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The Daily Miacis

Inspiration // Braids

Se há coisa que eu adoro para pentear o cabelo, são tranças. 

 

Seja que estilo ou mais boémio ou mais hippie, ou mais sedutor, tranças é um must have  nos meus penteados.  Dá um desenho engraçado ao cabelo como à cabeça. Dá para usar desde cabelo curto (não muito curto) até cabelos longos. Dá para misturar com acessórios no cabelo. Dá para penteados clássicos, como festivos, como contemporâneos. E temos vários níveis, como trança unica ou desde os trabalhos mais complexos em que quase fazemos crochet com as tranças.

 

Contudo, para a minha pessoa não consigo atingir os mais complexos, e de manhã quando acordo  não tenho muito tempo. Por isso estou sempre à procura de soluções rápidas e engraçadas. Deixo-vos aqui algumas sugestões.

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Há um penteado com tranças que ainda não atinei por nada deste mundo , que são as tranças à boxer. Alguém consegue por aqui?

 

Sinceramente,

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Dos projetos bonzões | Sensitea

Viana  é uma cidade que pode não ter muito, mas há uma coisa que tem para dar e vender: pessoas com bom gosto e resiliência. Não é coisa fácil abrir negócios de porta aberta em Viana. Para além de imensa burocracia, como preços exurbitantes, existe o zum zum zum do diz que diz, e as ruelas vazias em 75% do ano.

Por isso Viana transforma-se numa cidade com pouca variedade de negócio diferente, ronda quase tudo o artesanal todo virado para os desenhos de Viana, e pouco mais. Temos algumas lojas de roupa, quase todas do mesmo género e sapatarias. Lojas diferentes é raro. Mas de vez em quando aparece alguém, com boas ideias. Uma foi a Conto de Fadas, que é um conto de fadas literalmente aquela loja. E agora apareceu-me uma loja, que poderia dizer que era o sonho de um negócio criado por mim. Quem me conhece sabe que sou uma fanática por ervas e curiosa por terapeutica medicinal tradicional. E por isso, uma loja a vender chá como deve ser, de boa qualidade a granel, é um sonho.

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Sensiteas, é o projeto de que vos falo. Temos uma loja cheias de frascos dourados, em cada um dele esconde um tipo de chá, cada um melhor que o outro. Temos petunia roxa, temos a tradicional camomila, lucia lima, temos botoes de rosa, temos o chá verde japones de 3 anos e de 5 anos. temos o chá verde chinês, temos marrakesh mint, temos infusões para a concentração, para a ansiedade, para a digestão. Temos chá ceylon, english breakfeast. 

Mas a maravilha desta loja não se fica por chás, temos todos os apetrechos ligados ao chá como bules, frascos para guardar o chá. Temos sabonetes artesanais feitos com as ervas biológicas. Temos vários tipos de especiarias também vendidas a granel.

Tudo isto aliado a quem vos sabe explicar o porque daquele chá, daquele sabor, de como foi colhido e manipulado, e como isso contribuiu para as sua qualidades.

Nem sei mais que vos possa dizer. Para mim entro naquela loja e dá me vontade de experimentar tudo e levar tudo comigo.

 

Sinceramente,

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Um pouco de caos

Já mencionei várias vezes que uso um bullet journal e que me tem ajudado bastante. Contudo, eu uso o bullet mais para tracking de atividades e de humor por exemplo do que exatamente para organizar a minha vida. Ou seja, eu não tenho lá todas as tarefas diárias que tenho de fazer e vou riscando minuciosamente. Não consigo, não dá e sou demasiado esquecida para isso.

 

Eu acho que a vida sabe bem é com um pouco de caos.

 

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Com a ansiedade, dir-se-ia que caos não funciona. Porque traz demasiada instabilidade, demasiado imprevisibilidade que não combina com o ansioso-manioco-criador-cenários-panicoso. Contudo, a minha experiência na minha vida permite me dizer que não é assim. Eu nunca fui uma pessoa de muita organização e planos. Aliás a minha avó diz que nunca planeies muito porque depois não acontece. E assim é: não tinha planeado muitas coisas para o futuro e maior parte delas como os planos que todos têm, ter uma casa, casar, filhos, ir aqui e ali, fazer isto e aquilo, mas tinha tido como certo, aliás como facto, que iria tirar um curso do meu gosto e ter um futuro emprego com sucesso. Como sabem, nada disso aconteceu. Não entrei no curso que queria, acabei por entrar noutro que, bem na verdade acabou por ser melhor e posso dizer com orgulho define-me como pessoa, e depois de tanta batalha e de mostrar que biologia não é uma cena de hippies no campo a dar mimos na relva, não consegui emprego. Isso feriu não só o meu ego, como também culminou num embater sucessivo de frustações provenientes de sonhos não realizados, e por isso, gerou a ansiedade monstruosa que existe em mim. 

