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The Daily Miacis

Bitaite da Sexta #23

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Sabem que mais?Eu hoje ia me queixar do azar que tinha, ou da minha (suposta) masculinidade que falarei mais à frente, mas desisti de tudo e decidi vos falar do que vou fazer na próxima semana.

 

Férias.

 

Sim. Férias.

 

Eu tenho direito a férias.

 

Como sempre tentei não marcar muito coisa nas férias.

 

Mas já tenho a agenda que devia estar vazia com muita coisas marcadas para as férias.

 

Acho que vou tentar fazer tudo no mesmo dia e nos restantes dias vou hibernar como um urso e descansar como deve ser, nestas férias.

 

Embora o tempo seja de sol, acho que vou ser eu, um pijama, um Chewie, uma cama, muitos livros, bordados e chás que vou abastecer para as férias.

 

Quem me dá conselhos?

 

Sinceramente,

 

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Passo a Passo

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Antes de tudo, muito obrigada pelas escolhas ontem! Já tenho aqui algumas ideias escritas!

Ontem foi um dia emocionante. A chegada de um novo ser traz sempre muitos emoções bonitas à flor da pele. Antes de ir à maternidade fui comprar uma lembrança para dar, e o meu sonho foi sempre entrar pelo hospital com um balão de maternidade com hélio. Culpo os filmes, é verdade. E com isto, já tenho mais um ponto a tirar da minha checklist.

Fui ao centro da cidade bem rápido, procurar uma lembrança bonita e o dito balão (FYI, Mundo Encantado em Viana tem boas escolhas e enche com hélio). Entrei numa loja que conhecia a existência dela mas nunca tinha olhado de perto para o que era em si. Entrei, escolhi o quer queria e estive ainda um bocado à espera de ser atendida. Enquanto estava lá, respirava aquele negócio. Simples e lindo. A loja chama-se "Mãe Galinha" e é como um atelier de roupa e acessórios para crianças. A senhora tem a mesa de costura, tem trabalhos pendurados pelo atelier, atrás tinha uns roupeiros com batas pequenas penduradas. Entrou uma senhora com uma filhota de 4 anos e uma pequenina que iam buscar as encomendas para o Hallowen e experimentar: a de 4 anos levou uma saia toule e uma vassoura e a pequena uma fita com uma aranha na cabeça. Entrei em modo off : modo de como  eu gostava de ter assim um pequeno negócio meu.

 

Sempre quis ter assim uma coisa "riquinha" um pequeno negócio de manualidades, costura e bordados, assim muito à moda dos anos 60, ser escritora e ilustradora e viver numa aldeia numa casa de campo com um bonito jardim. Vida simples, nada de muito fancy. Aliás, eu nunca quis uma vida muito ocupada, ou com muita fama, nem muito dinheiro. Não recuso o último se vier, porque não compra felicidade, mas ajuda bastante.  Num modo mais intimista posso admitir que o meu sonho em ser bióloga não era pelo gabarito de trabalhar numa universidade ou laboratório xpto, era só pelo prazer de poder contribuir para a história e conhecimento humano porque isso para mim era algo muito honroso para mim.

 

Pensei nos pequenos negócios que foram sendo gerados e crescendo, mas nunca chegaram a parto quanto mais a gatinhar. Pensei nas pequenas coisas que fui tentando mas não deu muito sucesso, como os meus colares bordados. Penso que talvez eu não tenha alma empreendedora. 

 

Contudo respirei fundo, fechei os olhos, e disse para mim mesma, 10 vezes repetidas " Eu consigo". Este é o meu mantra, prece, o que lhe quiserem chamar, que digo para mim mesma quando penso em algo e começo a desatinar " Eu consigo". Eu consigo chegar ao fim do dia feliz, eu consigo passar esta fase má, eu consigo estar 10 minutos no computador sem que o Chewie reclame comigo, eu consigo abrir um negócio, eu consigo escrever uma história, eu consigo perder o medo de pintar, eu consigo lutar por mim, eu consigo dormir sossegada, eu consigo correr o tempo que eu quiser, eu consigo conseguir. 

 

Vamos todos conseguir! 

 

Sinceramente,

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Call for Ideas

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Hoje não há o post usual.

 

Ontem enquanto desejava que a dançar todos os meus problemas fossem sacudidos,  soube que ia ser tia emprestada (isto de ser filha única tem destas coisas). Já fui tia uma vez este ano e agora é a segunda, mas hoje vou ter a tia que faz a visita ao hospital, e, qui ça, tira  a foto de praxe no hospital para nos rirmos daqui as uns anos dos penteados e das roupas. Portanto hoje, fiz mais um upgrade na vida.

