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The Daily Miacis

METAS FEVEREIRO

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 Fevereiro é uma lufada de ar novo, certo? Esperemos que sim. É aquele mês em que damos uma segunda hipótese a todos aquelas resoluções que dissemos que começavamos a fazer a partir do dia 1 mas até ao 31 de Janeiro não deu. No meu caso será colocar aquelas resoluções que não me lembrei sequer delas como escrever. Infelizmente, não deu tempo. Dou um desconto que finalmente fiz as mudanças e arrumar a casa TODA , teve a sua cobrança no meu tempo bem como na minha paciência.

 

Também, diz por aí, que é o mês do amor (e dos gatos). Para mim é mês de aniversários. O que me alegra mesmo é que há um feriado e o mês é um pouco mais curto. 

 

Vamos entrar no segundo mês do projeto 365 dias com Poirto e Marple, que me está a animar muito. Era daquelas coisas, sabem, que temos na lista para fazer há muitos, muitos anos e que deixamos sempre andar porque "hei de ter tempo para ler mais tarde" e nunca se lê. Vou acabar de ler também "A Filha da Floresta" para a leitura partilha da Mafalda, e "I Robot" para o meu clube de leitura.

 

As metas para este mês carnavalesco são:

  • Acabar de dar os retoques que faltam no escritório (não deixar nada para outro dia)
  • Planear e desenhar o meu pequeno jardim horticola
  • Comprar material para a troca/manutenção das suculentas
  • Pintar aguarelas
  • Escrever, por amor de deus!
  • Voltar às caminhas pelas aldeia
  • Rever metas profissionais
  • Descansar

Estes últimos dois são mesmo essenciais.

 

Sinceramente,

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Clube do Livro Companhia da Tinta - Ciclo Janeiro/Fevereiro

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A leitura para o clube do livro "Companhia da Tinta" neste ciclo de 2 meses é " Eu Robot" de Isaac Asimov. Depois de um empate em 3 títulos, ficou este livro escolhido. Muitos devem conhecer a história devido ao filme protagonizado por Will Smith, com o mesmo título do livro.

Sinopse:

Isaac Asimov alterou para sempre a nossa percepção dos robots quando formulou as já clássicas leis que governam o seu comportamento. Em, "Eu, Robot", Asimov faz a crónica do desenvolvimento do robot, desde as suas primitivas origens no nosso presente até ao derradeiro aperfeiçoamento num futuro não tão distante - um futuro no qual a própria Humanidade poderá vir a ser considerada obsoleta.

Histórias de robots que enlouquecem, de robots que lêem a mente, robots com sentido de humor, robots filósofos, robots políticos e robots que, secretamente, governam o mundo, tudo contado com a mistura dramática de factos científicos e de ficção científica que se tornou a imagem de marca de Asimov.

 

Não é das melhores sinopses mas em inglês ou português, era quase o mesmo, com a adição das 3 leis robóticas. Penso que é um livro interessante, e se participarem na leitura deste ciclo, gostava que pensassem nas seguintes questões: em termos éticos e morais, quando é que acham vamos passar a considerar um robot como um igual a nós? No que toca a leis como de segurança, perante um homicidio por exemplo, ou perante o cuidado de uma pessoa? Como é que vamos passar a considerá-lo imperdivel em termos de "alma" por assim dizer? E quando um robot superar a inteligência humana que é algo facilmente atingível, será que o papel professor-aluno vai inverter? Eu gosto de pensar neste tipo de assuntos, porque parece algo não atíngivel no momento mas penso que não é bem assim, e nós temos um dedinho de papel de Deus no que toca a criação, mas também não gostamos que nos superem. Contudo, quando é que vamos atingir a perfeição na criação que ela vai se tornar igual à nossa imagem?

 

Sinceramente,

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Este ano eu...

Foi dos anos, desde que tenho o blog nas várias plataformas que já saltitei, que provavelmente publiquei mais posts seguidos.

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Fiz uma tatuagem com uma das frases de uma das minhas obras favoritas, com a qual me identifico em todo o meu ser.

 

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 Criei o meu clube de leitura, que logo depois do primeiro mês teve uma re-estruturação mas nunca pior. 

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Vicie-me no Booktube (obrigada A mulher que ama livros, Holly ReaderA Outra Mafalda, Lucy the Reader) e voltei a ganhar o gosto à leitura. Das melhores coisas que me aconteceu este ano. Que fez com que eu criasse objetivos meus para o próximo ano.

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Perdi o Nero algo que não falei por aqui porque me custou muito, mas por outro lado ganhei uma porquinho da India que já trazia outro presente com ela.

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 Entrei numa depressão nervosa, mas comecei a sair dela. 

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 - Tenho uma casa minha e assinei um contrato sem termo. 

- Muitos que eu pensava serem amigos, desiludiram-me, fizera me sentir parva e usada de tantas formas, mas cheguei a ponto que: não quero saber. Tenho pena que tenha acabado, mas quem perdeu foram eles, e a minha vida é minha. Só me enganam uma vez. 

- Voltei a velhos hábitos, como bodar, arraiolos, ler como já referi, crochet, e pintar. Até histórias já voltei a criar como quando era pequena, agora só me falta entrar mais nesse mundo. Quem sabe para o ano consigo riscar uns dos grandes sonhos que sempre tive. 

- Enre outros pequenos episódios pelo qual passei em 2017, como as viagens que fiz, o bullet journal, etc.

