Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

The Daily Miacis

Bitaite da Sexta #45

ceramics.png

Já vos confessei que invejo a vida dos meus animais? Geralmente essa inveja atinge o seu pico máximo em duas situações: em dias de muita chuva, e quando acabam as férias e tenho de voltar ao trabalho. Se está calor vão para o jardim, torram ao sol ( o Chewie na barriga é mais moreno que eu); se está frio vêem para casa, e dormem quentes o tempo que querem. Não era a vida boa? Quando reencarnar, quero ser um Chewie numa casa como a minha. 

 

O livro que ganhou para o clube de leitura Companhia da Tinta foi "À boleia pela galáxia" de Douglas Adams. Quem vai participar na leitura e ver o filme? Para discutirmos juntos depois?

 

Partilharam num grupo de leitura em conjunto este vídeo da escritora V.E. Schwab e é superbo! Mostra com toda a genialidade que não tem que exister preconceitos com leitores de fantasia e entre os próprios leitores desse género. Vejam, vale a pena. O discurso dela é meia hora, a restante meia hora é ela a responder perguntas. Mas o discurso é lindo!

 

Este domingo é o dia da Mãe, não se esqueçam de mimar as vossas mães seja qual for o nível de parentesco.

 

E hoje, como não podia deixa de mencionar é, 4 de Maio, dia internacional de Star Wars! Como fazemos sempre, é dia de ver um filme, e eu vou ler as BD's que tenho cá em casa de Star Wars que ainda não li, como forma de também participar no #maratonaespacial da Melina Souza. Não se esqueçam: may the fourth be with you!

 

ca90afba82f8b8d0255527dd94fb6cc0.jpg

Sinceramente,

20099812_ua1Qu.png

 

 

Ciclo leitura Maio Junho

350x.jpg

O livro que ganhou a votação do clube de leitura é " À boleia pela galáxia" de Douglas Adam. (The Hitchiker's Guide to the Galaxy).

 

Resumo:

"Segundos antes de a Terra ser destruída para dar lugar a uma auto-estrada intergaláctica, o jovem Arthur Dent é salvo pelo seu amigo Ford Prefect, um alienígena disfarçado de actor desempregado e que se encontra a trabalhar numa nova edição do Guia Para Quem Anda à Boleia Pela Galáxia. Juntos, viajam pelo espaço na companhia do presidente da galáxia (ex-hippie, com duas cabeças e três braços), Marvin (robô paranóico com depressão aguda), e Veet Voojagig (antigo estudante obcecado com todas as canetas que comprou ao longo dos anos). Onde estão essas canetas? Porque nascemos? Porque morremos? Porque passamos tanto tempo entre as duas coisas a usar relógios digitais? 

Se quer obter estas respostas, estique o polegar e apanhe uma boleia pela galáxia. Adams satiriza capitalismo, governo, grandes corporações, religião organizada, militarismo… Simplesmente delicioso!"

 

Estou curiosa para ler este livro! Já ouvi óptimas opiniões e depois ainda dá para ver o filme!

Quem vai participar?

 

Sinceramente,

20099812_ua1Qu.png

 

O que tenho lido #18

as brumas de avalon.jpg

 A leitura deste mês do Clube de Leitura Companhia da Tinta foi "As brumas de Avalon - A Senhora de Magia" de Marion Bradley. Já queria ler este livro há muito tempo, até porque vi o filme estava eu na minha adolescência ou seja, há mais de uma década, e na altura achei uma história bonita e interessante. O poder do feminino sempre me atraiu, e neste livro o que não falta são demonstrações desse poder. O problema é que exatamente por já ter visto o filme, o factor surpresa desapareceu. Então foi mais uma lembrança do filme que outra coisa.

 

Esta história é um retelling se pode se usar este termo, da lenda do Rei Artur. Toda a mística que existe à volta dessa lenda está aqui: temos a famosa espada Excalibur, temos uma Senhora do Lago, temos Merlin, temos Guinevere embora com outro nome, temos os principais cavaleiros da Távola Redonda, e temos Morgaine. A história pode não ter muitos feitiços com com dragões e outras coisas que tais, mas a magia lá está. Está presente de uma forma tão natural, tão orgânica que facilmente faz parte da história e de todo o mundo. Estanto contextualizado no mundo Celta, esta mística ligada à natureza é tão facilmente compreensivel e facilmente percebemos.

 

Esta história começa ainda Artur não nasceu, aliás Artur é quase uma criança até 2/3 do livro. Começamos com a mãe de Artur, uma jovem de 18 anos, e com toda a máquina que vai entrar em acção para que Artur seja gerado e chegue ao trono de uma Britânia que começa a ser invadida em grande por uma nova religião que os romanos trouxeram: a religião Cristã. Esta religião é o total oposto da que até agora se tinha mantido. A mulher que até aí tinha um papel importante e de peso, passava a ser um objeto de pecado, que tem de se manter num canto e fazer filhos basicamente. Depois de cerca metade do livro que é do ponto de vista da Igraine, passamos para o ponto de vista de Morgaine, que sendo meia irmã de Artur, pertence à linhagem real de Avalon, e tendo o dom, vai para a ilha, para ser treinada como uma grã-sacerdotisa. E é partir daqui que a intriga adensa mais.

 

Para mim toda a história deste livro tinha tudo para me deixar encantada: Inglaterra, Celtas, femininismo, e fantasia. No entanto não mexeu comigo como estava à espera. Como mencionei, ter visto o filme e mesmo que há muito, tenho muitas lembranças. Então sabia os pontos chave da história e já não me surpreendia. A única coisa que fiquei surpresa no livro é como é Viviane, a tia de Morgaine e Senhora de Avalon. No livro é descrita como pequena, morena, fria mas ao mesmo tempo terna. Angelica Houston é tudo menos pequena.

