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The Daily Miacis

Como e Porquê - Oferecer Livros | Natal 2017

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Quando li sobre a tradição natalicia dos Islandeses, ficou em mim o sonho de como gostaria que essa tradição existisse por aqui. Essa tradição é o chamado "Christmas Book Flood" em que na véspera de Natal, eles oferecem livros a outras pessoas e nessa noite ficam acordados a ler um livro. Para mim é uma tradição linda: estar ali na paz da casa, no quente, depois de um convivio bom com a familia, a ler uma história que nos acalme a cabeça.


Este ano, como não andava muito inspirada e nem com muito tempo, para procurar presentes especifico para cada pessoa, pensei "É este ano que vou praticar o Christmas Book Flood". Então decidi, este ano vou dar cultura aos outros, vão dar outras vidas a outras pessoas. Já tinha esta ideia há umas semanas, e o Black Friday na Wook ajudou me bastante (isso e comprar os primeiros livros para o desafio 365 dias com Poirot e Marple). Comprei livros para (quase) todas as cabeças na minha lista de presentes - incluindo eu. Existem algumas excepções: porque sabia o que ia dar e sei que o livro para elas têm pouco valor. Ou era algo específico ou então não dava um presente, dava algo para elas encostarem num canto. E qual é o meu moto? "Nunca oferecer por ter de dar".

 

Só tem vantagens oferecer livros:

  • É cultura: seja de que tema for, estamos a oferecer cultura, e conhecimento. Só isso dá um valor insubstituivel ao presente.
  • O livro nunca sai de moda: nunca vai estar demodé a capa ser castanha,  ou não ter franjas, ou ser pequena.
  • O livro não tem garantia: porque sem muito trabalho, dura uma vida.
  • O livro nunca deixa de ter utilização: quando acabas não fica inoperável como um batom, um frasco de perfume ou um collant rasgado. Podes guardar e voltar a usar, vezes sem conta. 
  • Facilmente personalizável: encontramos livros para todos os gostos, mesmo os mais refinados, nalgum canto da internet existe um título que responda àquele gosto. Gostas de história? Tens história de literatura, história de mitologia, história história. É só escolher.
  • Preços para todos as carteiras: o mesmo livro com o mesmo título pode ter uma edição de 10, como de 20 ou de 30 euros. 
  • Fáceis de embrulhar: não tens jeito para embrulhos? Os livros são da coisa mais fácil, isso e caixas de chocolate (excepto aquela pirâmide da Ferrero Rocher, quando trabalhei no balcão de embrulhos era o meu némesis).
  • Ofereces sentimentos: ofereces memórias, ofereces sonhos, ofereces esperança, ofereces amor, medo, emoção. Tudo isso num livro.
  • Não precisam de pilhas: sabem quando damos um objeto que para funcionar é preciso pilhas e no Natal não têm nem uma pilha em casa e está tudo fechado? O livro pode ser utilizado no momento em que é aberto.
  • O livro não tem opções errada: não existe o problema de ser tamanho S ou L, ou cor amarela ou preta. 

 

Será que vos dei razões suficientes?

 

Sinceramente,

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Como e Porquê - Poupanças

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29 anos recém adquiridos, 364 dias para entrar na casa dos -inta, e uma conta bancária com poucos e baixos dígitos. Poderia afirmar-se que é tudo uma questão de números mas é mesmo uma questão de ganhar pouco, ter bom gosto e não saber poupar. Ora bem, o primeiro não consigo resolve-lo tão facilmente pelo menos para já, enquanto não for famosa, o segundo nasceu comigo, onde a Sofia põe o olho seguramente é coisa cara,  por isso só podemos resolver o terceiro ponto. Eu não percebo nada de poupanças. Admito, não tenho vergonha. 

 Aliás eu nem devia estar aqui a dizer como poupar quando eu sou uma nódoa neste assunto. Acho que neste post estou a tentar motivar me a mim mesma ao falar com outros para ver se ganho vergonha e ponho-me a jeito.

