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The Daily Miacis

O cromo do ginásio

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Há coisas que por muito que queiramos não conseguimos evitar. Não conseguimos evitar ficar mais 5 minutos para ler mais um pouco do livro, não conseguimos evitar que chova tanto, não conseguimos evitar as redes sociais, não conseguimos evitar preguiçar mais um pouco por casa, como não conseguimos evitar tirar mais uma batata frita ou um chocolate. E como tal, não consigo evitar, mesmo não sendo uma pessoa fit, falar dos cromos do ginásio. É que é aquela personagem mítica que vamos sempre encontrar nos ginásios. É como se fossem abelhas para o mel, borboletas noturnas para a luz, são atraídos, aparecem e chateiam de alguma forma. Já nem falo dos que vão para lá mostrar o músculo, e abencoa lo a cada peso que levantam, como os que tiram fotos e vídeos, nem dos que vão para lá para fazer cenas e quando começam a fazer exercicio fazem cenas mas a pensar que estão a fazer a coisa correta.

 

No ginásio onde estou agora, existe um, que tendo só descoberto a sua existência para aí há 3 semanas já conheço bem a sua maneira de ginasticar. Primeiro, vou contextualizar e não querendo ser prejudiciosa, porque preconceitos é de evitar mas quero vos fazer a figura completa e não há como evitar. O senhor é azeiteiro, ponto. Onde está, ouve se aquele riso alto, andar de pernas abertas, e falar de coisas inapropriadas em alto e bom som. E o cabelo brilhante cheio de gel.

 

Quando o vi a primeira vez estava eu na passadeira e ele também com outra senhora. Ele corria para aí a uma velocidade 10 e falava ao mesmo tempo. A única tirada que decorei foi a senhora a dizer que não acelarava mais porque já não fazia exercicio há muito tempo mas que, ai ai, ontem à noite é que tinha feito exercicio. E não, eu não estava na passadeira ao lado deles. Desde aí que sempre que vou treinar, ele entra à mesma hora que geralmente, só o vejo correr, sempre a velocidade alta e é impossível não dar por ele porque cada passo dele parece um cavalo, faz um eco gigante e os calções de licra vermelhos com as meias até às goelas não passam despercebidos.

 

Mas na semana passada a coisa mudou de paradigma. Mas não foi para um paradigma mais calmo, nem pensar. O senhor entra e vai para a máquina de remo. Pensava eu que fez muito bem e que eu devia fazer o mesmo, não estar sempre a fazer o mesmo exercicio. Meninos, não exagero quando vos digo que todo a malta daquela sala abrandou o que estava a fazer para ver o que se passava. Ele colocou aquilo no máximo de peso e puxava aquele remo sem fim, estava a ver que a corda ia pegar fogo e rebentar. Sabem o Obélix a remar? Era ele, a velocidade que ele tinha era essa. E o barulho que se espalhava pelo estudio!

 

Bem depois disto ele saiu para a musculação eu continuei, parei, tomei banho vesti me e sai . Na recepção estou eu a pegar num vale para o parque, e sai-me um "jesus!" porque ouviu se um estrondo como se na parte de cima estivessem em obras, e tivesse caido uma viga. Saiu entro no carro e olho para cima, quem é que estava na musculação em cima da recepção? A personagem.



É daquelas personagens que eu gostava de evitar no ginásio, porque eu gosto de estar sossegada e não em constante sobressalto com picos de adrenalina porque penso que caiu qualquer coisa, e a casa está a cair. Mas antes um cromo do ginásio que os que vão para o ginásio cabaneirar, a ocupar espaço e a não fazer nada.

 

Sinceramente,

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No poo method e outros métodos que tais - o que eu aprendi

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Numa de fazer browsing no facebook, deparei me com uma notícia da NiT (New in Town), sobre a experiência de uma das escritoras com o  No Poo Method. Uma vez que ando fixada em fazer o meu cabelo crescer não importa o quê, resolvi procurar mais e experimentar.

 

Basicamente, o que este método propõe e com toda a sua lógica é evitar os shampoo que vendem em quase todo o lado pois apresentam uma lista enorme de sulfatos, parabenos, DEA e TEA, e outros produtos que nos fazem mal. Basicamente é: quando mais espuma faz, pior nos faz. Para além disso, quanto mais lavamos o cabelo mais tiramos o óleo natural do nosso cabelo que o protege das agressões, e que por isso faz com o nosso cabelo fique em pior estado. Ou seja ao tratarmos com shampoo é basicamente pior o remédio que o soneto. 

 

Então este método, na sua forma essencial, diz tirar o shampoo da nossa rotina, e começar a usar bicabornato de sódio e vinagre de cidra, podendo nalguns casos utilizar um condicionador. Contrapondo esta teoria com toda a informação que já tinha reunido acerca de métodos para fazer crescer o cabelo de uma forma saudável, toda esta informação tem lógica. O shampoo agride o nosso cabelo, e esse óleo é necessário por muito que para pessoas como eu que tem a raiz oleosa, é chato. No entanto quanto menos agredimos o cabelo menos vamos estar a forçar a produção dos óleos, e por isso o cabelo entra numa produção normal.

