo tem sensor para o batimento. Mas o relógio faz mais que isso, e a app ainda muito mais. 

 

  • Diz as horas : Ninguém diria que um relógio fit diz as horas. Não só diz as horas como, diz o dia em que estamos, o dia da semana,  também pode ser colocado um alarme.
  • Analisa o nosso sono: ao dormir com a banda, o relógio analisa se dormimos bem.  E dá pontos! Quanto mais cedo, quantas mais horas dormimos, e quanto mais sono profundo tivermos, mais pontos temos. E faz análise de como nos sentimos conforme as noite que tivemos (na app).
  • Conta os passos que damos: faz a contagem dos passos que damos. É tão simples quanto isso.... Ah! Podemos ter metas diárias. O recomendado é 8000 passos de acordo com a organização mundial da saúde.E é essa meta que tenho. E sabem o que é triste? É que realmente eu por dia não ando quase nada. Vida de office dá nisto. Tenho que ir dar as minhas caminhadas e mesmo assim muitas das vezes não atingo os 8000!
  • Conta as calorias: ok contas as calorias supostamente conforme as atividades que fizemos e os passos. Eu nesta parte não tenho muita confiança sou sincera.
  • Conta o batimento cardíaco: sim conta, e realizei que costumo ter o batimento cardíaco baixissimo. Ninguém diria isso de mim.
  • Avisa-nos para levantar a peida: quando estamos uma hora sem mexer ele diz que temos de nos mexer.
  • A app faz a magia: analisa o sono, dá para escolher atividades e analisa como foi a actividade (até diz conforme o batimento cardíaco o tipo de gasto calórico que tivemos), dá para ver o nosso historial, entre muitas mais coisas, quanto combustivel poupamos conforme o que andamos, quantas vezes fizemos streak ( ou seja fizemos a meta diária seguida), etc.

 

Como senão bastasse, ainda dá para comprar braceletes, e trocar conforme o oufit!

 

Têm na gearbest, e na nova atalho, caso estejam interessados. Eu fiquei rendida.

 

Sinceramente,

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Dos projetos bonzões | Thirteen Studio

Nós, os tugas, somos um povo genial. E mesmo sem objetivos nacionalista, e sem organização territorial, somos bons em muita coisa e numa delas é em projetos de bons gosto, de trabalhos artesanais, criados desde o zero, e espetaculares.

 

É o caso da Thirteen Studio Project. 

 

A junção da paixão e mérito de duas irmãs, Ana e Carolina, levou à criação e divulgação original do projeto Thirteen Studio, associado ao blogue Thirteen. T-shirts bordadas à mão, com amor, dedicação e muito humor. Só a descrição das t-shirts convence-nos logo. O trabalho do bordado pode demorar a temporada de uma série, podem ser consumidas 3 litros de água e cada t-shirt viaja seguramente 350 kms. E o local de produção? É um cadeirão (que inacreditavelmente foi o que eu disse este fim de semana que queria para o meu local de leitura).

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Eu já encomendei a minha, e vocês? (imaginem qual.. dou uma pista -  tem picos)

 

Sinceramente,

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BLOGGER
Sou a Sofia Gonçalves, curiosa sem fim, 28 anos com muitas coisas que quero fazer. Ou estou no ginásio, ou na praia, ou em casa a ler um bom livro, ou a tratar das minhas plantas e animais. O “The Daily Miacis” é um reflexo meu.

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