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The Daily Miacis

Conviver com a Ansiedade & Sociedade

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Há certos assuntos tabus na nossa sociedade, sussurrados em conversas perdidas, criando julgo a outras pessoas. A ansiedade/depressão é um deles.

 

Todos já passamos por isso, julgar facilmente. Se alguém tem alterações de humor, ou é nervosa e facilmente quebra, ou é muito fechada e brusca. Facilmente nos sai,  a expressão "ele é tolinho" ou "não bate bem".

Agora coloquem uma tag nessa pessoa com uma doença psicológica como ansiedade, depressão. Qualquer erro, qualquer falha, vai ser como consequência desse estado. E assim se prejudica uma pessoa porque facilmente cria situações em que a pessoa ou não é levada a sério, ou então simplesmente nem é considerada no que quer que seja.

Acrescentem a esta receita que já vai um pouco azeda, um ser com ansiedade/depressão mas funcional. Muitas vezes principalmente em estados depressivos avançados, existem alguns casos que as pessoas ficam completamente alteradas, porque isto depende muito de pessoa para pessoa e contextos. Mas noutros casos são simplesmente pessoas, como eu e  outros tantos que andam por aí mas não se fala muito, em que combatem silenciosamente este estado psicológico, mas são totalmente funcionais, por vezes até mais que outros considerados normais. Admitir em público com esta aparência que a maior parte julga "normal" que se sofre de ansiedade ou que tenho um problema de saude que advém da ansiedade, acabará em dois tipos de situação: pena ou então pensam que sou tolinha e quero chamar a atenção.

 

Eu não me abro muito acerca da minha situação. Não gosto muito de falar porque me é intimo, porque sou eu, é "eu" que no fundo está a batalhar e está a sofrer e em último recurso a gerir esta situação, e porque não me sinto à vontade. A verdade é esta. Não me sinto à vontade porque não quero que me julguem. Não me importo com o que os outros pensam de mim, a sério. Mas sei que por vezes mesmo não tendo em conta o que os outros pensam acerca de nós, sofremos as consequências indiretas disso, quer queriamos quer não. "Em terra de lobos não sejas ovelha" não há um ditado assim? É como não querer ter filhos já nos colocam de parte porque "Ui temos o tempo livre, não sabes o que é ter filhos, porque não tens de chegar a casa e fazer de comer e lava-los, e etc etc" não, mas também tenho vida, também tenho que fazer de comer para mim porque não nado em dinheiro e não tenho escravos. 

 

Infelizmente, ainda existe muito, um vínculo entre ansiedade a pessoas com faculdades baixas, ou com tendência para chamar a atenção para elas. A sociedade, por muitas doenças psicológicas novas que existam nos nossos tempos, ouvimos nomes novos volta e meia nas redes noticiárias, mas não estamos preparados para lidar com isso. No dia a dia, facilmente esquecemos que somos humanos, e que todos temos uma história que nenhuma é igual que nos podes abater, mas que no fundo somos humanos e queremos continuar.

 

Penso que talvez poderia ter outra postura. Talvez partilhar mais com as pessoas que me rodeiam poderia primeiro ensinar os outros a conviver com tal, e segundo fazia me melhor. A verdade é que ainda não fui prejudicada por tudo o que referi, mas também porque sou muito discreta acerca do assunto. Tento ser em meia medida: falo quando é necessário abrir o assunto com alguém. Mas não é trazido à luz do dia sem razão. 

 

Vocês, que pensam acerca do assunto?

 

Sinceramente,

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Inspiration // Ikea Hack

 

As obras, como sempre atrasaram, e houve peripécias pelo meio. Resumindo, aquela minha ideia de praleiras pela parece triangular, foi à vida. Não dá por causa da estrutura de pladur que foi necessário colocar e foi à vida uma ideia de aproveitamento de espaço. Tenho que arranjar outra solução. Já tenho mais ou menos uma ideia, embora na internet não é fácil encontrar soluções com estantes para um parede triangular. Podia mandar fazer mas ficava cara para xuxu! Sofia cá não ganha a lotaria como salário. Não me importava, mas não é esse o caso. Vou ter que fazer uma ginástica com os móveis da famosa loja Sueca Ikea, que está a ser o meu fornecedor no momento.

