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The Daily Miacis

O que tenho lido #2

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Finalmente consegui acabar "Dune". Andei dias a chorar que a história nunca mais acabava, e agora estou em ressaca porque faz me falta aquele Mundo. Sinto saudades do calculismo do Paul, da integridade e sensibilidade da Jessica, da curiosidade da Alia, a calmeza da Chani e o mistério envolvido naquele planeta Arrakis. 

Se gostam do género literário ficção cientifica, este é o livros dos livros. O mundo criado por Frank Herbert é tão detalhado, tão surreal e no entanto tão próximo de nós. Tem tanto de sistemas, e conceitos estranhos para nós como costumes e culturas que conseguimos assimilar facilmente. 

Atritos entre familias e interesses do Imperador, a familia de Paul foi obrigada a deixar o seu mundo Caladan, rico em verdura e água, para Arrakis, um planeta deserto. Este planeta não é que parece, nem a sua população é tão inocente e com tão pouca força como se pensava. Vemos uma familia a passar por um golpe militar, obrigada a deixar o seu estilo de vida, e que são obrigados a viver a vida do deserto. Mas para além disto tudo, Paul é um prodigio previsto pelas Bene Gesserit, uma ordem de mulheres politica e religiosa cujo interesse é criar linha heriditárias pelas misturas das casas reais conforme a necessidade. Criam mulheres poderosas que conseguem controlar o corpo e a mente delas e dos outros. Desde o inicio somos alimentados pela lenda Kwisatz Haderach, que seria o elo entre a dictomia homem-mulher, analitico-intituivo, e vemos essa lenda crescer e tornar poderoso para além das nossa crenças.

Esta história já não era novidade para mim, porque já tinha visto o filme há muitos anos. Lembrava-me de pontos chaves, mas não me lembrava de tudo. E ainda bem que o li só agora porque consegui ler com muito mais cuidado e atenta a vários pormenores. De facto, Frank Herbert é quem criou as bases para outros grandes nomes da ficção cientifica, pois temos uma história que tem politica, intriga, geneologia, militarismo, planetologia, mitologia, ambientalismo, até cultura musical. As personagens criadas, todas elas trouxeram consigo um novo campo à história. Contudo, é um pau de dois bicos: o mundo criado é fantástico desde os costumes intrincamente bem pensados tendo em conta o planeta onde estão, a forma de viver das sociedades que muda consoante a casa imperial ou  o planeta, mas as personagens trazem pouca intensidade. Mesmo Paul, que é talvez das personagens que conseguimos perceber o que se passa com ele, temos poucas experiências do passado que lhe ajudem a criar o caracter dele. E uma das personagens chaves da história que é o pai dele, nem consegue criar empatia. Contudo se fossemos a dar profundidade a cada um dele, não sei até que ponto a história seria muito extensiva. Talvez o objetivo da prosa seja esse: é estarmos atentos aos acontecimentos e não nos fixarmos nos sentimentos das personagens.

Consigo entender que isto é talvez uma previsão de como será o nosso mundo daqui a uns anos, a vários, vários anos. Penso que a genialidade de Frank Herbert advem daí, é que embora seja um mundo de ficção conseguimos facilmente extrapolar para a nossa realidade.

 

Embora tenha achado que as personagens não tivesse muito profundidade, ao longo de todo o livro temos várias frases filosóficas que mostra como as personagens estão a viver o momento.

Recomendo vivamente, não deixa de ser um clássico da literatura pois é um marco no género em questão.

Sinceramente,

 

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Sou a Sofia Gonçalves, curiosa sem fim, 28 anos com muitas coisas que quero fazer. Ou estou no ginásio, ou na praia, ou em casa a ler um bom livro, ou a tratar das minhas plantas e animais. O “The Daily Miacis” é um reflexo meu.

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