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The Daily Miacis

Na minha prateleira

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Na última vez que fiz um post deste género disse que havia dois, e que tinha separado para só ter os livros da Feira do Livro de Lisboa num post. Não tinha "créditos" para comprar estes livros todos, mas a verdade é que houve uma certa justificação.

 

"Wonderstuck" de Brian Selznick vi num grupo de venda de livros, o preço que pediam era muito bom na minha opinião, tendo em conta que já o vi novo com o mesmo estado que este e eu paguei metade do preço. Admito chamou me logo a atenção por ser um hardcover deste tamanho. Mas quando vi as ilustrações que tinha por dentro ainda fiquei mais contente com a compra.Este foi comprado com "créditos". Exatamente dois dias depois de ter gasto os "créditos", e ter sido a live  da Outra Mafalda, acerca da saga Sevenwaters, estava empolgada com a leitura, e aparece nem de propósito os dois livros seguintes ao que estava a ler e que ia precisar deles para continuar o desafio. São hardcover, em inglês, as capas são lindas, e comprei-os a um mega preço. Foi uma compra que não era para descontar pois eu ia compra los para o desafio, e tornou-se uma boa compra "Heir of Sevenwater" e "Seer of Sevenwaters" de Juliet Marillier.

"Nossa Senhora de Paris" de Vitor Hugo, foi a compra do impulso. Vi no E.Lerclerc de Viana, num monte de livros em más condições, tanto que a capa deste livro não está exatamente no melhor estado, mas estava a 5€, eu sempre quis ler este clássico e adoro estas edições. " A minha avó pede desculpas" de Fredrick Backman foi uma surpresa da Claúdia, ou seja ufa , não foi compra minha até porque eu andava mesmo a namorar este livro pois vi tanta opinião que queria ver pelos meus próprios olhos como era. Ainda para mais fala de uma relação de uma neta com a avó que é algo que me diz muito. O livro pequeno no topo que nem se ve bem, foi uma oferta da tia que me conhece  como a palma da mão, é "Daisy Miller" de Henry James, um autor que queria começar a ler, e nada como um livro assim pequenino.

 

No fundo estas compras foram um portar me mal mas bem intencionado.

 

Sinceramente,

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Na minha prateleira

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 Estou contente comigo pelo primeiro mês de poupança. Não correu como eu esperava porque tive muitos gastos no que toca ao orçamento de casa mas contive me em todo o resto, nomeadamente não me envolvi nas andanças dos saldos e resisti - não sabem como me esforcei - a comprar livros. Tive dias em que já tinha o carrinho, já tinha escolhido e à ultima fechei a aba e disse não, tenho que esperar.

 

Este mês presente penso que já terei saído um pouco do orçamento previsto mas foi por uma má contagem porque como podem ver nos livro que estão na imagem, 3 são do mês de Janeiro e dois já são deste mês e entretanto já comprei uns livros.  Ainda assim estão a conseguir conter me e fico contente pelo bom caminho.

 

Das novas adições às prateleiras, a colecção da Agatha Christie começa a ganhar forma. Adicionei mais dois títulos "O assassinato de Roger Ackroyd" que já escrevi a review e "Os quatro grandes". Um àparte: estou a concluir que afinal sempre fui uma fanática por policias clássicos, adoro Poirot, Sherlock e Bond. Estou a pensar fazer a colecção destes dois últimos mencionados. Um dia aparecerão nesta rúbrica penso eu. Falando de livros que espero/esperava ter na minha prateleira é "Mulheres do outro mundo: Fadas e Serpentes" de Fernando Vaz da Silva. Há mais de um ano que estava a namorar este título, penso que não vou ficar nada arrependida e vou querer mais, porque sou uma fã de contos e folklore tradicional. Outro livro de contos que adicionei à minha prateleira foi "O livro das lendas" de Selma Lagerlöd, aproveitei uma feira do livro do facebook que a livraria Flaneur criou. Tinha visto uma boa critica por parte da Mafalda, então quando vi o título em promoção comprei logo. Contudo a principal compra de impulso foi o clássico " A volta ao mundo em 80 dias" de Julio Verne, outro autor que quero muito ler, o pai da ficção cientifica. Comprei no quiosquie, faz parte de uma colecção de 67 entregas, número que me surpreendeu pois não pensei que o autor tivesse tantos títulos publicados. Tenho pena de já estar a fazer a colecção de figuras do One Piece, senão completaria provavelmente esta. Os exemplares são lindos: capa dura, com letras douradas, ilustrações, páginas com a folha semi rigida. E em português!

 

Sinceramente,

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O que tenho lido #10

 

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As votações do Clube dos Clássicos Vivos, para os meses de Novembro-Dezembro elegeram o clássico " A Ilustre casa de Ramires". Decidi que ia participar nas leituras desse mês, porque tenho em mente há vários meses que devia ler mais clássicos portugueses, pois verdade seja dita, ler clássicos estrangeiros e não conhecer os do meu país, faz me sentir um pouco inculta. Contudo, não são livros que me chamem muito a atenção, à primeira vista. Por isso, sabia, que tendo em vista a leitura em conjunto ia me sentir mais pressionada por assim dizer, a acabar-la.E consegui! Demorei 2 meses para ler mas li!