 

Preciso de poupar, mas sinto-me assim como um Popas depenado : amarela no assunto e sem nada. Não ganho muito no meu trabalho e com algumas responsabilidades acrescidas, tenho que ter em conta os gastos. Não é por consequência do que foi referido, mas porque quero criar outras consequências: quero fazer uma tatuagem de uma fenix, quero viajar e viajar, quero um fato de mordoma (quero, quero, quero). Percebem porque não sei poupar?

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1º - Rever os gastos mensais: o meu namorado por exemplo está me sempre a dizer para sair do ginásio. Não saio. Sei que é daquelas primeiras regras de ouro para pouparmos, que podemos fazer exercicio em casa. Sim podemos, e eu faço em casa nos dias que não vou ao ginásio. Mas ir ao ginásio tem várias vantagens: estamos com pessoas, estamos com profissionais que nos dizem como fazer melhor as posturas, o que estamos a fazer mal. Só isso para mim é ouro. Eu por exemplo vou ao yoga que tem toda a vantagem fazer nos primeiros tempos com um professor por causa dos tempos, das posturas. Mas não vou todos os dias por exemplo, e procurei uma melhor solução. Eu andava no Solinca em que pagava 19.90 € de duas em duas semanas, sempre. Fazendo as contas pagava mais 50€ por ano do que se me saisse os quase 40 € por mês fixamente. É tudo muito lindo quando entramos mas poucos se lembram que existem meses com 5 semanas logo só nesse mês pagava três vezes. Saí por isso, por questões técnicas contra o Solinca e porque fazia 15 km para lá e 15 km para casa. Gastava bastante em combustível. Ao mudar para um ginásio, vá não vou mentir um pouco rasca, perto de casa, consigo poupar na viagem e na mensalidade. Penso que devemos sempre ajustar a nossa realidade, por isso nos gastos mensais a minha opinião é reduzi-los ao essencial necessário e ajusta-los à nossa realidade

 

2º Rever as necessidades: aqui aplica-se a regra dos 30 dias. Eu sou uma pessoa, admito, um pouco impulsiva quando se trata de ter objetos e passo já a explicar porquê: quantas vezes quis uma coisa que é tão eu, ou que há tanto tempo queria e procurava, vejo não compro na hora e depois desaparecem. Por isso comecei a optar pela regra contrária que é comprar logo na hora. Agora tento (quando me controlo como deve ser) aplicar um meio termo: vejo a peça. Primeiro, antes de tudo, penso no orçamento mensal e no que ja gastei. Depois penso é uma peça vital porque preciso urgentemente usá-la (estava mesmo a precisar daquela saia? aqueles phones são mesmo necessários? estas bolachas estão mesmo em falta lá no armário?) ou se pode esperar até ao próximo mês? Após a conclusão penso ok, vou comprar. A regra dos 30 dias faz com que vemos se realmente ao longo dos 30 dias aquela peça nos fez falta no dia a dia. Contudo, e pode ser aqui que eu erre, penso que também não podemos ser tão extremistas porque tem coisas que realmente por muito que a gente "só brinque com o objeto" um dia fez-nos felizes. Mas só nos podemos deixar ser felizes quando temos mão de manobra.

 

3º Controlar visitas a lojas onlines: para mim este é essencial! E o mais difíicil porque agora com as sugestões no facebook e instagram, em que os objetos aparecem conformes as nossas pesquisas e gosto, é muito dificil controlar e resistir a este fruto proibido. Como é muito mais fácil de comprar, perdemos muito mais facilmente a cabeça. Eu dou por mim, inconscientemente, a teclar sites só para verem o que têm. É claro que devemos andar atentos às promoções, porque também são uma boa forma de poupar. Mas as promoções são uma boa forma de marketing e muitas vezes não dão nada a ninguém. Por isso é bom andar à procura de peças online quando tiveram falta, e a melhor técnica é pensarem assim: daqui a uns tempos vou ter que comprar isto, então vou começar a procurar. Assim têm tempo, e conseguem sempre procurar o melhor preço.

