Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

The Daily Miacis

“Two households, both alike in dignity, In fair Verona, where we lay our scene" W.S.

Esta semana tem sido uma semana cinematográfica. É o que faz, quando se tem de estudar, e vontade e preguiça, guerreiam dentro da minha cabeça de uma forma mesmo.. cansativa! 8)

Ontem à noite, uma noite em branco, resolvi ver este filme "Letters to Juliet". A actriz principal, Amanda Seyfried, mais conhecida por fazer o papel de filha da Meryl Streep no musical dos Abba, não é uma actriz que eu tenha visto muitos filmes com ela, aliás incluindo este, foram três, mas gosto muito normalmente  dela. E por incrível que pareça, tanto no "Mamma Mia" como neste, o nome da personagem é Sophie, portanto sinto uma conexão por nome (estupidez!)

Este filme passa-se maior parte em Itália. E, para um amante das paisagens do Mediterrâneo Norte, aconselho! Vemos sítios lindíssimos. Aliás, só dá vontade que já fosse Verão e pudéssemos estar lá. A história é uma viagem que é empreendida entre dois familiares e uma estranha, que percorrem uma grande zona do Norte de Itália, à procura de Lorenzzo Bartolinni, um amor de adolescência da avô de uma das personagens. Não é exactamente um filme acerca do reconhecimento pessoal, mas na minha opinião, acerca das escolhas que devemos tomar num momento mas que podem alterar todo um rumo de uma vida,  e saber quando as devemos fazer. Recomendo, e não considero este filme lamechas; tirando o final, é um bom filme de viagem ,e para uma amante como eu de viagens, é sempre bom de ver (mais não seja aumenta a curiosidade).

E por falar em curiosidades, este filme despertou uma em mim, que já foi para a minha lista de coisas a ver. Na cidade de Verona, onde começa a acção, Sophie, vai a um local chamada a "Casa di Giulietta" que situa-se na Via Capello. Penso que pelos dois nomes referidos, já conseguem deduzir o resto. Sim, pelos vistos é mesmo verdade, eu não sabia. Crê-se que esta foi a casa que inspirou Shakespeare na sua famosa obra "Romeu e Julieta", ainda se consegue ver o brazão da familia Capello num dos arcos, e tem mesmo o Túmulo da Julieta. E agora tornou-se numa espécie de santuário ao amor. Na parede, debaixo da varanda que diz-se que Julieta gritou pelo nome de Romeu, imensas pessoas do Mundo que passam por lá deixam cartas com palavras tanto más ou boas, mas todas acerca do amor. Embora não deixa de ser um pouco estúpido na minha opinião, achei uma ideia engraçada. Pelo menos não é nenhum sitio para pedir milagres. Mas mais curiosidade tenho eu, e isto é um facto do filme, é se realmente existe a casa da Julieta, uma espécie de correspondência da revista "Maria" italiana. Penso que esse já seja mesmo fantasia.

Quem quiser saber mais sobre esta casa:

http://www.seeitalia.com/verona/sightseeing/casa_di_giulietta.htm

P.S. (para os mais românticos)

Até á próxima!

Old Times

Hoje á tarde, que deveria supostamente estar a estudar, vi o filme "Creation". Nunca tinha ouvido falar do filme, e é um filme de recente, é do ano 2009. Paul Bettany, interpreta o grande naturalista autor do livro "A Origem das espécies". E, por inocência minha, pensei que o filme ia-se passar essencialmente em redor das pesquisas dele, do tempo da viagem do Beagle, do seu tempo de pesquisa. Não, o filme fulcra mais, exactamente na sua vida familiar, principalmente num ponto muito grande da sua vida, depois da morte da sua filha Annie, que foi quem o fez perder total credibilidade em Deus.

E o ponto que eu achei muito bom, foi que realçaram bastante a guerra interior dele entre escrever um livro que iria contra todos os alicerces de uma sociedade cristã, como o que a sua mulher e amor da vida acreditava e , o seu lado cientifico que simplesmente não estava a fazer nada de errado, só estava a ser honesto, só estava a limitar-se a mostrar os factos.

Um filme interessante, na minha opinião. Nada de muito pesado, e no entanto um pouco perturbador, no que toca ao duelo Criacionismo vs. Naturalismo.