 

Conclusão: não gostei lá muito do livro, mas li. Vamos ver porquê.

 

" A ilustre casa de Ramires"  é uma critica social. Fala de Gonçalo, cuja familia Ramires é anterior ao próprio Portugal como reinado. Gonçalo, fidalgo a viver num mundo rural, embarca na aventura de escrever uma novela para um jornal acerca de uns antecedores da familia dele que enalteceram a história de Portugal. Simultaneamente, surge a oportunidade de enveredar no campo político, algo que lhe daria um  degrau para se comparar com os seus antecedores. Com todas as personagens que o rodeiam, enveredamos nesta missão do Gonçalo de continuar a missão dos antepassados e contribuir para a história de Portugal. 

 

Este livro póstumo de Eça de Queirós, tem uma caricactura da sociedade que atuava no final da monarquia em Portugal detalhada. Talvez seja por isso que eu não encarei com a personagem principal nem com a maior parte de todas as histórias. Aquela sociedade alta, cujos interesses eram supérfluos ou então banais, entediava-me. A própria narrativa era simples (embora com uma linguagem um pouco complexa porque havia palavras que eu nunca tinha visto e tinha que rever todo o sentido da frase) e nalguns casos um pouco demorada e confusa. Ao longo do livro temos passagens, um pouco sem aviso, da narrativa da vida de Gonçalo para a novela que ele proprio estava a escrever. Tinhamos páginas com histórias não muito ligas à narrativa principal.

 

A narrativa na maior parte da história é lenta. Temos descrições do dia a dia do Gonçalo no mundo rural que, arrastam a narrativa. São pontos importantes é certo, até mais não seja pela própria critica social, mas tornavam o avançar da história muito lento. Até ao final: quando chegamos ao último capítulo a velocidade da história que tinha ficado no auge mas ainda sem o desfecho final, aumenta. Sabemos o desfecho da vida do Gonçalo pelo narrador e por conversas das outras personagens, até que temos um discurso de uma das personagens que rodeavam o dia a dia do Ramires, em que compara o feitio de Gonçalo com o próprio Portugal. 

 

Como personagem principal, Gonçalo aborreceu-me. Achei o insípido, e um vira-casacas, perdoem-me a expressão. Facilmente trocava de motivo, ou de opinião sobre determinada pessoa. Facilmente acreditava numa história e fazia todo um cenário à volta disso. Não gostei, como alguém que devia ser nobre e sábio, achei que era facilmente convertido e interesseiro, como quando ele afinal pensa em aceitar falar com André para as questões de politica e facilmente fica amigo dele como se nada passase. Contudo talvez seja essa a mensagem, se de facto Gonçalo encarna o espirito de Portugal. 

 

Foi o meu primeiro Eça de Queirós, porque eu não li "Os Maias" na escola. Custou me ler nalgumas partes por isso demorei, mas li. Agora tenho um livro dele "O mistério da estrada de Sintra" escrito em conjunto com Ramalho Ortigão, que diz ser o primeiro policial português. Uma vez que este ano estou com o desafio 365 dias com Poirot e Marple, com espiritio policial, penso que será um bom enquadramento. 

 

Sinceramente,

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O que tenho lido #7

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Para o meu clube de livro "Companhia da TInta", li o clássico " Alice no Pais das Maravilhas".

 

DIr-se-ia o apogeu da imaginação infantil, o epítime do que é ser criança. Mas honestamente: eu não consegui associar este livro a nada. 

 

Considerava este livro como um clássico infantil com personagens muito caricatas mas com uma mensagem final que a imaginação é um mundo que todas as crianças precisam de ter e onde muitas vezes aprendem algo. Mas, ao ler o classico de Lewis Carrol, a sensação que tive foi que o escritor teve sempre ideias de personagens cada vez mais berrantes e foi introduzindo-as à Alice de uma forma ritmica de tal forma, que ela não tem descanso desde o momento que cai ao buraco.
Nâo consegui absorver nada da história, nem uma mensagem moral, nem percebi que houvesse uma evolução na personagem principal: penso que da mesma forma arrogante com que ela cai no mundo das maravilhas, ela sai, acorda de um sonho, e continua a vida dela.

Comentava com a Ana no grupo do Clube, que o livro para mim parece mais história que Lewis Carrol escreveu como honra a alguém que ele conheceu com demência ou esquizofrenia, porque é deveras estranho. Mas não é estranho fora do normal, é estranho porque só tem coisas bizarras mas, para mim, sem significado.

 

No entanto, não deixa de ser um clássico infantil, com muita imaginação. Mas é um livro que não voltarei a ler.

 

Sinceramente,

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BLOGGER
Sou a Sofia Gonçalves. 29 anos. Curiosa sem fim, exploradora de livros, advogada de boa comida, gestora de estados ansioliticos, caçadora de sonhos, escriba escrava da palavras da minha cabeça, pajem dos meus animais.

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