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The Daily Miacis

Uma pitada de cliché: Dia 1

Decidindo á ultima da hora vir para o Sul, e em três dias, fez com o carro fizesse 597 km em 4h50 minutos. Não andamos a 120 é claro, mas de Lisboa para baixo aquilo a estrada é um deserto que parece que um minuto corresponde há meia hora de caminho. 
Talvez seja da época do ano também, porque a verdade é que nas estações de serviço, os quartos de banho ainda estão limpos, e no caso dos W.C.'s das ladies, ainda há papel higienico e o cheiro é tolerante.
Chegamos a Armaçao de Pera um pouco assutados porque já não encontravamos uma estação de serviço há um tempo, e há mais de um tempo que o carro estava na reserva, e por volta das 16horas paramos na praia. E, citando " Fugimos de Viana, para vento encontrar". Mas ainda assim, a areia tem um toque especial, o ar tem um cheiro diferente e a maneira de se estar é outra. 
[caption id="" align="aligncenter" width="490"] Panorama muito mal feito da Praia de Armação de Pêra[/caption]
E depois de um pouco a esticar as pernas que bem estava a ser preciso, toca a seguir a ponta Atlântica do lado Algarvia,que sempre foi o ponto mais conhecido, querido e que para quem quer estar a vontade, sem stress é mesmo Sagres. E vento por vento, venha ele. Já que a cidade não é muito movimentada, ao menos há movimento de outra forma.
[caption id="" align="aligncenter" width="490"] Ponte na entrada de Portimão[/caption]
Chegado a Sagres foi arranjar alojamento uma vez que não foi nada combinado. E, como se vive só uma vez (e estou a citar outra vez..), ficamos no Hotel Baleeira. Lindo :) e vou por aqui umas fotos mesmo a turista cliché da vista do Hotel. Mais não seja para provar que lá estive :P
[caption id="" align="aligncenter" width="490"] Vista do Mar do Hotel[/caption][caption id="" align="aligncenter" width="490"] Vista do Terraço do Hotel[/caption]
E depois de um banho tomado, comer que a fome já era alguma, e foram as melhores lapas grelhadas que já algumas vez comi. Muito boas. Não me lembro do nome do restaurante, mas é logo na entrada de Sagres, a frente do Intermaché (decorei o sitio). 
De pança cheia, tinha que se desgastar. Deixou-se o carro no Hotel, e foi descer até ao Porto de Mar que é mesmo em baixo do Hotel, e depois ir ao, para sempre, Dromedário, que faço sempre confusão com outro bar famoso daqui que era o Motard que agora passou a ser chamado de Avenida. O Dromedário, originalmente possuido por um Alemão, foi considerado durante anos o melhor bar de todo o Algarve, e é fantástico, um bistro bar, pequeno, com óptimo ambiente, em que as pessoas vão lá para conviver, comunidade no cerne puro. E, outra coisa que acho surpreendente,é como uma vila como Sagres, consegue aguentar tanta variedade de bares e restaurantes diferentes e em Viana vai tudo á falencia. Aqui até um Indiano tem!!! Enquanto que em Viana fechou. E não é porque tem turistas, o movimento que passa por aqui no Verão não é o suficiente para justificar.
E deixo aqui mais algumas fotos. Amanha, será outro dia.
[caption id="" align="aligncenter" width="490"] Porto de Mar[/caption][caption id="" align="aligncenter" width="490"] Umas escadas [/caption][caption id="" align="aligncenter" width="490"] A entrada do Dromedário (foto mesmo á turista xD )[/caption][caption id="" align="aligncenter" width="490"] Uma foto dos caracóis cá de baixo, porque sempre achei esquesito como é que no Norte, menos sol são escuros, e aqui em baixo, mais sol, são brancos xD[/caption]
Descobri que a Tinkerbell existe e que mora cá por terras de Sul. Espero conseguir tirar uma foto amanhã.
Até á próxima!

