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The Daily Miacis

O que tenho lido #15 + 365 dias com Poirot e Marple

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Não sei como esqueci-me na planificação  do blog de publicar a review do quarto livro do desafio 365 dias de Poirot e Marple. Logo este livro que apesar das criticas em geral ao livro, gostei bastante.

 

Resumo:

Um desconhecido faz uma visita inesperada a Poirot. A mensagem que então lhe transmite é assustadora e dá conta de uma mortífera rede internacional de crime organizado. Ludibriado por uma falsa missão, o detective é afastado do teatro de operações num momento decisivo. Sem se deixar desencorajar, e decidido a levar a investigação até às últimas consequências, dá por si mergulhado no mundo da intriga internacional, arriscando a própria vida para descobrir a verdade sobre Os Quatro Grandes. Surpreendentemente, vai ser Achille Poirot, o extravagante irmão gémeo do detective, a desempenhar um papel fundamental na solução do caso.

 

Várias criticas a este livro consideram que é um livro mal escrito, que os acontecimentos são "tontos" e é ridiculo pensar o Poirot combater uma organização mundial. Não considero que estejam de todo correto. Sim de facto tem alguns acontecimentos que acontecem rapidamente do nada, mas isso também acontece muitas das vezes nas outras histórias em que o Poirot tira uma conclusão de algo através de um facto que só ele soube até nos ser apresentado naquele momento como uma irmã escondida, etc. Dos vários pontos apresentados acerca deste livro é que de facto o final aparece um pouco abrupto. A história deste livro desenvolve-se ao longo de vários meses, temos uma acção muito lenta desde vários crimes e outros acontecimentos sem muita ligação tirando o facto de estarem ligado aos quatro grandes.  São vários capítulos sem nada acontecer de muito importante, e mesmo quando acontece não ficamos com muita informação, até que chegamos ao final e temos um final muito teatral. 

 

Contudo eu gostei bastante da aproximação deste livro porque deixamos de ter o Poirot sempre confinado a um homicidio e a navegar pelas caras conhecidas da história. Passamos a explorar vários zonas desconhecidas para esta personagem e sempre diferentes, temos intriga, suspense, mistério. Gosto mesmo do facto de parecer um Poirot 007.

 

O narrador neste livro volta a ser Hastings, que regressa da Argentina para estar uns dois meses com Poirot, mas que se transformam em quase um ano. E como sempre Poirot está um pensamento à frente dele, e é algo que eu não gostei deste livro, mais que o final. Usar Hastings como um isco mais que uma vez faz parecer aquela personagem nem como um sidekick, mas como alguém dispensável embora Poirot diga o contrário.

 

Concluindo, no geral gostei, é uma abordagem diferente, em que vários crimes estão relacionados com uma causa superior, e o facto de o melhor detective do mundo que é Poirot conseguir desvendar numa aventura que o colocou em perigo de vida, é interessante.

 

Sinceramente

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O que tenho lido #12 + 365 dias com Poirot e Marple

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A terceira leitura deste desafio já está completa.  Vou confessar: estava muito empolgada para este livro pois vi várias criticas a dizer que este era o melhor livro da leitora. Não é mau, contudo não o considero muito diferente a ponto de dizer que é o melhor.

 

Resumo:

"Roger Ackroyd sabia de mais. Sabia que a mulher que amava envenenara o primeiro marido, um homem extremamente violento, e suspeitava que ela era vítima de chantagem. Agora, que as trágicas notícias sobre a morte dela apontam para suicídio por overdose, são muitas as perguntas que parecem não ter resposta. 
O perplexo Ackroyd decide investigar, uma decisão que tem consequências inesperadas. Ao deparar-se com as primeiras pistas sobre o caso, Ackroyd transforma-se no novo alvo do criminoso.
O Dr. Sheppard, médico da aldeia, fala então com o vizinho, um detetive reformado que escolhera o campo para passar tranquilamente os seus últimos anos de vida. A escolha não podia ser mais acertada pois o pacato vizinho é nem mais nem menos que o formidável Hercule Poirot..."

 

Como sempre gostei do tipo de narrador. Não sei porquê, tem um toque de elegância e mistério ver a personagem principal descrita pelos olhos de uma terceira. E, neste livro, temos uma mudança porque em vez de ser o amigo de Poirot, Hastings, é uma das personagens do enredo específico deste livro, Dr. Sheppard. Temos uma apresentação do Poirot como um desconhecido numa aldeia tipicamente inglesa em que todos falam da vida de todos, e temos descrições da vida daquela personagem que tinha ligação com todos os suspeitos inclusive uma grande amizade com a vitima. É nos apresentado interacções entre personagens não inteiramente ligadas à investigação per se como acontecia sobre o ponto de vista de Hastings, como por exemplo pequenas cenas entre o Dr Sheppard e a sua irmã, que achei uma personagem muito curiosa e engraçada, uma boa adição a este enredo.

