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The Daily Miacis

Desafio Literário - 365 dias com Poirot e Marple

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Há uns dias diria que era loucura pensar já em 2018, embora tenha prometido que em Janeiro o plano fit começa.

 

Empolgada com book-thons que vi no booktube e um pouco inpirada pela "Julie & Julie", resolvi que 2018 será o ano do mistério, no ano que se festeja 128 anos de Agatha Christie. A minha ideia será ler livros até ao festejo dos 130 anos. Estou confiante de que vou conseguir, embora tema me farta um  pouco de ler muito romance policial. Contudo, quando penso nas descrições dos hábitos e paisagens tipicamente inglesas, fico logo convencida.

Há anos que quero ler Agatha Christie, a dama do crime, e ter visto quase a série completa de Miss Marple e Poirot foi só mais um argumento a acrescentar à lista. Essa dama que nasceu em 1890, conseguiu criar personagens carismáticas que nos enredam nas suas peripécias para resolver mistérios. A fama de Poirot e Marple precedem nos onde quer que vão, e por isso nada mais me agradaria passar um ano " na companhia deles".

Convido-vos a participar neste desafio, se fazem parte do grupo "eu sempre quis ler Agatha Christie" como eu,. Nada como um desafio para nos manter o foco e arriscar em algo nunca planeado ( ou planeado em demasia no meu caso). Participem e depois podemos ter discussões mensais para falar acerca de quem achavamos que era o assassino, como é que nos passou aquela pista! E podem ler um ou outro livro, e discutir na mesma, o que interessa é divertimos nos com estas leituras. Após a calendarização podem escolher os livros que vão ler e em que mês. #365diascompoirotemarple

Sem mais demora, deixo aqui a lista dos livros a ler no próximo ano. A listagem dos livros será por ordem cronológica e dá um total de 1 livro de duas em duas semanas.

 

Hercule Poirot

"O misterioso caso de Styles" 1920

"Assassinato no Campo de Golfe" 1923

"O Assassinato de Roger Ackroyd" 1926

" As quatro potências do mal" 1927

" O mistério do comboio azul" 1928

" A caso do penhasco" 1932

"Treze à mesa" 1933

" Assassinato no expresso do Oriente" 1934

"Tragédia em 3 atos" 1934

"Morte nas nuvens" 1935

"Os crime do ABC" 1936

"Morte na Mesopotâmia" 1936

"Cartas na Mesa" 1936

MISS MARPLE

" Crime no Vicariato" 1930

" Os 13 problemas" 1932

" Um corpo na biblioteca" 1942

" O enigma das cartas anónimas" 1942

"Convite para um homicidio" 1950

" Um passe de mágica" 1952

"Cem gramas de centeio" 1953

"A testemunha ocular do crime" 1957

"A maldição do espelho" 1964

"Mistério do Caribe" 1954

"O caso do hotel bertram" 1965

"Nemesis" 1971

"Um crime adormecido" 1976

"Os últimos casos de Miss Marple" 1979


Outras histórias

" A aventura do pudim de Natal" 1960

"Poirot sempre espera e outras histórias" 2008

 

Partilharei depois o calendário das leituras. 

Já sabem o que me dar no Natal! E por falar em Natal, não se esqueçam de participar no desafio literário especial Natal.

Sinceramente,

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O que tenho lido #5

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 Se gostam de mística, folklore, mitos, lendas e história de Portugal, este é o vosso livro. Adoro este tipo de literatura, em que entramos no cerne da imaginação dos nossos antecedentes, em que percebemos o porquê de algumas coisas que ouvimos e sabemos hoje em dia. 

 

Vanessa Fidalgo, é uma boa investigadora e divulgadora do património oral português, que no meu querer, é um dos valores mais bonitos que temos. Não há ditados tão cantados como os nossos, não há mitos tão mimosos como os nossos. Autora de vários livros cujo principal foco é o patrimonio português ligado à imaginação e criação de história que vingaram e singraram ao longos dos tempos, sendo contadas de geração a geração, este livro era aquele que queria ler primeiro.  Admito que foi mais por receio do livro acerca do Portugal assombrado mexer comigo, mas também porque seres mágicos é comigo: magia e mística chama a Sofia encantada que existe em mim.

