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The Daily Miacis

Ler cenas de ciência não tem que ser chato

Divulgação cientifica para mim é das melhores armas que as áreas cientificas têm. Geralmente, as áreas das ciências, são  associadas ao estigma de pessoas chatas, inteligentes que só vem números e coisas técnicas à frente a falar das coisas exatas que são a vida deles. No entanto isso é tudo errado. Claro que como tudo, há sempre os frios, os chatos, os estúpidos e os que só fazem asneiras. Também há os que são génios e infelizmente não sabem mostrar ao mundo o quão bonito é o mundo para ele. E há aqueles que de uma forma genial, mostram o pouco que sabem. 

 

Não faltam obras de divulgação científica, e devíamos ler mais dessas obras, como procuramos por ler os clássicos e os obrigatórios de uma vida das pessoas. Não deixam de ser livros que falam como o mundo gira e como a vida é feita. Que nos ensina como somos tão pequenos e por isso tão grandes que deviamos salvar este mundo.

 

Contra mim falo, que leio mas não li muitos ainda na minha vida, e dos poucos que li adorei. Por vezes, é uma questão até de pegar nos que têm os títulos mais estranhos, que nos darão uma boa surpresa.

 

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 Eu tenho uma preferência, por inventários, procura por entradas duplas. Mas isso já são livros mais técnicos, no entanto deviamos ter um guia do género em casa. É sempre bom saber o que temos no nosso país, para saber saborear a sua beleza nos vários tons que ela se veste.

No entanto há bons livros para ler mais abrangentes e sobre assuntos que nunca pensariamos falar. Já pensaram num livro acerca de como os animais vêem a morte? E como é comparativamente aos humanos? Ou já pensaram num livro que é um consultório sexual de animais? 

 

Como vêem livros de divulgação cientifica não tem que ser "chatos". Por isso quero nos próximos tempos falar mais neles, e vou começar com o "Life Everlasting". Penso que algures num recôndido canto deste blog há uma review desse livro mas quero falar novamente.

 

Sinceramente,

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Leitores compulsivos: somos poucos?

 

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Um dos muitos dons que os livros têm é de nos colocar a pensar, e colocar em  questão muitas das coisas que já tinhamos como certas. De momento estou a deliciar-me com " The Broken Wheel's readers recommend", e das várias experiências fora da minha zona de conforto que fiz este ano, acho que me tornei uma fã de chick lit. 

 

A personagem principal nesse livro abre uma livraria. E, esse pequeno gesto diz-me muito. Há anos que eu falo de querer abrir uma livraria, com livros novos, livros velhos, confortável, com locais para ler e encontros de clubes literários com mantas, café e scones. E não é só porque é trend agora. Embora numas das minhas teorias da conspiração pense que o marketing está feito para, como nos filmes, temos épocas em que somos inundados várias modas para pegar e mover assim o comércio, a verdade é que por vezes essas modas fazem nos descobrir paixões. Eu já tinha esta paixão há muitos anos, nunca a tinha era refinado tão bem.

Mas a vida arranja-me desculpas, que eu uso facilmente e nunca me debrucei a sério sobre o assunto. 

 

Falava deste meu sonho com o meu namorado, e ele respondeu que, infelizmente, isso já não dá. As livrarias grandes, e online já servem o seu propósito melhor que uma livraria perdida no meio de uma cidade (isto porque eu já não coloco em questão no meio de uma aldeia que na minha cabeça até faria muito mais sentido, alimentar a alma de quem não tem tão fácil acesso).