 

Relativamente à premissa inicial, em que não considero este das melhores obras, mesmo tendo em conta o desfecho que sim, apanhou-me muito desprevinida, é porque a fórmula é sempre um pouco de mais o mesmo de Agatha Christie. Vou reformular melhor: eu gosto deste tipo de formúla porque gosto daqueles pequenos detalhes das pequenas acções do dia a dia e de pequenas conversas, em que conseguimos (ou tentamos) encontrar pequenas pontas. Contudo, ao final de algum tempo é sempre demais o mesmo, em que perdemos a conta porque são tantas personagens com tantas razões, e já para não falar, que o ritmo deste livro chega a ser um pouco monótono ao final de algum tempo, O impacto do final, penso que seria o mesmo com o ritmo da acção mais rápido. 

 

Embora seja demasiado irritante o Poirot ser sempre o salvador do dia, admito que ele é uma personagem que nos conquista com as suas pequenas manias. Fico com um sorriso no rosto sempre que ele aparece, e não consigo deixar de imaginar que ele é o David Suchet (sim porque simplesmente o Poirot  do filme " Um crime no expresso do Oriente" não é Poirot e aquele bigode é muito excêntrico).

 

O criminoso deste livro surpreendeu me bastante, contudo, não gostei da atitude do Poirot no desfecho do crime, principalmente a razão que ele dá.

Prontos para o próximo livro? Quem vai ler?

 

1 de Janeiro de 2018 “ O Misterioso Caso de Styl

Sinceramente,

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Lista Livros de fantasia e ficção

Raquel e a Mariana  lançaram um desafio este ano intitulado 101 livros de fantasia e ficção cientifica. E como podem esperar, fiquei um pouco histérica (quê? um desafio de livros de fantasia e ficção é bem a minha onda!). A lista, que elas partilham, tem um número de bons clássicos da fantasia e da ficção e já acrescentei alguns nomes à minha já vasta lista de livros para ler. A ideia do desafio é mesmo essa: lermos os livros que estão na lista que conseguimos, ou queremos, ou que nos interesse, e depois no fim dizer qual é o 101 ou seja qual seria o livro que acrescentariamos.

 

Com isto fui rever a minha lista de livros destes gêneros que já li e, fiquei nostálgica. Porque de facto não são muitos mas tocam-me especialmente pois fico de alguma forma ligada às personagens e àquele mundo, fazendo elas assim parte de mim e do meu ser. Alguns já estão na lista que elas partilharam do National Public Radio, outras não mas são igualmente bons que mereciam estar por lá (talvez seja a minha sugestão do 101).

 

  • "O Ressugir dos esternos titãs" R.C. Vicente 
  • "A História Interminável" Michael Ende
  • "Será que os androides sonham com ovelhas elétricas?" Philip K. Dick
  • "Dune" Frank Herbert
  • "O Terceiro Desejo" Andrzej Sapkowski
  • "Tales of the Peculiar" Ramsom Riggs
  • " A manopla de Karasthan" Filipe Faria
  • Trilogia Senhor dos Aneís - J.R.R.Tolkien
  • Trilogia Inkheart - Cornelia Funke
  • "Ender's Game" - Orson Scott Card
  • His Dark Materials - Phillip Pullman
  • Crónicas de Gelo e Fogo  - George R.R.Martin
  • "Artemis Fowl" - Eoin Colfe
  • Harry Potter - J.R.Rowling
  • Acacia - Anthony Dunan
  • Outlander - Diana Gabaldon

Tem sagas que misturam-se com certas alturas da minha vida como Crónicas de Gelo e de Fogo, His Dark Materials, Harry Potter, Senhor dos Anéis. Outros livros foram descobertas inesperadas, que vi na internet, e arrisquei. E que bom risco foi "O ressugir dos eternos titãs", "Ender's Game", série Acacia e Outlander. "Artemis Fowl" foi um livro que li tinha eu 13 anos, há muitos anos que li numa tarde. Já não me lembro da história mas por alguma razão guardei sempre o livro comigo e fico sempre com vontade de reler a história, porque tem uma fada um pouco fora do normal (FYI, vai sair um filme agora com o mesmo nome, tenho alguma curiosidade). Muitos foram descobertas antes de serem falados, ou antes de serem (muito) divulgados, outros foram lidos porque gostei do filme ou da série.

