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The Daily Miacis

Flashback de doçarias

Quem não se lembra destes doces da época da Pascoa das nossas infâncias? Eu desde sempre fui sempre um pouco contra tudo que são eventos católicos, porque nunca encontrei uma explicação plausível, ou se quer, quem fizesse com fé VERDADEIRA, e me fizesse aceitar com respeito,mas a verdade, é que há comida, e eu sempre fui uma gulosa :D

E andava eu á procura de doces para a Páscoa, para encher a mesa como sempre de comida, que depois ninguém come, e andam as pessoas da casa, mais de uma semana a comer o mesmo. E veio-me á memória coisas que eu não me lembro de comer ou comprar, ou que agora são muito raras. Não vou mentir, o ovo Kinder recebo todos os anos, porque Kinder é sempre bom seja-se criança ou não. E não como pelo presente, mas pelo chocolate :) Mas por exemplo quem se lembra de comprar amêndoas de licor? 

[caption id="" align="aligncenter" width="645"] Amêndoas de Licor[/caption]

Agora, nos poucos sítios que vejo á venda, pesam ao Kg mais que ouro!

E os doces de massapão tipicos do Algarve? Eu adorava come-los, e depois ficava com uma sede desgraçada.

[caption id="" align="aligncenter" width="193"] Doces de Massapão[/caption][caption id="" align="aligncenter" width="645"] O Pão de Ló de Ovar, o chamado "Pão de Ló Molhado"[/caption][caption id="" align="aligncenter" width="440"] O tal do Ovinho Kinder =D[/caption]

Ate á Próxima!

A song of Ice and Fire

Não, não me pagam para eu fazer propaganda. Sim já sei, já me calava um bocadinho. " Ai podes ter uma desilusão e ser uma porcaria" não quero saber, estou excitada na mesma: é quase domingo e está prestes a sair a série "Game of Thrones"! :D

[caption id="" align="aligncenter" width="645"] Game of Thrones, da HBO[/caption]

Para quem não sabe, esta série é baseada numa enciclopédia ( não é uma enciclopédia mas parece), escrita por George R. R. Martin, conhecido por escrever bastantes livros de terror e fantasia. Não conheço nenhum, é verdade, mas sem ser a saga " Crónicas de Gelo e Fogo" no nosso bom português. Hoje fui comprar o 5º livro, e o senhor da livraria quando lhe digo o que queria revira os olhos do género " Olha mais uma tolinha, isto agora é só disto" e começa com a conversa " Sabe que está prestes a sair a série" ( eu a pensar para mim: a sério????) " e em Julho vai sair o 5º livro" e eu fiquei "Ha?" ( como a telenovela coreana do Mad TV). Pensei eu em segredo, que achava que havia 8 livros. Pois, isto só podia ser mesmo Português. Por cada livro inglês que sai, cá em Portugal a tradução sai em dois livros diferentes, mas que por acaso não dá a sensação que fazem parte dum mesmo livro. Ou seja, cada livro "original" dá dois Portugueses; vai sair o 5º, em Portugal a saga vai ter 10 livros. Eu na minha inocência, bem que estranhava, nos sites internacionais haver menos títulos, e serem muito diferentes, mas isso já era naquela, traduções muito mal feitas. Mas não, é mesmo à bom português: ser chulista até mais não. Também verdade seja dita, deve ser uma técnica de marketing, para o povo português preguiçoso não olhar para o "calhamaço" que seria se o livro fosse do formato original inglês e ficar assustado com tamanho peso que seria pegar naquilo para ler.

[caption id="" align="aligncenter" width="645"] Sean Bean interpreta o papel de Ned Stark[/caption]

E agora, se alguém lê o que escrevo, e por acaso, é um fanático desta saga, pensa "Ah sua preguiçosa, ainda só no quinto?". Pois, eu  o primeiro comprei em 2008, e li muito bem, o segundo li também logo de seguida, com uma paragem no inicio, mas depois foi seguido até ao fim, mas o terceiro, foi um....recreio grande. A parte de desenvolvimento da história é um pouco parada demais, e dispersei-me.

