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The Daily Miacis

O que tenho lido #4

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Este livro foi o escolhido para a categoria dos contemporâneos do Clube de Leitura  " Companhia da Tinta". (ver blog aqui)

 

"Os Falsários" de Bradford Murrow  é um policial recente que se desenrola no mundo escondido dos livros raros e das falsicações literárias. Quando vemos esta última frase e lemos a primera do livro, somos logos embalados num mundo de crime e intriga, charme e mistério.

 

Contudo, na minha opinião este livro falhou. A história começa com a descrição de um crime, um pouco bárbaro, de uma personagem que ao longo do livro não conseguimos criar carisma mas que de facto foi uma vitima. Essa vitima era um irmão parasita da namorada/mulher do personagem principal Will. A acção em si desenrola quando, depois do homicidio de Adam, descobre-se que ele era um falsário. E assim Will começa a pensar na vida dele, que tinha deixado para trás, como falsário, antes de ter sido julgado por isso e ter sofrido perdas. 

É neste ponto que tudo o que este livro prometia, desaparece. Um terço do livro é Will a pensar na vida dele como falsário: as feiras onde esteve, algumas das obras que ele falsificou, pois Will, embora bastante magoado com o facto de quase ser preso por falsificação, tinha orgulho no seu trabalho, na sua arte  e nunca ficou a cem por cento fora da área.  Metade do livro é a relação dele com Morgan, a irmã do assassinado. Acerca do dia a dia deles, dos altos e baixos que já tiveram. O livro foca tanto nesses pequenos detalhes que por vezes pensei que ela seria o assassino do próprio irmão, porque para mim seria talvez um método de desviar a nossa atenção para detalhes importantes. Só uma percentagem diminuta do livro é o crime e suspense em si, e de uma forma simplificada. Sabemos que o Will recebeu há uns anos ameaças, que voltaram a ressurgir depois da morte de Adam. Mas mesmo quando se dá o encontro de ameaçado com ameaçador, é descrito de uma forma tão banal que não dá impacto nenhum. Ainda assim, o pior de tudo para mim é o último capitulo, que literalmente dá uma reviravolta na história, mas, o desenrolar do texto é tão simplificado que quando chegamos à revelação não consegue criar novidade em si.

 

Penso que todo o livro pode ser descrito como leve. As personagens para mim são muito levianas. Não consegui criar empatia com nenhuma sou sincera, e mesmo as referências ao mundo dos livros raros não foi assim nada por aí além que me tenha feito ficar muito empolgada. É uma história que nos vai prendendo por pequenos factos mas que vai passando, voando, muito ao de leve. Apesar de tudo, ainda assim marquei bastantes passagens bonitas pois este autor fazia descrições comparativas ou mesmo buscando exemplos da literatura. E como o autor favorito desta personagem era Sir Arthur Conan Doyle, tem sequências engraçadas.

 

Para primeira leitura do clube não correu muito bem, contudo a ideia é mesmo essa, termos várias experiências. Infelizmente não vou conseguir ler " O retrato de dorian gray", que mau exemplo como moderadora. Contudo estou a ler bastantes para o desafio especial.

 

E vocês?

 

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Sou a Sofia Gonçalves, curiosa sem fim, 28 anos com muitas coisas que quero fazer. Ou estou no ginásio, ou na praia, ou em casa a ler um bom livro, ou a tratar das minhas plantas e animais. O “The Daily Miacis” é um reflexo meu.

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