Contudo são poucos e quero mais. Da lista partilhada tem alguns títulos que tenho mesmo que ler. E são:

  • "1984" - George Orwell
  • The foundation trilogy - Isaac Asimov
  • "American Gods" - Neil Gaiman
  • "Animal Farm" - George Orwell
  • "I robot" - Isaac Asimov
  • "Stranger in  stranger land" - Robert A. Heinlein
  • "The Name of the Wind" - Patrick Rothfuss
  • "Frankenstein" - Mary Shelley
  • " The Handmaid's Tale" - Margaret Atwood
  • The Dark Tower Series -  Stephen King
  • "Watership Down" - Richard Adams
  • "The Moon is a harsh mistress" - Robert A. Heinlein
  • "The left hand of darkness" - Ursula K. Le Guin
  • "The Silmarillion" - J.R.R. Tolkien
  • "Stardust" - Neil Gaiman
  • "Small Gods" - Terry Pratchett
  • The Sword of Shannara Chronicles - Terry Brooks

É melhor despachar-me a ler não é? 

 

Gostam do género? Já leram alguns? Que livros da lista estavam mais interessados em ler?

 

Sinceramente,

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O que tenho lido #11 + 365 dias com Poirot e Marple

 

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Este é o segundo livro do desafio 365 dias com Poirot e Marple. É o segundo livro que lemos com o detective Hercule Poirot, intitulado "O crime no campo de golfe" de Agatha Christie, obviamente.

 

Neste livro, tal como o primeiro que já li, é Hastings que faz as descrição da história. Começamos com uma carta que Poirot recebe de um cliente a pedir ajuda. Eles vão logo ao encontro dele, mas como seria de esperar, chegaram tarde. Todo o processo de começar a detectar um culpado inicia-se e Poirot desta vez tem um concorrente no que toca a dedução, um detective francês que até a mim, já  enervava. Poirot começa a fazer questionários à esposa da vitima, depois ao pessoal que trabalhava na casa, ao filho, vizinhos, até que temos tanta informação em mão, que para mim, fico sempre surpreendida como Poirot deduz de uma virgula, o resto da frase.  

Nesta história, a acção é densa porque para além do crime em si que se tem desvendar, existe uma história falsa criada e que é preciso primeiro a resolver para se compreender o que passou. Todos têm uma agenda secundária, mesmo quem quer ajudar. E Poirot, embora um pouco perdido inicialmente, desvenda o autor do crime, e ainda faz de "casamenteiro" pelo caminho. 

Engraçado que neste livro, ao contrário do anterior, adivinhei logo à primeira quem foi, embora tenha ficado depois um pouco indecisa mas, sem saber como, disse que era aquela pessoa logo pela primeira descrição que Poirot que dessa mesma personagem.

 

Confesso que gostei mais deste livro relativamente ao anterior. A mudança de cenários ajudou, Poirot viaja da Inglaterra para França, aí a casa tem vários locais dentro da própria da casa, temos os vizinhos, e histórias de personagens que nos transportam para outros locais, histórias dentro de histórias. Aqui nesta narrativa para além da mentira gerada para deturpar uma acção, temos um crime realizado com base noutro crime já antigo, temos um triângulo amoroso e dois corpos sem ligação. No anterior como só tinhamos o cenário da casa e pouco mais que isso, era quase sempre um pouco mais do mesmo. Hastings, como referi neste também é o narrador e que nos faz sentir bem de certa forma, pois vemos que ele é humano, facilmente liderado por emoções e por isso com a visão ofuscada no que toca a factos.

 

Como sempre, Agatha Christie criou um enredo simples e ao mesmo tempo denso que nos é dificil desvendar à primeira o que se passou. É incrivel! A verdade é que nunca temos os dados todos pois assim seria fácil, mas é complicado perceber o que se passou. Gosto destas leituras pois são leituras fáceis mas que nos preendem pois queremos saber sempre mais para desvender a história. E têm um inicio e um fim demarcados, acabam quase por ser como um conto.

1 de Janeiro de 2018 “ O Misterioso Caso de Styl

Para quem leu: gostaram mais desta história? De quem desconfiavam? Fariam o mesmo que Hastings fez,  mesmo implicando ir contra o Poirot e impedir a resolução de um crime?

 

Sinceramente,

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BLOGGER
Sou a Sofia Gonçalves. 29 anos. Curiosa sem fim, exploradora de livros, advogada de boa comida, gestora de estados ansioliticos, caçadora de sonhos, escriba escrava da palavras da minha cabeça, pajem dos meus animais.

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