Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

The Daily Miacis

Ciclo leitura Maio Junho

350x.jpg

O livro que ganhou a votação do clube de leitura é " À boleia pela galáxia" de Douglas Adam. (The Hitchiker's Guide to the Galaxy).

 

Resumo:

"Segundos antes de a Terra ser destruída para dar lugar a uma auto-estrada intergaláctica, o jovem Arthur Dent é salvo pelo seu amigo Ford Prefect, um alienígena disfarçado de actor desempregado e que se encontra a trabalhar numa nova edição do Guia Para Quem Anda à Boleia Pela Galáxia. Juntos, viajam pelo espaço na companhia do presidente da galáxia (ex-hippie, com duas cabeças e três braços), Marvin (robô paranóico com depressão aguda), e Veet Voojagig (antigo estudante obcecado com todas as canetas que comprou ao longo dos anos). Onde estão essas canetas? Porque nascemos? Porque morremos? Porque passamos tanto tempo entre as duas coisas a usar relógios digitais? 

Se quer obter estas respostas, estique o polegar e apanhe uma boleia pela galáxia. Adams satiriza capitalismo, governo, grandes corporações, religião organizada, militarismo… Simplesmente delicioso!"

 

Estou curiosa para ler este livro! Já ouvi óptimas opiniões e depois ainda dá para ver o filme!

Quem vai participar?

 

Sinceramente,

20099812_ua1Qu.png

 

O que tenho lido #21

Download-O-Filho-Das-Sombras-Trilogia-Sevenwaters-

Março e Abril, na leitura partilhada do Sevenwaters que A Outra Mafalda está a fazer, foram os meses para ler " O filho das sombras", o segundo livro da colecção Sevenwaters, de Juliet Marillier. Consegui comprar esta edição no OLX, com esta capa que é mais gira que a edição mais atual, penso eu.

 

Neste segundo livro já entramos numa nova geração, temos os 3 filhos da Sorcha e do Red. A história é contada por Liadan, que tal como a Mãe Sorcha, é o coração da floresta. Ganhou o dom da cura e da Visão e como tal também percebe melhor a magia encerrada naquelas florestas. As criaturas encantadas resolvem aparecer de novo e lançar o seu desafio, e avisam a Liadan que ela não deve sair da floresta.  Por vias do destino (ou não) Liadan, descobre algo que muda a vida que até agora conheciam, e em consequência disso um dia a caminho de um local é raptada por um grupo de homens mercenários, para salvar a vida de um homem. Esses homens são comandados por o Homem Pintado, um homem cuja vil fama o precede. Mas Liadan ao longo do tempo que tem de passar com este, reconhece que a sua fama  não demonstra a realidade, e acontece algo inesperado.

 

Para quem odeia inícios lentos este livro é terrível. "A filha da floresta" tem um início lento mas, o desenrolar da história a  conhecer as personagens e o ambiente acaba por tornar a leitura mais agradável, mas neste livro é tortuoso em certa fase porque avança terrivelmente devagar e inicialmente acho as conversas um pouco infantis. Sorcha, se bem me lembro é mais nova que a filha Liadan na fase em que começa o livro, e ainda assim parece me mais adulta. Pelo menos é a sensação que tenho.

 

Relativamente à fantasia, também não gostei da fantasia deste. No primeiro livro sentia mais a descrição e a forma de as personagens reagir, era uma magia mais orgânica, mais natural. As próprias tradições das épocas, as histórias, tudo, é mais ritualistico. "O filho das sombras" também tem mas não consegui sentir aquela ligação, aquela sensação natural.

 

No entanto nem tudo é mau neste livro. Posso dizer que até metade da história não estava lá muito convencida. Pior, eu estava a adivinhar muitas coisas como: eu descobri logo no inicio de quem o Homem Pintado era filho. Mas nos últimos dias do rapto da Liadan até ao fim, gostei muito. O final foi um pouco inesperado porque eu já estava a imaginar um final bonitinho tudo feliz mas não foi assim que aconteceu. E o romance é daqueles apaixonantes, não é tão educado como no caso de Sorcha e Red. Outra coisa bem conseguida é a transferência de gerações, as personagens antigas aparecem e muito gradualmente vão dando o palco às novas, o que é bom.