 

4º Rever a rotina diária: neste aspecto eu penso que estou bem controlada. Almoço em casa, o meu trabalho é a 2 minutos de carro, é trabalho casa, casa trabalho (agora também entendem porque vou ao ginásio, é para ver gente diferente). Podia poupar mais, ir a pé e fazia a minha metia diária dos 8000 passos, mas não vou por vaidade: não quero chegar ao trabalho suada no Verão que eu fico logo com a cara  e o cabelo suada, e no Inverno não quero chegar encharcada com chuva. Eu queria mudar isto, talvez vá perder o medo e ir de scooter ( eu tenho pânico a motas), mas assim ainda ia poupar mais e ainda contribuir para um ambiente melhor. Mas sei que quem almoça fora de casa, por exemplo é um gasto tremendo. Eu aconselho a marmita. Já trabalhei onde tinha de levar a marmita, e poupa-se muito, e come-se muito, muito mais saudável. Aquelas comidas de restaurantes ao final de algum tempo, começam a fazer-me mal ao estômago e começo a criar maus hábitos alimentares. 

5º Contas organizadas: coisa de contabilidade. Se criarem um excel simples, com entradas, saidas e total, vou ver como gastam muito. Eu comecei no mês passado, e sempre que acrescento uma saida penso, fogo mais uma. Eu coloco os cêntimos todos gastos!!! E penso sim isto era desnecessário. O mês passado e este foram anormais. São sempre porque é muito aniversário de pessoas próximas, e tenho muitos gastos porque Sofia não dá presente só por dar, depois foi a questão da casa. O próximo já é mais calmo e por isso vou me controlar melhor. Dizem vocês "ah mas para isso tenho o meu extrato bancário". Acreditem, não é a mesma coisa, até porque nalguns movimentos não temos referências. Quando começam a colocar a descrição da saída já pensam duas vezes. O excel permite-vos planear o orçamento mensal, podem calcular logo com os gastos fixos quanto sobra para os gastos até ao final do mês.

6º Os ganhos extras não existem: vou aplicar esta regra nos próximos tempos. Foi um truque do pai de um colega de trabalho que o ensinou, e ele me ensinou a mim, e de facto para mim é um dos melhores métodos para termos um pé de meia. Subsidio de Natal e de Férias não existe, entra e é guardado. Acreditem que se tiverem de restruturar o orçamento para poupar para férias e para prendas de Natal, conseguem. Tudo se consegue. Eu estou há quase dois anos assim, e consigo. Portantos vocês conseguem!

E depois disto tudo, penso que para o ano vou marcar a minha viagem para o Japão.

E vocês, que devem ter melhor experiência nisto que eu, que sugestões dão?

 

PS: as votações para os livros no clube de leitura começaram!

Sinceramente,

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Como e Porquê - Jogos de Tabuleiro

Após a leitura do título, pensam "Olha, vem aquela nerd tentar falar de jogos de tabuleiro". Enganam-se minha gente: vem aquela nerd explicar-vos como algo tão banal para muitos pode-vos melhorar em termos sociais, em termos de inteligência e mesmo em termos monetários (ou não, depende do vosso grau de vício).

Jogos de tabuleiro, é uma arte que faleceu ao entrar nos anos 2000. Para o pessoal civil normal, jogos de tabuleiro era "Monopólio", "Operação", "Escadas e Cobras", e no extremo, "Catan" e "Trivial Pursuit". É uma arte que não se lhe é dado o verdadeiro valor, em que muitos mesmo agora com o novo ressurgimento da cultura pop ainda torcem o nariz,  e que ainda se fala dela pelos cantos como se algo vergonhoso. Ok, posso estar a exagerar neste último ponto, mas a verdade é que quando falo que jogo jogos de tabuleiro com figuras fica tudo com aquele olhar tens-essa-idade-e-jogas-com-bonecos? Não fazem ideias de como esses jogos são díficeis: não são impossíveis, mas não são fáceis, alguns são construidos mesmo para se ganhar uma em dez vezes, e ou temos que lutar uns contra os outros, ou então juntar todos as forças, quem sabe sacrificar alguém (não é Victoria Dane?). 

