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The Daily Miacis

Bitaite da Sexta #27

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Têm sido umas semanas complicadas. A próxima também vai andar no mesmo ritmo. 

Mas tem servido para finalizar vários assuntos, como testar certos comportamentos meus.

E tenho crescido muito. Em várias decisões que sou contraposta durante a semana, tenho percebido que algumas coisas tenho de parar, que outras podem ser mais tarde e outras têm que ser feitas. Até na hora do cabelo, ia cortar o cabelo à louca e disse não.
Digo que tenho orgulho em mim nestas últimas semanas. Estou cansada, mas estou contente comigo. Não foi nada demais, mas são estas pequenas coisas com que trabalhamos e enfretamos tal qual cavaleiro andante, todos os dias, que vejo que germinei e estou a crescer. Estou a voltar a mim. 

 

Consigo ao pouco pegar nos pequenos pedaços de vidro que estavam estilhaçados no chão e aquece-los, e formar um novo espelho.

Não, não é uma vida perfeita, nem estou como quero. Continuo no emprego que não gosto (volto a repetir não gosto pelo emprego que é não pelas pessoas e pelas condições que me dão), tenho excesso de peso, o meu problema com a pele persiste, a ansiedade ainda cá anda, e ainda não vejo um caminho a ser construido à minha frente. Ainda tenho receio de algumas coisas, e estupidas como escrever histórias e pintar. Mas passo a passo, vai se crescendo.

 

Tenho decidido que até 2018 não penso em mais nada. E em 2018, vou focar me em: poupar, focar em mim e planear o que quero fazer no futuro.

Sinceramente,

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Bitaite da Sexta #25

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Hoje tenho um pensamento, que pode gerar má interpretação, mas acompanhem-me.

 

Ansiedade é uma coisa complicada, e uma das formas que nos faz parar um pouco  a cabeça é comparar. É ver que de facto podiamos estar pior. Pode parecer que sou má pessoa, mas não faço isto porque me sinto superior. Contrário, aliás é mostrar que há pessoas que têm mais problemas que eu e aguentam muito bem, enquanto eu tenho um chiliqui.  Mas ver que podia estar em situação que para mim, seria pior ajuda-me. É agradecer ao que tenho, e a gratidão é uma forma de ajuda. 

Mas se o mundo fosse justo, e todos estivessem numa situação boa, era lixado para quem sofre ansiedade, porque não havia forma de comparar. Ou se o Mundo fosse justo já nem existia ansiedade? É bom pensar numa situação assim, eu cá por mim não me importava que a minha cabeça parasse um bocadinho.

 PS: Não se esqueçam de inscrever no evento natalicio.

Bom fim de semana!

 

Sinceramente

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Passo a Passo

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Antes de tudo, muito obrigada pelas escolhas ontem! Já tenho aqui algumas ideias escritas!

Ontem foi um dia emocionante. A chegada de um novo ser traz sempre muitos emoções bonitas à flor da pele. Antes de ir à maternidade fui comprar uma lembrança para dar, e o meu sonho foi sempre entrar pelo hospital com um balão de maternidade com hélio. Culpo os filmes, é verdade. E com isto, já tenho mais um ponto a tirar da minha checklist.

Fui ao centro da cidade bem rápido, procurar uma lembrança bonita e o dito balão (FYI, Mundo Encantado em Viana tem boas escolhas e enche com hélio). Entrei numa loja que conhecia a existência dela mas nunca tinha olhado de perto para o que era em si. Entrei, escolhi o quer queria e estive ainda um bocado à espera de ser atendida. Enquanto estava lá, respirava aquele negócio. Simples e lindo. A loja chama-se "Mãe Galinha" e é como um atelier de roupa e acessórios para crianças. A senhora tem a mesa de costura, tem trabalhos pendurados pelo atelier, atrás tinha uns roupeiros com batas pequenas penduradas. Entrou uma senhora com uma filhota de 4 anos e uma pequenina que iam buscar as encomendas para o Hallowen e experimentar: a de 4 anos levou uma saia toule e uma vassoura e a pequena uma fita com uma aranha na cabeça. Entrei em modo off : modo de como  eu gostava de ter assim um pequeno negócio meu.

 

Sempre quis ter assim uma coisa "riquinha" um pequeno negócio de manualidades, costura e bordados, assim muito à moda dos anos 60, ser escritora e ilustradora e viver numa aldeia numa casa de campo com um bonito jardim. Vida simples, nada de muito fancy. Aliás, eu nunca quis uma vida muito ocupada, ou com muita fama, nem muito dinheiro. Não recuso o último se vier, porque não compra felicidade, mas ajuda bastante.  Num modo mais intimista posso admitir que o meu sonho em ser bióloga não era pelo gabarito de trabalhar numa universidade ou laboratório xpto, era só pelo prazer de poder contribuir para a história e conhecimento humano porque isso para mim era algo muito honroso para mim.

 

Pensei nos pequenos negócios que foram sendo gerados e crescendo, mas nunca chegaram a parto quanto mais a gatinhar. Pensei nas pequenas coisas que fui tentando mas não deu muito sucesso, como os meus colares bordados. Penso que talvez eu não tenha alma empreendedora. 