 

Embora com vários pontos que não gostei ainda dei uma boa pontuação no Goodreads porque é inevitável não gostar da história. Ainda assim no geral, gostei mais  de " A filha da floresta", nesse eu remoia, eu senti mesmo a história. Aqui não, embora acabe por gostar mais de Liadan que Sorcha. 

 

Estou curiosa para ler o próximo!

 

Sinceramente,

20099812_ua1Qu.png

 

O que tenho lido#20+365 dias com Poirot e Marple

(tinha uma foto, mas não a passei antes do telemóvel falecer; em sua honra hoje não há foto)

 

Bem já passamos a barreira do quarto do desafio 365 dias com Poirot e Marple! Já só faltam três quartos! Estou a gostar bastante do desafio de ler estes livros de Agatha Christie, o intervalo de leitura é aceitável para os livros que são, e embora por vezes me farte um pouco da história quando tem linhas semelhantes a outras, não consigo deixar de ler porque quero saber quem é, e tenho tanto carinho pelas personagens principais que não consigo desligar. Quando acabar o desafio penso que vou estar algum tempo a ressacar pelas personagens.

 

Se nunca leram Agatha Christie e querem saber como é sem enredos muitos grandes, este livro é o correto. "Os trezes enigmas" é uma história em que voltamos a ter como protagonista a nossa querida Mis Marple, aquela velhota com olhos azul desmaiado, e que faz tricot enquanto resolve um crime na mente dela. Enquanto lia este livro pensava para mim que quando chegar à idade dela espero ter desenvolvido a sagacidade mental que ela tem. Na aldeia já vivo, só me falta o estudo da natureza humana que ela tem! "Os trezes enigmas" não é um livro normal no estilo até agora seguido por Agatha Christie. Começa com um jantar na casa da Miss Marple, do seu sobrinho Raymond e uns amigos deles, em que resolvem criar um clube para resolver enigmas. Cada um conta uma história de um crime e os outros têm de resolver. Miss Marple passa a perna a todos e resolve tudo com uma inocência infantil. Após esse jantar um dos amigos de Raymond, o Sir Henry, antigo policia da Scotland Yard, resolve ao jantar com uns amigos em St Mary Mead convidar a Miss Marple pois ficou encantado com a sua mente.E nesse jantar voltam ao jogo: cada um conta um crime e os outros resolvem. O último enigma é de facto um crime a acontecer em tempo real, em que Miss Marple dá o nome do criminoso a Sir Henry e pede que confirme se de facto está certa.

 

É uma linha diferente do habitual, mas a sua leitura foi bastante agradável. Penso que é quase como um livros de contos, contos policiais dentro de um só livro. Mas exatamente por ser uma história mais pequena ainda temos menos imagem do que está a acontecer e por isso é mais díficil de resolver os crimes. Ainda assim acaba por se tornar saboroso o livro porque temos tantas personagens, tantas histórias e acontecimentos, tantos segredos, que estamos constantemente a ser apresentados a novas histórias.

 

Não tenho muito a acrescentar a este livro. Somente que quem para nunca leu e gostaria de ler Agatha Christie e tem dúvidas, talvez este não seja mau livro para começar , temos quase como "trailers" do que são as histórias completas da Agatha Christie. Este livro prova como esta é de facto a Dama do Crime e como a sua mente era genial.

1 de Janeiro de 2018 “ O Misterioso Caso de Styl

Sinceramente.

20099812_ua1Qu.png

 

O que tenho lido #18

as brumas de avalon.jpg

 A leitura deste mês do Clube de Leitura Companhia da Tinta foi "As brumas de Avalon - A Senhora de Magia" de Marion Bradley. Já queria ler este livro há muito tempo, até porque vi o filme estava eu na minha adolescência ou seja, há mais de uma década, e na altura achei uma história bonita e interessante. O poder do feminino sempre me atraiu, e neste livro o que não falta são demonstrações desse poder. O problema é que exatamente por já ter visto o filme, o factor surpresa desapareceu. Então foi mais uma lembrança do filme que outra coisa.