 

Mas, se há coisa que aprendi com o livro " A Lei de Murphy" é que se alguma coisa de mal pode acontecer, ela vai acontecer quer queira quer não, e que daí só pode vir melhor. Então não penso muita nas coisas. Tento desenhar caminhos, tento direccionar-me mas sem caminhos construidos, com pedras no chão e placas. Vou por caminhos poucos explorados, e se quiser mudar de direcção, posso sair da estrada e criar outro caminho meu. O facto de não me obrigar a algo não me cria expectativas que depois não são atingidas. Embora ter metas é bom para o foco e a disciplina, não me impor um futuro certo não me cria expectativas que depois senão atingidas me criará outras consequências.

 

O caos dá também imaginação. Quando não temos as coisas planeadas, e aparece algo com que não contamos, as manobras que temos de criar para ultrapassar essas situações não só nos tornam mais espertos com mais experiência como nos torna mais criativos. 

 

O caos oferece-nos outro ponto de vista. Outra forma de ver a vida. Sabemos que temos muito lixo, muita poluição no dia a dia, e o facto de já estarmos imune à poeira que nos ofusca a visão, consegue fazer com que estejamos mais atentos aos pequenos pormenores. Este pequeno ponto tem me ajudado muito. Reparei em pequenas tarefas que fazia há uns anos, quando a ansiedade estava lá latente mas não saia de mim, me ajudavam a ultrapassar e que eu, por vias da vida, deixei de fazer. Então consegui no meio da confusão que é a vida, ver que talvez fossem essas pequenas coisas que me iam fazer voltar a mim mesma. Coisas como parar e me sentar nas escadas lá fora, caminhar ao final do dia pelos campos na aldeia, voltar às manualidades, voltar a ler, e a escrever, cozinhar sobremesas, deitar me no sofá com o portátil e ver um filme.

 

Para mim não há nada como um pouco de caos para apimentar a vida. E como dizia Tolkien " Not all those who wonder are lost".

 

Sinceramente,

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Lau de Lark

A Lau de Lark é uma marca de tote bags de 100% de algodão, com ilustrações pintadas à mão de uma ilustradora cientifica portuguesa, Luísa Ferreira Nunes.

Eu já seguia o trabalho da Luísa há algum tempo, porque eu adoro trabalhos de ilustração cientifica. É a mistura de dois Mundos que eu adoro e me identifico como eu: ciência e arte. Luísa, é uma bióloga, que realiza várias expedições e que faz trabalhos como freelancer de ilustrações cientifica. E agora essa sua arte, está na forma de malas, com ilustrações lindissimas.

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O intuito destas malas é divulgação cientifica. E da forma que eu sou mais a favor: divulgação da fauna e flora que temos aqui em Portugal. Porque todos adoramos o panda, e canguru, mas esquecemo-nos que fora da nossa porta temos tanta beleza, tanta coisa linda que não existe noutro lado. E é nosso!

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Eu tenho uma mala que foi um presente da minha tia que me conhece como a palma da minha mão. Tenho o pintassilgo, porque achei lindissima a ilustração. Ainda não sei como não escolhi as borboletas! Se fosse uma Borboleta Cauda-de-Andorinha (Papillon machaon) não tinha resistido.

A qualidade das malas é muito boa. Não é daquele tipo de tote bag em que a espessura do tecido é fina. É bem grossa, as costuras estão bem feitas, e por isso aguenta com algum peso. Mas não exagerem!

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Podem ver os trabalhos aqui no facebook. Tem site mas não sei porque não estou a conseguir abrir.

 

Sinceramente,

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BLOGGER
Sou a Sofia Gonçalves. 29 anos. Curiosa sem fim, exploradora de livros, advogada de boa comida, gestora de estados ansioliticos, caçadora de sonhos, escriba escrava da palavras da minha cabeça, pajem dos meus animais.

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