 

O livro começa por um capítulo geral que faz uma pequena introdução da tradição oral, das raizes, de provas literárias, e de como foi realizada a investigação. Os capitulos seguintes referem-se a cada tipo de ser mágico que temos neste país, com uma breve definição do que é esse ser e qual a sua origem seguido por várias histórias e excertos reunidos. Temos capítulos com pouco desenvolvimento e temos capítulos com um número elevado de relatos.

Facilmente podemos observar que certo tipo de ser mágico apresenta histórias e mitos localizados somente nalgumas regiões de Portugal, como por exemplo sereias no Algarve e em Nazaré, ciclopes mais para a zona da terra seca, seres mais misticos e pequenos como duendes e fadas já aparecem muitos contos nas ilhas, lobisomens mais para o interior. E outros seres têm contos em quase todo Portugal, como mouras encantadas, diabo e bruxas.

 

Este tipo de literatura para mim é mágica, não só pelo seu teor mas porque reflete muito do que somos como seres criativos e da própria história do país, bem como contribui para a própria história: cidades e locais tem nomes em consequências destas criações. Gosto de pensar como se lembrou a primeira pessoa que viu um homem de transformar num lobo? O que se passou? Ou então quem se lembrou que as bruxas encontravam-se e deliciavam-se no auge da noite em cruzamentos? Conjugar o contexto histórico e geográfico até chegar à razão desta histórias é um exercicio bem engraçado. E não só, conseguimos criar histórias lindissimas. Tenho duas que me ficaram gravadas e li as mais que uma vez. Uma é acerca de um local perto de Viana, o Montedor, cujo nome vem de monte da dor, que é dado por causa de uma história de amor triste entre uma moura e um trovador cristão. O segundo conto é a história de amor entre dois gigantes que começa no Ribatejo e acaba nos Açores, acabando na criação da ilha de Santa Maria e da ilha de São Miguel.

Recomendo vivamente! È uma leitura rápida, e linda.

 

PS: Cláudia li no mês passado mas pode contar para o #lerosnossos?

 

Sinceramente,

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O que tenho lido #4

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Este livro foi o escolhido para a categoria dos contemporâneos do Clube de Leitura  " Companhia da Tinta". (ver blog aqui)

 

"Os Falsários" de Bradford Murrow  é um policial recente que se desenrola no mundo escondido dos livros raros e das falsicações literárias. Quando vemos esta última frase e lemos a primera do livro, somos logos embalados num mundo de crime e intriga, charme e mistério.

 

Contudo, na minha opinião este livro falhou. A história começa com a descrição de um crime, um pouco bárbaro, de uma personagem que ao longo do livro não conseguimos criar carisma mas que de facto foi uma vitima. Essa vitima era um irmão parasita da namorada/mulher do personagem principal Will. A acção em si desenrola quando, depois do homicidio de Adam, descobre-se que ele era um falsário. E assim Will começa a pensar na vida dele, que tinha deixado para trás, como falsário, antes de ter sido julgado por isso e ter sofrido perdas. 

É neste ponto que tudo o que este livro prometia, desaparece. Um terço do livro é Will a pensar na vida dele como falsário: as feiras onde esteve, algumas das obras que ele falsificou, pois Will, embora bastante magoado com o facto de quase ser preso por falsificação, tinha orgulho no seu trabalho, na sua arte  e nunca ficou a cem por cento fora da área.  Metade do livro é a relação dele com Morgan, a irmã do assassinado. Acerca do dia a dia deles, dos altos e baixos que já tiveram. O livro foca tanto nesses pequenos detalhes que por vezes pensei que ela seria o assassino do próprio irmão, porque para mim seria talvez um método de desviar a nossa atenção para detalhes importantes. Só uma percentagem diminuta do livro é o crime e suspense em si, e de uma forma simplificada. Sabemos que o Will recebeu há uns anos ameaças, que voltaram a ressurgir depois da morte de Adam. Mas mesmo quando se dá o encontro de ameaçado com ameaçador, é descrito de uma forma tão banal que não dá impacto nenhum. Ainda assim, o pior de tudo para mim é o último capitulo, que literalmente dá uma reviravolta na história, mas, o desenrolar do texto é tão simplificado que quando chegamos à revelação não consegue criar novidade em si.