 

Esta história é um retelling se pode se usar este termo, da lenda do Rei Artur. Toda a mística que existe à volta dessa lenda está aqui: temos a famosa espada Excalibur, temos uma Senhora do Lago, temos Merlin, temos Guinevere embora com outro nome, temos os principais cavaleiros da Távola Redonda, e temos Morgaine. A história pode não ter muitos feitiços com com dragões e outras coisas que tais, mas a magia lá está. Está presente de uma forma tão natural, tão orgânica que facilmente faz parte da história e de todo o mundo. Estanto contextualizado no mundo Celta, esta mística ligada à natureza é tão facilmente compreensivel e facilmente percebemos.

 

Esta história começa ainda Artur não nasceu, aliás Artur é quase uma criança até 2/3 do livro. Começamos com a mãe de Artur, uma jovem de 18 anos, e com toda a máquina que vai entrar em acção para que Artur seja gerado e chegue ao trono de uma Britânia que começa a ser invadida em grande por uma nova religião que os romanos trouxeram: a religião Cristã. Esta religião é o total oposto da que até agora se tinha mantido. A mulher que até aí tinha um papel importante e de peso, passava a ser um objeto de pecado, que tem de se manter num canto e fazer filhos basicamente. Depois de cerca metade do livro que é do ponto de vista da Igraine, passamos para o ponto de vista de Morgaine, que sendo meia irmã de Artur, pertence à linhagem real de Avalon, e tendo o dom, vai para a ilha, para ser treinada como uma grã-sacerdotisa. E é partir daqui que a intriga adensa mais.

 

Para mim toda a história deste livro tinha tudo para me deixar encantada: Inglaterra, Celtas, femininismo, e fantasia. No entanto não mexeu comigo como estava à espera. Como mencionei, ter visto o filme e mesmo que há muito, tenho muitas lembranças. Então sabia os pontos chave da história e já não me surpreendia. A única coisa que fiquei surpresa no livro é como é Viviane, a tia de Morgaine e Senhora de Avalon. No livro é descrita como pequena, morena, fria mas ao mesmo tempo terna. Angelica Houston é tudo menos pequena.

 

O que mais gostei de tudo foi  a escrita. Embora a  edição que tenho tem bastante erros ortográficos, a escrita é facil, é fluida, não tem palavras ou comparações muito complexas. Algumas descrições podiam estar mais estruturadas mas tirando isso a escrita é tão dinâmica, interativa com a história, que é um livro tão fácil de ler. Não temos momentos com descrições gigantescas de um lugar ou um momento, temos descrições que vão aparecendo aqui ou ali, fazendo parte da história, não estando soltas. Ou seja temos a visualização de tudo no momento certo sem ficar entediado. 

E está de tal forma tão impregnada na história que mesmo descrições dos rituais que faziam, como matar animais e banhar se em sangue, aquilo é de tal forma escrito banal, que não provoca choque. Pelo menos em mim, eu li e não fiquei enojada nem chocada. Mas também não fiquei chocada com a revelação que acontece depois, ou seja posso estar a ser influenciada pelo filme. Ler um livro depois do filme não é mesmo nada a melhor das sensações.

 

Quem participou na leitura? Gostaram?

 

Sinceramente,

20099812_ua1Qu.png

 


BLOGGER
Sou a Sofia Gonçalves. 29 anos. Curiosa sem fim, exploradora de livros, advogada de boa comida, gestora de estados ansioliticos, caçadora de sonhos, escriba escrava da palavras da minha cabeça, pajem dos meus animais.

thedailymiacis@gmail.com

Mais sobre mim

foto do autor


Some blog design Written by Joana

Em destaque no SAPO Blogs
pub
Copyright © The Daily Miacis