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The Daily Miacis

Bitaite da Sexta #41

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Páscoa geralmente significa limpezas da primavera, época de renovação. 

Mas, como marco de um terço do ano é também uma época de revermos o que já se passou, o que fizemos e o que queremos fazer. Planear o tempo, planear tarefas. Devemos recapitular as nossas metas para ajudar o plano. 

Esta paragem pascoal vai servir para isso mesmo, para recapitular o que já caminhei e re ajustar ao que quero fazer. Ando também inspirada para experimentar gravar um video para o youtube, maaaaaaas a vergonha, e falta de jeito nestas tecnologias de edições e afins, não sei não. 

 

E, vou ler, e pintar, e comer doces. Sim vou comer doces. Quando há doces devemos aproveitar, certo?

 

Por falar em ler, este post da Helena Magalhães é a coisa mais exata como simples, e eu sou prova disso. Passei por uma fase que quase não lia porque "não tinha tempo" e de facto era tudo má organização. Agora que trabalho e tenho outros hobbys, consigo fazer tudo e ainda ler (e nem ando de transporte público para aproveitar esse tempo).

 

Quando li este post da Menina Mulher, fiquei a pensar que de facto eu tenho um problema: desde que aderi a estas tecnologia digitais deixei de imprimir fotos! Acho que tenho rever isso.

 

Receita a experimentar!

 

Boa Páscoa!

 

Voltamos na quinta!

 

Sinceramente

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RESUMO MARÇO

 

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O início deste mês era como qualquer um, as expectativas eram conseguir fazer o melhor dele. Mas acabou por se tornar de uma forma inesperada, num mês tão bom.

 

O curso de aguarela contou, e em muito, para este sentimento. Há muito tempo que queria fazer um e assim do nada apareceu um, e eu sem medo , atirei-me. Passou rápido, rápido demais mas serviu para o que queria: aprender, mexer e ganhar ainda mais vontade. Perder o medo. Este mês já não posso dizer que não pintei! E como uma coisa vai atrás da outra, tenho andado com bastantes ideias de histórias. 

 

O mês é que com o tempo maravilhoso que esteve, não deu para muito mais. A minha vontade de jardinar é imensa, material não me falta. O que me falta é ter bom tempo quando estou em casa. Queria já ter alguma coisa em crescimento nas sementeiras mas não dá! E tenho tanto que fazer.

 

Foi um mês de experiências também, pela primera vez fiz papas de aveia no forno e adorei. Como a experiência de ir ao ginásio na hora de almoço está de vento em popa. Treino, sem muita gente, com o ginásio quase vazio, e descarto logo essa tarefa na hora de almoço ficando com o fim do dia para mim. Estive quase para desfazer o meu clube de leitura, mas no fim acabei por não fazer isso. Obrigada Ana por me convenceres.

 

Organizar os papéis soltos que se encontrou ao longo da arrumação da casa - Sim! E é impressionante as coisas que se guardam. Tinha faturas de coisa que comprei na Parfois e Zara em 2012.

Doar livros - Tenho os livros separados. E já sei que associações os vão receber. Só me falta entregar.

Plantar o meu jardim com flores e aromáticas - Bem nem o Hugo, nem a Emma nem o Felix ajudaram muito não é? Eu bem que tinha muita vontade.

Ir ao ginásio de manhã - Alterei o horário mas esta meta foi cumprida, vários dias da semana, à hora do almoço.

Alterar a medicação de ansiedade - Infelizmente ainda vou ter que esperar para cumprir este ponto. Doctor's orders.Mas com tempo.

Cozinhar mais comida saudável  e low carb - Experimentei papas de aveia e adorei. E ando bem inspirada!

Escrever um conto - Falhei redondamente. Ando a portar-me mal nesta área.

 

ULTIMO VÍCIO: Star Trek The Next Generation no Netflix, e Stephen King no Youtube

FILME: "Annihilation"

O QUE MAIS ME EMPOLGA EM ABRIL: O bom tempo e férias que só chegam bem lá no fim. 

 

Sinceramente,

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Como e Porquê - Ler Fantasia

 

 

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Dêem-me fantasia ou ficção cientifica qualquer dia, que eu nunca digo que não. Fantasia é um género de leitura que na minha opinião ou é muito amado, ou é muito detestado. E para quem não gosta ou simplesmente nem lhe dá valor, de uma forma geral, considera o como leitura infantil, e a opinião mais vezes repetida é "porque não é de coisas reais".  Vão me perdoar mas eu não considero isto de facto real. Se analisarem muitos dos livros de fantasia e os decomporem, vão perceber que para chegar àquela criação de um mundo nada real, foi preciso uma boa avaliação, análise e estudo do mundo real. 

 

O fenómeno do género da fantasia tem como as suas origens nada mais como a nossa herança oral: todas aqueles histórias de "avós", locais,  em que a imaginação, o medo e a necessidade de instruir os levou a construir uma ficção de algo que não era explicável e palpável. Os primeiros textos de fantasia remontam a séculos antes de Cristo e geralmente sempre interligadas com alguma religião. Por isso, este género está presente na nossa sociedade desde sempre. Ao longo do tempo, este género foi se mantendo e alimentado pelas mentes cuja imaginação criaram obras de arte que muitas delas conseguiram transpor os limares da memória, e permanecer lá. Vários temas são conhecidos por quase todos, mesmo para quem não gosto do género, não é verdade?

