Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

The Daily Miacis

O que tenho lido #25 + 365 dias com Poirot e Marple

32536977_2167399659955115_1030804271437709312_n.jp

A leitura destas últimas duas semanas para o desafio de 365 dias com Poirot e Marple foi o famoso livro " Um crime no expresso do Oriente". E entendi, agora, porque é das histórias mais famosas da autora Agatha Christie. 

 

Sinopse: 

"Pouco depois das doze batidas da meia-noite, um nevão obriga o Expresso do Oriente a parar. Para aquela época do ano, o luxuoso comboio estava surpreendentemente cheio de passageiros. Só que pela manhã havia, vivo, um passageiro a menos. Um homem de negócios americano jazia no seu compartimento, apunhalado até à morte. 
Poirot aceita o caso, aparentemente fácil, que acaba por se revelar um dos mais surpreendentes de toda a sua carreira. É que existem pistas (muitas!), existem suspeitos (muitos!), sendo que todos eles estão circunscritos ao universo dos passageiros da carruagem. Para ajudar às investigações, o morto é reconhecido como sendo o autor de um dos crimes mais hediondos do século. Com a tensão a aumentar perigosamente, Poirot acaba por esclarecer o caso…de uma maneira a todos os títulos surpreendente!"

 

Foi dos livros que eu tinha mais curiosidade de ler neste desafio de 365 dias com Poirot e Marple, não porque é dos mais conhecidos mas porque no ínicio do ano tinha visto o filme com o mesmo título, lançado no ano passado em Novembro. Foi uma desilusão pois embora eu seja suspeita porque para mim Poirot vai ser sempre David Suchet, a verdade é que o filme em si é um um desfile de extrencidades. 

 

O livro, como quase sempre, é bem melhor que o livro. Nâo só é  mais low profile como vemos mais a linha de pensamento do Poirot. Pode se contra argumentar que é um livro, é óbvio que tem mais detalhe que o filme porque não há tempo para tudo e também seria chato. Sim tudo isso é verdade, mas esta história, o crime em si é  conjurado de forma a haver tantas pintas de forma a que nenhuma pareça verdadeira porque há sempre outra pista que anula a anterior como um alibi válido. E, num dia e meio quase, Poirot com muitos suspreitos, muitas pistas deixadas na cena do crime e muitos depoimentos que confundem a história toda, com o seu poder de dedução que digamos, não fica nada atrás de um Sherlock Holmes resolve o crime. E tem um desfecho perfeito na minha opinião. 

 

Não temos Hastings para nos mostrar o lado mais humano da vida de um super humano como Poirot, e as suas manias embora bastante refinadas, não assistimos (muito) à sua normal falta de humildade. Mas a verdade é que depois deste crime retiro o meu o meu chapeu ao senhor. A história começa com Poirot em entre dois crimes, tendo acabado de resolver um, recebe uma carta para resolver outro. Para isso e com muita urgência resolve apanhar o Expresso do Oriente que está estranhament cheio para a altura do ano em que se desenrola a história.

 

É assim que o crime se dá, num comboio cheio de passageiros com internacionalidades, estratos sociais e histórias muitos direntes, mas com algo muito em comum, algo que tentam esconder de Poirot e ele muito facilmente deduz logo. 

 

É incrivel e talvez até teria uma moral, que vistos ao olhos da realidade não seria a correta. Mas na minha opinião, não é má.

 

No final de isto tudo, estou como a Magda, e só queria viajar nesse comboio. Só não vou porque posso enjoar na viagem (cof cof).

1 de Janeiro de 2018 “ O Misterioso Caso de Styl

 

Sinceramente,

20099812_ua1Qu.png

O que tenho lido #24+ Maratona Espacial

Gosto quando consigo matar dois coelhos com duas cajadas. No dia 4 de Maio, o dia Internacional de Star Wars,deu para fazer algo "Star Waresco" , ler e participar numa maratona. Vá, não é que eu tenha me esforçado nesta maratona e tenha liiiiiidoooo como uma louca, mas o que conta é que tentei.

32394201_2167401399954941_5826990205021716480_n.jp

A maratona foi criada pela Melina do canal Melina Sousa, e a ideia era ler livros que tivesse o tema espaço de 27 de Abril a 11 de Maio. E então como não tenho livros que chegue (cof cof), fui roubar a B.D. do namorado e, no dia 4 de Maio, li a colectânea do "Star Wars: Darth Vader" escrita por Kieron Gillen e arte de Salvador Larroca.

