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The Daily Miacis

Um pouco de caos

Já mencionei várias vezes que uso um bullet journal e que me tem ajudado bastante. Contudo, eu uso o bullet mais para tracking de atividades e de humor por exemplo do que exatamente para organizar a minha vida. Ou seja, eu não tenho lá todas as tarefas diárias que tenho de fazer e vou riscando minuciosamente. Não consigo, não dá e sou demasiado esquecida para isso.

 

Eu acho que a vida sabe bem é com um pouco de caos.

 

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Com a ansiedade, dir-se-ia que caos não funciona. Porque traz demasiada instabilidade, demasiado imprevisibilidade que não combina com o ansioso-manioco-criador-cenários-panicoso. Contudo, a minha experiência na minha vida permite me dizer que não é assim. Eu nunca fui uma pessoa de muita organização e planos. Aliás a minha avó diz que nunca planeies muito porque depois não acontece. E assim é: não tinha planeado muitas coisas para o futuro e maior parte delas como os planos que todos têm, ter uma casa, casar, filhos, ir aqui e ali, fazer isto e aquilo, mas tinha tido como certo, aliás como facto, que iria tirar um curso do meu gosto e ter um futuro emprego com sucesso. Como sabem, nada disso aconteceu. Não entrei no curso que queria, acabei por entrar noutro que, bem na verdade acabou por ser melhor e posso dizer com orgulho define-me como pessoa, e depois de tanta batalha e de mostrar que biologia não é uma cena de hippies no campo a dar mimos na relva, não consegui emprego. Isso feriu não só o meu ego, como também culminou num embater sucessivo de frustações provenientes de sonhos não realizados, e por isso, gerou a ansiedade monstruosa que existe em mim. 

 

Mas, se há coisa que aprendi com o livro " A Lei de Murphy" é que se alguma coisa de mal pode acontecer, ela vai acontecer quer queira quer não, e que daí só pode vir melhor. Então não penso muita nas coisas. Tento desenhar caminhos, tento direccionar-me mas sem caminhos construidos, com pedras no chão e placas. Vou por caminhos poucos explorados, e se quiser mudar de direcção, posso sair da estrada e criar outro caminho meu. O facto de não me obrigar a algo não me cria expectativas que depois não são atingidas. Embora ter metas é bom para o foco e a disciplina, não me impor um futuro certo não me cria expectativas que depois senão atingidas me criará outras consequências.

 

O caos dá também imaginação. Quando não temos as coisas planeadas, e aparece algo com que não contamos, as manobras que temos de criar para ultrapassar essas situações não só nos tornam mais espertos com mais experiência como nos torna mais criativos. 

 

O caos oferece-nos outro ponto de vista. Outra forma de ver a vida. Sabemos que temos muito lixo, muita poluição no dia a dia, e o facto de já estarmos imune à poeira que nos ofusca a visão, consegue fazer com que estejamos mais atentos aos pequenos pormenores. Este pequeno ponto tem me ajudado muito. Reparei em pequenas tarefas que fazia há uns anos, quando a ansiedade estava lá latente mas não saia de mim, me ajudavam a ultrapassar e que eu, por vias da vida, deixei de fazer. Então consegui no meio da confusão que é a vida, ver que talvez fossem essas pequenas coisas que me iam fazer voltar a mim mesma. Coisas como parar e me sentar nas escadas lá fora, caminhar ao final do dia pelos campos na aldeia, voltar às manualidades, voltar a ler, e a escrever, cozinhar sobremesas, deitar me no sofá com o portátil e ver um filme.

 

Para mim não há nada como um pouco de caos para apimentar a vida. E como dizia Tolkien " Not all those who wonder are lost".

 

Sinceramente,

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Inspiration // Bullet Journal

Ando viciada no blogue da Claúdia, A Mulher que Ama livros. Espero que ela não pense que seja muito stalker da minha parte mas quando se trata de livros eu estou lá. E vejam, geralmente o tipo de livros que ela fala nem são algo que me atrai muito como títulos, porque eu sou mais menina de livros de ficcção cientifica, fantasia, técnicos e de ecologia. Mas os clássicos e os romances históricos também fazem parte do meu leque de gostos. E hoje, enquanto estava a trabalhar a arrumar uns processos tinha os vídeos da Cláudia no youtube acerca dos resumos de 2016 e projetos para 2017 no fundo. Vi um vídeo em que falava da questão do TBR (to be read), que a lista do TBR ajudava no projeto dela de poupança, Nós, os amantes de livros temos um defeito sempre que entramos num local que tenham livros à venda, lá vai mais um livro. A Claúdia falava na questão das promoções, eu até nem costumo comprar em promoções porque nunca calhou de ter sempre livros que me chamassem, o meu problema é mesmo as edições. Eu mato-me por uma edição linda.

