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The Daily Miacis

Como e Porquê - Controlar ansiedade

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A ansiedade é algo que sempre me perseguiu, mas este ano, principalmente este ano, atingi outro patamar. Os ataques de pânico e um estado pré-depressão nervosa levou-me muita vezes ao hospital com cólicas fortes e outras alterações nomeadamente com o batimento cardíaco elevado, tremores, etc. Embora eu soubesse que era algo que se passava comigo não conseguia compreender porque ficava assim porque eu no fundo tinha aceitado o meu destino: tive que dizer adeus a biologia porque infelizmente não dá neste país. E porque eu vejo isto como uma fraqueza minha, e não aceito bem ter uma fraqueza. Custou-me e ainda me custa admitir que não estou bem, e só aos poucos e poucos vou falando do assunto sem ter lágrimas nos olhos, sem ficar com a garganta apertada, e sem começar a perder me nos meus pensamentos, turbulentos do que vou fazer da minha vida já que me foi negado das coisas que eu mais gostava?

Tive que aprender a voltar lidar comigo. É como quando se tem de voltar a aprender a viver sozinho depois de ter separado. Só que aqui é saber estar com alguém que esteve sempre com vocês mas desapareceu e temos que aos poucos e poucos voltar a chama-lo para o pé de nós. Tive que aprender a perder o medo. Eu cheguei a um ponto que perdi a vontade de fazer quase tudo, porque nada me animava e tinha perdido tantos sonhos nos últimos anos que, o meu pensamento era para quê? 

Tive que parar, respirar e pensar. E aos poucos retomar-me. Para isso ajudou-me vários deste passos:

  1. O meu ritmo : há sempre várias opiniões e vários truques, mas o que conta é o que funciona com vocês. Nem todos funcionamos iguais e por isso temos que ver o que nos faz melhor. Por exemplo, eu gosto muito de pintar aguarela e desenhar, e aconselham para acalmar a ansiedade, mas fico tão facilmente frustada porque não me fica como eu quero que seria mais incitador de tristeza que outra coisa.
  2. Ter hobbys: ter algo que me fixa a concentração e me obriga a seguir um plano, ajuda bastante. O facto de ver algo a começar, crescer e acabar, ajuda me mentalmente a pensar que afinal sirvo para alguma coisa. É cru o que acabei de dizer mas é mesmo assim. O facto de vermos algo acabado psicologicamente aumenta a auto estima e por isso ajuda.
  3. Rotina: nos dias mais stressantes é bom ter uma rotina. Chegar a casa, caminhar, descansar um pouco, jantar, banho, ver uma série, filme mas nada que fixe muito a atenção, algo que me permita relaxar e começar a ganhar sonho.
  4. Não parar nem isolar: é o pior que se pode fazer. A minha cabeça não pára, está sempre a pensar. Então em fases menos positivas eu faço mil e um cenários do que pode acontecer, do que está a acontecer, do que tenho, do que pode ser, do que posso fazer. Se paro, se estou muito tempo só não ajuda então tenho que fazer a rotina normal diária. Tenho sono porque não dormi muito? Vou mais devagar, vou mais calma mas vou. Parar é morrer.
  5. Limpar de quem nos faz mal: este ponto para mim é dos mais importante e parece que vai um pouco contra o anterior. A verdade é que nos isolar não faz bem, mas manter-nos perto de pessoas que só nos fazem ter dúvidas de nós, fazem nos sentir menos, deixam nos tristes com as suas acções. Segredos, mesquinhices, fazer planos para projetos e depois desistir. Aconteceu me isso com amigos muitos chegados e não foi ajudando, até porque foi com pessoas que quando precisaram ajudou-se e nos meus momentos mais baixos a coisa já não foi bem retribuida. Por isso, e espero ter aprendido para o resto da vida, a partir de agora não estou para me dedicar aos outros. Eu retribuo a quem me retribui e amigos são poucos, muito poucos mas muito bons! E são os amigos que nos dão esperança para um futuro melhor, ainda que não seja como queremos.
  6. Meditação: foi algo que ainda não intranhei. Mas foi algo que me ajudou e muito nos ataques de pânico. Ainda bem que sabia a respiração profunda, e como fazer as pausas. É algo que ajuda no dia-a-dia, que me ajuda a esvaziar a mente, ou pelo menos a torna-la menos lotada.
  7. Permitir me falhar: foi talvez o ponto que aprendi este ano e me ajudou mais. Não fiz aquela tarefa? Não faz mal, a vida são dois dias, mas amanha ainda posso fazer isso de novo. Não acabei de ler aquele livro? Não faz mal posso ler noutra altura. Não perdi os kilos que queria? Desde que esteja saudável eu hei de perder. 
  8. Voltar ao ponto de partida: no meu caso é voltar a épocas em que me sentia bem. Talvez a adolescência. Voltar a pegar naquelas coisas que nos faziam felizes, que eram simples e nos faziam bem. Acho que este "retrocesso" é bom porque faz nos pensar em porquê: porquê é que deixamos de fazer isso, porquê é que gostavamos daquilo, porquê é que não podemos fazer algo do género. Voltarmos assim a encontramo-nos de novo e a ganhar força nova dentro de nós. 
  9. Não ser maniaco: eu fico um pouco manienta, com quase tudo. Fico hipocondriaca, meto uma coisa na cabeça e tem que ser feita, meto na ideia uma cabeça acerca de um assunto e acho logo que sou menosprezada. Tenho que respirar fundo, esquecer o assunto naquele momento, distrair-me com algo. Se não penso mais naquilo, é porque não era importante e na maior parte das vezes é mesmo isso.
  10. Lutar pela felicidade: é mesmo a isto que se resume estas dicas todas. A felicidade está nas pequenas coisas da vida, num pequeno almoço na cama, num livro que nos toca no coração, numa brincadeira com o Chewie, num presente sem contar. É mesmo nisto que tenho de me fixar e ver, porque é isto que fica na memória, é isto que faz a vida valer.