 

Contudo respirei fundo, fechei os olhos, e disse para mim mesma, 10 vezes repetidas " Eu consigo". Este é o meu mantra, prece, o que lhe quiserem chamar, que digo para mim mesma quando penso em algo e começo a desatinar " Eu consigo". Eu consigo chegar ao fim do dia feliz, eu consigo passar esta fase má, eu consigo estar 10 minutos no computador sem que o Chewie reclame comigo, eu consigo abrir um negócio, eu consigo escrever uma história, eu consigo perder o medo de pintar, eu consigo lutar por mim, eu consigo dormir sossegada, eu consigo correr o tempo que eu quiser, eu consigo conseguir. 

 

Vamos todos conseguir! 

 

Sinceramente,

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Do Balanço

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Quando olho para tudo o que aconteceu este ano, parece que o inicio de 2017 é uma ilusão óptica. Simultaneamente parece que ainda estou no inicio porque passou tudo tão rápido, mas à medida que desdobramos o tecido temporal, os eventos são tantos que o inicio parece uma miragem.

 

Não é tudo rosas. Tem dias que ainda estremeço, encolho, que tenho medo do que virá ( e do que não virá). Mas penso, e digo para mim várias vezes "Tu consegues". Tento aos poucos agarrar aquela Sofia que há uns anos vivia dentro mim. Quando me sinto perdida e não sei para que sitio me virar, penso com calma se este caminho não for certo, outro caminho aparecerá. Voltei  a bons hábitos, a gerir o tempo, a fazer o que quero sem ter medo de falhar, e de me forçar a conseguir sem pressão. Tudo a seu tempo. Voltei a ler, a bordar, a escrever, a arraiolos, a caminhar, ao yoga, a ver séries (só me falta perder o medo de voltar a pegar no pincel). Voltei aos pequenos momentos que me dão sanidade, que me fazem respirar, sorrir, atrever-me a sonhar e lutar. Perdi o medo de mostrar o EU. Sim, não tenho medo de dizer quem eu sou em pleno pulmão, e sabem o que isso me tem mostrado? Que sou coisa que valha e que tem valor para outros.

 

Não é tudo rosas. Com a fase em que estou, um passo errado pode fazer o esforço ter sido em vão, mas eu não vou desistir. De tudo que tenho conseguido alcançar, aquilo que me mais me faz feliz, que me deixa finalmente com... esperança, é que ganhei VONTADE. Vontade de sonhar de novo, vontade de querer fazer, vontade de querer voltar à luta. Já não tenho medo de esperar que um dia talvez vá fazer aquilo. 

 

Não é tudo rosas. Não correu tudo como esperava, aliás este ano tive muitas desilusões. Amigos que seriam amigos afastados, as expectativas no emprego não correspondem ao que eu esperava, e nem na saúde tudo se resolveu. Tinha ideias de neste momento, já ter resolvido muito dos problemas mas não consegui, estou a ganhar outras valências e outra forma de ver a vida. Consegui outras coisas melhores, e mais conseguirei. Sim posso dizer que tenho inveja quando ouço outras pessoas a falar, quando vejo o que têm no dia a dia. Mas depois olho para mim e penso "Ok não tenho aquilo: um emprego de sonho, hobbies de sonho, e uma vida feliz. Mas tenho o que eu sou e isso vale ouro". Não vou mentir, resolvia muito problema ter um emprego bom mesmo que isso implicasse trabalhar (perceberam?), mas o que tenho é bom, podia estar pior e mais tarde hei-de conseguir algo. Planos não me faltam, tenho é que os meter em acção. Quem sabe, depois de tanto plano falhado para um negócio próprio vou conseguir mesmo ter um que seja meu. Dizem " Quem muda, Deus ajuda", eu queria ajuda mas com as duas mão atadas não consigo. Mas eu hei-de dar um pé para me ajudarem a levantar nem que seja virado do avesso.

A vida é mesmo assim dá com uma mão e tira com a outra. Para quem lê fantasia, já ouviu muitas vezes a frase " A magia tem sempre um preço", e a magia da vida paga-se: se queremos ter luz na nossa vida, temos que ter escuridão à sua beira. É assim que tenho encarado as partes más da vida, como um jardim que quando deixado ao seu rigor, evolui num climax natural e desorganizado, confuso por vezes; mas quando olhamos a cada detalhe do jardim, está cheio de plantas fortes, perpétuas, robustas e delicadas,  e autênticas e encontramos as flores mais lindas e raras que tornam aquele jardim único

 

Não é final do ano para estar a fazer resumo, mas tive mesmo que deitar cá para fora. Para o final do ano terei outro texto parecido.

 

Sinceramente,

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BLOGGER
Sou a Sofia Gonçalves, curiosa sem fim, 28 anos com muitas coisas que quero fazer. Ou estou no ginásio, ou na praia, ou em casa a ler um bom livro, ou a tratar das minhas plantas e animais. O “The Daily Miacis” é um reflexo meu.

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