 

Uma vez que estou empenhada nesta minha empreitada em conseguir gerir melhor o meu dinheiro porque preciso para projetos futuros, pensei que realmente tenho que ter mais atenção porque ainda tenho muitos livros por ler em casa. Como tenho um bullet journal pensei que faria todo o sentido ter lá uma lista com os livros que tenho e ainda não os li, e não comprar mais nenhum livro (a não ser que seja uma edição unica como a do Harry Potter dos 20 anos que não vou resistir e vou comprar a versão de Gryfindor, ou da Agatha Christie porque eu este ano é que ia ser o ano ...). Assim há medida que vou lendo vou riscando. 

 

Eu já tinha falado neste técnica de organizaçao da agenda pessoal há uns anos, mas agora está muito na baila. Ok, eu não tenho paciência para estar a fazer desenhos em cada mês, mas fiz nas páginas bases para o inicio da agenda, como por exemplo no caso dos livros tenho uma estante desenhada onde  vou adicionando livros desenhados com o titulo dos livros que li. E embora não tenha paciência para desenhar e fazer coisas muito bonitinhas a verdade é que existe páginas que conseguem ser práticas e bastante bonitas à vista.  E a realidade é que o bullet journal  começou como uma forma de organização em que a própria pessoa é que criava as chaves de organização na agenda e criava os próprios painéis conforme as necessidades. Os desenhos são um plus.

Deixo aqui algumas sugestões, que a maior parte coloquei no meu.

 

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 Imagens: de Pinterest

 

Sinceramente,

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Sofrer por gostar demais

Hoje escrevo talvez um pouco envergonhada, talvez um pouco medrosa porque venho falar de um mal que espero que muitos sofram do mesmo. Aliás de dois: desorganização e ter demasiados muitos gostos. 

 

Eu bem que preferia sofrer um pouco de OCD e ter tudo organizado e planeado mas, não consigo. Já tenho um bullet journal mas esqueço me de o preencher, tenho um telemóvel mas nunca atualizo a agenda, tenho um caderninho para anotar as ideias que vou tendo durante o dia, mas nunca me lembro de anotar porque " ai eu mais logo lembro-me". Sim, é veridico, e quanto mais cresço, pior fico.

 

Outro do meu mal é: gostar de fazer IMENSA COISA. Sabem aquele dizer "saber um pouco de tudo"? É um pouco a descrição da minha pessoa. Podemos começar pelo meu histórial: sou biologa e sou técnica de contabilidade ( tem tudo a haver certo? claro que depois sofro de ansiedade). Há quem seja especialista em livros e gosta de ler, há quem veja filmes e saiba os autores todos. Há quem seja especialista em jogos e passe horas naquilo, há quem goste de pintar e seja um verdadeiro artista. E depois há a Sofia.

A Sofia é um ser que gosta de ler, gosta de filmes, gosta de jogar no PC/consolas, gosta de pintar aguarela, gosta de bordar, gosta de crochet, gosta de arraiolos, gosta de ponto cruz (estes últimos 5 aprendido em mode auto didacta), a Sofia gosta de ler ou até mesmo estudar qualquer coisa lógica como matemática. Mas não chega: a Sofia gostava de ter um corpo atlético e por isso gosta de exercicio fisico porque também faz bem à alma, a Sofia gosta de caminhar, a Sofia é louca por comida e procura receitas diferentes mas gostava de cozinhar mais, a Sofia gosta de jogos de tabuleiro, a Sofia adora jardinagem. E ainda falta o "a Sofia gostava": a Sofia gostava de ter um negócio próprio dela, a Sofia quer ser a próxima Beatrix Potter portuguesa e produzir livros tão encantadores, didatas e com ilustrações tão lindas como as dela, a Sofia gostava de viajar muito. E a Sofia isto e aquilo. 

Depois a Sofia leva na cabeça de toda a gente porque mete-se em quinhentos projetos e quase nunca acaba nenhum. 

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E 24 horas não chegavam e eu devo ter nascido com meio gene tsé-tsé porque depois a Sofia gosta é mesmo de descansar e bem.

E com isto acabo de escrever isto e vou atualizar o meu bullet journal. 

 

Quem sofre destes males?

 

Sinceramente,

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BLOGGER
Sou a Sofia Gonçalves, curiosa sem fim, 28 anos com muitas coisas que quero fazer. Ou estou no ginásio, ou na praia, ou em casa a ler um bom livro, ou a tratar das minhas plantas e animais. O “The Daily Miacis” é um reflexo meu.

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