 

Entramos numa época em que os jogos de tabuleiro, estão a crescer. As pessoas voltaram a criar encontros para se sentarem, conviverem e jogarem.Alguns são caros, maior parte dos grandes e dos bons, e requer um treino, a.k.a, ler as regras TODAS porque ao jogar mesmo assim vão surgir sempre dúvidas que nos leva a procurar no google como se resolve esse conflito. Mas sabem o melhor? Não há melhor que isto. Passo a explicar porquê:

 

1. Dinamizar relações: Seja entre familiares, amigos, desconhecidos. Um jogo de tabuleiro, seja ele de que prole for, vai aquecer relações. Vai expor o nosso melhor, ou pior. Faz a ligação entre várias gerações. Cria muitos sorrisos e gargalhadas, cria muitos e muitos diálogos, cria história e memórias para mais à frente falarmos. Soltam imenso uma pessoa. Para uma pessoa tímida como eu, um jogo é dos melhores quebra-gelo. Facilita a interação entre as pessoas, e é uma forma de socialização em que não existe nenhuma pressão externa. 

2. Horas de convívios bem passadas: São tempos bem passados. Muitas das vezes nem se ve o tempo a passar. Querem estar com os vossos amigos mas não querem gastar muito dinheiro? Nada como irem para a casa de um, umas bolachas, uns sumos e um jogo. Passam facilmente a tarde e não gastam quase dinheiro nenhum (senão contarmos com o investimento inicial da compra do jogo, claro). É Natal, e querem fazer tempo até à meia noite? Nada como um "Monopólio", ou "Exploding Kittens". 

3. Não requerem energia: Podem joga-los em qualquer hora, em qualquer lado. Nesta época em que estamos tão dependentes de tudo, em que perdemos horas e horas agarrados a um ecrã mesmo que seja para jogar, um jogo de tabuleiro basta só um pouco de luz ou nem isso se estivermos no jardim ou num local bem iluminado. Não precisamos de nos preocupar com falta de bateria, ou pilhas gastas. Nem estar perto de uma fonte de alimentação. São discretos, nalguns casos um jogo só precisa de uma folha , lápis e um dado.

4. Dá um boost à vossa inteligência: Não estou a chamar ninguém de burro, atenção! Mas há estudos que comprovam que de facto jogos melhoram a vossa capacidade numérica. Conseguem compreender melhor padrões e sequências, identificação de cores e formas, rapidez de raciocinio, cálculo, e socialização, como já referi no inicio.  Já para não falar que ensina melhor perder, como seguir direções. Outro estudo também relacionou jogos de tabuleiro com a diminuição de demência, e alzheimer.

5. Lições de vida: Parece exagero mas não é. Pensem, num jogo que tenha estratégia também tem sempre um pouco de sorte. Vamos sempre aprender que a sorte está lá e que pode sempre tornar as coisas interessantes, mas que temos sempre de planear a nossa vida, e lutar por isso. Lei de Murphy, meus amigos: sabemos que pode acontecer algo mal, mas não vale a pena sofrer por isso. 

6. Terapêuticos: Queres des-stressar? Queres esquecer nem que seja um pouco aquele problema que te anda a chatear há uns dias? Queres acalmar a cabeça? Então nada como um jogo de tabuleiro. Claro que depende do nivel de jogo de tabuleiro. Há jogos cujo grau de estrategismo e planeamento não ajudam muito para relaxar por exemplo, mas um jogo simples faz o trabalho. Falo por mim, naqueles dias em que ando mal, ou me sinto em baixo, um jogo ajuda-me a calar aquela voz que está dentro de mim, eleva a minha auto estima, e ajuda me a relaxar pois estou com os meus amigos, divirto-me. Que melhor podia ter?