Não precisamos de ir muito longe

Um pouco ao encontro que acabei de ter com o meu pai, a verdade é que não precisamos de ir muito longe para vermos beleza natural diante dos nosso olhos. É mesmo tipico humano nunca nos contentarmos com o que temos e queremos ir sempre longe.
Este fim de semana fui ao Curso de Iniciação á Identificação de Répteis, leccionado pela Dr.ª Raquel Ribeiro e também a Dr.ª Sara Rocha, através dos "Amigos do Mar". Para quem não sabe, os "Amigos do Mar" são uma associação que havia, e ainda existe, em Viana do Castelo que faziam imensas actividades no âmbito da educação ambiental e de ocupamento de lazer e que também tinham a vertente de Escola Naútica. Há uns anos atrás aquilo foi um pouco abaixo, manteve só a parte da Escola Naútica, mas agora está a voltar a re-emergir a parte ambiental, e muito bem acho eu. Faz falta uma associação desse tipo em Viana.
Mas voltando ao curso, foi muito bom (excepto a Cláudia ter-se sentido mal, mas já estás a ficar boa :P ). Tivemos um dia com parte teórica, a explicar os répteis que existem em Portugal, para quem não sabe fica agora informado temos 28 espécies, da quais duas são cagados, e outra duas osgas, e um camaleão que só existe mesmo no Sul do País. E aprendi algumas desmitificações interessantes, principalmente no que toca a cobras. Por exemplo, que em Portugal as nossas víboras nem sequer tem um antidoto que exista nos hospitais caso alguém seja mordido, aliás só convém ir ao Hospital caso a pessoa reaja ao veneno mas como quem reage ao veneno da picada da abelha, é a mesma coisa. Portanto não precisam de ter medo se forem mordidos por uma vibora, e caso sejam mordidos, não façam garrote como normalmente se pensa que se deve fazer, deve deixar fluir o veneno. Outra coisa, mas isso eu sabia uma parte, é que realmente o licranço não é um bicho agressivo, de todo, é um animal bastante passivo, e que até devia ser colocado nas hortas (ao contrário do que se faz que normalmente tudo que seja agricultor mata-os : mordidela de licranço são 100 anos sem descanso), uma vez que este animal come muito dos outros animais considerados pragas hortícolas como o caracol ou a lesma. E no segundo dia, foi o melhor deles: aula de campo. E daí ter iniciado com o termos coisas bonitas perto de nós. Fomos a S.Lourenço da Montaria, perto do Viveiro Florestal. Nunca tinha ido lá, talvez por ignorância minha, mas a verdade é que aquilo é lindo. Só para terem uma ideia, daqueles sítios que tem uma ribeirinha cuja água ainda é cristalina, límpida e fria. E, andamos nós por lá uma manha a tentar encontra répteis. Tivemos sucesso, encontramos bastantes, e alguns anfíbios. Onde também aprendi como se distingue a rã pelo sapo quando não se tem a certeza: pela pata traseira; se esticar-se a pata da rã para a frente e a ponta da patinha bater no naziz ou boca é rã, caso bata antes nos olhos ou mesmo no timpano é sapo. Vi a minha primeira rã ibérica. Só não vimos cobras que é o que eu queria ver mais ao vivo selvagem, principalmente uma cobra rateira, ou uma de água,mas para uma próxima talvez mais sucesso. Aqui deixo algumas fotos do que vimos.
[caption id="" align="aligncenter" width="490"] Fura-pastos (Chalcides striatus)[/caption][caption id="" align="aligncenter" width="447"] Cópula entre 2 Lagartixa-de-Carbonelli (Pordarcis carbonelli)[/caption][caption id="" align="aligncenter" width="345"] Rã Ibérica (Rana iberica)[/caption][caption id="" align="aligncenter" width="317"] Macho de Sardão (Lacerta lepida)[/caption]
Por uns dias vou andar lá para o Sul do país, espero trazer algumas fotos bonitas :)
Até á próxima!

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Sou a Sofia Gonçalves. 29 anos. Curiosa sem fim, exploradora de livros, advogada de boa comida, gestora de estados ansioliticos, caçadora de sonhos, escriba escrava da palavras da minha cabeça, pajem dos meus animais.

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