Enquanto pensava nisso, conclui que estava sem inspiração para posts. Depois comecei a desenvolver, e apareceram algumas ideias. Mas estou indecisa. Ficam aqui as ideias.

- Se fosse uma personagem de um livro, como resolveria determinado problema?

- Histórias acerca de seres mágicos

- Textos sobre" Sexto sentido" por exemplo tenho o sexto sentido que este Inverno não vai nevar.

- Cadeia de favores: hoje eu coloco um pedido para a semana vem outro blogger responder e colocar outro pedido, na semana seguinte outro e assim idem.

- O Chewie responde a questões.

- Textos criativos

 

São ideias boas ou não ? Que acham? Senão continua a mesma Sofia de sempre.

 

Desculpem a falta de ideias mas tenho desconto, vá. Hoje serei tia emprestada!

 

Sinceramente,

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O que tenho lido #4

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Este livro foi o escolhido para a categoria dos contemporâneos do Clube de Leitura  " Companhia da Tinta". (ver blog aqui)

 

"Os Falsários" de Bradford Murrow  é um policial recente que se desenrola no mundo escondido dos livros raros e das falsicações literárias. Quando vemos esta última frase e lemos a primera do livro, somos logos embalados num mundo de crime e intriga, charme e mistério.

 

Contudo, na minha opinião este livro falhou. A história começa com a descrição de um crime, um pouco bárbaro, de uma personagem que ao longo do livro não conseguimos criar carisma mas que de facto foi uma vitima. Essa vitima era um irmão parasita da namorada/mulher do personagem principal Will. A acção em si desenrola quando, depois do homicidio de Adam, descobre-se que ele era um falsário. E assim Will começa a pensar na vida dele, que tinha deixado para trás, como falsário, antes de ter sido julgado por isso e ter sofrido perdas. 

É neste ponto que tudo o que este livro prometia, desaparece. Um terço do livro é Will a pensar na vida dele como falsário: as feiras onde esteve, algumas das obras que ele falsificou, pois Will, embora bastante magoado com o facto de quase ser preso por falsificação, tinha orgulho no seu trabalho, na sua arte  e nunca ficou a cem por cento fora da área.  Metade do livro é a relação dele com Morgan, a irmã do assassinado. Acerca do dia a dia deles, dos altos e baixos que já tiveram. O livro foca tanto nesses pequenos detalhes que por vezes pensei que ela seria o assassino do próprio irmão, porque para mim seria talvez um método de desviar a nossa atenção para detalhes importantes. Só uma percentagem diminuta do livro é o crime e suspense em si, e de uma forma simplificada. Sabemos que o Will recebeu há uns anos ameaças, que voltaram a ressurgir depois da morte de Adam. Mas mesmo quando se dá o encontro de ameaçado com ameaçador, é descrito de uma forma tão banal que não dá impacto nenhum. Ainda assim, o pior de tudo para mim é o último capitulo, que literalmente dá uma reviravolta na história, mas, o desenrolar do texto é tão simplificado que quando chegamos à revelação não consegue criar novidade em si.

 

Penso que todo o livro pode ser descrito como leve. As personagens para mim são muito levianas. Não consegui criar empatia com nenhuma sou sincera, e mesmo as referências ao mundo dos livros raros não foi assim nada por aí além que me tenha feito ficar muito empolgada. É uma história que nos vai prendendo por pequenos factos mas que vai passando, voando, muito ao de leve. Apesar de tudo, ainda assim marquei bastantes passagens bonitas pois este autor fazia descrições comparativas ou mesmo buscando exemplos da literatura. E como o autor favorito desta personagem era Sir Arthur Conan Doyle, tem sequências engraçadas.

 

Para primeira leitura do clube não correu muito bem, contudo a ideia é mesmo essa, termos várias experiências. Infelizmente não vou conseguir ler " O retrato de dorian gray", que mau exemplo como moderadora. Contudo estou a ler bastantes para o desafio especial.

 

E vocês?

 

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BLOGGER
Sou a Sofia Gonçalves. 29 anos. Curiosa sem fim, exploradora de livros, advogada de boa comida, gestora de estados ansioliticos, caçadora de sonhos, escriba escrava da palavras da minha cabeça, pajem dos meus animais.

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