 

A história, para quem viu os filmes, decorre entre o primeiro e o segundo filme (os antigos), depois da destruição da estrela da morte. Vader que ficou curioso com o miúdo Skywalker e, um pouco revoltado com o Imperador, resolve fazer um pequeno ato de rebeldia, criando um pequeno exército dele e contratar uma mercenária (embora não fosse bem essa a ocupação dela). O Imperador culpa o de certa forma pela destruição da arma prodigiosa que era a estrela, e re-estrutura o comando do Império, colocando um cientista louco acima do Vader, que por sua vez passa a ter um assistente - uma ama seca por assim dizer. Após vários testes que tem de passar, sem quebrar a confiança do Imperador, defendendo os interesses do exército, incluindo iniciar uma guerra num planeta para aceitarem uma nova liderança mais nova e cumprirem com os requisitos pedidos pelo Império, Vader tenta não ser descoberto. No final acaba por ser traído por todos, mas Vader, como o bad ass  que é resolve tudo - e todos - e ainda fica bem visto pelo Imperador. É impressionante como é uma personagem forte, destemida, impulsiva, arrogante. É que o Vader é um vilão, mas é impossível não torcer por ele, não termos simpatia por esta personagem. 

 

Contudo, a personagem que adorei nesta colectânea foi uma personagem nova, criada durante a história, e que é cómica. É um robot andróide, de protocolo, igual ao C3PO mas cinzento, e que tem um chip de um robot... assassino. E é tão estranho ver um robot que de facto tem prazer e procura torturar as pessoas, é de morrer a rir. Tenho pena de nunca ter aparecido um robot assim nas animações e nos filmes.

 

Gostei e agora quero ler os restante, e quem sabe ler as B.D. todas do Star Wars - o namorado que não lê, já fez isso portanto estou em falta ahaha.

 

Sinceramente,

20099812_ua1Qu.png

 

O que tenho lido #23 + 365 dias com Poirot e Marple

31958119_2160481510646930_4299280581331517440_n.jp

 O desafio 365 dias com Poirot e Marple, está a voar! E, eu não consigo fartar de me repetir,dizendo que estou a adorar o desafio. A leitura destas últimas duas semanas correspondia ao livro " A morde de Lorde Edgware". E passo já explicar porque foi dos que até agora gostei mais, embora tenha sido das leituras mais irritantes de sempre neste desafio de Agatha Christie.

 

Resumo

"Poirot estava presente quando Jane Wilkinson manifestou o desejo de se livrar do marido, o aristocrata Lorde Edgware, e terminar um casamento há muito fracassado. Foi também na presença de Poirot, que o próprio confirmou o desejo de conceder o divórcio a Jane. Tudo isto não passaria de um episódio meramente passional se não envolvesse um homicídio. Agora que o corpo de Edgware é encontrado sem vida na sua própria biblioteca, todos os olhares recaem sobre a viúva e a Scotland Yard não vai descansar enquanto não resolver a questão.
Mas, para Poirot, os factos não são assim tão fáceis de explicar e, por uma só vez, o detective belga sente-se ludibriado. Afinal, como poderia Jane ter assassinado Lorde Edgware e, ao mesmo tempo, jantar com amigos? E qual poderia ser o seu motivo, já que o aristocrata concordara finalmente com o divórcio?"

 

A "Morte do Lorde Edgware", é talvez das melhores histórias que li até agora. O mistério é refinado, a ponto de não  conseguirmos nos aperceber bem que é o assassino pois o desvio da atenção não é assim tão fácil de perceber. A verdade é que tem tantas pontas soltas, tudo pequenas coisas relacionadas com o mistério que ficamos na dúvida. Para além disso existem tanta personagens que admitem a vontade de matar o Lorde e que mostram o seu jogo que ficamos sem perceber quem é quem. E a fineza do crime está fantástica.

 

O enredo, embora com bastantes personagens, não se torna confuso neste. Não sei porquê,neste consegui facilmente perceber que personagem era quando aparecia o nome, e em momento algum me senti farta da leitura, ou confusa.

 

Qual a parte má, e irritante da leitura deste livro? É que, ao contrário dos outros livros, em que era uma re leitura minha eu não me lembrava de nada mas que seria normal eu lembrar me de um ponto ou outro, nesta história, que é a primeira vez que li, lembrava me do episódio da série completo! E foi daqueles que só vi uma vez! Como é possível? É que nem tinha assim atores que me chamassem muito a atenção, nem foi daqueles que tivesse com mais atenção. As nossas pequenas células cinzentas, funcionam de facto de formas estranhas.

 No final pontuei com o valor máximo no Goodreads, porque tirando este pequeno aparte adorei a história. Siga para o famoso, " O crime no expresso do Oriente". Quem vai ler?

1 de Janeiro de 2018 “ O Misterioso Caso de Styl

 Sinceramente,

20099812_ua1Qu.png

 

O que tenho lido #17 +365 dias com Poirot e Marple

 

29340050_2098967133465035_3221236458526343168_n.jp

Vamos na terceira review seguida de livros deste desafio, tenho me atrasado um pouco nas outras. Quando me lancei neste desafio, supunha que algures iria ter uma fase desta, pois o tempo não é muito e com o curso de pintura ao sábado ainda perco mais uma tarde livre, e admito, a Netflix é um objeto pecaminoso (entre as várias coisas que tenho visto, estou a ver o Star Trek Next Generation). Mas com vontade e alguma organização tudo se arranja.