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Não há muita escolha, basicamente é fazer ou prateleiras, mas eu já estive a magicar e acho que consegui uma forma de preencher parte da parede, e ficar aconchegante. Graças aos Ikea Hacks consegui uma ideia bonita para a parede dos livros e uma ideia de arrumação altamente, para os jogos de tabuleiro!

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Não está uma ideia boa para pouco espaço?

 

Sinceramente,

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Clube do Livro Companhia da Tinta - Ciclo Janeiro/Fevereiro

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A leitura para o clube do livro "Companhia da Tinta" neste ciclo de 2 meses é " Eu Robot" de Isaac Asimov. Depois de um empate em 3 títulos, ficou este livro escolhido. Muitos devem conhecer a história devido ao filme protagonizado por Will Smith, com o mesmo título do livro.

Sinopse:

Isaac Asimov alterou para sempre a nossa percepção dos robots quando formulou as já clássicas leis que governam o seu comportamento. Em, "Eu, Robot", Asimov faz a crónica do desenvolvimento do robot, desde as suas primitivas origens no nosso presente até ao derradeiro aperfeiçoamento num futuro não tão distante - um futuro no qual a própria Humanidade poderá vir a ser considerada obsoleta.

Histórias de robots que enlouquecem, de robots que lêem a mente, robots com sentido de humor, robots filósofos, robots políticos e robots que, secretamente, governam o mundo, tudo contado com a mistura dramática de factos científicos e de ficção científica que se tornou a imagem de marca de Asimov.

 

Não é das melhores sinopses mas em inglês ou português, era quase o mesmo, com a adição das 3 leis robóticas. Penso que é um livro interessante, e se participarem na leitura deste ciclo, gostava que pensassem nas seguintes questões: em termos éticos e morais, quando é que acham vamos passar a considerar um robot como um igual a nós? No que toca a leis como de segurança, perante um homicidio por exemplo, ou perante o cuidado de uma pessoa? Como é que vamos passar a considerá-lo imperdivel em termos de "alma" por assim dizer? E quando um robot superar a inteligência humana que é algo facilmente atingível, será que o papel professor-aluno vai inverter? Eu gosto de pensar neste tipo de assuntos, porque parece algo não atíngivel no momento mas penso que não é bem assim, e nós temos um dedinho de papel de Deus no que toca a criação, mas também não gostamos que nos superem. Contudo, quando é que vamos atingir a perfeição na criação que ela vai se tornar igual à nossa imagem?

 

Sinceramente,

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Bitaite da Sexta #30

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Depois da azáfama que é o fim de ano, esta semana é quase como um recomeço. Mas em vez da sensação que temos ali em Setembro quando acaba o Verão, de alma quente e leve, aqui estamos cansados das corridas para esta casa, para este restaurante, para comprar esta prenda ou comida que falta, e estamos cheiinhos como um leitãozinho.

 

A chuva não ajuda nada pois não?

 

Ter que engrenar no ritmo depois de um mês um pouco diferente, custa. Por isso, e porque a semana que vem vai custar mais ainda depois de duas semanas só com 4 dias laborais, descansem e aproveitem bem o fim de semana. Eu vou colocar as leituras em dias, ver vídeos do Booktube. E quem sabe ainda vou ver se encontro nos saldos (mas só esse item nada de distração) um par de sapatilhas que no ginásio as que tenho estão quase novas mas tecnicamente não são muito boas, não me dá muito apoio no pé.

 

Bom fim de semana!

 

Sinceramente,

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BLOGGER
Sou a Sofia Gonçalves. 29 anos. Curiosa sem fim, exploradora de livros, advogada de boa comida, gestora de estados ansioliticos, caçadora de sonhos, escriba escrava da palavras da minha cabeça, pajem dos meus animais.

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