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The Daily Miacis

Na minha prateleira

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Dizem vocês que ela está louca, dois posts  no mesmo mês de livros comprados, depois de ter dito que ia poupar? Yes, I have been a naughty girl.

Tem sido dificil resistir,  tenho falhado neste ponto. Já tinha mencionado no post anterior que comprei uns livros a mais. Alguns era para as leituras que tinha de fazer, outros eram livros há algum tempo procurados. Outros... foram impulso. Em compensação. todos os livros desta lista, todos, são em segunda mão, foram comprados usados.

 

Como leitura do clube de leitura Companhia da Tinta, temos o primeiro livro da saga " As brumas de avalon" de Marion Zimmer Bradley, e por isso quis comprar. Contudo, não sou grande fã da edição recente da Saída de Emergência, e para além disso, na Wook que é onde costumo comprar, estava tanto esta edição como a nova esgotados! Nem procurei noutros sites, lembrei me de ver se tinha outra edição no Olx, e não é que encontrei numa capa que eu adoro , e logo o primeiro e segundo livro a um bom preço? 

No desafio Sevenwaters, Março/Abril correspondiam aos meses para ler " O filho  das sombras" de Juliet Marillier, o segundo volume da saga. E pela mesma lógica do livro para o clube de leitura lembrei me de procurar no Olx, porque não gostava muito da capa da nova re-edição. Encontrei a edição antiga em segunda mão, como novo! Nem dobras na espinha dorsal tem. Considero este livro um bom achado.

Estamos a fazer uma leitura partilhada de "O senhor dos anéis", e é um crime da minha parte ainda não ter lido "O Hobbit" de J.R.R. Tolkien. Vá, uma das minhas desculpas era porque nem sempre encontrava a edição em português da Europa-América, porque livros com capas de filmes, Sofia não compra, nah-ha! Decidi procurar só por curiosidade, com intuito nenhum de comprar, mas vi a edição que comprei a um preço bom e em boas condições, então foi impulso. Foi um impulso com anos de premeditação, posso resumir desta forma.

Os livros de compras de impulso mesmo foram os próximos. A Mafalda (pareço um pouco stalker mas ela costuma ter listas de livros que são bem ao meus gosto) mencionou num video há uns meses que este ano ia ler um livro do Pabre Brown. E, até como ando numa onda de livros policiais, pensei que gostaria pelo tema e o contexto. Por o acaso, encontrei estes dois livros vendidos num lote de livros de um alfarrabista no Olx. São dois livros que tenho alguma curiosidade para ler, pois é de um padre com uma aptidão para analisar a natureza humana algo que se diria que seria comum nesta profissão. Comprei então " A inocência do Padre Brown" e "O escândalo do Padre Brown" de G.K. Chesterton.

Por fim, comprei livros escritos por Philip K. Dick e da Ursula K. Le Guin da colecção Argonauta. Gosto destes livrinhos pequeninos com estas capas antigas. Os títulos comprados de Philip K Dick foram " Depois da Bomba", "A Arma Impossível", "O homem do castelo alto 2" (sim este foi uma compra ridicula não vi que era o 2), e "Os Jogadores de titã". Os titutlos da Ursula foram "Expulsos da Terra", e " O mundo de Rocannon". Foram por mera curiosidade, há bastante tempo que quero ler algo desta autora que faleceu este ano.

 

Embora tenha sido bem fora do orçamento penso que foram boas compras. Agora é ler tudo!  Desta lista qual é o que vocês gostariam de ler? Vão participar na leitura do clube do livro?

 

Sinceramente,

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O que tenho lido #11 + 365 dias com Poirot e Marple

 

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Este é o segundo livro do desafio 365 dias com Poirot e Marple. É o segundo livro que lemos com o detective Hercule Poirot, intitulado "O crime no campo de golfe" de Agatha Christie, obviamente.

 

Neste livro, tal como o primeiro que já li, é Hastings que faz as descrição da história. Começamos com uma carta que Poirot recebe de um cliente a pedir ajuda. Eles vão logo ao encontro dele, mas como seria de esperar, chegaram tarde. Todo o processo de começar a detectar um culpado inicia-se e Poirot desta vez tem um concorrente no que toca a dedução, um detective francês que até a mim, já  enervava. Poirot começa a fazer questionários à esposa da vitima, depois ao pessoal que trabalhava na casa, ao filho, vizinhos, até que temos tanta informação em mão, que para mim, fico sempre surpreendida como Poirot deduz de uma virgula, o resto da frase.  

Nesta história, a acção é densa porque para além do crime em si que se tem desvendar, existe uma história falsa criada e que é preciso primeiro a resolver para se compreender o que passou. Todos têm uma agenda secundária, mesmo quem quer ajudar. E Poirot, embora um pouco perdido inicialmente, desvenda o autor do crime, e ainda faz de "casamenteiro" pelo caminho. 