 

Da lista de livros que temos este ano, é o primeiro livro por ordem cronológica de lançamento, que aparece a Miss Marple, uma velhota com uma mente bastante aguçada. Enquanto que nas aventuras de Poirot ele é a personagem principal sem dúvida nenhuma, mesmo o narrador sendo outra personagem, aqui a Miss Marple mesmo resolvendo o enigma do crime, parece mais uma personagem secundária, mais uma cabeça para preencher o fundo. Aliás, até meados do livro quase que nem vemos a nossa velhota favorita. 

 

A narrativa é num dos meus cenários favoritos: uma pequena aldeia inglesa, em que o efetivo populacional é baixo mas é igualmente preenchido em falatório e intriga, e têm todos uma excelente memória principalmente quando se trata de relatar o que os outros fazem da sua vida. O narrador nesta aventura é um vicário, bastante querido por toda a população de St Mary Mead, o Clement, que vê a sua vida pacata transtornada quando ocorre um crime na sua própria casa, do Coronel Protheoroe, que por sua vez não era muito querido nessa pequena aldeia. Deduzimos logo que haviam vários suspeitos. Desde falsos telefonemas, a pessoas estranhas que foram viver há pouco tempo para a aldeia pacata, a falsificadores, várias cartas de velhotas solitárias, Clement, e os investigadores Melchett e Slack, embrenham-se cada vez mais num enigma que têm dificuldade em resolver, e que no final, embora com alguma má vontade de Slack, Marple resolve. 

 

Gosto deste tipo de história nas aldeias. Embora tenha adorado "Os quatro grandes" por nos ser descrita uma história com um paradigma diferente do usual para Agatha Christie e exatamente por não termos sempre as mesmas caras ao longo da histórias, a verdade é que uma aldeia recheada de pessoas cada uma com a sua personalidade bem limada, é delicioso. Gosto de todos os papéis: das velhotas que são o sistema de informação, dos coronéis e ladys que são a economia e revista cor de rosa do local, até à mulher charmosa, e o médico com conversas profundas, todos criam um cenário em que a dinâmica final é tão caricata e funciona perfeitamente num crime policial. Umas das minhas cenas favoritas é a primeira em que aparece a Miss Marple, num tipico chá das cinco entre velhotas beatas com a mulher do vigário. Miss Marple, tal como Poirot, é nos apresentado pelas outras personagens como uma pessoa nada querida pelos outros, pois temos sempre tendência a não gostar de quem está sempre certo. Gosto deste aspeto trabalhabado pela autora.

 

Como no primeiro livro de Poirot, aqui a fórmula da resolução do verdadeiro criminoso é semelhante, em que dos primeiros suspeitos, temos o suspeito oficial, que acaba por se declarar culpado por meios de uma armadilha. Não minto que fico frustada porque temos tantas pistas ao longo do livro, passamos por tantos suspeitos e acabamos por criar o nosso próprio suspeito e no final era aquele que descartamos logo no inicio. Mas se também fosse assim tão previsivel não era tão engraçado certo?

 

Ao longo deste livro temos algumas frases maravilhosas, em que a minha favorita é quando Haydock, o médico local, profetiza que no futuro não haverá criminosos porque nós vamos curar essa doença. De facto ele lança um debate interessante porque enquando o vicário acha que é uma doença de espirito, o médico diz que é uma doença fisica porque é tudo uma questão de hormonas. Com os estudos atuais sabemos que é verdade que em muitos estudos mostra que verdadeiros criminosos tem várias alterações. Contudo mesmo sendo uma questão fisica até que ponto isso não influencia a questão espiritual? Não está tudo interligado?

 

A próxima leitura, voltar a ter como estrela Poirot, "Perigo na casa do fundo" que voltar a ser uma re-leitura mas que como neste último livro, não me lembro nada. 

 

1 de Janeiro de 2018 “ O Misterioso Caso de Styl

 

 

 Sinceramente,

20099812_ua1Qu.png

 


BLOGGER
Sou a Sofia Gonçalves. 29 anos. Curiosa sem fim, exploradora de livros, advogada de boa comida, gestora de estados ansioliticos, caçadora de sonhos, escriba escrava da palavras da minha cabeça, pajem dos meus animais.

thedailymiacis@gmail.com

@thedailymiacis

Mais sobre mim

foto do autor


BLOG ON FACEBOOK
Clube Companhia da Tinta's currently-reading book montage
Clube Companhia da Tinta 25 members
As várias vidas que vivemos pelos livros que lemos, é o que nos leva a participar neste clube. Ler bem e bem ler. Blog: https://companhiadatinta.blogs.sapo.pt/ Grupo Facebook: https://www.facebook.com/groups/1183466295088711/?source=create_flow

Books we're currently reading

A Senhora da Magia A Senhora da Magia
by Marion Zimmer Bradley
Start date: March 1, 2018

1984 1984
by George Orwell
Start date: March 1, 2018



View this group on Goodreads »

Some blog design Written by Joana

Copyright © The Daily Miacis