Das coisas que fui retirando da Internet deixo aqui algumas que reti:

 

- Não lavar muitas vezes o cabelo: o ideal será 1-2 vezes por semana. A minha questão é por exemplo quem vai ao ginásio todos os dias, como eu já fui como lavo o cabelo? Deixa lo com o suor é impensável porque faz mal, mas lavar só com água também não é bom. Penso que o bicabornato é boa opção mas pode secar muito o cabelo, por isso devemos levar o condicionador também.

- Não escovar o cabelo quando está molhado: aqui está um problema para quem, como eu, ganha nós só de virar a cara de lado. É verídico, as cabeleireiras muitas das vezes ficam pasmadas comigo, porque elas escovam, vão dar uma volta e quando voltam têm de escovar de novo. E imaginem tenho o cabelo curto.. Quando temos o cabelo molhado as pontes de hidrogénio do nosso cabelo estão enfraquecidas. Se pentearmos podemos forçar a quebra dessas ligações e assim quebramos o cabelo. O que é chato para quem quer deixa-lo crescer.

- Cortar as pontas do cabelo regularmente: não precisamos de regular o corte pela Lua, nem nada disso. Não há magia nenhum nisto. É lógica básica: as pontas começam a ficar estragadas e devem ser cortadas de vez em quando para ser só um 1 cm, e não vários cm se formos poucas vezes. Até nós podemos uma vez por semana pegar nas pontas e quase uma a uma cortar o bocadinho estragado.

- Evitar penteados que puxem muito pela raiz: preciso explicar este ponto?

- Massajar frequentemente a cabeça: assim estimulamos a circulação sanguínea e, melhoramos a alimentação do nosso cabelo. 

- Manter o cabelo bem hidratado: máscaras (o mais natural possível), óleos, como o óleo de ricino ou de côco ou mesmo de argão. Eu adoro e são muito, muito bons!

- A qualidade da água com que lavamos: sim, parece estranho mas é verdade! Se filtramos a água da torneira para bebermos, porque não haveriamos de filtrar para o nosso cabelo, pois a água tem compostos usados para a sua limpeza que acaba por agredir o nosso cabelo e pele. Só é pena ser dificil arranjar um filtro para todo o tipo de cabeça de duche e que não seja caro...

- O tipo de escova: embora devemos evitar escovar, não escovar de todo é quase impossível, pelo menos para quem não tem o cabelo todo encaracolado. Então devemos usar o melhor possível: com dentes largos. E de possível que tenham diferentes comprimentos de dentes. Eu tenho uma escova com dois tamanhos diferentes, sendo que os mais pequenos são de pelo de javali pois ajudam a dar brilho espalhando melho o óleo natural da raiz. 

 

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Existe muito mais truques e dicas, como por exemplo a alimentação: biotina, omega 3, e vitamina B são essenciais. Podemos tomar isso como suplemento. Beber muita água, não estar stressado e afins. Adicionalmente, existe um monte de mézinha caseiras para fazer em casa (como aqui) bem como shampôo naturais (como aqui). Eu no ano passado já tinha experimentado introduzir algumas máscaras caseiras e notei logo diferença, ao final do mês. Sim temos que ter atenção que estes métodos sendo mais naturais, são mais lentos. 

Eu já experimentei uma vez lavar o cabelo com o no poo method e.. GOSTEI! Não fiquei com o cabelo a cheirar mal, ficou leve, fofo ao toque, só estou à espera de ver quando tempo demora a ficar oleoso. Só não é prático para tomar banho fora de casa mas se isto durar resolvo isso. Será que é desta que vou ter um cabelo enorme e saudável?

 

E vocês, já conheciam este método? 

 

Fonte da imagem: Pinterest

 

Sinceramente,

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Os malditos 5!

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 Desde há um ano que me tenho deparado com um problema: os malditos 5 quilos que não perco nem por nada deste mundo! Tem sido uma batalha gigantérrima, que me faz cada vez mais ver que estou a ficar velha. 

 

Há poucos anos bastava fazer um jantar só de sopa que em duas semanas perdia logo 2 quilos. Agora posso comer leve, posso cortar a açucar, faço mais exercicio ( e como deve ser!) e mesmo os míseros 5 quilos que estão a mais não saiem. Começo a criar a teoria que devem ser já 5 quilos entrelaçados com o resto do material celular do meu corpo e já não sem. Já estão encrustados!

 

Com a mudança para a dieta sem glútem pensei que ia perder pelo menos logo 2 quilos. Nada ainda... NADA! Tive uma gastro, mudança de dieta sem glúten e uma reacção alérgica na mesma semana, e nem assim abati!

 

Por isso vou levar a coisa mais a sério (ainda mais) pois este ano tenho 2 casamentos no mínimo e quero estar fabulous! Então tem duas coisas que vão começar a fazer:

- um diário de alimentação

- um menú para a semana.

