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The Daily Miacis

Bitaite da Sexta #11

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Ontem numa das minhas viagens semanais ao Lidl, para ver o que saiu na feira de quinta (feira), começou a chover a potes. Antes isso que trovoada, porque nessa situação, ia seguida para casa e não queria saber de feira nenhuma. Estava eu a entrar no parque até que reparei em algo engraçado: em Portugal os deficientes fisicos saiem muito às compras nos dias de chuva. É que é impressionante como esses lugares estão cheios quando o S. Pedro resolve abrir a torneira. Porque custa muito andar mais uns 10 passos à chuva. Será que somos tipo Gremlins, que não podemos nos molhar?

 

Bom fim de semana minha gente! Espero que tenham daqueles bons a valer!

 

Sinceramente,

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Destralhar à Nortenha

Os nortenhos têm um defeito: guardam tudo porque tudo pode fazer falta.

 

Posso estar a generalizar e quase nenhum nortenho fazer isto, como pode ser um defeito português. Mas a verdade é que conheço muito nortenho que guarda muita coisa só pela brevidade futura de numa eventualidade ser necessário. Quase como os americanos que têm aqueles contentores cheios de coisas estranhas.

 

E depois quem é que leva com isso? As gerações mais novas. Ando eu a arrumar a parte de cima da casa que tem 3 gerações de pessoal a guardar objetos de todas as formas. E torna-se numa atividade que para além de obrigar a trabalhar os glúteos a descer e subir andares over and over again, como trabalhar os biceps, é um exercício engraçado encontrar coisas que já nem nos lembrávamos que existiam. Encontrar coisas que pensamos “porque raio guardei”, coisas que nos fazem ter vergonha, coisas que voltaram a ser trend e coisas que nos deixam agarrados a memórias.

 

São estas duas últimas, que fazem com que uma pessoa que vem empolgada e embalada por esta nova moda simplista e minimalista nórdica, e acaba por destralhar à nortenha: guardar porque pode dar jeito.

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Por isso agora tenho na parte debaixo da casa, o meu aparelho antigo e ando a pesquisar no Pinterest: como tratar cabelos de Barbies estragados.

 

SInceramente,

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Bitaite da Sexta #9

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Já não escrevia há muito tempo este post da sexta. E ontem a ver frases no pinterest, tropeçei nesta e penso que se ajusta muito bem ao que se passou nesta semana. Inacreditavelmente, fez me lembrar uma conversa com  meu pai há muitos anos, era eu uma cachopa e ele dizia " Tu acreditas no Inferno?" e eu respondi muito adultamente " Claro, se existe um Céu, obviamente que tem existir o contrário". E num mundo onde existe tanta coisa de mau, pode existir tanta coisa de bom. E se  o incêndio de Pedrogão Grande e zonas arredores, tirou a vida precocemente a muito gente, estragou a vida de outros, mostrou que também existe gente com bom coração, gente pronto a deixar tudo e ajudar, e correntes em Portugal. 

 

Bem haja a todos!

 

E bom fim de semana!

 

Sinceramente,

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As 64 sombras de Portugal

Sr. Presidente,

 

Tirei o curso de biologia, e não arranjei emprego. Não escrevi uma carta como a outra menina para arranjar curso, e talvez falha minha, pois poderia estar a contribuir para um Portugal melhor. Agora estou em casa, a remoer a noticia das 64 mortes que ficaram em Pedrogão Grande por causa da má gestão de ordenamento de território de nosso país, que não é novidade nenhuma há anos. É triste um país, que TODOS OS ANOS, vê o mesmo ciclo acontecer: chega o Verão, chegam os incêndios. Seja um ano seco, seja um ano com muita precipitação a história é mesma, são poucos os dias em que não houve um fogo activo, são poucos os que não têm mão criminosa, são poucos os bombeiros e são poucos os recursos. 

 

Portugal tem tudo para ser um país grande, mas vivemos na sombra dos descobrimentos e vivemos na excelência da nostalgia do passado. Somos um dos países na Europa que mais exporta madeira, e um país que tem uma gestão e ordenamento de território nula. Vá, não vou ser má temos alguma gestão: os nossos técnicos florestais administram o território para plantar eucaliptos e pinhais, para madeira, para vender a Portuceis e afins. Quando temos técnicos que dizem, e estou citar porque eu estava lá " Em vez de ter um terreno vazio que sofrerá erosão é melhor plantar mimosas do que não ter nada" ao qual respondemos  "mas nós temos arbutos autótones que fazem o mesmo trabalho" e a resposta é "sim mas trabalhar com a mimosa é mais fácil", é óbvio que a gestão e eficiência é nula. 

 

É triste terem morrido 64 pessoas ( e isto é a contagem actual), porque uma culpa que é sempre dos mesmos.Isto não é falar de boca cheia, não é falar pela boca fora. A culpa é dos nossos governos, porque não existe esforço da vossa parte e compactuam com as empresas madeireiras (não nos vamos esquecer da lei da liberalização da plantação do eucalipto). Enquanto continuarem com promessas vazias no final de todos os Verões e não passarem para o terreno com pessoas com formação e ética, o nosso Portugal vai ser um degradé de cinzento, quando deviamos ter uma responsabilidade ainda maior pela biodiversidade do nosso país pois estamos num dos hotspots mundiais de biodiversidade. Vergonha alheia, é o que tenho. Vergonha alheia e vergonha minha, porque embora a culpa seja do Governo porque não administra o que é vosso, nem fiscaliza corretamente o resto, todos somos cúmplices neste crime. Somos cúmplices porque somos aqueles que não se esforça pelas gerações futuras exigindo aos superiores e aos iguais que cumpram o melhor para o futuro. Somos aqueles que não vão reciclar porque os caixotes não estão na minha rua ou estão na outra ponta da rua. Somos aqueles que vão a um evento e não podem aguentar a garrafa de água na mão mais uns minutos até encontrar um caixote de lixo. Somos aqueles que compactua com a venda de espécies exóticas nas lojas dos animais "porque são fofinhos". Somos aqueles que achamos bonito os transportes públicos mas queremos ambos ter o nosso carrinho. Somos aqueles que olhamos para os nórdicos e queremos ser iguais mas com esforço minimo. Enquanto não mudarmos as nossas atitudes perante o que nos rodeia, enquanto não nos esforçamos por aquilo QUE È NOSSO, não chegaremos a lado nenhum, e vamos ser sempre uns submissos.

 

Acabo esta carta, Sr. Presidente, a pedir que coloque a mão na consciência. Herdou um país quebrado pela crise e pelos anos de mau comportamento dos seus governantes e dos seus habitantes. O país que está nas suas mãos já era assim antes de si, mas quer que continue assim? A economia verde existe, e a verdade é que o bem estar da população traz riqueza ao país que pode não significar imediatamente em lucro para o país, mas a felicidade não é de ouro? Um país bem tratado, não é diamante? 

Envio os meus sentimentos e toda a minha força para todos os que se encontram a debater o incêndio em Pedrogão Grande, sejam vitimas, operacionais, voluntários e familiares que agora têm viver e lidar com a perda de alguém.Mas a esperança é a ultima a morrer, e há sempre uma luz algures.

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Sinceramente,

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BLOGGER
Sou a Sofia Gonçalves, curiosa sem fim, 28 anos com muitas coisas que quero fazer. Ou estou no ginásio, ou na praia, ou em casa a ler um bom livro, ou a tratar das minhas plantas e animais. O “The Daily Miacis” é um reflexo meu.

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