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The Daily Miacis

Canção da Solidão

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A solidão está sempre comigo.

Posso estar sempre rodeada de pessoas, mas sinto me só.

 

Entendo me bem com a solidão. Desde sempre que vivemos acompanhando uma à outra. Mas tem dias que queria outra companhia. 

 

Tem dias que queria não me fechar que queria voar em bando.

Tem dias que queria fugir, fugir numa debandada. 

Tem dias que tal como a abelha, queria viver numa colmeia.

 

E tem dias que quero ficar só. Só, nem com a solidão ao meu lado.

 

Tem dias que tenho saudades daqueles que me são queridos

E só com um toque ficarmos juntos.

Tem dias que tenho saudades dos tempos queridos 

Em que tudo era mais fácil

Tenho saudades de algumas horas vividas.

 

E tem dias que não quero nada.

 

Hoje queria não ser só eu. Queria mais companhia, mas a Solidão não me deixa.

 

Sinceramente,

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Back to the origins

A semana passada foi outra semana complicada, poderei dizer que bati quase no fundo. Para além da ansiedade ter aumentado tive um problema com um familiar e fiquei em choque e custou a passar. Mas cá estou, novamente operacional. 

 

Mas por bem que esteja, estou sempre a pensar " E agora?". Ando num momento de retro-inspecção. 

 

Estou num momento da minha vida que muitos dirão "É a vida de crescido". Mas, então penso para que nascemos. Estou num momento da minha vida em que perdi muitos dos meus sonhos e tenho medo de agarrar os poucos que tenho porque, o receio de me desiludir de novo é tão grande, que nem sequer tento. Não é o trabalho que me assusta, é mesmo fazer o caminho todo e chegar ao final, e mais uma vez me fecharem uma porta. E e esse "barulho" da porta a fechar que me trás pânico.

Depois penso, há mais do que isto. Há mais Sofia que isto. E vejo tantos exemplos de pessoas que lhe foram fechadas portas sem fim, e continuaram. Sim perdi os meus sonhos, sim sei que muitos ficarão para sempre fechados numa gaveta intutilada " E se?", porque só ocorrerão se eu vivesse num universo da Marvel e existessem quinhentas mil Terras devidos aos quinhentos mil universos alternativos, e num deles eu era o que eu queria ser. 

 

E então, nestes ultimos dias,enquanto aos poucos a minha alma e corpo vão recuperando, quando paro e olho para mim, levanto a cabeça e penso" Onde está aquela Sofia? Aquela que não queria saber do que poderia vir e que poderá ser? Aquela que com um pequeno pedaço de pau podia mudar mundo? Há quantos anos não a vejo?". E comecei a refletir no que se tem passado nestes ultimos anos e vejo que muito mudou. E muita coisa foi um pouco "porque somos crescidos ai e tal e coisa tem que ser". Mas porque? 

 

Hoje, hoje mesmo, bato com o pé no chão e digo "Não". Digo não a fazer aquilo que é suposto só porque. Digo sim ao que era de antes: a Sofia que não queria saber, e seguia os intintos não interessava o quê. 

Assim, hoje resolvo voltar às origens. Resolvo voltar ao que era. E aos pequenos passos, vou voltar a crescer. Vou voltar aos poucos fazer aquilo que sou eu, fazer aquilo que me dá prazer mesmo que implique tudo e nada. 

 

E depois desta entrada tão melancólica, espero que esteja tudo bem com vocês e me aguardem! Quem eu vou voltar por aqui! O blog pode mudar um pouco mas a Sofia vai ser a Sofia :D

 

Sinceramente,

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Like a Prisioner

What's up buttercup?

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Sim ando viva. Sim não desisti, tem sido é complicado e tenho prestado mais tempo e atenção a outras coisas. 

A vida vai andando, com alguns projetos novos, ainda em fase de planeamento mas estão plantados. Tenho me dedicado mais a hobbies e exercicio fisico, e entre isso e o trabalho, o blog teve que ficar para trás.

Mas hoje dei um pulo cá e vim falar de algo que já estava para fala à algum tempo e com medo de parecer monótona, ou demasiado melacólica, não escrevi. Contudo acho que é necessário.

 

Venho falar da ansiedade. É algo com que tenho de lidar constantemente. E que ninguém leva muito a sério. Acho que quem sofre do mesmo vai subscrever a isto. Porque para a maior parte da população. que quem sofre de ansiedade é stressado e maníaco e pensam que é facilmente resolvido pela prenunciação da frase que todos pensam ser tão poderosa, a famosa " Tem calma, traquila". Exato, porque se fosse assim tão fácil nunca se tinha inventado os ansíoliticos. 

 

Viver com ansiedade é como viver com um fantasma na nossa cabeça. Não está presente, e muitas das vezes pensamos que está lá mas não o vemos e pensamos, foi desta vez que o afastamos. E no momento que menos esperamos, ele assusta-nos. E apesar de sabermos que esse fantasma existe e que temos todos as ferramentas para o exorcitamos simplesmente não  o  conseguimos afastar. E antes fosse um fantasma como Casper. 

 

Podemos estar no sitio mais povoado que nos sentimos sós, somos nós e a nossa mente, constantemente em movimento. Posso quase dizer constamente em medo, em medo de ter uma crise, em medo de uma noite por dormir, com medo dos sintomas, porque parece que vamos morrer que coremos uma maratona. Querer aproveitar uma noite de cinema ou uma saida a caminhar e pensar que não vamos chegar ao final. E depois vem o pensamos isto é na nossa cabeça acalma, porque afetamos mesmo quem está ao nosso lado porque muitas das vezes ja nem parecemos nós presentes,. e depois começamos a stressar porque temos de acalmar mas não acalmamos. E depois, porque qualquer motivo, vá se lá saber porque, vêm ao pensamento aquele plano que tinhamos há uns anos e nunca se reliazou, ou aquela tarefa que tinhamos de fazer e nos esquecemos ou temos medo de a fazer. E não acaba.... E ninguém entende. é uma doença em que somos nós e nós. E mais ninguém. 

 

Eu digo que quem sofre de ansiedade é como uma fenix: todos os dias ressuscitamos das cinzas da última luta. De toda a vez que há uma crise levantamos de novo e crescemos em direcção a uma batalha. Mas também diria que somos mais fortes, porque é uma luta transparente e dolorosa ao mesmo tempo e que ninguém consegue ajudar .

 

Por isso eu hoje estou aqui a lutar, a contar algo que me é dificil de assumir e controlar e por isso hoje estou aqui, e amanhã estou ali. Mas eu volto. 

 

Espero começar a voltar mais :D

 

Sinceramente,

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Feliz Natal! Feliz Solisticio de Inverno!

Depois de uma pausa, venho desejar-vos a todos, do fundo do meu coração, um Feliz Natal. Que seja feliz no verdadeiro sentido da palavra, que estejam com todos que amam, e gostem. E que seja uma noite, e dia 25 bons. Eu por cá ando com os meus meninos. E tenho muita comida para fazer. 

 

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Cão e gato sofre, não é?

Sinceramente,

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BLOGGER
Sou a Sofia Gonçalves. 29 anos. Curiosa sem fim, exploradora de livros, advogada de boa comida, gestora de estados ansioliticos, caçadora de sonhos, escriba escrava da palavras da minha cabeça, pajem dos meus animais.

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