Simplesmente, veio-me á cabeça ( e falando português) "Devia ser fodido ser um cientista naquela época". Eu costumo pensar muito, o contrário. Que naquele tempo é que era, os senhores principalmente os ricos, tinham o tempo que queriam, não havia pressões, apenas o facto de querer saber mais, serem curiosos, procurarem. Não havia a pressão que há agora,  prazos, tempos a cumprir, a tecnologia principalmente wi-fi que nos deveria ajudar a fazer o trabalho mais depressa, mas que pelo contrário, fez-nos realizar mais trabalho ainda no mesmo espaço de tempo, e como senão bastasse, nem na própria casa ou canto, não há sossego, estamos sempre em constante contacto, com a internet, já nem há a desculpa " A biblioteca a esta hora está fechada!.". Mas se virmos por outra perspectiva, realmente embora esse factor fosse o melhor que podíamos ter agora, já imaginaram? No tempo de Darwin os dinossauros não foram seres que viveram, antes de nós, eram seres que Noé castigou e não deixou entrar na Arca. Qualquer coisa que existe de mau, era um castigo divino do nosso Pai, para nos corrigir. A ignorância era tão grande, que se um casal não podia ter filhos a culpa era sempre da mulher porque o dever de ter filhos era dela. E o homem?

Já pensaram nas mentes, nas pessoas que se calhar nem sabemos porque não há registo, nem foram muito sonantes, mas que não terão sido mortas á custa da Igreja, por dizerem a verdade? É que não há nada mais simples que isto, eles só diziam a verdade, o que eles viam no Mundo.

Então que me lembrei, realmente somos muito mal agradecidos. É graças a estas mentes, que lutaram, colocaram toda a sua vida em risco, alguns perderam-na mesma, colocaram toda a sua paixão á frente de tudo, e lutaram, tudo para hoje termos muito melhor condições de vida, sermos livres.

Foi graças a pessoas como Galilleu, Newton, e muitos outros, que nos permitiram saber o que é o sitio onde vivemos e como é que está no Universo. Darwin, Curie, Pasteur, Linneu, Mendel, Lavoisier, e muitos outros, que permitiram a partir das  ideias deles imensas coisas, ou mesmo impulsionar as pessoas a procurarem mais. É tudo uma cadeia. Florence Nigthingale, graças a ela que começou a preocupação de limpar as feridas, a noção de asséptico, a questão de higiene e do bem estar dos doentes. Foi a partir daí que começou a verdadeira enfermagem. A senhora para além de enfermeira, também tinha o seu lado estatístico. Já vi alguns gráficos feito por ela, para ver a diferença entre doentes que eram tratados de acordo com a "limpeza" dela e os que eram sem a limpeza dela. E no entanto, o que ela não teve de lutar, contra o machismo que existia no exército,  e que a dureza é que era para os verdadeiros homens, que o que ela queria era só ideia dela. Coco Channel? Podemos lhe agradecer, nós hoje mulheres, usarmos calças, e não termos que usar espartilhos.

Todos, todas as mentes brilhantes que já existiram, graças a eles chegamos aonde chegamos hoje. E a partir daqui?

Até á próxima!

Astérix e Obélix

Uma vez que ontem lembrei-me do "Astérix e Obélix" e hoje ando numa de cinema, resolvi falar dos diferentes filmes de animação feitos sobre estes dois grandes amigos e as suas aventuras.

Astérix, o Gaulês

De:1967

Titulo Original:Astérix le Gaulois

[caption id="" align="aligncenter" width="248"] Astérix, le Gaulois[/caption]

Como o primeiro filme que lançou este dupla para o ecrã, não foi de todo falhado. Uma coisa é verdade: a história foi toda retida. Só que também foi por aí que pecou um pouco, porque a história foi retida, mas o humor típico dos livros do Uderzo e Goscinny, ficou perdido pelo caminho. Torna-se um pouco maçador este filme porque para além de ser um pouco para o parado,  a imagem, o desenho por assim falar das personagens deixa um pouco aquém, mas claro, na década de 60, não podíamos pedir um "Tron".

