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The Daily Miacis

Crepes com Recheio de Amoras

Hoje, fomos á apanha de pinha e de amoras. Depois de chegar a casa com as pernas cheia de arranhões, decidi fazer umas crepes com recheio de amoras. Mas a receita que tinha era outra mas improvisei. Ficaram com um aspecto um pouco para o medonho é verdade, mas a culpa não é minha, é da massa, que tinha sido colocada no congelador e não devia. Com a humidade, como era extremamente fina, desfazia-se por qualquer coisa. E, também o que é mesmo bom, é o recheio.Ingredientes: - Bolachas Marias ( a gosto, eu pus metade de um pacote, e penso que menos não é indicado para o recheio)- 300 gr de amoras- 2 colheres sopa açucar- Canela em pó a gosto. Eu pus 1 colher de chá porque gosto muito do sabor da canela- 20 ml de Rum- Crepes Finos ( que são como uma folha de papel vegetal, o que usa para fazer os folhados de carne por exemplo)- 1 clara de ovo- Oleo Vegetal para fritas- Açucar em PóMétodo:1 - Desfazer as bolachas com a mão, e adicionar as amoras. Temperar com açucar, canela e licor. Envolver tudo bem com a mão.2- Dispor os crepe na superfície de trabalho e colocar no centro de cada um, duas colheres de sopa do preparado. Pincelar os lados com a clara do ovo.3 - Dobrar os dois cantos opostos até ao centro e pincelar os rebordo com claras.4- Dobrar o terceiro canto e pincelar a parte de baixo.5- Por fim, dobrar a parte baixo por cima do recheio e pressionar suavemente. Pincelar a parte superior e enrola a massa por completo. 6- Aqueçer o oleo numa frigideira larga, e fritas os crepes até ficarem dourados.7- Retirar o excesso de álcool, e dispor em pratos, polvilhados com açúcar em pó a gosto.Esta receita tirei de um livro, " A enciclopédia da Culinária".Como podem ver, este aspecto é bem melhor que o meu. Mas adiante, deu para comer e muito bem. O que eu troquei desta receita foi, claro as cerejas, mas a gramas são as mesmas, usei bolachas marias em vez de os palitos la reine que era o que indicavam para por, mas também na minha opinião, no caso das amoras fica melhor porque dá mais recheio, uma vez que as amoras desfazem-se mais facilmente que as cerejas. E por ultimo, troquei o licor de cereja que diziam no livro, por Rum. Também troquei outra coisa, mas isso é normal: no livro mandam por 2 litros de oleo para fritar. Eu já acho que os crepes tinham um pouco de gordura a mais fora, mas há gostos e gostos :)Até á próxima!

Por arieiros..

Ontem, lá fui eu e a Joana, para a Figueira da Foz, mais concretamente Tocha, para uma actividade de Verão promovida pelo "Ciência Viva", para Monotorização de Charcos e observar toda a vida que existe num espaço tão pequeno e muitas vezes menosprezados por muitos. 
Um dia enublado é verdade, mas como todos sabem bom para os anfibios.
E, andamos por o meio dos arieiros,  que se formaram pensa-se porque o Mondego teria dois locais onde desaguava: uma a montante da Serra da Boa Viagem e uma a jusante, até que se chamaria a Ilha da Boa Viagem antigamente. Mas depois com o desflorastamento do tempo dos romanos e as obras, os sedimentos arrastados, acabariam por "tapar" a foz a norte da Serra, o que levou a uma erosão de tal forma que a linha de costa afastou-se. Criou se assim um pinhal com areia branca :) E, como é uma zona de mata nacional, e com caça permitida, criaram-se alguns charcos artificiais, e outros naturais, com uma quantidade de vida linda. E, tivemos sorte: tivemos o prazer de ver uma boa parte dela.
[caption id="" align="aligncenter" width="490"] Uma borboleta que não estava com muita vontade de levantar voo[/caption][caption id="" align="aligncenter" width="490"] Uma aranha que não me lembro da Familia, mas que estava muito bem da vida a comer uma Libélula escarlate[/caption][caption id="" align="aligncenter" width="490"] Girino de Rã verde (Pelophylax perezi)[/caption][caption id="" align="aligncenter" width="490"] Adulto de Rã verde (Pelophylax perezi)[/caption][caption id="" align="aligncenter" width="490"] Girino de Tritão Marmorado (Triturus marmoratus)[/caption][caption id="" align="aligncenter" width="490"] Salamandra de Costelas Salientes (Pleurodeles waltl), o maior anfibio que temos[/caption][caption id="" align="aligncenter" width="490"] Cobra de Água Viperina (Natrix maura)[/caption][caption id="" align="aligncenter" width="490"] Descubram a rã verde :)[/caption][caption id="" align="aligncenter" width="490"] Larvas de Libélula e de Libelinha. A que parece uma aranha é a da Libelula que é o que nos chamamos vulgarmente tira-olhos, e a mais fininha do lado esquerdo é de uma libelinha[/caption][caption id="" align="aligncenter" width="490"] Cobra Lisa Meridional (Coronella girondica) salva de um buraco num local de tratamento de água residuais[/caption]
 Depois de visitar cerca de 6 charcos, em locais diferentes, e de muita areia tirada dos sapatos, e muitas camarinhas comidas,ficamos para a saída noturna. Com um pouco de chuva a acompanhar ( pouca como quem diz) tivemos uma sorte grande. Excepto que fotos só temos uma, porque o resto já estava sem bateria ou então deixavamos o material no carro, encontramos sapos parteiros, sapos comuns (Bufos bufos) aos montes, um sapo de verrugas verdes, e a unica foto que tenho, uma larva de um sapo de unha negra. 
Aliás, o sapo parteiro, tem uma história engraçada, que havia um concurso: quem encontra-se um sapo parteiro com ovos ganhava um maracujá. Aqui está, o meu merecido prémio por o ter encontrado :)
[caption id="" align="aligncenter" width="490"] Girino de sapo de una negra (Pelobates cultripes)[/caption]
Depois, na estrada, que parecia um campo minado com anfibios em lugar de minas para não os atropelar claro, vimos outra cobra de água viperina (Natrix maura) que esqueci-me do facto de quando estão com medo exalam um cheiro muito mau pela cloaca, e eu estava a segura-la exactamente nesse sitio. Fiquei com um cheirinho muito bom ^^ Mas foi muito bom e falo por mim, mas a Joana sei que sim, iamos de novo. Está marcado, para o próximo Abril :) Agora deixo-vos para ir aspirar o carro!
(Maior parte destas fotos são cortesia da Joana)
Até á próxima!

