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The Daily Miacis

Porque raio?

Andei a vasculhar uma capa antiga que tinha de desenhos, para limpá-la uma vez que este fim-de-semana vou a um curso de "Ilustração Cientifica", na Casa Andersen no Porto, e olhei para alguns desenhos e veio o seguinte á "chanfradura": Raios...

Que ideia mais elaborada! Na verdade, depois dessa rica palavra, desenvolveu-se um esquema de frases que me deprimiu. E a ideia era resumidamente a seguinte: Porque é que quando somos crianças, pensamos e até acabamos, por fazer quase tudo?

Estava a olhar para um desenho de um lobo que eu tinha, e é pequeno o lobo, mas eu demorei um dia e meio só a fazer o lobo (e visto que a minha impaciência já me é inata, foi basicamente o dia a fazer bem a cabeça do lobo até ao lombo, que as patas já deixam um pouco a desejar). Se fosse hoje, passado duas horas já me estava a queixar. Mas com o desenho, outras coisas.Se vasculharem bem nas vossas memórias de certeza que vão ocorrer episódios semelhantes. Por exemplo, lembrei-me de ver um videoclip antigo da Christina Aguillera "Gennie in Bottle", e na minha altura de adolescente, embirrei que queria um top como o que ela tem numa parte do videoclip, que é branco com muitos fios de missanga no peito. A verdade, é que senão me faltasse  a parte de colocar os fios no top, tinha conseguido. Se fosse hoje, pensava " De certeza que na net deve alguma coisa semelhante á venda". Deprimi, sim. Porquê? Porque quando era criança, com menos conhecimentos e capacidades que tenho hoje (supostamente!), conseguia ser mais curiosa, mais autodidata, e com melhor jeito para as artes e literatura (sim hoje nem poemas de jeito sei escrever).

Então afinal o que é crescer? Perdemos capacidades? Ficarmos mais esquesitos? Sabermos nos comportar em público? :P

Até á próxima!

O cheiro a Primavera

O cheiro a Primavera..... respirar fundo..

E...

Penso que muitas pessoas se identificam com estes sentimentos que vou explicar agora: comichão no nariz, nos olhos, ranhosos, sem cheiro, comichão por todo o lado só de ver os  carros com pó de pinheiro, acordar já cansados, falta de ar, irritadiços, para os alérgicos á mordida de pulgas como eu, é pânico a toda a hora que começa a época de caça, pele a começar vermelha do sol, espirros que nunca mais param, espirros que aparecem de repente, espirros que fogem... e de repente, respirar outra vez fundo e sentir o cheiro a flores, ao calor, a férias a chegar (para alguns).

Creio que já podemos considerar que a Primavera em termos climatéricos (não em termos de calendário) já entrou, e com um certo vigor. Este tempo que nem é de calor nem é de chuva, abafado, calor num dia e chuva torrencial no outro. Sair de casa cheio de roupa, porque de manhã está frio, e depois fica calor, ou então porque nunca sabemos quando o tempo vai mudar. Quase que parece a descrição de um país tropical, mas não se se iludam: temos a maneira de preguiçar dos países quentes, mas é só mesmo isso.

E com este aumento de temperatura, e de fotoperíodo, vêm as flores, que enchem os jardins de cores, e cheiros, e abelhas, um aspecto muito importante para os que têm trauma como eu. Começa o cultivo de muitos frutos de época, e legumes.

E as plantas aromáticas também. Desde pequena que tenho algum fascínio, principalmente pela menta. Um dos meus chás favoritos é o de menta ( e os "After Eight", claro!). E portanto, o meu objectivo, é dizer : cultivem estas plantas, porque o chá feito com as suas folhas naturais não tem nada a haver com as folhas desidratadas dos supermercados, ou mesmo os chás de saqueta, infusões por assim dizer. Claro, para quem gostar de chás. E, também, cultivem principalmente Lúcia-Lima e Erva Príncipe. Faz um chá com um sabor soberbo! Quem aprecia os sabores limonados, vai adorar. Não tem um sabor muito cítrico, mas é muito saboroso. Mas é a tal coisa, só com as folhas frescas é que se atinge este sabor, com a folha desidratada, sabe quase a erva. Bebi este chá, quando fui a um Workshop de Apicultura, cujo o leccionador era um Engenheiro Sócio do "Cantinho das Aromáticas", uma quinta em Vila Nova de Gaia. Vendem lá de tudo que há de plantas aromáticas, têm uma parte de quinta biológica. Ainda não fui lá, mas já faltou mais para ir. :)

Até á próxima!