 

O que mais gostei de tudo foi  a escrita. Embora a  edição que tenho tem bastante erros ortográficos, a escrita é facil, é fluida, não tem palavras ou comparações muito complexas. Algumas descrições podiam estar mais estruturadas mas tirando isso a escrita é tão dinâmica, interativa com a história, que é um livro tão fácil de ler. Não temos momentos com descrições gigantescas de um lugar ou um momento, temos descrições que vão aparecendo aqui ou ali, fazendo parte da história, não estando soltas. Ou seja temos a visualização de tudo no momento certo sem ficar entediado. 

E está de tal forma tão impregnada na história que mesmo descrições dos rituais que faziam, como matar animais e banhar se em sangue, aquilo é de tal forma escrito banal, que não provoca choque. Pelo menos em mim, eu li e não fiquei enojada nem chocada. Mas também não fiquei chocada com a revelação que acontece depois, ou seja posso estar a ser influenciada pelo filme. Ler um livro depois do filme não é mesmo nada a melhor das sensações.

 

Quem participou na leitura? Gostaram?

 

Sinceramente,

20099812_ua1Qu.png

 

O que tenho lido #14

I-Robot.jpg

Para os meses de Janeiro e Fevereiro, o livro escolhido no clube de leitura "Companhia da Tinta" foi "I Robot" de Isaac Asimov. Este livro também contou para o projeto da Raquel e da Mariana, dos 101 livros de fantasia e ficção cientifica.

 

Quando olhei para a estrutura do livro fiquei um pouco surpresa pois não contava que o livro fosse dividido em 9 contos, nas poucas críticas que li acerca dele não tinha visto comentários mencionando os contos. A linha de história não tem nada a haver com o filme. O filme, apenas aproveitou algumas premissas que Isaac Asimov apresenta neste livro, como as 3 leis robóticas:

1. Um robot não pode magoar um ser humano ou através de inacção deixar um ser humano magoar-se a si próprio.

2. Um robot deve obedecer a ordens dadas por ser humanos excepto quando essa entra em conflito com a lei 1.

3. Um robot deve proteger a sua existência excepto quando essa protecção entra em conflito com a lei 1 e 2.

 

Os contos não estão relacionados entre no si no sentido que se lerem o conto número 9, e depois o número 3, percebem o enredo da história sem necessidade de conhecimento prévio. Contudo, tem mais sentido ler por ordem pois os contos são nos apresentados por ordem cronológica da evolução histórica dos robots e da sociedade humana claro. Começamos o primeiro conto com um robot que não falava e era a ama de uma criança, e acabamos com um conto onde nos é apresentado como está dividida a sociedade mundial em 4 grupos principais conforme a organização geográfica maioritaritariamente e como cada grupo tem um mega  máquina que resolve e administra os problemas da região.

 

Asimov criou aqui uma obra de arte de ficção cientifica, e as questões morais e éticas apresentadas são tão presentes e  intemporais na minha opinião, que facilmente nos identificamos. Temos que pensar que no contexto em que o livro foi escrito, pós guerra, houve um avanço técnológico enorme e existia uma mitologia por assim dizer à volta da tecnologia. Hoje em dia já não pensamos com tanta admiração porque já temos a tecnologia no dia a dia como garantida. E questões como se calhar apresentadas no primeiro conto em que uma criança não brinca com outros da sua idade nem liga muito a animais porque queria o seu robot, já não nos assusta tanto (como deveria) como se calhar naquela altura. Ainda assim não deixam de ser questões importantes porque todos os contos têm uma questão ético-moral desde os robots cujo trabalho entra em conflito com a programação deles, o robot que não acredita que sendo tão avançado fosse criado por humanos e por isso criou uma fé à volta do computador central (o meu conto favorito), até robots programados com uma lei robotica alterada e super máquinas que se auto protegem.

Como já referi a única relação entre os contos é a ordem cronológica mas as personagens que habitam lá também aparecem várias vezes como Powell e Donovan, e Dra Susan Calvin a psicóloga de robots. A construção das personagens é fantástica, temos Powell e Donovan os engenheiros que testam os robots que não gostam muito do seu trabalho e que suspeitam quase sempre de algo maléfico quando existe uma falha nos robots. E temos a Dr Susan, fria, calma, mas que no fundo é uma pessoa simples porque sabe  pensar como os robots. Existe uma frase que ela diz num dos últimos contos que adorei. Diz que os robot e os humanos estão mundos àparte, pois os robots são essencialmente decentes. Penso que esta frase resumo muitos dos dilemas que são apresentados em cada conto: basicamente, a falta de humanidade não tem que ser um defeito, por vezes a própria humanidade é que deturpa os problemas. 

 

São histórias rápidas de ler, interessantes. Podem ter algum nível de linguagem técnica elevada numa frase ou outra, mas facilmente se digere.

 

Aconselho, e fiquei ainda com mais curiosidade de ler as restantes obras deste autor Russo.

 

Sinceramente,

20099812_ua1Qu.png

 


BLOGGER
Sou a Sofia Gonçalves. 29 anos. Curiosa sem fim, exploradora de livros, advogada de boa comida, gestora de estados ansioliticos, caçadora de sonhos, escriba escrava da palavras da minha cabeça, pajem dos meus animais.

thedailymiacis@gmail.com

Mais sobre mim

foto do autor


Some blog design Written by Joana

Copyright © The Daily Miacis