 

No inicio do ano comecei assim 2017:

"Este ano não tenho cá redeas que metas guiadas, nem convenções a cumprir, nem sonhos a criar.

 Este ano sou eu, é meu e de mais ninguém. Não me vou obrigar a nada que não queira, e vou me libertar. 

 Não tenho lista do que quero fazer, nem tenho novas resoluções porque a resolução nova só há uma: EU e mais nenhuma.

 Vou voltar a ser eu, independentemente de quem gosta ou não. Vou voltar a viver independentemente do que perdi e possa vir a perder. 

 Estou farta de viver no medo de ter sonhos, porque os poucos que tive não se cumpriram.

 Estou farta das amarras invisiveis e dificeis de quebrar do " o que é suposto". O que é suposto é sermos felizes, e nós, no nosso profundo cerne.

Ando cansada sim, mas quero estar cansada de ter vivido ao extase nem que tenha sido uma noite de séries seguidas e tenha vivivo aquilo com toda a minha alma. Este ano é o ano da minha alma, do meu corpo e do meu SER. 

 Este ano quero viajar, quero caminhar, quero ver a natureza e descobrir novos cantos, quero ler( oh  como eu quero muito mais), quero sorrir ( e rir e rir e rir), quero cantar, quero correr e parar de repente, deitar me no chão e sonhar. Quero tudo e mais alguma coisa. Senão tiver, quero me a mim. Porque é isso que me chega a mim. 

Vou fazer aquilo que ando sempre a adiantar: vou me organizar, vou fazer ginásio, vou tratar das minhas plantas como deve ser, vou desenhar mesmo que os meus desenhos parecam aquele arranjo feito pela senhora espanhola, vou fazer arraiolos, vou caminhar e identificar espécies, vou ver todas aqueles séries que atrasei anos e anos, passar mais uma noitada com os amigos porque são eles que me aguentam pelo fio..Este ano até quero criar um clube de livros! Nem que seja eu só a falar para os meus sofás, e o Chewie e o Nero. Mas separados, que juntos não me ouvem"

Penso que fiz grande parte da lista :) 

 

Sinceramente,

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O que tenho lido #4

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Este livro foi o escolhido para a categoria dos contemporâneos do Clube de Leitura  " Companhia da Tinta". (ver blog aqui)

 

"Os Falsários" de Bradford Murrow  é um policial recente que se desenrola no mundo escondido dos livros raros e das falsicações literárias. Quando vemos esta última frase e lemos a primera do livro, somos logos embalados num mundo de crime e intriga, charme e mistério.

 

Contudo, na minha opinião este livro falhou. A história começa com a descrição de um crime, um pouco bárbaro, de uma personagem que ao longo do livro não conseguimos criar carisma mas que de facto foi uma vitima. Essa vitima era um irmão parasita da namorada/mulher do personagem principal Will. A acção em si desenrola quando, depois do homicidio de Adam, descobre-se que ele era um falsário. E assim Will começa a pensar na vida dele, que tinha deixado para trás, como falsário, antes de ter sido julgado por isso e ter sofrido perdas. 

É neste ponto que tudo o que este livro prometia, desaparece. Um terço do livro é Will a pensar na vida dele como falsário: as feiras onde esteve, algumas das obras que ele falsificou, pois Will, embora bastante magoado com o facto de quase ser preso por falsificação, tinha orgulho no seu trabalho, na sua arte  e nunca ficou a cem por cento fora da área.  Metade do livro é a relação dele com Morgan, a irmã do assassinado. Acerca do dia a dia deles, dos altos e baixos que já tiveram. O livro foca tanto nesses pequenos detalhes que por vezes pensei que ela seria o assassino do próprio irmão, porque para mim seria talvez um método de desviar a nossa atenção para detalhes importantes. Só uma percentagem diminuta do livro é o crime e suspense em si, e de uma forma simplificada. Sabemos que o Will recebeu há uns anos ameaças, que voltaram a ressurgir depois da morte de Adam. Mas mesmo quando se dá o encontro de ameaçado com ameaçador, é descrito de uma forma tão banal que não dá impacto nenhum. Ainda assim, o pior de tudo para mim é o último capitulo, que literalmente dá uma reviravolta na história, mas, o desenrolar do texto é tão simplificado que quando chegamos à revelação não consegue criar novidade em si.

 

Penso que todo o livro pode ser descrito como leve. As personagens para mim são muito levianas. Não consegui criar empatia com nenhuma sou sincera, e mesmo as referências ao mundo dos livros raros não foi assim nada por aí além que me tenha feito ficar muito empolgada. É uma história que nos vai prendendo por pequenos factos mas que vai passando, voando, muito ao de leve. Apesar de tudo, ainda assim marquei bastantes passagens bonitas pois este autor fazia descrições comparativas ou mesmo buscando exemplos da literatura. E como o autor favorito desta personagem era Sir Arthur Conan Doyle, tem sequências engraçadas.

 

Para primeira leitura do clube não correu muito bem, contudo a ideia é mesmo essa, termos várias experiências. Infelizmente não vou conseguir ler " O retrato de dorian gray", que mau exemplo como moderadora. Contudo estou a ler bastantes para o desafio especial.

 

E vocês?

 


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Sou a Sofia Gonçalves. 29 anos. Curiosa sem fim, exploradora de livros, advogada de boa comida, gestora de estados ansioliticos, caçadora de sonhos, escriba escrava da palavras da minha cabeça, pajem dos meus animais.

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