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The Daily Miacis

O que tenho lido #31 + 365 dias com Poirot e Marple

 

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Li para o desafio 365 dias com Poirot e Marple o livro "Crime do ABC" e que lufada de ar fresco no desafio. Os livros andavam a entediar me um pouco, os crimes não estavam a chamar me muito a atenção. Mas já gostei mais da narrativa desta história.

 

Resumo:

Um assassino em série anda à solta e está decidido a matar de acordo com as letras do alfabeto. Em jeito de assinatura, ele deixa junto ao corpo de cada vítima um exemplar do ABC ¿ um guia dos caminhos-de-ferro, aberto no nome da cidade em que o crime foi cometido. Tendo começado em Andover para facilmente se deslocar para Bexhill e depois Churston, tudo indica que o assassino vai conseguir chegar ao fim do alfabeto. Mas a vaidade leva-o a desafiar Hercule Poirot, e esse é um erro pelo qual vai pagar muito caro...

 

Se querem que vos diga, acho que o resumo até nem está muito correto. A história começa com Hastings a visitar Poirot depois de outra temporada na Argentina. Após colocar a conversa em dia Poirot, este comenta que só tem os casos que o intriga e mostra uma carta que recebeu, provavelmente uma brincadeira de mau gosto, mas que ele tinha um pressentimento. Esse pressentimento realizou-se tal como o que dizia na carta. Assim temos o primeiro crime de Mrs Archer, em Andover, o primeiro crime do ABC. Assim continuou a chegar ao B, e ao C, e chegaria ao D, não tivesse ocorrido um engano no nome. Mas o assassino não é apanhado porque desafiou Poirot, no fundo é apanhado porque teve azar com as pessoas que o rodeavam, e assim se descobriu o caminho todo para a resolução.

 

Embora o Poirot não tenha muita acção no sentido de perguntar e procurar como naquelas histórias que eu costumo gostar mais, nas aldeias pequenas, aqui é quase as pistas vão ter com ele. No entanto não deixa de ser uma história bem engraçada, em que temos um Poirot mais calmo, e um Hastings sempre muito emotivo.

 

Nunca pensei que o criminoso era aquela pessoa, como nunca na minha vida imaginava como Poirot solucionou os crimes. É que a ligação este ambos é: zero.

Este já me deu mais vontade de ler Poirot, mas como mencionei este mês vou parar e recupero no próximo mes.

 

1 de Janeiro de 2018 “ O Misterioso Caso de Styl

 Sinceramente,

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Tête a tête com as mágoas

 

Para quem não sabe, iniciei me no mundo da acunpuntura. Já tenho duas sessões feitas e umas micro agulhas nas orelhas. Confesso que ainda fico nervosa, porque aquela coisa de estar cheia  de agulhas deixa me um pouco estranha e não, não tenho pânico a agulhas. Notei diferença? Ainda é cedo para dizer, a ideia deste tratamento é ajudar me nesta altura de desmame e relaxar a longo prazo. Ajudar me a ser independente.

 

Na segunda sessão passou se algo fora do normal. Quando me colocou as agulhas na perna direita doeu me bastante, e no final da sessão continuava a doer. Depois de conversar, fiquei a saber que segundo a filosofia oriental, quando guardamos mágoas no corpo, a energia concentra-se na barriga das pernas e nas omoplatas. Coincidência ou não são dois dos pontos que eu tenho mais problemas musculares: tenho contraturas infinitas na omoplata e imensas caimbras nos pés. 

 

Colocando os pontos nos "is": eu não acredito em nenhuma  religião per se. Cheguei a pensar uma altura que era Budista mas sei que não sou pois também tem pontos na sua religião com os quais não concordo. A religião existe porque nós humanos precisamos de acreditar em algo superior a nós, algo que nos dá fé e esperança, e que explique aquilo que não conseguimos explicar. Eu também não acredito muitos nas filosofias das energias porque há coisas que eu, como pessoa da área da ciência, não consigo ouvir e pensar na forma deles, eu simplesmente quebro aquilo nos átomos e nas formulas, e penso de uma forma crtiica. Mas há coisas que acredito que não conseguimos explicar, acredito que a energia flui sim porque nós somos energia, acredito que existe algo superior a nós que não conseguimos explicar e que deve se manter assim, porque há coisas que não precisamos de entender, é demais para compreendermos, quando nós complicamos o quão simplificados que nós somos. 

 

Mas, ao falar das mágoas, não deixei de pensar que até não era de todo errado porque mágoas já as colho há muitos anos. E quando comecei a pensar nas razões das mágoas, naquelas que fui guardando nas pernas e nas costas, comecei a pensar aos anos que tenho isto guardado. Ao tempo que caminho de costas curvadas com isto. Sim mandei para as costas, virei lhes a cara mas elas continuam lá, escondidas na sombra. E pensei para mim, eu tenho que ter um tête a tête com as mágoas, tenho que as alinhar, sentar, falar com elas e dizer que isto não pode continuar, que não somos felizes assim e que temos de partir cada uma para o seu lado.

 

A aprendizagem é aquela cicatriz que fica de uma experiência, que mostram a nossa história, mas quando fica a mágoa, é como uma farpa que fica ali no meio da cicatriz, e que nunca mais deixa a cicatriz curar por completo.

 

Por isso vou me sentar e falar com as minhas mágoas. Porque tenho de ser feliz e tenho de continuar em frente.

 

E quero ser mais leve.

