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The Daily Miacis

Bitaite da Sexta #15

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Eu gosto das festas de Viana. Podem chamar-me parolinha, tolinha, não-tem-nada-que-fazer, que não quero saber. Faz parte de mim, está me no sangue. É um marco do ano como as outras tantas festividades anuais: está se à espera que chegue Agosto para os motivos tradicionais Vianenses estarem em todo lado, o ouro sair à rua, o vermelho e o azul vibrarem pela cidade inteira, e as ruas estarem cheias de gente. Sabemos que para nós é o final do Verão, o inicio de um novo ano não civil: é aquela época em que começa a escola, começamos no trabalho a ter a rotina normal em que estão todos a trabalhar e não há falta de gente por causa de férias, os emigrantes vão se embora, os dias já estão curtos e começa ligeiramente a cheirar a outono, o laranja a aparecer nas árvores e as comidas quentes a fazer parte dos nossos desejos.

Este ano estou a ver que não vou a nenhuma festa.... Como sempre a organização das festas tem de complicar e esquece que a festa é feita pelos Vianenses, o resto do pessoal vem porque gosta mas quem vive aquilo, quem participa e se sacrifica, são os Vianenses. Mas, todos os anos na inscrição para o cortejo é a mesma coisa: até fotos temos de levar dos fatos, e no meu caso como é o fato de domingar azul, tenho que levar sempre algo à minha custa. Nunca fui muito a favor, porque o fato já fui eu que comprei, o ouro fui eu que comprei e tenho o trabalho de todos os anos manter as coisas direitas, de me arranjar como deve ser para o cortejo e estou horas a pés até o cortejo começar. Compro os bolos, ou levos flores porque não me custa muito. Mas este ano pelos vistos resolveram que devia levar peças de trajes de lavradeira. Sim, porque eu aqui em casa tropeço em peças de traje. Não sei o que fazer deles. Os acessórios /decoração do cortejo não é da responsabilidade da organização ? Aparentemente não.

Eu até podia dizer que sim e no dia chegar lá, fazer me de sonsa que enfiavam-me em algum lado. Como podia não me dar ao trabalho de esconder a tatuagem, ou de tirar o verniz das unhas, de não me maquilhar, porque como outras tantas, passava. Ou não, porque já vi muita hipocrisia como meninas não irem no cortejo pela mera hipotese de se ver uma pulseira, mas a mulher de x pessoa importante em Viana podia ir com baton até nos dentes na fileira da frente de um quadro porque não havia problema.

 

É isto meus senhores. Posso ir como não posso. Custa me dizer que não vou porque é dizer não a uma tradição mas a raiva é tanta que me dá vontade de mandar todos passear.

 

Bom fim de semana minha gente!

SInceramente,

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Fula avec les avecs!

Não me venham dizer que isto é enraizado, que é descriminação, ou o raio que parta.

 

Chega esta altura do ano é o inferno. Eles invadem a nossa estrada, com os seus carros cheios de cruzes da ordem de cristo ou da federação de futebol portuguesa, com os seus tenis nikes, meias e camisolas cavas brancas, alguns até com tatuagens com os mesmo simbolos que têm no seu carro, e muitos não sabem falar português.

 

E depois vêm fazer o que não fazem na terra deles: que é parar no meio da estrada, ou acelarar como senão houvesse mais ninguém na estrada; deitar lixo para o chão; soltar o petit chien que tem mais ego que um são bernardo na praia, para ladrar estridentemente a toda a gente que passar, e depois de comer qualquer coisa sem ninguém reparar e vai para o veterinário porque "se esgromitou todo".

 

Ouçam não é racismo, nem nada parecido. A minha familia já foi emigrou para Franças muitos anos, e ainda tenho muitos familiares que só vêm cá nesta altura do ano. Mas ao ritmo portugues! Ou seja se estás em Portugal, vives como um português ( e falas como tal...)!

 

Porquê isto hoje? Ora podia ser qualquer dia, mas os meus vizinhos que só cá estão nesta altura do ano, resolveram hoje as 5h30 da manhã abrir e fechar o portal. Não, não sairam de férias para outro sitio, simplesmente acordaram e abriram o portão. Senão é as 5h30, é as 6h30, e valha nos deuses senão está tempo de praia porque depois ficam na garagem a falar alto, a gritar "PEPITAAA" que é o petit chien deles, e já passou a fase das crianças aos berros e das obras. Não estou a exagerar quando vos digo que as minhas lembranças de miúda, com 6, 7 anos até aos 12, 13, era nas férias acordar com o vizinho a martelar as 7h30 da manhã porque todos OS SANTOS ANOS tinha obras a fazer..... E agora tem o jardim cheio de erva seca, que se faço queixa à polícia a coisa não lhe ia correr bem. Mas como ele já é flor que não se cheire, eu só rezo mesmo é para que: cheguem as minhas férias para ir para o Algarve!

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Sinceramente,

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Bitaite da Sexta #14

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 Esta semana, li um post de uma das minhas bloggers americanas favoritas, The Dainty  Squid, em que ela falava do mito do que devemos fazer à medida que a vida vai passando. Bastante pertinente uma vez que estou a entrar numa fase em que muitos passam para aquelas passos tipicos da vida e eu simplesmente não quero saber. E não tenho problema com os outros, excepto quando me chateiam com isso. Porque eu não faço, porque eu não quero... Cada um tem a vida como quer, e já tive muita coisa forçada, não posso ter a minha opção de vida?

Depois vi este lembrete, que me levou a  pensar nas histórias que criamos na nossa adolescência do que será o plano futuro, em que  são poucos o que seguem o guião: muitos mudam de ideias e muitos a vida assim o forçou como o meu caso num aspeto. Mas este lembrete fez me ainda lembrar noutra coisa mais importante: amizades. É que é realmente quando nos afastamos que vemos que quem pensavamos que nos fazia bem afinal só nos fazem mal. É triste quando temos pessoas que tinhamos em boa consideração, cairem do nosso pedestal por.... mesquinhices.  Pessoas que ajudamos quando estavam mal, mas quando nós precisamos, a coisa é outra. Que te considerem amigo para uma coisa e não amigo para outra. Eu sou muito pão-pão, água-água, e gosto das coisas claras. E portanto como eu tenho que pensar em mim porque preciso mais do que nunca neste momento, passo à expressão, estou me a cagar para os outros estejam em que época da vida estejam.

A vida vai passando e o que vale é "tropeçarmos" em amizades que não estavamos a contar que se transformam em mudanças boas na vida.

E assim o bitaite transformou-se num testamento!

 

Bom fim de semana minha gente! É bom saber que vos tenho dessa lado! Alegra me os dias!

 

Sinceramente,

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BLOGGER
Sou a Sofia Gonçalves. 29 anos. Curiosa sem fim, exploradora de livros, advogada de boa comida, gestora de estados ansioliticos, caçadora de sonhos, escriba escrava da palavras da minha cabeça, pajem dos meus animais.

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