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The Daily Miacis

LEITURA | Em que lingua lêem?

 Ler é um hooby bom, traz nos tanta coisa que nunca mais pararia de enumerar. Como qualquer hobby, arranja-se os seus truques, como não se tornar tão custoso no nosso orçamento, e não só, como o arrumar, como obter o melhor da leitura, etc. Por isso, e vê se imenso no mundo de leitores indepentemente da sua lingua mãe, acabam por ler em inglês.

 

Se o autor não escrever na nossa lingua nativa, o preço do livro acaba por aumentar. A tradução tem o seu preço claro. Mas para além do aumento do preço, acaba por atrasar também a venda do livro, não sendo vendido na maior parte das vezes ao mesmo tempo que o lançamento mundial. Por isso, acabamos por ler muito em inglês.

 

A opção de leitura na lingua inglesa, acaba por também arrastar outras vantagens. Na minha opinião, as edições em inglês, na maior parte são lindissimas, por vezes têm mesmo edições únicas. No entanto, qualquer país tem a sua edição bonita, ou mesmo colectâneas, e outras edições não tão habituais. Foi à custa disso que, das vezes que fui a Madrid acabei por comprar livros em Espanhol mesmo eu odiando a língua espanhola. 

 

Os espanhóis em termos de cultura pop estão bem mais à nossa frente. São muitos mais abertos, e várias gerações estão dentro da cultura pop, por isso lá as lojas de merchandise, jogos tabuleiro e comics proliferam e têm sucesso e são usufruidas por todos o tipo de pessoas, pessoas mais novas, pessoas mais velhas, de vários contextos sociais. E o mesmo se passa no mundo da literatura. À custa dessa procura que existe por vários temas, adicionando o facto de gostarem muito de produções nacionais e traduzir para espanhol, não faltam livros acerca de todos os temas possíveis. Para mim foi o ceú porque tinha muitos livros de temas que eu adoro, em edições diferentes, e foi o ice breaker, por assim dizer.

 

Assim acabei por ter livros em português, inglês e espanhol. Só não tenho em francês porque entendo mas odeio essa língua. Mas eu dizia o mesmo do espanhol, quem sabe. Resumindo, o que eu preciso mesmo é de mais dinheiro e mais tempo.

 

E vocês? Optam por ler noutra língua para ser mais barato ou para terem edições diferentes?

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Sinceramente,

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O que tenho lido #24+ Maratona Espacial

Gosto quando consigo matar dois coelhos com duas cajadas. No dia 4 de Maio, o dia Internacional de Star Wars,deu para fazer algo "Star Waresco" , ler e participar numa maratona. Vá, não é que eu tenha me esforçado nesta maratona e tenha liiiiiidoooo como uma louca, mas o que conta é que tentei.

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A maratona foi criada pela Melina do canal Melina Sousa, e a ideia era ler livros que tivesse o tema espaço de 27 de Abril a 11 de Maio. E então como não tenho livros que chegue (cof cof), fui roubar a B.D. do namorado e, no dia 4 de Maio, li a colectânea do "Star Wars: Darth Vader" escrita por Kieron Gillen e arte de Salvador Larroca.

 

A história, para quem viu os filmes, decorre entre o primeiro e o segundo filme (os antigos), depois da destruição da estrela da morte. Vader que ficou curioso com o miúdo Skywalker e, um pouco revoltado com o Imperador, resolve fazer um pequeno ato de rebeldia, criando um pequeno exército dele e contratar uma mercenária (embora não fosse bem essa a ocupação dela). O Imperador culpa o de certa forma pela destruição da arma prodigiosa que era a estrela, e re-estrutura o comando do Império, colocando um cientista louco acima do Vader, que por sua vez passa a ter um assistente - uma ama seca por assim dizer. Após vários testes que tem de passar, sem quebrar a confiança do Imperador, defendendo os interesses do exército, incluindo iniciar uma guerra num planeta para aceitarem uma nova liderança mais nova e cumprirem com os requisitos pedidos pelo Império, Vader tenta não ser descoberto. No final acaba por ser traído por todos, mas Vader, como o bad ass  que é resolve tudo - e todos - e ainda fica bem visto pelo Imperador. É impressionante como é uma personagem forte, destemida, impulsiva, arrogante. É que o Vader é um vilão, mas é impossível não torcer por ele, não termos simpatia por esta personagem. 

 

Contudo, a personagem que adorei nesta colectânea foi uma personagem nova, criada durante a história, e que é cómica. É um robot andróide, de protocolo, igual ao C3PO mas cinzento, e que tem um chip de um robot... assassino. E é tão estranho ver um robot que de facto tem prazer e procura torturar as pessoas, é de morrer a rir. Tenho pena de nunca ter aparecido um robot assim nas animações e nos filmes.

 

Gostei e agora quero ler os restante, e quem sabe ler as B.D. todas do Star Wars - o namorado que não lê, já fez isso portanto estou em falta ahaha.

 

Sinceramente,

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Na minha prateleira

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Após um mês Março, rico em compras de livros, Abril  foi o oposto. Somente o necessário (e o extraordinário é demais!). Tão correto no que toca a poupanças de livros (pena é que foi só nesta área, não vamos falar do telemóvel),que nem teve direito a post de livros comprados, tendo passado para o ínicio de Maio, como uma espécie de resumo.
 