Vamos ver porque devemos mantar a tradição e ler mais fantasia:

 

  • Escape: Penso que esta é das razões que muitos associam este género a talvez uma infantalidade. Sim é um escape da realidade. Primeiro a vida já é tão difícil, não podemos escapar para um mundo que não este? E muitas vezes este escape noutro mundo, é uma procura interior para percebermos melhor este  mundo: entender a premissa do héroi, as decisões que o levaram ali. O escape existe para toda a gente, mesmo os livros não fantasiosos como romances, clássicos, não deixa de ser um escape: um escape naquele mundo de ficção , numa relação de amor que desejavamos ter, uma vida de rico que adoravamos ter, ou em novelas ou programas da TVI. 
  • Imaginação: E preciso usar a nossa imaginação para gerar na nossa mente aquele objeto ou mundo, cenário que nos estão a descrever e que nunca vimos nem sabemos como é. Esta habilidade vai nos fazer aumentar a nossa "ginástica mental", a nossa imaginação que pode ter muitas vantagens no nosso dia a dia, não só aplicando à literatura mas como em várias áreas no trabalho, na escola, etc. Como tal aumentar a nossa imaginação aumenta o nosso poder de criativade e abstração. Já repararam que muitos génios de áreas assertivas como matemática ou fisica lêem fantasia?
  • Magia: sim todos nós queremos algures na nossa vida acreditar na magia certo? Pelo menos na nossa infância acreditavamos que o Pai Natal fazia a volta ao mundo numa noite, que a fada ou um ratinho trocava os nossos dentes de leite por outro objeto, ou então outra situação caricata que não sabiamos como se descrevia e por isso aceitavamos a descrição que nos davam. A magia para mim é algo que ultrapassa o Pai Natal, um mago que lança bolas de fogo, ou uma bruxa. Porque já li vários livros, sei que a magia é mais que isso: a magia é algo que vem de dentro, vem de nós, vem da nossa força de acreditar, vem da nossa força de continuar em frente, da esperança. Não acabei de resumir também a filosofia de vida do positivismo?
  • Filmes que viram: muitos das adaptações cinematográficas que já viram com fantasia foram inspiradas maior parte por um livro de fantasia, que como um icebergue, o livro é a ponta fora da água, e todo o resto que não está à nossa vista, submerso. É mais, muito mais.
  • Nunca se sabe: as possibilidades de história são infinitas e nunca sabemos o que vai aparecer de novo. O limite é mesmo a nossa imaginação. Feiticeiros assassinos, dragões com medo de voar, nunca sabemos o que pode sair.
  • O sentimento épico: a sensação de conseguirmos criar empatia com um dos heróis e de viver naqueles mundos, dá nos aquele sentimento épico de que conseguimos tudo.

Penso que disse boas razões. Se ficaram convencidos participem no projeto da Raquel e da Mariana dos 101 livros de fantasia e ficção cientifica. Para mim são os meus medicamentos da alma, o meu regúgio nos dias de tempestade. São onde eu, Sofia, me encontro com todas as Sofias que já fui, porque todas sempre tiveram este gosto, esta paixão pela fantasia.

 

Sinceramente,

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Do curso de aguarela

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Tinha feito mal as contas e estava crente que ainda tinha mais um sábado de aulas. Fiquei triste quando apercebi-me que o sábado passado era a última aula.

 

Foram 4 sábados muitos bons. Encurtaram um pouco os meus fins de semanas, tive que apertar outras tarefas, mas deu para tudo. E que bom que foi. Deu para várias coisas: matar saudades de passear pelas ruas do Porto, voltar a andar muito de metro, voltar a comprar material de arte e voltar a pintar. 

 

Como já tinha referido, sempre gostei de aguarela e sempre foi o tipo de pintura com que me dei bem. Acrílicos, óleo, guache, pásteis, não tenho jeito nenhum para isso. Eu sempre fui um pato de água, e isso extende-se à pintura. Cheguei à conclusão que afinal o pouco que sabia, pouco me valia porque de facto sem as técnicas bases, sem o treino preciso no base, o que fazia estava errado. Aprendi que também não tenho muito jeito e que a coisa só vai lá com: prática, prática e prática. E aprendi que quero mais disto na minha vida, e que fui uma idiota por colocar de lado.

 

As quatro aulas foram poucas para tudo que é necessário. Falamos sobre a ténica base da aguarela que é sempre do claro para o escuro, que o branco não existe que é o branco que oferece o papel. Falamos da transparência e de como montar camadas a camadas, falamos de técnicas de aguadas e treinamos, como de técnicas de pintura (humido sobre humido, levantamento de cor, etc), falamos das cores,  falamos de como nasceu a aguarela e dos vário autores desde o inicio até aos dias de hoje. Embora o tempo foi reduzido para todo o conteúdo que existe, foi eficazmente aproveitado, e foi um bálsamo para a minha alma.

 

Com pena minha não continuo por lá, mas fiquei empolgada e quero continuar a trabalhar com aguarela. Já tenho mentalizado na minha cabeça que tenho de treinar sempre todas as semanas como se fosse ir ao ginásio. E para além disso faz me bem. Muito bem.

 

Sinceramente,

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BLOGGER
Sou a Sofia Gonçalves. 29 anos. Curiosa sem fim, exploradora de livros, advogada de boa comida, gestora de estados ansioliticos, caçadora de sonhos, escriba escrava da palavras da minha cabeça, pajem dos meus animais.

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