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The Daily Miacis

O que tenho lido #13

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 Há desafios que fico contente por entrar, pois me completam de uma forma não esperada, e este desafio da Mafalda de ler ao longo de 2018 a série "Sevenwaters", foi um exemplo.

 

Já tinha ouvido falar muito de Juliet Marillier e desconfiava que ia gostar bastante das suas histórias e escrita, tento em conta as temáticas, como por exemplo "As Brumas de Avalon" é um dos títulos que já tenho na minha lista de livros para ler há muitos anos. Mas, como nos clássicos, tornou-se naquelas situações em que foi ficando sempre para trás porque havia sempre tempo para ler, e adiando, nunca mais li. Quando vi o desafio Sevenwaters, vi que conseguia conjugar a programação de leitura com o meu desafio dos 365 dias com Poirot e Marple, e o meu clube de leitura, então arrisquei. E, ainda bem!

 

Resumo:

"A Filha da Floresta é uma história do tempo em que a Irlanda e a Bretanha ainda não eram "uma só ilha", do tempo em que a honra era a razão de viver de muitos homens e também do tempo em que o amor entre irmãos vencia qualquer contratempo, derrotando quem os tentasse separar.
Colum, senhor de Sevenwaters, tinha sido abençoado com sete filhos: Liam, Diarmid, os gémeos Cormack e Connor, o rebelde Finbar e o novo e compassivo Padriac. Mas Sorcha, a sétima filha do sétimo filho, única mulher da família e muito nova para ter podido conhecer a sua mãe, está destinada a proteger a sua família e a defender as suas terras dos Bretões e do clã conhecido como Northwoods. Após a chegada de Lady Oonagh, uma traidora que se infiltrou em Sevenwaters, bela como o dia mas com o coração negro como a noite, tudo mudou. Para alcançar o seu objectivo, enfeitiçou Lord Colum e transformou os seus seis filhos em cisnes, tendo ficado unicamente Sorcha. Depois de escapar ao poder da feiticeira, Sorcha refugiou-se na floresta, longe de casa para poder cumprir a sua tarefa e salvar os seus irmãos. Mas é, entretanto, capturada pelo inimigo, ficando assim todo o seu futuro nublado, uma vez que Sorcha irá estar dividida entre o mundo que sempre tomou como seu e um amor, que só aparece uma vez na vida."

 

Baseado nos conceitos dos contos de fadas, e na temática celta, Juliet Marillier com a sua "voz" gerou uma história com a estrutura dos clássicos dos contos de fadas. Contudo, as ramificações que crescem a partir da história inicial são tão lindas. Todo mistério, intriga e amor com a mitica celta como pano de fundo, tornaram este livro num dos meus favoritos.

É um livro que fiquei várias vezes com o coração na mão, em que gritava na minha mente Socha porque não grita, Socha como aguentas, não isto não vai acontecer, porque é que são tão maus?? Como num conto de fadas, a personagem principal tem que passar por algumas provas até terminar o desafio que tem de completar, até o desfecho final. Contudo ao longo da história penso que nos esquecemos que Socha é uma criança ou pré adolescente, e a escrita é tão envolvente que facilmente conseguimos nos abstrair do facto que a personagem principal não fala na maior parte do livro. As personagens que povoam esta história são completas, e facilmente conseguimos distingui-las como um ser distinto com as suas camadas. E mesmo assim várias conseguem nos surpreender. Várias personagens, principalmente do lado dos bretões, que tinha um julgamentos acerca deles acabaram por ser completamente diferentes daquilo que esperava.

 

A escrita é deliciosa. Somos facilmente transportados para aquela vida em comunhão com a natureza de Sevenwaters, e embora o ritmo inicial fosse um pouco lento antes do twist da história, consegue se perceber porquê. Para nos contextualizarmos naquele tipo de vida, para ver as diferenças que das mudanças impostas a Socha .  Penso que foi aqui que Julliet foi maravilhosa e ao mesmo tempo cruel porque nos faz ver como as personagens estão bem, como são fortes, como aquela vida dentro dos possíveis corre bem, e de repente, o tapete é lhes retirado dos pés.

 

É um livro que nos faz sofrer e nos faz querer chegar ao final do livro. Mas ao mesmo tempo não queremos chegar ao fim para acabar com a história. Não, até porque eu ando há dias a sonhar com a história. Queremos chegar ao fim porque queremos saber  como vai acabar. Os vilões vão ter o final que merecem? E os heróis, vão ser recompensados? Socha, depois de tudo o que sofre, merecia sem dúvida um fim bom mas à medida que lia pensava que não ia ter o final que merecia. 

 

Se gostam de fantasia ligada à mitologia e natureza , e romances  - aconselho vivamente!

 

Sinceramente,

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Sou a Sofia Gonçalves. 29 anos. Curiosa sem fim, exploradora de livros, advogada de boa comida, gestora de estados ansioliticos, caçadora de sonhos, escriba escrava da palavras da minha cabeça, pajem dos meus animais.

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