Uma coisa que eu detestei, mas que é equivalente para todos os filmes, foi a mania que os americanos têm de mudar o nome a tudo, e sem qualquer razão viável, e então temos nomes que passam a ser

Panoramix = Getafix

Ideafix = Dogmatix

Falbala = Panaceia

Astérix e Cleópatra

De: 1968

Título Original: Astérix et Cleópâtre

[caption id="" align="aligncenter" width="400"] Astérix et Cleópâtre[/caption]

Penso que esta história do Astérix, seja talvez a mais conhecida pelas pessoas, mais não seja pela sua existência na saga dos filmes do Astérix da "Pathé". Mas também, quando já comprei o livro numa feira do livro por 1 €, e sim era original, penso que não deve ser muito difícil!

A imagem deste filme, como podemos ver, já é mais leve. Mais delineado  o desenho em si, e uma imagem mais clara, mais agradável de se ver. Temos algumas personagens retocadas, como o Obélix que julgo que no filme anterior estava um pouco para o esquesito. Aqui, é a história da dupla mais o nosso druida favorito, que vão aos país dos gatos ajudar o arquitecto Numeróbis, que a mando da Cleópatra tem que construir um palácio em 3 meses para César. Começa com uma pequena parte muita engraçada, de um egípcio  a gozar com as dobragens da época dos filmes, e a explicar que pode a boca mexer e não sair som nenhum, e não mexer e ouvir-se a falar. A história principal do livro está toda lá. Mas foram acrescentados um pormenor aqui, ou outro, que tornam o filme um pouco mais disperso mas que acrescentam um pouco mais de humor. Bem como aparece uma música que claro, no livro não existe, mas uma vez que o tema é "quando se come bem está-se bem" creio que já imaginam de onde vem.

Os 12 trabalhos de Astérix

De: 1976

Título original: Les douze travaux d'Astérix

[caption id="" align="aligncenter" width="355"] Les douze travaux d'Astérix[/caption]

Eu não li os livros todos, mas penso que esta história não existe em nenhum livro, e penso que foi genial ter criado um filme com os nossos heróis a fazer 12 trabalhos como o Hércules na mitologia grega, mas ao estilo deles, claro. A história começa quando o senado diz a Cesar que eles só podem ser Deuses por não conseguirem ser derrotados, e César diz "Deuses não. Se forem, são semi-deuses" e desenvolve-se daí toda a história. Não temos nenhuma corça dourada, nem o leão de Nemeia, mas temos departamentos extremamente burocráticos que põem uma cidade louca, ou então um cozinheiro que servia de tudo desde vacas a elefantes. Claro, essa prova foi do Obélix. Penso que embora um filme que não tenha muitas cenas cómicas, é um filme que nos mostra que há tantas coisas complicadas e afinal são tão simples de resolver.

Para quem quiser saber, a aposta inicial, que foi que se eles realizassem os trabalhos César dava Roma aos nossos Gauleses, eles ficavam com o poderio, e César acaba numa casa de campo com a sua querida Cleópatra. Tem a sua ironia.

Astérix vs Caesar

De: 1985

Título original: Astérix et la surprise de César

[caption id="" align="aligncenter" width="600"] Astérix et la surprise de César[/caption]

Este filme, embora muito engraçado, perdeu por uma simples coisa, como outro filme  mais á frente: resolveram juntar dois livros. Aqui neste filme encontra-se a história do livro Astérix, o Gladiador e Astérix, o Legionário. Na minha inocência penso que não foi muito bem realizado por causa disso: temos mistura de eventos e personagens que não têm lógica de acontecerem, e para quem já leu os livros, pensa que nem uma história nem outra foi bem aproveitada. No entanto, consegue-se seguir bem o vinculo principal, e como em todos os filmes, o humor está apurado! Está especialmente engraçado uma parte originária do livro do Legionário, quando o Astérix e o Obélix resolvem ir para a recruta, e alteram o esquema todo ao Decurião deles. E o Obélix, pobre coitado, sofre desgosto de amor. A música de entrada do filme, fica na cabeça.

