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The Daily Miacis

M - Momento mais importante na tua vida literária

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Não consigo definir assim um momento mind breaker. Penso que houve vários pequenos momentos, de livros que me tocaram, livros que me ajudaram por vezes só com uma pequena frase a pensar de outra forma na vida. Por exemplo, o único livro que eu chorei a ler, o úniquizinho, foi o "Marley & Eu". Nunca mais me esquece, foi presente de aniversário dos meus 18 anos, e li-o numa semana e tal e qual como aconteceu na minha infância aquando o momento mais triste do "Papuça e Dentuça" entra a minha mãe no quarto e pergunta logo o que aconteceu. Quando ela leu depois o livro percebeu. 

 

"A lei de Murphy" para alguém que sofre de ansiedade como eu é óptimo. De facto chegamos à conclusão que se algo tem  a probablidade de acontecer nomeadamente algum episódio mau que não queremos, esse episódio vai acontecer. Então mais vale mesmo é aproveitar o agora do que sofre agora porque vai acontecer, e sofrer porque depois aconteceu. 

 

Outros livros principalmente de fantasia, e ficção cientifica são importantes porque abrem a minha imaginação e penso que isso é sempre algo importante para nós.

 

Penso que todos os livros, na sua maneira de ser, são pequenos momentos importante.

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Durante 26 dias eu e mais algumas companheiras de desafio (Magda L Pais, a JustMaria João CovasMulaAlexandraDrama QueenCaracolGorduchitaB♥Sandra.wink.winkFátima BentoHappyCarla B. e Princesa Sofia) vamos responder a perguntas, por ordem do alfabeto, acerca do mundo literário. Todas as segundas, quartas e sextas sai uma resposta do desafio às 14h! Estejam atentos!

 

Sinceramente,

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D.L. 2015 #6

50 (1) O Corsário Negro, por Emilio Salgari

Este ano parece que estou a dedicar algum tempo de "antena" ao Salgari (aqui, e já tenho o 3 volume do "Sandokan"!). Comprei "O Corsário Negro" no Continente, uma edição com uma capa toda catita, laranja com umas silhuetas pretas. E, é daquelas situações em podemos julgar o livro pela capa, porque não só a capa era linda como a história. Fiquei agarrada, como com qualquer história do Salgari. É impressionante como alguém que mal saiu de casa, consegue criar histórias e mundos, com descrições tão precisas que seria preciso viver lá durante alguns anos. Já repeti isso quando li o Sandokan, e agora volto a repetir no Corsário Negro. As descrições do mundo da pirataria, bem como do mundo tropical na América do Sul, é tão descritiva que encanta.

Tal como o nome indica, a história é acerca de um corsário chamado o Corsário Negro. A acção começa quando um dos seus irmãos, o Corsário Vermelho é morto, pelo mesmo homem que matou os seus outros dois irmãos. Toda a história é  uma história de vingança, que começa quando o irmão mais novo é morto e então os restante irmãos deixam a aristocracia italiana para se tornarem em verdadeiros terrores do mar e vingar o seu irmão. Mal sabiam que iria só o Corsário Negro sobrar, com toda a vingança por completar. Este corsário é-nos apresentado como um homem frio, corajoso, lutador e empreendedor, e um pouco desconfiado. Mas ao longo da história ele vai abrindo o coração não só para uma donzela como para o resto do público.

Somos ao longo do livro abraçados pelo mundo tropical de Tortuga, e de Macaraibo, e pelo mundo de medo e austeridade aquando as invasões francesas, holandesas e alguns ingleses. Viajamos o mar das Caraíbas no seu navio chamado Relâmpago, por tempestades e batalhas navais, e percorremos a floresta tropical da América Norte numa perseguição desenfreada do inimigo. Amizades, amor, traição, sacrifício. Tudo isto acontece no primeiro volume de o "Corsário negro".

Como sempre, a escrita de Salgari é fácil de entender, enriquecida com descrições simples mas bastante pormenorizadas dos cenários, tão boas que parece que estamos a sentir os cheiros, e a visualizar.

