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The Daily Miacis

Back to the origins

A semana passada foi outra semana complicada, poderei dizer que bati quase no fundo. Para além da ansiedade ter aumentado tive um problema com um familiar e fiquei em choque e custou a passar. Mas cá estou, novamente operacional. 

 

Mas por bem que esteja, estou sempre a pensar " E agora?". Ando num momento de retro-inspecção. 

 

Estou num momento da minha vida que muitos dirão "É a vida de crescido". Mas, então penso para que nascemos. Estou num momento da minha vida em que perdi muitos dos meus sonhos e tenho medo de agarrar os poucos que tenho porque, o receio de me desiludir de novo é tão grande, que nem sequer tento. Não é o trabalho que me assusta, é mesmo fazer o caminho todo e chegar ao final, e mais uma vez me fecharem uma porta. E e esse "barulho" da porta a fechar que me trás pânico.

Depois penso, há mais do que isto. Há mais Sofia que isto. E vejo tantos exemplos de pessoas que lhe foram fechadas portas sem fim, e continuaram. Sim perdi os meus sonhos, sim sei que muitos ficarão para sempre fechados numa gaveta intutilada " E se?", porque só ocorrerão se eu vivesse num universo da Marvel e existessem quinhentas mil Terras devidos aos quinhentos mil universos alternativos, e num deles eu era o que eu queria ser. 

 

E então, nestes ultimos dias,enquanto aos poucos a minha alma e corpo vão recuperando, quando paro e olho para mim, levanto a cabeça e penso" Onde está aquela Sofia? Aquela que não queria saber do que poderia vir e que poderá ser? Aquela que com um pequeno pedaço de pau podia mudar mundo? Há quantos anos não a vejo?". E comecei a refletir no que se tem passado nestes ultimos anos e vejo que muito mudou. E muita coisa foi um pouco "porque somos crescidos ai e tal e coisa tem que ser". Mas porque? 

 

Hoje, hoje mesmo, bato com o pé no chão e digo "Não". Digo não a fazer aquilo que é suposto só porque. Digo sim ao que era de antes: a Sofia que não queria saber, e seguia os intintos não interessava o quê. 

Assim, hoje resolvo voltar às origens. Resolvo voltar ao que era. E aos pequenos passos, vou voltar a crescer. Vou voltar aos poucos fazer aquilo que sou eu, fazer aquilo que me dá prazer mesmo que implique tudo e nada. 

 

E depois desta entrada tão melancólica, espero que esteja tudo bem com vocês e me aguardem! Quem eu vou voltar por aqui! O blog pode mudar um pouco mas a Sofia vai ser a Sofia :D

 

Sinceramente,

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Like a Prisioner

What's up buttercup?

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Sim ando viva. Sim não desisti, tem sido é complicado e tenho prestado mais tempo e atenção a outras coisas. 

A vida vai andando, com alguns projetos novos, ainda em fase de planeamento mas estão plantados. Tenho me dedicado mais a hobbies e exercicio fisico, e entre isso e o trabalho, o blog teve que ficar para trás.

Mas hoje dei um pulo cá e vim falar de algo que já estava para fala à algum tempo e com medo de parecer monótona, ou demasiado melacólica, não escrevi. Contudo acho que é necessário.

 

Venho falar da ansiedade. É algo com que tenho de lidar constantemente. E que ninguém leva muito a sério. Acho que quem sofre do mesmo vai subscrever a isto. Porque para a maior parte da população. que quem sofre de ansiedade é stressado e maníaco e pensam que é facilmente resolvido pela prenunciação da frase que todos pensam ser tão poderosa, a famosa " Tem calma, traquila". Exato, porque se fosse assim tão fácil nunca se tinha inventado os ansíoliticos. 

 

Viver com ansiedade é como viver com um fantasma na nossa cabeça. Não está presente, e muitas das vezes pensamos que está lá mas não o vemos e pensamos, foi desta vez que o afastamos. E no momento que menos esperamos, ele assusta-nos. E apesar de sabermos que esse fantasma existe e que temos todos as ferramentas para o exorcitamos simplesmente não  o  conseguimos afastar. E antes fosse um fantasma como Casper. 

 

Podemos estar no sitio mais povoado que nos sentimos sós, somos nós e a nossa mente, constantemente em movimento. Posso quase dizer constamente em medo, em medo de ter uma crise, em medo de uma noite por dormir, com medo dos sintomas, porque parece que vamos morrer que coremos uma maratona. Querer aproveitar uma noite de cinema ou uma saida a caminhar e pensar que não vamos chegar ao final. E depois vem o pensamos isto é na nossa cabeça acalma, porque afetamos mesmo quem está ao nosso lado porque muitas das vezes ja nem parecemos nós presentes,. e depois começamos a stressar porque temos de acalmar mas não acalmamos. E depois, porque qualquer motivo, vá se lá saber porque, vêm ao pensamento aquele plano que tinhamos há uns anos e nunca se reliazou, ou aquela tarefa que tinhamos de fazer e nos esquecemos ou temos medo de a fazer. E não acaba.... E ninguém entende. é uma doença em que somos nós e nós. E mais ninguém. 