Engraçado que neste livro, ao contrário do anterior, adivinhei logo à primeira quem foi, embora tenha ficado depois um pouco indecisa mas, sem saber como, disse que era aquela pessoa logo pela primeira descrição que Poirot que dessa mesma personagem.

 

Confesso que gostei mais deste livro relativamente ao anterior. A mudança de cenários ajudou, Poirot viaja da Inglaterra para França, aí a casa tem vários locais dentro da própria da casa, temos os vizinhos, e histórias de personagens que nos transportam para outros locais, histórias dentro de histórias. Aqui nesta narrativa para além da mentira gerada para deturpar uma acção, temos um crime realizado com base noutro crime já antigo, temos um triângulo amoroso e dois corpos sem ligação. No anterior como só tinhamos o cenário da casa e pouco mais que isso, era quase sempre um pouco mais do mesmo. Hastings, como referi neste também é o narrador e que nos faz sentir bem de certa forma, pois vemos que ele é humano, facilmente liderado por emoções e por isso com a visão ofuscada no que toca a factos.

 

Como sempre, Agatha Christie criou um enredo simples e ao mesmo tempo denso que nos é dificil desvendar à primeira o que se passou. É incrivel! A verdade é que nunca temos os dados todos pois assim seria fácil, mas é complicado perceber o que se passou. Gosto destas leituras pois são leituras fáceis mas que nos preendem pois queremos saber sempre mais para desvender a história. E têm um inicio e um fim demarcados, acabam quase por ser como um conto.

1 de Janeiro de 2018 “ O Misterioso Caso de Styl

Para quem leu: gostaram mais desta história? De quem desconfiavam? Fariam o mesmo que Hastings fez,  mesmo implicando ir contra o Poirot e impedir a resolução de um crime?

 

Sinceramente,

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O que tenho lido #8 + 365 dias com Poirot e Marple

 

**Spoiler Alert - Senão leram " O misterioso caso de Styles mas vão ler recentemente é melhor não ler este post**

O desafio 365 dias com Poirot e Marple começou há 15 dias. Hoje começa a leitura do segundo livro, " O crime no Campo de Golfe".  

 

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Eu já terminei a leitura do primeiro livro intitulado " O misterioso  caso de Styles". Li muito rápido, a escrita da Agatha Christie é sempre muito fluida e fácil de ler. Contudo, e pelo que já vi na discussão, não fui a única a ter problemas nos nomes das personagens femininas. A autora por vezes usava o nome próprio, outras vezes o apelido. Eu confundia sempre quando falava de Evelyn ou da Cynthia, foram as duas personagens que tinha de parar um pouco para ver quem era quem.

 

O detective-mor deste livro é Hercule Poirot que é nos apresentado como um refugiado Belga da segunda guerra mundial. Contudo a sua fama já o precedia, e já o conheciam como um majestoso detective na polícia Belga. O narrador desta história é Hastings um dos amigos de Poirot, que é convidado para a casa de John Cavendish, um amigo de infância que quando viu que Hastings estava em licença o convidou a passar uns dias na casa de família dele, daquelas casas com muitos quartos, terrenos e empregados, tipicamente inglesa. Tudo corre bem até que, claro ou não seria isto um livro da dama do crime, morre a madrasta de John Cavendish. Desde o momento em que ocorre a morte até ao momento em que nos é revelado por Poirot o criminoso, é uma roda viva de eventos, de conversas soltas, de descrição de divisões, e de acções de personagens. Claramente tudo sempre muito claro mas sempre manipulado de forma a que nós, leitores nunca nos apercebemos. Neste caso a história acaba por se tornar um pouco monótona, ao fim de algum tempo porque não há muita história para além daquela que rodeia a casa, porque a vida de quase todos os membros da família se passava na casa. No entanto temos personagens interessantes, talvez a minha favorita foi Mary Cavendish. É uma personagem com alguma complexidade e que nunca entendemos bem o que vai fazer a seguir.

 

Eu confesso que estava convencida desde o inicio que o assassino era Lawrence, o irmão de John. Para mim era aquele personagem meia apagada, com umas atitudes um poucos bruscas e estranhas mas que não tinha tido muita visualização desde o inicio. Por isso estava eu no meu crer que ia ser ele. Mas quando, Poirot diz quem é o assassino, confesso, senti-me enganada! Fui a única? Tive o sentimento que tinha sido propositadamente levada a crer que não podia ser quem realizou o assassino. 

 

Correu bem para primeira leitura. Venham mais!

 

E vocês, estão a participar no desafio #365diascompoirotemarple? Vão participar?

1 de Janeiro de 2018 “ O Misterioso Caso de Styl

Sinceramente

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Sou a Sofia Gonçalves. 29 anos. Curiosa sem fim, exploradora de livros, advogada de boa comida, gestora de estados ansioliticos, caçadora de sonhos, escriba escrava da palavras da minha cabeça, pajem dos meus animais.

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