 

Penso que todo o livro pode ser descrito como leve. As personagens para mim são muito levianas. Não consegui criar empatia com nenhuma sou sincera, e mesmo as referências ao mundo dos livros raros não foi assim nada por aí além que me tenha feito ficar muito empolgada. É uma história que nos vai prendendo por pequenos factos mas que vai passando, voando, muito ao de leve. Apesar de tudo, ainda assim marquei bastantes passagens bonitas pois este autor fazia descrições comparativas ou mesmo buscando exemplos da literatura. E como o autor favorito desta personagem era Sir Arthur Conan Doyle, tem sequências engraçadas.

 

Para primeira leitura do clube não correu muito bem, contudo a ideia é mesmo essa, termos várias experiências. Infelizmente não vou conseguir ler " O retrato de dorian gray", que mau exemplo como moderadora. Contudo estou a ler bastantes para o desafio especial.

 

E vocês?

 

Na minha prateleira

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 Estes livros são presentes de aniversário do meu mais que tudo, uma compra para o clube de leitura Companhia da Tinta, e envio da Chiado Editora para ler. 


No aniversário tive um boom literário. O meu mais que tudo que me percebe, deu-me à escolha livros e que bons títulos vieram para eu devorar. Descobri a Vanessa Fidalgo num blog que sugeria livros para o halloween e quando vi que era uma escritora portuguesa e com títulos acerca do sobrenatural fiquei rendida, por isso neste molho de livros não é de admirar que tenha dois dela, Seres mágicos em Portugal  Lugares Abandonados de Portugal, não são títulos perfeitos. Estou super curiosa acerca destes títulos. O Olhar de Açor, de Sandra Carvalho é um título que já me persegue há algum tempo e também com uma autora portuguesa, pensei é agora que tenho de o ler porque parece que tem história e fantasia, com Portugal à mistura, por isso penso que promete. Andrzej Sapkowski influenciou o jogo "The Witcher" com este livro, mas não é ele quem criou o jogo. É o pior que podem fazer a este autor se o forem conhecer na Comic Con. A Espada do Destino é o segundo livro traduzido em português do autor, já li o primeiro O Terceiro Desejo e literalmente devorei-o porque tem mistica, folklore do leste e temos contos de fadas à mistura. O pistoleiro, de Stephen King, não conhecia mas desde que vi que saia o filme e ter visto o filme, fiquei com a pulga atrás da orelha, espero que faça com que ela saia. Já tinha tirado um curso de storytelling numa universidade online, e gostei. E como ando com umas ideias a ferver na cabeça, quero ler este livro 5 lições de Storytelling de James McSill. Os Falsários de Bradfor Murrow, foi a escolha para a categoria contemporâneos do clube de leitura Companhia da Tinta, e por isso comprei-o e ja estou a acaba-lo. As crónicas de Amindrus, Bérnia, e Efendes de R.C. Vicente, foi um envio da Chiado Editora, e que bom envio porque há bastante tempo sigo esta escritora, e estou com bastante curiosidade porque o trabalho que está naquela livro é imenso. 

 

Posso dizer que neste lote, tenho bastante autores portugueses, o que é tão bom porque o que é nosso é bom!

 

Sinceramente,

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BLOGGER
Sou a Sofia Gonçalves, curiosa sem fim, 28 anos com muitas coisas que quero fazer. Ou estou no ginásio, ou na praia, ou em casa a ler um bom livro, ou a tratar das minhas plantas e animais. O “The Daily Miacis” é um reflexo meu.

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