Não sabem como tenho resistido. Navego eu, nos meandros das sugestões do facebook e de outros sites, a ver livros e mais livros, a ser assediada constantemente pelos booktubers  e instagramers com livros cada vez mais interessantes, penso é mesmo isto e zás! Desligo a página fecho os olhos, respiro e penso na foto do post que coloquei aqui e penso "tenho muito muito que ler".  
 
Como podem ver nestas compras são quase só os livros que precisava para o clube de leitura e para o desafio 365 dias com Poirot e Marple. 

"The book of lost Tales" de J.R.R. Tolkien desta lista é o único outlier, o único pecaminoso que vi à venda e não consegui resistir. Pelo autor chamou-me logo a atenção, e encontrar volumes desta colectânea principalmente em Portugal, não é muito comum. Foi um salto à primeira vista. Para o clube de leitura, a leitura extra era "1984" de George Orwell, que já saiu a opinião aqui no blog, e foi um livro que deixou me dividida em certas opiniões, mas após discussão deu para ver que de facto primeiro, não devo ter entendido bem a mensagem, e que tem que ser um livro bom pois gera boas discussões e várias interpretações. "Perigo na casa do fundo" e "Os Treze Enigmas" de Agatha Christie, são livros que também já tiveram direito à sua opinião aqui no blog, para o desafio 365 dias com Poirot e Marple. Houve troca de livros em Abril, Abril livros mil, para festejar o dia internacional do Livro, e o exemplar que a minha correspondente me enviou foi " Os homens que odeiam as mulheres" de Stieg Larsson. Estou com curiosidade para ler! (Obrigada de novo!).

 

Digam lá, não me portei bem?

 

Sinceramente,

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O que tenho lido #22

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O segundo livro que lemos para o clube de leitura Companhia da Tinta foi "1984" do George Orwell. Este livro também foi leitura para o projeto 101 livros de fantasia e ficção cientifica.

 

Resumo:

"Segundo Orwell, Mil Novecentos e Oitenta e Quatro é uma sátira, onde aliás se detecta inspiração swifteana. De aparência naturalista, trata das realidades e do terror do poder político, não apenas num determinado país, mas no mundo — num mundo uniformizado. Foi escrito como um ataque a todos os factores que na sociedade moderna podem conduzir a uma vida de privação e embrutecimento, não pretendendo ser a «profecia» de coisa nenhuma"

 

A personagem principal aqui para mim não é Winston, a personagem que seguimos ao longo desta história. Para mim a personagem principal é a doutrina, o totalitarismo que existe no mundo de 1984. Winston, Julia, O'brien servem como ferramentas para esse mundo nos entregar a mensagem. Porque digo isso?

 

O livro está dividido em 3 partes. A primeira parte, foi a parte que menos gostei, porque através dos olhos de Winston temos uma descrição de tudo o que acontece naquele mundo. As descrições não são só através de descrições ou experiências que o Winston já ultrapassou. Temos mesmo descrições no presente, no momento de coisas que o Winston está a fazer. E tendo em conta a metodologia daquele regime, que tira tudo o que seja estimulo, acabam por ser descrições muito monótonas, e por vezes repetitivas. Contudo a ideia será passar mesmo a ideia de como é triste um mundo assim, mas a falta de acção, de movimentação de acontecimentos, tornou a leitura custosa.

Quando passamos para o livro 2, a acção já desenrola. E gostei imenso. Gostei tanto que não fiquei atenta a possíveis avisos por parte do autor. E quando atingimos o clímax, não esperava mesmo por aquele desenrolar. Ou seja esperava que acontecesse mas não como aconteceu. 

E quando chegamos ao livro 3 a acção ainda melhora bastante, é bastante empolgante,eu não consegui largar a leitura neste último capítulo. Mas desilidi-me no fim.

Poemos dizer que cada capítulo corresponde ao moto do Partido:

Guerra é Paz (livro 1)

Liberdade é Escravidão (livro 2)

Ignorância é Força (livro 3)

 

Talvez posso não estar a entender a mensagem, talvez a mensagem seja mesmo a que estou a pensar. Contudo a minha ideia era que no fim, o que prevalece é o nosso espírito, para mim teria que existir uma moral desse tipo. A verdade é que a moral que aparece lá não deixa de ser crua e realista. No fundo, está bem encaixada na mensagem e no contexto. Não esperava um fim muito espetacular, mas a verdade é que esperava conversas mais filosóficas ao longo do livro e estava à espera que no final existisse um discurso revelador. Foi talvez a desilusão que tive com este livro. 

 

No computo geral, foi uma leitura agradável, muito fácil e fluida, bem escrita. Com personagens terra a terra, Winston é insípido e bastante maleável, Julia é a geração sobrevivente bastante definida. Só esperava um final diferente, aliás toda uma história diferente. Por isso a minha pontuação é de 4: a história é forte, enquadrando no ano em que foi editado é algo bastante contemporâneo, mas insípida nalguns pontos.

 

 SInceramente,

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 PS: Feita palerma andei a perguntar se alguém tinha à venda ou tinha para emprestar o livro de George Orwell 1986... e demorou até alguem que corrigir.


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Sou a Sofia Gonçalves. 29 anos. Curiosa sem fim, exploradora de livros, advogada de boa comida, gestora de estados ansioliticos, caçadora de sonhos, escriba escrava da palavras da minha cabeça, pajem dos meus animais.

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