Casa Dior

 

Acabei de ver na Sic Mulher, o desfile da Primavera '11 do Galliano. Foi numa Ópera, com as modelos a interpretar o exagero dos desfiles dos anos 20. E, tinha peças que fiquei, de boca aberta. Quem me conhece, saberá logo quais delas é que foram. Ponho aqui algumas fotos dos vestidos que considerei mais bonitos (algumas sim que foram mais de 60 modelos).

Até á próxima!

Se gostam de Endivias

Imaginação 0 - Preguiça 1x10^infinito
Não tenho "postado" nada é verdade, porque ando um pouco "lisa" de temas para falar.
Podia falar deste tempo bom que está a começar a vir, mas para isso vocês têm olhos para ver e nada melhor que saírem vocês mesmos.
Podia falar da crise económica, mas isso já não é novidade nenhuma, e a quantidade de notícias de desgraças com que somos alvejados todos os dias, já é o suficiente que eu estar para aqui a praguejar porcarias.
No outro dia até me tinha passado um teoria interessante, mas depois esqueci-me de aponta-la e já não me lembro o que era. Quem sabe, não seria a próxima teoria da evolução :P
Mas a verdade, é que já não falo há muito de cozinha. E ontem, almocei um petisco delicioso, principalmente para os que são amantes de gratinados e cozinhados de legumes. A receita é de um livro francês, e foi preparada pelo meu tio, mas aqui deixo a receita para quem quiser experimentar, porque recomendo vigorosamente que é mesmo boooooom!
Endives au jambon (Endivias com Fiambre)
- 8 endivias grandes
- 8 fatias de fiambre grossas
- 120g de manteiga
- 30g de farinha
- 1/2 de leite
- 100 g de Gruyère (um queijo suiço) rapado. Este pode ser substituido por um queijo ao gosto.
- noz moscada
- uma pitada de sal
Tirar as folhas mais de fora das endivias, e o "toco" por assim dizer, e lava-las bem. Coze-las durante 10 minutos em água a ferver com sal, e adicionar um pouco de açúcar. Depois de retira-las deixa-las em cima de um papel absorvente para limpar o excesso de água.
Derreter 40 g de manteiga num tacho e depois colocar aí a dourar as endivias e virá-las de vez em quando. Depois de douradas, retirá-las e enrolar cada endivia numa fatia de fiambre, e depois coloca-las num prato largo de forno, que já esteja previamente barrado com manteiga.
Preparar um béchamel: derreter 80 g de manteiga numa panela. Adicionar a farinha e deixar cozinhar, mexendo com uma colher. Deitar o leite frio, mas pouco a pouco, colocar o sal a gosto e a noz moscada, e depois deixar cozinhar durante 5 minutos sem mexer.
Depois de feito o Béchamel, deitá-lo sobre as endivias que já estão no prato, e de seguida, polvilhar com o queijo rapado consoante o gosto, mas uma vez que o molho e o queijo são bons e necessários para acompanhar bem esta comida, convêm por uma quantidade razoável, pelo menos a tapar todas as endivias. Gratinar no forno a 220º ou mais, durante 10 a 15 minutos. Servir no prato em que foram gratinadas.
Esta foto não é das que foram cá feitas, porque quando cheguei a casa já era tarde e já não havia quase nada. Mas o aspecto era igualzinho.
Até á próxima!

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Sou a Sofia Gonçalves. 29 anos. Curiosa sem fim, exploradora de livros, advogada de boa comida, gestora de estados ansioliticos, caçadora de sonhos, escriba escrava da palavras da minha cabeça, pajem dos meus animais.

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