Astérix in Britain

De: 1986

Título original: Astérix chez les Bretons

[caption id="" align="aligncenter" width="645"] Astérix chez les Bretons[/caption]

Gosto especialmente deste. Embora, o meu preferido é do da Cleópatra porque esse já o vi em miúda e traz-me boas recordações, a história deste é fantástica. Basicamente, o filme foi bastante fiel ao livro em todos os pontos, mesmo em ironia.  César, quando vai invadir a Inglaterra, tem o mesmo problema com uma aldeia, como o que tem com a aldeia dos nossos amigos na França. Mas um primo do Astérix vai lhe pedir ajuda, e então a história não é nada mais que eles a levarem um barril de poção mágica para a aldeia do Jolitorax (que também sofre uma mudança de nome e passa a ser Anticlimax).Mas por esse caminho, encontramos sátiras aos tiques ingleses que não podiam estar melhor retratados!  Como por xemplo, um que é logo inicialmente mostrado, a mania de os ingleses mudaram a ordem de palavras. E como podemos ver pela imagem, temos um desenho muito mais garrido, e mais bem tratado.

Astérix and the Big Fight

De:1989

Título original: Astérix et le coup du menhir

[caption id="" align="aligncenter" width="645"] Astérix et le coup du menhir[/caption]

Este filme foi um  " outlier" no rank do bom desenvolvimento dos filmes até agora.  Para além da imagem, ser muito mais escura, e os desenhos não lá muito bons, a história foi outro desastre. Outra mistura de livros, mas desta vez muito mal misturada. Juntaram a história do livro Astérix and the Big Fight e Astérix and the Soothsayer. Para além de as histórias não terem qualquer ponto comum, o filme acaba por não ter qualquer acção propriamente dita, e nem muito desenvolvimento por assim dizer. Aliás, se querem que diga, acho que este filme nunca o vi sempre seguido completo. Porque começo a ficar logo no inicio um pouco farta...

Astérix conquers América

De:1994

Título original: Astérix et les Indiens

[caption id="" align="aligncenter" width="335"] Astérix et les Indiens[/caption]

A história deste filme vem do livro A Grande Travessia , e embora não  seja um colar do livro em ecrã, a história teve um rumo engraçado. Aqui também temos uma música pelo meio do filme, mas julgo que esta já foi um pouco a mais. Penso que embora com um grafismo bonito, falta alguma sátira essencial do livro. Mas apesar de tudo, é um filme agradável de se ver, melhor que o anterior, é verdade. A história começa por causa dos peixes fedorentos e estragados do Ordralfabétix, e como o Panoramix precisa para  a poção manda o Astérix e o Obélix irem pescar, mas entretanto o  druida é aprisionado pelos Romanos que, iam deita-lo para a borda do Mundo que pensavam ele, mas afinal era a América. E assim, foram os gauleses que afinal descobriram primeiro a América.

Astérix and the Vikings

De: 2006

Título Original: Astérix et les Vikings

[caption id="" align="aligncenter" width="645"] Astérix et les Vikings[/caption]

The last but not the  least. É o mais recente e por isso também o último até hoje. Como vemos a imagem é totalmente nova, por outras palavras, mais actualizada. Temos movimentos mais fluidos. A história, deve ser a que não sofreu mistura, mas que mais alteração sofre. Contudo, aqui foram cuidadosos, porque alteraram muitos elementos da história e acresceram personagens secundárias que intervêm muito no rumo do desenvolvimento, mas tiveram o cuidado de se manter fieis a essa alteração, em vez de tentar manter-se á sombra da história do livro. E por isso penso que o filme é bom por causa disso, porque embora não seja como nos livros, temos uma aventura para os lados do Norte bastante engraçada.

Espero não ter sido muito mentirosa acerca dos filmes, mas a melhor maneira de provar é verem os filmes. Recomendo para quem gosta de filmes de animação claro.

Até á próxima!


BLOGGER
Sou a Sofia Gonçalves. 29 anos. Curiosa sem fim, exploradora de livros, advogada de boa comida, gestora de estados ansioliticos, caçadora de sonhos, escriba escrava da palavras da minha cabeça, pajem dos meus animais.

thedailymiacis@gmail.com

Mais sobre mim

foto do autor


Some blog design Written by Joana

Em destaque no SAPO Blogs
pub
Copyright © The Daily Miacis