7. Existem jogos para todos os gostos: A escolha começa a ser difícil, pois a oferta começa a ser bastante. Há jogos de cartas como se fosse um jogo de RPG, há de deck building. Há jogos de ficção cientifica como do mundo Star Wars, há jogos baseados na história real. Há jogos em que jogamos uns contras os outros, há outros em que são todos contra um, outros em que somos todos contra o próprio jogo. Por exemplo, há um jogo que podemos ajudar o Sherlock a procurar quem cometeu o crime. "Eldritch Horror" é o jogo em que ficamos loucos com tanto monstro e que ganhar é um feito posso vos dizer. "Star Wars Armada", é literalmente estratégia pura, em que temos um campo de batalha real que tem de ser a vossa mesa de jantar ou o chão, e temos as naves que andam valores fixos. Há um jogo em que temos uma história e temos de a completar. Para além dos gostos existem jogos para vários tipos de carteiras. Existem jogos que começam nos 20 euros, como jogos que chegam aos 250, 300 euros. 

8. Todas as grandes mentes da história tinham um jogo como vício: procurem no Google e podem ver como vários grandes nomes tinham um jogo predileto que jogavam sós, com os amigos, com a familia. Mesmo vocês em casa, não há alguém que joga Sudoku, ou xadrez? 

 

Deixo aqui sugestões do que já fui jogando e gostei: 

- Star Wars Imperial Assault

- Munchkin (excelente para convivios em jantares por exemplo)

- Exploding Kittens (outro excelente para convivios em jantares)

- Eldritch Horror

- Descent 2nd Edition

- Dungeon & Dragons: só joguei uma vez, é aquele clássico que todos sabem que existem, é um jogo simples, um livro com a história para o dungeon master e uma folha e lápis para os restantes jogadores, e dados. E depois é role play. São um elfo daltónico como um gosto excêntrico para roupa? Tenho que me portar como tal. Sou um anão com mau feitio bebado e qe faz alergia ao alcool? Tenho que me portar como tal. As hipóteses infinitas que podem ser geradas em cada escolha, são emocionantes como hilariantes nalguns casos.

 

Sinceramente,

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Como e Porquê - Controlar ansiedade

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A ansiedade é algo que sempre me perseguiu, mas este ano, principalmente este ano, atingi outro patamar. Os ataques de pânico e um estado pré-depressão nervosa levou-me muita vezes ao hospital com cólicas fortes e outras alterações nomeadamente com o batimento cardíaco elevado, tremores, etc. Embora eu soubesse que era algo que se passava comigo não conseguia compreender porque ficava assim porque eu no fundo tinha aceitado o meu destino: tive que dizer adeus a biologia porque infelizmente não dá neste país. E porque eu vejo isto como uma fraqueza minha, e não aceito bem ter uma fraqueza. Custou-me e ainda me custa admitir que não estou bem, e só aos poucos e poucos vou falando do assunto sem ter lágrimas nos olhos, sem ficar com a garganta apertada, e sem começar a perder me nos meus pensamentos, turbulentos do que vou fazer da minha vida já que me foi negado das coisas que eu mais gostava?

Tive que aprender a voltar lidar comigo. É como quando se tem de voltar a aprender a viver sozinho depois de ter separado. Só que aqui é saber estar com alguém que esteve sempre com vocês mas desapareceu e temos que aos poucos e poucos voltar a chama-lo para o pé de nós. Tive que aprender a perder o medo. Eu cheguei a um ponto que perdi a vontade de fazer quase tudo, porque nada me animava e tinha perdido tantos sonhos nos últimos anos que, o meu pensamento era para quê? 

Tive que parar, respirar e pensar. E aos poucos retomar-me. Para isso ajudou-me vários deste passos:

  1. O meu ritmo : há sempre várias opiniões e vários truques, mas o que conta é o que funciona com vocês. Nem todos funcionamos iguais e por isso temos que ver o que nos faz melhor. Por exemplo, eu gosto muito de pintar aguarela e desenhar, e aconselham para acalmar a ansiedade, mas fico tão facilmente frustada porque não me fica como eu quero que seria mais incitador de tristeza que outra coisa.
  2. Ter hobbys: ter algo que me fixa a concentração e me obriga a seguir um plano, ajuda bastante. O facto de ver algo a começar, crescer e acabar, ajuda me mentalmente a pensar que afinal sirvo para alguma coisa. É cru o que acabei de dizer mas é mesmo assim. O facto de vermos algo acabado psicologicamente aumenta a auto estima e por isso ajuda.
  3. Rotina: nos dias mais stressantes é bom ter uma rotina. Chegar a casa, caminhar, descansar um pouco, jantar, banho, ver uma série, filme mas nada que fixe muito a atenção, algo que me permita relaxar e começar a ganhar sonho.
  4. Não parar nem isolar: é o pior que se pode fazer. A minha cabeça não pára, está sempre a pensar. Então em fases menos positivas eu faço mil e um cenários do que pode acontecer, do que está a acontecer, do que tenho, do que pode ser, do que posso fazer. Se paro, se estou muito tempo só não ajuda então tenho que fazer a rotina normal diária. Tenho sono porque não dormi muito? Vou mais devagar, vou mais calma mas vou. Parar é morrer.
  5. Limpar de quem nos faz mal: este ponto para mim é dos mais importante e parece que vai um pouco contra o anterior. A verdade é que nos isolar não faz bem, mas manter-nos perto de pessoas que só nos fazem ter dúvidas de nós, fazem nos sentir menos, deixam nos tristes com as suas acções. Segredos, mesquinhices, fazer planos para projetos e depois desistir. Aconteceu me isso com amigos muitos chegados e não foi ajudando, até porque foi com pessoas que quando precisaram ajudou-se e nos meus momentos mais baixos a coisa já não foi bem retribuida. Por isso, e espero ter aprendido para o resto da vida, a partir de agora não estou para me dedicar aos outros. Eu retribuo a quem me retribui e amigos são poucos, muito poucos mas muito bons! E são os amigos que nos dão esperança para um futuro melhor, ainda que não seja como queremos.
  6. Meditação: foi algo que ainda não intranhei. Mas foi algo que me ajudou e muito nos ataques de pânico. Ainda bem que sabia a respiração profunda, e como fazer as pausas. É algo que ajuda no dia-a-dia, que me ajuda a esvaziar a mente, ou pelo menos a torna-la menos lotada.
  7. Permitir me falhar: foi talvez o ponto que aprendi este ano e me ajudou mais. Não fiz aquela tarefa? Não faz mal, a vida são dois dias, mas amanha ainda posso fazer isso de novo. Não acabei de ler aquele livro? Não faz mal posso ler noutra altura. Não perdi os kilos que queria? Desde que esteja saudável eu hei de perder. 
  8. Voltar ao ponto de partida: no meu caso é voltar a épocas em que me sentia bem. Talvez a adolescência. Voltar a pegar naquelas coisas que nos faziam felizes, que eram simples e nos faziam bem. Acho que este "retrocesso" é bom porque faz nos pensar em porquê: porquê é que deixamos de fazer isso, porquê é que gostavamos daquilo, porquê é que não podemos fazer algo do género. Voltarmos assim a encontramo-nos de novo e a ganhar força nova dentro de nós. 
  9. Não ser maniaco: eu fico um pouco manienta, com quase tudo. Fico hipocondriaca, meto uma coisa na cabeça e tem que ser feita, meto na ideia uma cabeça acerca de um assunto e acho logo que sou menosprezada. Tenho que respirar fundo, esquecer o assunto naquele momento, distrair-me com algo. Se não penso mais naquilo, é porque não era importante e na maior parte das vezes é mesmo isso.
  10. Lutar pela felicidade: é mesmo a isto que se resume estas dicas todas. A felicidade está nas pequenas coisas da vida, num pequeno almoço na cama, num livro que nos toca no coração, numa brincadeira com o Chewie, num presente sem contar. É mesmo nisto que tenho de me fixar e ver, porque é isto que fica na memória, é isto que faz a vida valer.

Sinceramente,

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BLOGGER
Sou a Sofia Gonçalves, curiosa sem fim, 28 anos com muitas coisas que quero fazer. Ou estou no ginásio, ou na praia, ou em casa a ler um bom livro, ou a tratar das minhas plantas e animais. O “The Daily Miacis” é um reflexo meu.

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