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The Daily Miacis

LEITURA // Que género vos surpreendeu e prendeu?

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As nossas papilas gustativas vão evoluindo à medida que crescemos por isso há coisas que vamos passando a gostar quando nos tornamos adultos. Embora a nossa memória sensorial nos mantenha alguns gostos sempre nossos, vamos descobrindo sempre novos sabores que passam a fazer parte de nós também.

 

O mesmo se passa com os livros. Acabamos por ter sempre tendência a manter-nos na nossa zona de conforto, a ler aquilo que nos dá mais prazer, que nos satisfaz e que já conhecemos. Embora os escritores tenham a sua forma de escrever bastante própria, a maior parte circunscreve-se bem dentro do género a que pertence a história. E ler aquilo que mais gostamos é bom, porque se ler é para nos fazer bem, temos que ler algo que nos saiba bem, certo? No entanto, a verdade, é que por vezes ignoramos histórias, temas, géneros, que até podemos torcer o nariz. Até que alguém nos diz, sugere, dá nos um livro para ler do género pois garante que vamos gostar daquele ou se queremos ler algo do género devemos começar por aquele. Experiência diz me que geralmente acontece duas situações: ou adoramos ou detestamos. Meio termo não acontece muito. 

 

Comigo nem começou assim. Começou com "Poirot" e "Miss Marple", séries de época e com personagens tão queridas. Começou com o Booktube e ver pessoal a ler mistério, e empolgado contar como chegamos ao final. Querer ler há muitos anos Agatha Christie porque é um clássico. E agora estou viciada no género. Quero, preciso da intriga, do mistério que está ao virar da página. Do ver o segundo significado de cada frase. Analisar a descrição das personagens. 

 

Isto surpreende me porque eu sempre fui uma menina de fantasia e ficção cientifica. Li claro livros de outro género, clássicos, romances, auto ajuda. Mas acabo sempre por ler mais fantasia e mais ficção cientifica. Agora acho que me vou encantar também com o crime e thriller, um género que nunca me chamou, nunca. Nem quando havia livros mais aclamados.

 

E vocês, aprenderam a gostar de algum género que não pensavam gostar?

 

Sinceramente,

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SÉRIES // Miss Fisher

 

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Conhecia esta série ainda antes do Netflix. Via quando tinha deixava o FOX Crime ligado depois de ter acabado um episódio de "Poirot" ou " Miss Marple". No primeiro episódio estranhei. Despertou me a curiosidade porque é de época e Sofia não resiste a nada que seja de época. Por exemplo ultimamente ando com uma vontade de rever " A Casa das setes mulheres" novamente. A época dos anos 20, do despertar do poder da mulher, encanta-me, mas o mesmo não se passou com Phryne Fisher, pelo menos à primeira vista. Achava uma personagem muito forçada, muito metidiça, com mania em demasia.

 

Continuo a achar uma personagem exagerada nalguns pormenores, demasiado show off e  muita vivacidade, mas depois de estranhar, entranhei. A verdade é que tem mais que se diga a Miss Fisher. À medida que os episódios vão passando vamos vendo que afinal tem mais profundidade do que mostra. A maneira dela ser até tem algum fundamento, ela esconde o mistério que não conseguiu resolver acerca da morte da irmã. Passou por muito, nunca escondendo que tem dinheiro, mas passou por várias fases na vida dela. E, temos bastante women power nesta série. Temos alguns episódios onde é mesmo abordado como as mulheres são tidas em contas, como ensinar etiqueta mas não se saberem proteger, não terem voz e por aí. 

 

MIss Fisher está rodeada por várias persoangens caricatas, como os empregados da casa, o investigador da polícia. Miss Dot é uma personagem tão querida e tão engraçada, como quando ela se debate por estar apaixonada por um protestante e ela ser católica. Para além de tudo a série é australiana e passa-se se na Austrália então temos algum background diferente.

 

E claro, os mistérios que  aparecem em cada episódio. Tentar saber quem fez o quê, é o que me prende. Vicia me! Acabo a dizer, não podia evitar, tenho que ler os livros.

 

Sinceramente,

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O que tenho lido #26

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A leitura partilhada da Outra Mafalda da Série Sevenwaters, tinha como leitura de Maio-Junho o terceiro livro " A filha da profecia",, de Juliet Marillier. Geralmente gosto de ler mais perto da discussão, mas depois da live onde se discutiu o segundo livro desta leitura, tinha que saber o que acontecia depois. 