 

Sinceramente,

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O que tenho lido #30

 

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A leitura de Maio/Junho do Clube dos Clássicos Vivos, foi " A volta ao mundo em 80 dias" de Julio Verne. Votei neste clássico, pois há muitos anos que o queria ler. Foi uma leitura agradável, sem dúvida, no entanto desiludiu-me. Por alguma razão tinha ideia de que seria uma viagem emocionante e linda pelos diversos aromas, sabores e cores do mundo. Mas acabou por ser um sem fim de mudanças de veículos sem qualquer tempo para ver o que se passava ao redor, e com muita pouca emoção pelo meio. É um livro que fez um bom balanço entre demasiada descrição - demasiado lamechas. Mas o resultado foi uma linha de narrativa, que não nos aquece nem nos arrefece.

 

Phillea Fogg é um gentleman no sentido lato da palavra, é um inglês no sentido nato da nacionalidade: ele não tem qualquer sentimento e quando tem, não conseguimos prever nenhum alteração quimíca no corpo dele que nos mostre um fenótipo emocionante. Como tal, quando assistimos à discussão que gera a aposta em que como Philleas Fogg dá a volta ao mundo em 80 dias, vemos no discurso dele que aceita aquilo como um facto, como dizer que consegue tomar um banho em 5 minutos. 

 

A aventura começa assim, pouco sabemos da vida de Philleas Fogg, mas também ao longo da história pouco mais ficamos a saber dele. Sabemos que é um homem em que o relógio vive segundo a vida dele, e rotina está lhe na alma, no sangue, em tudo. Acabamos por gostar mais do empregado que ele contrata no próprio dia em que sai para empreender na viagem que até aquele momento todos pensavam impossivel. Passpartout, é deveras a personagem querida e que nos dá alguma visão do que está a acontecer, e que nos consegue criar alguma ligação à história. Com isto Philleas Fogg com Passpartou de Londres, e viajam em direcção à India, onde acontece o primeiro percalço da viagem em que Philleas Fogg salva uma donzela da morte certa, e onde também entra no percalço deles o principal obstáculo deles, o antagonista, que pensa que Philleas Fogg foi o ladrão que roubou o Banco de Inglaterra. Com este grupo viajamos pelos mundo, em 80 dias, passamos pelos pontos principais da Inglaterra colonial, e é isto. É uma forma bem rápida de dar a volta ao Mundo. A leitura é tão fluida que facilmente vemos os pontos chaves de cada país, mas nada demais: sabemos que estamos na América porque o comboio é atacado por Índios, estamos na Índia porque andam num elefante, e no Japão porque o pessoal anda vestido de Kimono. As descrições do contexto do ambiente, falham. É óbvio que para um livro com esta história se fosse a descrever tudo como devia a coisa, não saiamos mais do sitio, e uma viagem de oitenta dias ainda parecia um ano. Aliás, nem é o intuito deste livro. É um clássico de aventuras, em que as personagens saltam de uma acção para a outra sem muita pausa.

 

Recomendo este livro no sentido de que é um clássico faz parte da literatura, e é uma leitura agradável. É um bom livro para levarem na carteira ou mochila, e lerem em locais que não estão muito atentos à história porque de facto não precisam de muita atenção ao pormenores: eles viajaram desta história.

 

Sinceramente,

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Bitaite da Sexta #53

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Esta semana, vá se lá saber porquê (se calhar são as limpezas da primavera atrasadas) era só colchões à beira dos caixotes do lixo, espalhados pelas estradas que percorro. Veio logo à minha cabeça que gente preguiçosa, que não pode pegar no telefone e pedir o camião de recolha da câmara que é de GRAÇA para recolher estes objetos grandes, movéis, e outro tipo de lixo até. Muitas pessoas  podem até não ter essa informação, mas sei por conhecimento de causa, que muitos não se querem dar ao trabalho porque já viste ter o colchão se calhar duas semanas fora do sitio, à espera que venha o camião? E ainda ter que o levar perto da porta para o senhor pegar nele?

Assim conclui eu, que o problema do nosso país não é falta de dinheiro ou riqueza nele, problema do nosso  país é mesmo falta de cidadania e civismo. Se tivessemos metade do que têm, olhem os japoneses que até nos jogos de futebol apanham o lixo deles, resolviamos logo muitos problemas de corrupção, desvio de dinheiro, fogos florestais, condições das infraestruturas em Portugal. Não era logo uma grande fatia do orçamento do Estado?

 

Oh Marcelo, acho que devias ir ao Japão e trazer de lá pessoal para nos dar uma lavagem cerebral aula.

 

Dizem que o fim de semana é mesmo de chuva. Aproveitem e ponham a leitura em dia, participem nos desafios de Book Bingo Leituras ao Sol, no Ler os nossos, ou mesmo no 365 dias com Poirot e Marple.

 

E não se esqueçam de votar no livro do clube Companhia da TInta!

 

Queria vos dar mais umas sugestões de posts mas infelizmente não tenho conseguido colocar em dias as minhas leituras. Espero que no final da próxima semana já consiga repor a  minha rotina normal, porque tem sido muito biolento no trabalho

 

PS: Se desaparecer nas próximas duas semanas não é por causa do trabalho é por acho que vou ficar mesmo sem net. Mudança de operadora.

 

Sinceramente,

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Sou a Sofia Gonçalves. 29 anos. Curiosa sem fim, exploradora de livros, advogada de boa comida, gestora de estados ansioliticos, caçadora de sonhos, escriba escrava da palavras da minha cabeça, pajem dos meus animais.

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