 

E dizem vocês mas isso não é mudança na alimentação? Pois não, porque de momento eu não vejo o que raio possa estar a fazer mal. Eu já como poucos hidratos, e não abuso nas comida processadas. Corto nos açucares. Portanto das duas uma, ou como algo que me faz mal e não dou por ela, ou então não sei mesmo.  Eé isso que o diário me permite analisar. E o menú por sua vez permite me planear melhor as refeições. Ah e sim, vou começar a fazer yoga no minimo 3 vezes por semana. 

Quem se debate com os mesmo problemas que eu? È que eu já digo 5 para chegar a um peso aceitável para mim, mas tenho médicos, naturopatas e avaliadores do ginásio que dizem que ainda posso perder mais. Não sei como, se este 5 já são o que são, imagino os restantes....

 

Imagem : Pinterest 

Sinceramente,

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Aventuras no Hospital e o padrão da hora e meia

Este fim de semana, se tivesse o planeado não corria tão bem como seria esperado. Claro, estou a ser irónica. Por onde começar? Pelo inicio.

 

Depois de uma quinta rude, chegou uma manhã da sexta que começou com um termómetro debaixo do braço esquerdo e uma chamada para o meu coordenador do estágio da formação a dizer " Estive mal a noite toda, e estou mal, tenho que ir ao hospital logo, não vou puder ir ". A minha preocupação para além de eu estar mal era anda a contaminar tudo (acreditem estava altamente virulenta, infectei algumas pessoas). Fui ao hospital mais porque queria algo para as cólicas que eram muito fortes. E foi mesmo esta razão que estragou tudo.

A sexta passou sem o sossego que eu tanto queria. E chegou o sábado, em que apesar de fraca, e extremamente enjoada, lá consegui sair de casa, passear, ainda fiz uns pães e umas bolachas -  tudo sem glúten - e estava eu a jogar Borderlands 2 à noite, quando comecei a sentir-me esquesita. Primeiro tenho de mencionar que de manhã, tinha tido um ataque de tosse enorme devido a uma comichão na garganta. Estava então eu muito bem a jogar, e a coçar o olho e  o pulso direito. Mas à primeira nem liguei. Como faço alergia ao pó, e ácaros, é normal de repente ter uma comichão ou uma tosse ali. Até que parei de jogar e ainda não tinha parado de coçar o olho e tinha pulso horrivelmente vermelho e cheio de borbulhas. Até que olho para o pulso esquerdo, e mais borbulhas tinha. Fui ao WC, colocar um pouco de água no pulso, e vejo que tenho as virilhas completamente empuladas e vermelhas. Começo a olhar bem para as pernas e tinha borbulhas pelas pernas. Tudo isto em hora e meia

Ainda que um pouco assustada, deixei passar: podia ter sido algo que comi. No entanto o nível da coisa ia aumentando, e começou a passar para a barriga, e a garganta começou a ficar comichosa de novo, e a tosse a vir. Aí alarmei: já tinha ouvido falar muitas vezes de crises alérgicas para reconhecer uma. No entanto todos me diziam isso não é nada. Fui ler o boletim informativo do medicamento que me tinham dado no hospital e lá estava: muito raro mas era um efeito secundário erupções cutâneas, dificuldade em respirar e comichão, e nesse caso procurar imediatamente ajuda médica. 

Minha reacção foi logo Linha Saúde 24 (deixo já a dica se nunca usaram o serviço é um óptimo serviço de ajuda para diagnóstico, ajuda em dúvidas de medicamentos que tenham dúvida; e mandaram logo o meu episódio para o hospital mais perto de mim). A senhora que fez a entrevista muito rápido, disse logo "tem que ser vista por um médico num prazo de 4 horas" ( e diziam-me que não era nada...).

Fui eu para o hospital de Viana quando preferia ir para o de Esposende, mas a saúde 24 não me encontrava esse no sistema com urgência. Chego à triagem, as borbulhas tinham desaparecido um pouco mas tinha e continuava a respirar mal. O senhor enfermeiro dá me a pulseira verde. Juntando isso, a uma médica que não irá morrer de problemas de stress pela rapidez em demasia, a alguns amarelos e urgências que iam chegando, estive mais de hora e meia até ser atendida. Enquanto isso fiquei com o corpo cheio de manchas, todas empuladas, e já estava a respirar mesmo mal, até já tinha o nariz entupido. 

Finalmente fui atendida, levei dois injetáveis, um no rabo que parecia vidro na carne, e mais uma nebulização. Quando sai, estava lá um bebé de 20 dias, para a urgência de pediatria que não tinha ninguém que estava lá à espera à hora e meia. Saí e casa para descansar, levantar no dia seguinte para começar o tratamento e ir votar. E aí, a 2 metros de mim, um acidente em cadeia, cuja reacção foi " Objetos a voar, ainda vem algo para o meu lado, oh não, vou outra vez para o hospital". Vá foi só o susto!

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Viram o padrão da hora e meia ao longo da história? :P 

Espero mesmo que, o vosso fim de semana tenha sido bem melhor que o meu.

 

Sinceramente,

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BLOGGER
Sou a Sofia Gonçalves. 29 anos. Curiosa sem fim, exploradora de livros, advogada de boa comida, gestora de estados ansioliticos, caçadora de sonhos, escriba escrava da palavras da minha cabeça, pajem dos meus animais.

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