Dentro de uma Árvore de Natal

[caption id="" align="aligncenter" width="278"] Noite dos Pirilampos no Parque Biologico da Gaia[/caption]
Já foi há mais de duas semanas que fui, mas só deu agora para falar dele. 
Todos os anos, por volta desta época que o Parque Biológico da Gaia promove esta iniciativa, muito bem recebida pelo público: uma noite de pirilampos. Consiste numa volta pelo parque, ás escuras portanto quem não se sente bem a andar no escuro é melhor não ir que ainda são 40 minutos a andar no escuro, e ver os pirilampos. Dito assim parece um pouco ridiculo, mas garanto que não é. É lindo! Mágico até por um lado. Há partes que parece que estamos dentro de uma árvore de Natal. Só se vê pontos brancos por todo o lado, à nossa volta, à beira do nosso cabelo. E por muito que seja tentador apanhar os pirilampos para traze-los para casa para por a brilhar no quarto, resistam. Não tem a mesma magia que visto ali. Até porque, estes pequenos bichinhos brilhantes estão numa semi-extinção portanto temos mais é que os proteger Aliás, devia ser mesmo engraçado ficar lá a dormir. Quem sabe um dia não se poderá...
[caption id="" align="aligncenter" width="272"] Uma das espécies de Pirilampo, que voa e a luz é intermitente[/caption][caption id="" align="aligncenter" width="490"] Outra espécie de Pirilampo que não voa , e a luz é fixa[/caption]
 Agora é ir ver o Parque de dia que é lindo, um sitio óptimo para se estar tanto para adulto como crianças. Salvo erro, são 2,8 km a volta completa com imensas coisas para se ver e sentir. E o preço que se paga não é nada quando se sabe que é para ajudar a manter aquilo :)
Quanto aos pirilampos, não tantos como no Parque, mas também temos perto da nossa casa, pelo menos eu da minha. No Rio Neiva, nas zonas de vegetação fechada, tem pirilampos. Quem quiser ir ver, é a partir da hora do luz-que-fusco. Mas deixem os frascos de vidro em casa! 
E antes que me esqueça, deixo aqui site que serve para as pessoas anotaram as espécies de animais ou plantas que viram e o local. Pode ajudar bastante pessoas, como vocês, e também para trabalhos científicos quando se trata de procurar locais onde possam existir tais espécies.
http://www.biodiversity4all.org/index.cfm?p=8DE5DEBB-CC56-556E-12B425DF57A0057C
Até á próxima!

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Sou a Sofia Gonçalves. 29 anos. Curiosa sem fim, exploradora de livros, advogada de boa comida, gestora de estados ansioliticos, caçadora de sonhos, escriba escrava da palavras da minha cabeça, pajem dos meus animais.

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