 

Neste terceiro livro, já temos outra mulher com o papel principal. Ao contrário de Sorcha e de Liadan, esta personagem, Fainne, não tem uma peronalidade tão marcante, pois ela não acredita em si nem nas suas qualidades. Foi ensinada desde pequena que tem um sangue mau, e que nunca poderá ter luz na sua vida. Desde pequena que vive com o pai na caverna  de uma falésia, sendo ensinada na arte druida e de feitiçaria, sempre esperando que chegue o Verão quando o seu amigo, que pertence a um povo nómada, Darragh, chega. É o ponto alto da sua vida, pois senão o resto dos dias é no sossego da caverna a treinar arte com o pai ou só a acalmar a mente. Mas tudo muda quando a avó dela, Oonagh, aparece.

 

Nunca esperei que este livro levasse o rumo que levou. Desde o ínicio da série Sevenwaters que ouvimos falar das ilhas e que é preciso conquista las, mas nunca pensei que se iam tornar no foco principal da história. Neste livros estas ilhas finalmente tomam presença fisica sendo o cenário onde culmina toda a história. Fainne como já referi é uma personagem bastante introvertida, com falta de confiança e com uma missão nada fácil tendo em conta a sua falta de experiência com a vida, com a sua própria pessoa e a própria missão em si. Não é das personagens que mais me atraiu, até porque mesmo no final de tudo, depois de tudo o que ela faz, a verdade é que nem aí ela ganha mais confiança, nem em si nem nos seus poderes. 

Contudo ao contrário das sua antecessoras, cujo destino levou as a apaixonar por um homem inimigo da sua família, aqui Fainne não tem que provar nada, esse amigo sempre esteve apaixonada por ele e quando as coisas se resolvem,  são feitos um para o outro. Não só a relação dela com a cara metade é diferente porque enquanto Sorcha e Liadan passaram por uma fase de dúvida e sofrimento, Fainne nunca se apercebe só mesmo no final. Mas a própria contextualização na familia é totalmente diferente. Enquanto Sorcha e Liadan são a coluna da familia desde pequenas, são o coração da familia,curandeiras, com uma ligação espiritual enorme com a floresta. Fainne é criada fora desse meio, só com o pai numa caverna em que tinham dias que nem se falavam, e sem nenhuma ligação espiritual, só quando chega a Sevewaters é que começa a ter alguma ligação. 

 

A sensação que tenho é que existe um corte com as gerações anteriores. No segundo livro, com Liadan, vamos tendo uma passagem gradual da geração anterior que eram o foco da história e passamos aos poucos a ganhar mais carisma e conhecimento da nova geração. Aqui neste, também por localização da história, não temos essa passagem tão bem demarcada. Sabemos por alto o que acontece mas não temos muitas histórias do que se passou naquele salto temporal. Ainda assim, neste livro li muito melhor no ínicio que no anterior. Juliet Marillier tem um desenrolar muito lento da acção, e este livro não foi nenhuma excepção. Mas ver a história da Fainne, do dilema interior dela, e das viagens que ela faz, torna a leitura agradável.

 

Gostei do fecho para esta parte da Série Sevenwaters. Mas só tenho uma coisa a dizer: a Fainne não é romântica. Aquele última frase dela foi tão... fraca?

 

Sinceramente,

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Bitaite da Sexta #48

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Esta semana falava com um colega acerta dos graus de timidez. Sim graus, pois timidez quando afecta, pode atacar em vários graus. Desde aquela pequena vergonha em falar com desconhecidos, a passar pelo introvertido e acabar no "bicho do mato". Eu já fui muito "bicho de mato" agora sou só mesmo introvertida. Mas é complicado porque conciliar isso com o facto de eu medir as minhas respostas não é fácil, e pode se passar muitas vezes por antipático, o que não é nada simpático. Ser timido também é complicado, mas também nos pode salvar de algumas situações indesejadas. 

Quem faz parte da team timido?

 

E hoje começa a uma hostilidade, que é a Feira do Livro em Lisboa. Para mim está aberta oficialmente o Verão e os tempos das festas populares e feiras dos livros ao ar livre.

 

Que é que vão fazer este fim de semana?

 

Sinceramente,

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BLOGGER
Sou a Sofia Gonçalves. 29 anos. Curiosa sem fim, exploradora de livros, advogada de boa comida, gestora de estados ansioliticos, caçadora de sonhos, escriba escrava da palavras da minha cabeça, pajem dos meus animais.

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