Fiquei desiludida quando acabei de ler. Porquê? Não sabia que eram vários volumes, só vi este à venda ainda, e fica a história com um cliffhanger. E agora? Tenho que ler o resto :D

Porque escolhi este livro para este ponto do desafio de leitura? Porque, embora esta época não fosse favorável para as mulheres, fosse qual fosse o estatuto social, admito que dentro de mim gostava de ser uma corsária. Já imaginaram a quantidade de locais novos para explorar, e ver todos aqueles locais tropicais pristinos, com tudo de novo para se ver? E o ouro e obras de arte em forma de joalharia que se devia ver. Ai ai, não me importava de ser um Jack Sparrow.

Sinceramente,

Sofia G.

D.L. 2015 #5

50

Life everlasting: The animal way of death, by Bernd Heinrich

Comprei este livro depois de ter lido uma critica muito boa no blog "The Dragonfly Woman", mas guardei-o na altura na estante porque estava a ler outras coisas, e entretanto foi ficando guardado e guardado e guardado. Até agora.Demorei algum tempo a lê-lo, não por causa da língua, mas porque tinha bastante factos que eu ia sempre verificar (curiosidade de bióloga).Não é um livro técnico, e também não o catalogo como um livro de divulgação cientifica, mas devido ao tipo de informação que possui é nesse campo que este livro pertence. O livro até poderia ser considerado de auto ajuda, porque ele começa com uma pergunta e todo o livro é uma revisão de como o tema da pergunta é resolvido ao longo do planeta em que nós vivemos, e no fim deixa-nos a pensar como resolveríamos caso alguém nos colocasse essa pergunta.O escritor, Bernd Heinrich, recebeu uma carta de um amigo e colega de trabalho que lhe foi diagnosticado uma doença e ele sabia que mais tarde ou mais cedo iria morrer. Mas como ecólogo e entendedor do que é a vida e como devemos respeitar o que nos rodeia, não queria ser enterrado de acordo com o estipulado nos enterros convencionais. E ele pergunta ao amigo que sugestão lhe dava. O  escritor então percorre ao longo de vários ecossistemas e situações, que ele próprio presenciou, como a morte é vista no mundo animal: não um fim mas um novo inicio, pois pertencemos a um ciclo. Nós humanos, que somos quase uma excepção ao ciclo natural da Terra em vida, pois nem temos predadores (quando morremos "caçados" por outro animal é por acidente...) mesmo em morte somos excepção. Interrompemos o ciclo de renovação.É um tema controverso, que me levou a várias discussões. Nós humanos, precisamos de saber que aquela pessoa que morreu está ali, mesmo que inanimada. É uma relação de "porto seguro". E por isso faz confusão, principalmente quem é religioso,querer fazer parte do ciclo natural da vida. Este livro ainda teve um impacto maior em mim pois quando o estava ler, foi quando o meu Prince morreu. E o que me fez pensar que tinha ali uma hipótese de lhe dar uma segunda vida, se eu não seguisse as vias normais. E foi o que fiz.O escritor, apresenta-nos vários cenários e várias histórias: desde escaravelhos no Maine, a escaravelhos em África; corvos e raposas no Maine; carcaças de Baleia; como a morte de uma árvore é importante que se mantenha no sitio onde caiu. Aconselho a lerem este livro pois tem bastante informação, e não recomendo porque sou bióloga e acho interessante, mas como pessoa, acho que nos dá uma boa perspectiva da variedade de vida, que temos neste mundo, e que devemos respeitar.Adicionalmente, foi dos poucos livros de divulgação científica que no final tinha: uma lista de recomendações de outros livros sobres os vários temas que ele falou; os artigos e livros que ele leu para a preparação do livro, e um glossário.Eu em português não o vi traduzido ainda, eu comprei na minha sempre Book Depository, aqui. Acho que até a própria e contracapa chamam a atenção.11141299_481511385338138_4884935056440202847_nSinceramente,

Sofia G.


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Sou a Sofia Gonçalves, curiosa sem fim, 28 anos com muitas coisas que quero fazer. Ou estou no ginásio, ou na praia, ou em casa a ler um bom livro, ou a tratar das minhas plantas e animais. O “The Daily Miacis” é um reflexo meu.

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