Mas depois, quando vi pela primeira vez que a série ia sair, de sorriso colado nos lábios ( e a falar só que nem uma tola) peguei no livro e desde aí não parei (sim foi á pouco tempo que começei a sério a ler ^^) . E agora, teria que dar a justificação de, porquê tamanha fixação pela saga, será que é assim tão boa? Quem gostou do mundo dos senhores dos anéis, e leu os livros (porque uma coisa é ver o filme, outra é ler os livros....quem conseguiu os ler direitinho devia ter uma medalha) , vai gostar deste Mundo criado por Martin. Tem de tudo. Não é um Harry Potter com miúdos de varinhas e vassouras. Alías, no inicio da história, a magia quase que não existe neste Mundo, começa a crescer aos poucos por motivos que só quem ler, é que sabe porquê. E não é porque sou uma nerdzinha que gosto. Não, é uma história de fantasia boa, como já não era criada há bastante tempo. E com um enredo de personagens, fantástico! Cada personagem tem o seu segredo, tem a sua ambição á sua maneira, todos sem excepção, têm os seus pontos fracos, todos o mais humanamente possível. São imensos brasões de família que existem. Cada capitulo, tem o nome da personagem que se vai falar mais nesse capitulo, e é visto pelo ponto de vista dessa mesma personagem. O tempo consegue seguir uma linha contínua, e no entanto, consegue estar desfaçado, porque quando vamos para a história de outra personagem, o tempo passou na mesma,  mas a gente saberá o que se passou. E depois consegue criar um suspense, não daquele o que vai acontecer a seguir, mas mais desta forma, por exemplo: no 4º livro passei um bom pedaço do livro confiante, esta personagem morreu, coitado daquela personagem, ( e todos no livro estão também conscientes que morreu) e depois aparece um capitulo com o nome dessa personagem, a contar coisas como se nada acontecesse e afinal sabe-se que não morreu, escondeu-se, e o corpo que apareceu dele era de uma pessoa parecida. 

Dito isto assim, parece uma telenovela mexicana. Não, é um livro muito bom, e não fiquem a suspeitar só porque sou uma FANÁTICA pelo livro. 

E a série vai sair agora. Portanto, quem quiser saber pelo menos um pouco da história é só comprar o primeiro livro que se chama "A Guerra dos Tronos"

E agora vou só por aqui umas imagens das personagens que eu penso que são das mais importantes, das imensas que há. 

[caption id="" align="aligncenter" width="645"] Jon Snow, com o Fantasma[/caption][caption id="" align="aligncenter" width="645"] Arya Stark[/caption][caption id="" align="aligncenter" width="360"]Cersei Lannister Cersei Lannister[/caption][caption id="" align="aligncenter" width="645"] Bran Stark[/caption][caption id="" align="aligncenter" width="540"] Daenerys Targaryen, a rainha Mãe dos Dragões[/caption][caption id="" align="aligncenter" width="645"] Catelyn Stark[/caption][caption id="" align="aligncenter" width="635"] Jaime Lannister[/caption][caption id="" align="aligncenter" width="395"] Robert Baratheon[/caption][caption id="" align="aligncenter" width="601"] Um ponto da história que acontece logo no inicio do primeiro, e que terá sido um dos mais importantes para esta família. [/caption]

 E sim, não penso que esteja muito diferente dos livros. Já vi imensos videos backstages, e eles falam de promenores que já nem eu me lembrava. Penso que está bastante fidedigno.

Até á próxima!

Margaret Mee, a dama das flores

Há pessoas que "quase" que obrigatoriamente temos que admirar a sua força de vontade. E é o caso de Margaret Mee.

Esta britânica, perto dos 50 mudou-se para o Brazil com o seu segundo marido, onde ficou a dar aulas de artes numa escola. Mas o seu verdadeiro trabalho árduo como botânica começou aí, 32 anos que se seguiam de paixão pura e génio, quando ficou agarrada a beleza impulsiva da Natureza Brasileira, principalmente com  as suas flores. Só  um exemplo,  para verem a sua coragem e força de vontade: com 79 anos, esta Senhora subiu o Rio Negro da Amazónia, para encontrar e desenhar no seu habitat a Flor-da-Lua uma flor de um Cacto que só floresce uma vez num ciclo da Lua, e morre nessa mesma noite que floresce.

Foi uma ecologista a sério, quando ainda não estava na moda defender a natureza a sério. E protegeu muito a Amazónia. Conseguiu realizar mais de 450 pranchas de espécies Brasileiras. E de ano a ano, quando fazia expedições a sítios onde já havia estado, ficava chocada por assim dizer, como era possível todos os anos haver espécies a serem destruídas pelo Homem.

Como a vida é irónica, Margaret depois de todas as doenças tropicais a que resistiu, morreu em 1988 num acidente de carro em Londres.

Até á próxima!

Um fim-de-semana na Casa Andersen

Este passado fim-de-semana, como já tinha dito, fui a um Workshop de "Ilustração Científica" no Jardim Botânico do Porto, na Casa Andersen. Antes demais, para quem já não vai lá há uns 4 anos (como era o meu caso que só ia quando tinha lá aulas), vão de novo. Está muito lindo, o jardim continua lindíssimo, muito bem tratado, penso que ainda está melhor do que estava, e a Casa para quem lá andou, não a vai reconhecer. E a Exposição do Darwin não consegui ver, só passava por uma sala da exposição mas foi o suficiente para me ter colocado o bichinho para ir lá ver.