Sinceramente,

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Metas Agosto

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Este ano em termos de evolução pessoal estagnei, mas tem sido bastante revelador face a muitas coisas, principalmente quando se trata de mim. Tenho realizado que tenho umas coisas más e outra muito boas, e então tenho me focado em manter as boas e melhorar as más. A ansiedade e outras problemáticas associadas têm me obrigado a gerir melhor a minha vida, a focar me no que preciso, apesar de todo o mal que acarreta em termos físicos e psicológicos. 

Se há coisa que aprendi é que devo focar-me, devo exigir sempre mais um pouco de mim mas que não há mal nenhum em falhar, devo permitir me a tal porque há coisas que não estão no meu poder e porque no fundo são humana. Aprendi a ser mais calma. Como dizia o meu orientador "Vamos ser perfeitos, e não perfecionistas". Por isso volto às minhas metas mensais, por várias razões. O bullet journal tem me ajudado a manter essas metas, embora não tenha cumprido muitas, pelo menos naquele mês. E quando fazia estas metas, no mestrado que também andava bem ansiosa, ajudaram me bastante a focar no que preciso de fazer em vez de stressar com tudo o que quero e tenho de fazer e no final não sair nada de jeito.

Para Agosto espero:

  • Rever o livro do voluntariado
  • Fazer em casa 2x yoga, para além do que faço no ginásio
  • Cozinhar pelo menos uma vez por semana sobremesas saudáveis, e uma refeição vegetariana
  • Aproveitar as férias: apanhar muitas, muitas conchas
  • Destralhar mais um pouco a parte de cima de casa
  • Acabar a peça de ponto cruz 

Para além disto espero conseguir arrecadar mais pessoas para o clube "Companhia da Tinta".

 

Sinceramente,

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Bitaite da Sexta #14

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 Esta semana, li um post de uma das minhas bloggers americanas favoritas, The Dainty  Squid, em que ela falava do mito do que devemos fazer à medida que a vida vai passando. Bastante pertinente uma vez que estou a entrar numa fase em que muitos passam para aquelas passos tipicos da vida e eu simplesmente não quero saber. E não tenho problema com os outros, excepto quando me chateiam com isso. Porque eu não faço, porque eu não quero... Cada um tem a vida como quer, e já tive muita coisa forçada, não posso ter a minha opção de vida?

Depois vi este lembrete, que me levou a  pensar nas histórias que criamos na nossa adolescência do que será o plano futuro, em que  são poucos o que seguem o guião: muitos mudam de ideias e muitos a vida assim o forçou como o meu caso num aspeto. Mas este lembrete fez me ainda lembrar noutra coisa mais importante: amizades. É que é realmente quando nos afastamos que vemos que quem pensavamos que nos fazia bem afinal só nos fazem mal. É triste quando temos pessoas que tinhamos em boa consideração, cairem do nosso pedestal por.... mesquinhices.  Pessoas que ajudamos quando estavam mal, mas quando nós precisamos, a coisa é outra. Que te considerem amigo para uma coisa e não amigo para outra. Eu sou muito pão-pão, água-água, e gosto das coisas claras. E portanto como eu tenho que pensar em mim porque preciso mais do que nunca neste momento, passo à expressão, estou me a cagar para os outros estejam em que época da vida estejam.

A vida vai passando e o que vale é "tropeçarmos" em amizades que não estavamos a contar que se transformam em mudanças boas na vida.

E assim o bitaite transformou-se num testamento!

 

Bom fim de semana minha gente! É bom saber que vos tenho dessa lado! Alegra me os dias!

 

Sinceramente,

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BLOGGER
Sou a Sofia Gonçalves, curiosa sem fim, 28 anos com muitas coisas que quero fazer. Ou estou no ginásio, ou na praia, ou em casa a ler um bom livro, ou a tratar das minhas plantas e animais. O “The Daily Miacis” é um reflexo meu.

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