 

Eu digo que quem sofre de ansiedade é como uma fenix: todos os dias ressuscitamos das cinzas da última luta. De toda a vez que há uma crise levantamos de novo e crescemos em direcção a uma batalha. Mas também diria que somos mais fortes, porque é uma luta transparente e dolorosa ao mesmo tempo e que ninguém consegue ajudar .

 

Por isso eu hoje estou aqui a lutar, a contar algo que me é dificil de assumir e controlar e por isso hoje estou aqui, e amanhã estou ali. Mas eu volto. 

 

Espero começar a voltar mais :D

 

Sinceramente,

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Feliz Natal! Feliz Solisticio de Inverno!

Depois de uma pausa, venho desejar-vos a todos, do fundo do meu coração, um Feliz Natal. Que seja feliz no verdadeiro sentido da palavra, que estejam com todos que amam, e gostem. E que seja uma noite, e dia 25 bons. Eu por cá ando com os meus meninos. E tenho muita comida para fazer. 

 

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Cão e gato sofre, não é?

Sinceramente,

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Carta da treta da Troika

Proclamação de Raiva

Hoje escrevo um protesto em tom de raiva. Têm sido uns anos merdosos, mas estas últimas semanas têm sido desesperantes. O receber seguido de "não foi seleccionada", ou então o nem receber nada, começa me a criar uma tempestade dentro de mim que não tem solução de acalmar: é raiva, é frustração, é medo, e tudo acaba em tristeza, pura e crua.

Sei que não sou a única, mas sinto me só. Sinto me só nesta luta de conseguir um trabalho, de começar a criar um futuro, ou pelo começar a criar os alicerces para dali começar a construir. Sinto me só, sinto me triste, sinto me raivosa. É triste ver o tempo e o dinheiro gasto numa formação. Eu sei que não é garantido hoje em dia nada, e aprender nunca é tempo perdido,

mas não é ridículo, estarmos num país com imensos formados sem emprego na área, e agora as universidades dão bolsas para ingressar nos cursos que não têm gente, só para não ter de fechar cursos? É que é  completamente ridículo na minha opinião. É triste ter um curso que gosto, tenho prazer, tenho vontade de querer saber mais, e não arranjar nada.  É que para além de ser triste não encontrar, é triste o dinheiro que gasto em cartas enviadas para concursos, as horas perdidas a encontrar anúncios e a responder, é triste o gasóleo gasto em deslocações para entrevistas que na maior parte são entrevistas para "encher chouriço". Já fui a uma entrevista que por questões de politica, rivalidade de câmaras e de apelidos queridos na zona, só estive na entrevista para ser gozada, "porque haveriam de por alguém de Viana quando têm alguém melhor de Ponte de Lima". Mas eu entendo, o senhor estava chateado porque a câmara de Viana recusou fazer a final do Cook Off em Viana porque não considerava nem Ponte de Lima nem Arcos de Viana...

O trabalho é escasso, são quinhentos cães a um osso, e o empregador ainda tem gozo em entrevistar, só para passar tempo, quando na verdade já têm quase o candidato escolhido. Como uma entrevista para uma bolsa que fui, não sei porquê quando eles pelo CV (e fazem a avaliação curricular) vêem o que pretendem, então escolhiam logo em vez de chamar as pessoas, para depois na preferida dar mais um valor pela entrevista. Maior parte das vezes que fui recusada, foi por falta de experiência, quando até na maior parte das vezes até tenho uma boa avaliação curricular. Mas como não tenho experiência "Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye". O que se torna num ciclo vicioso, porque se NINGUÈM ME DER A PORRA DA OPORTUNIDADE, como raio vou puder apresentar me a algum lado com experiência?

Depois vem a questão do tenho formação a mais que nem para lojas me querem, sim acontece isso. Nem para administrativa, nem para o raio que parta. Sim estou triste, e sim sei que há soluções, mas por enquanto era um trabalho no curso que tirei porque tenho gosto, sou boa no que faço e quero aprender mais.

E a raiva que me mete mais, é que quem me rejeita nem sabe o que perde. Não é ser convencida, arrogante nem nada do género, mas sei que não encontrariam tão fácil uma pessoa dedicada, empenhada no trabalho, curiosa e organizada, sempre com a cabeça à frente a planificar, e a pensar como diversificar. O que me provoca mais raiva...

Sim estou triste e não posso baixar os braços. Mas hoje o que me apetecia fazer com os braços era apertar uns pescoços... Se existisse uma guerrilha para vingar este país hoje fazia a promessa de ser o lutador número um para limpar este país de inúteis que nem no passado, nem no presente e nem no futuro (porque muda o logo, mas a acção vai dar sempre à mesma coisa...). Culpo me a mim pelas opções tomada, mas também culpo este país porque não dar soluções viáveis, nem fazer planificação correta.

Aqui fica o desabafo de uma raivosa.

Sinceramente,

Sofia G


BLOGGER
Sou a Sofia Gonçalves, curiosa sem fim, 28 anos com muitas coisas que quero fazer. Ou estou no ginásio, ou na praia, ou em casa a ler um bom livro, ou a tratar das minhas plantas e animais. O “The Daily Miacis” é um reflexo meu.

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