Voltando à Ilustração. Os nosso professores, foram Filipe Franco e Catarina França. Nomes que nunca tinha ouvido falar, mas por ignorância minha porque são uns "senhores". Ambos, com  formação base nas artes, mas como disse o Filipe e muito verdade " As pessoas das ciências, não sei porquê mas talvez porque é uma área em que têm se de estar muito concentrado e fechado, têm sempre um pézinho nas artes: desenho, música, qualquer coisa, talvez como um refugo, mas a verdade é que têm; como muitos de artes que têm um pézinho na ciência". Ele, actualmente é professor do Mestrado em Ilustração Cientifica em Lisboa, com Pedro Salgado, e estuda as possibilidades de aplicação de desenho  e escultura á identificação humana na Antropologia Forense. Ela, actualmente Ilustradora Cientifica e Ilustradora Infantil, já fez imensos trabalho para vários livros infantis,e imensos trabalhos para a National Geographic entre outros. Mas acreditam, vocês esquecem tudo isto, quando vêm os trabalhos deles. Não há palavras. Peguei naqueles cadernos uma quantas vezes, muitas delas com vontade de pegar neles e fugir para ficar horas a olhar para os desenhos ( que também como diziam eles " É a ver os trabalhos dos outros que aprendemos muitos, ver como fazem, como ficam").

Foi um Workshop, que embora foi tudo muito condensado - um dia e meio para ver um pouco de tudo e aplicar é pouquíssimo - mas que correu muito fluido, tudo numa boa onda. Várias técnicas pela qual vimos: grafite, tinta da china, aguarela, e outros. Eles tiveram sempre muito o cuidado de ver o que a gente queria fazer, se mais parte histórica da Ilustração, se queríamos ver técnicas, imensos livros para vermos, os cadernos de campo da Catarina, os trabalhos do Filipe, o material de desenho que vimos que eu nem sabia que existia (atenção: há borrachas apagadoras eléctricas, parece que estamos a lavar os dentes), aqueles truques básicos de desenhos que dão um toque final muito bom e necessário mas que ninguém repara. E uma coisa que ali havia: era a falta de pressão. Sempre tudo muito relaxado. E, sim, para quem diz que não tem jeito para desenhar, aqui vai uma frase que anima muito, pelo professor Filipe " Não há ninguém com falta de jeito para desenhar. Muito gente vira-se para o pessoal de artes : ah que jeitosinhos. Jeitosos nada. Nada pode existir sem treino. Claro que há pessoal, que nasce com alguma sorte já, mas eles próprios nunca ficam bons senão treinam." E é verdade. E um dos exercícios, que me propus a fazer, e espero conseguir, é todos os dias desenhar qualquer coisa, seja o que for: o lápis, o porta lápis, a almofada, seja o que for que dê para desenhar, é bom porque não perdemos a mão.

E, agora vem assim um pouco de história mas que eu não conhecia e penso que é engraçado. No século XVIII, em pleno reinado da D.Maria I, foram levadas a cabo as expedições filosóficas portuguesas, com o intuito de fazer um estudo e levantamento do potencial faunístico e florístico do Brazil, Angola, Moçambique, Goa e Cabo Verde,Cabo da Boa Esperança,Melinde,e Calicute. Domingos Vandelli, um italiano,  que desenhava e criava jardins, foi convidado a vir para Portugal para criar o Jardim Botânico da Ajuda. Foi Pombal que o mandou vir para Portugal, não só pelo Jardim, mas para preparar os ilustradores para as viagens filosóficas. Foi aí que se criou a "Casa do Risco" (risco de desenhar e não de ser aventureiro). Esta casa, que manteve-se até há uns anos atrás mas já fechou, como muita coisa no Palácio da Ajuda, era uma escola que ensinava a desenhar com rigor ilustrações científicas. Muitos dos trabalhos de Vandelli andam espalhados por Portugal, nomeadamente alguns na Casa Andersen na Exposição do Darwin, mas muitos estão em França que foi o espólio que ele levou aquando as Invasões Francesas, das quais ele tomou partido  pela França e foi "convidado" a sair de Portugal, e portanto, ir para França.

Mas, agora recentemente, resolveram fazer uma reprodução dessas mesmas viagens. E portanto, os nossos Professores fizeram a viagem á Amazónia. Histórias muito engraçadas. Um grupo de 24 julgo eu, e daí 20 eram desenhadores. Os cadernos de campo da Catarina, tinha lá imagens lindissimas. E até ponho aqui um video  que julgo que não é o mesmo que vimos lá, mas está próximo.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=bqVsOlaXmvg;rel=0&w=425&h=350]

E para quem quiser saber mais sobre o grupo de risco é só ir a este link,

http://www.grupo-do-risco.pt/fichas/DossierGrupodoRisco.pdf

E, agora um pequeno aparte, na visita guiada que tivemos ao Jardim Botânico, num dos lagos, vimos  um tritão, e trouxeram para desenhar um licranço e uma salamandra que por acaso não tem foto, mas aqui vão duas.

PS: Parabéns Prima Ana, muito orgulhosa da Pianista da familia :D

Até á próxima!


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Sou a Sofia Gonçalves. 29 anos. Curiosa sem fim, exploradora de livros, advogada de boa comida, gestora de estados ansioliticos, caçadora de sonhos, escriba escrava da palavras da minha cabeça, pajem dos meus animais.

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