 

Contudo eu contrapus: para mim como compradora e leitora, faz me falta o atendimento personalizado. Não sentem isso? Hoje em dia com os serviços processados e criados para as vendas serem mais rápidas e facéis, não passamos de um número, de um nome e de uma linha no processamento das vendas. Sinto falta de um atendimento com uma pessoa, que fale comigo. Que me surpreenda, que me dê uma opinião ou uma sugestão. Quando vão comprar um carro, não se sentem mais seguros quando falam com um vendedor que vos sabe explicar para o vosso modo de vida, qual o melhor carro, tendo em conta a motorização, combustivel e acessórios que o carro tenha? Eu sinto falta disso com os livros. Sinto falta de me dizerem se gostas de fantasia porque não ler este autor? E olha saiu este livro está muito bom porque o autor parece mesmo que se inspirou muito neste clássicos da fantasia, etc.

 

Meu namorado respondeu muito prontamente " És a primeira pessoa que ouço dizer isso". Pois ele não fala com muita malta que leia livros, e ele confirmou "porque vocês são um nicho muito pequeno".

 

Seremos? Nós leitores compulsivos que temos necessidades de estar sempre a enchar as nossas prateleiras, somos tão poucos ainda que não fazemos força em termos comerciais? E a falta de personalização nas vendas, está se a torna num luxo, em que só em certas nichos altos é que existe, e que as pessoas pagam? 

 

Não consigo deixar de pensar, que sinto pena. Pena porque estamos a acelerar tanto o nosso modo de vida, que por muito que queiramos ser únicos e diferentes, não nos tornamos nada mais que um número, um dado, uma estatística. E tenho pena, que os livros não tenham o cuidado que deviam ter, nem a força para mover o mundo.

 

Sinceramente,

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Os meus livros conforto

Existe a comida conforto, onde vamos buscar memórias de cheiros, sabores, e as nossas pupilas gostativas com o seu deleite, informam o nosso cérebro que está tudo bem. 

 

Mas, para mim, também há livros conforto. São aqueles livros que procuramos quando precisamos de um abraço, quando precisamos de "falar" com pessoas que já não viamos há um tempo, reviver bons momentos, embrenhar-nos nesse mundo e sentirmo-nos em casa. Acho que é a sensação de pertença, que nos dá esse conforto. São aqueles livros, que lemos vezes sem contas, que já sabemos algumas frases decor, as personagens como a palma da mão. Ainda assim, há sempre um momento que nos escapou, sempre uma frase nova que nos surpreende e nos preenche. São aqueles livros que estão na estante e têm um aspeto mais gasto que os outros, as pontas mais dobradas, e as páginas fartas de serem viradas, mas sempre numa posição preveligiada, para ser mais rápido de tirar da estante.

 

São aqueles que nos dão conforto.

 

Tenho poucos mas valem por muito. Foram os meus ombros nas horas tristes, os meus companheiros quando me senti mais sozinha, que me fizeram rir, e que me dão nostalgia.

 

O Senhor dos Anéis

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Não preciso de alongar e dizer que estou a adorar a leitura partilhada que estamos a fazer neste ano, desta trilogia! Decidi que vou instituir, para o meu bem, como leitura obrigatória anual. Não vos consigo explicar, nem em desenho nem em palavras, o conforto, a felicidade, o bem estar que me dá quando leio as aventuras do Frodo, do Gandalf, Aragorn, Pipin e Merry, Faramir, Eowyn... J.R.R. Tolkien consegue criar um escudo à minha volta em que sou só eu e a Terra média. Li este livro, como já disse, a primeira vez numa aposta, ainda na época do liceu, onde apostei que lia mais depressa que outro rapaz que dizia que era dificil de ler. Li rápido, o que fez com que eu não estivesse com muita atenção a certos pormenores, mas adorei todos os capitulos e páginas. Agora, quando releio, descubro sempre algo novo, e lindo.

 

Livros banda desenhada Senhor Patinhas

 

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Estes livros são aqueles que me dão uma sensação de nostalgia, das memórias de infância, de momentos quentes e felizes. Sim tenho quase 30 anos, mas ainda vou muitas vezes à minha caixa de plástico  e pego num livro ao acaso (porque mesmo depois das obras não consegui arranjar um sitio decente para eles - não os quero num sitio exposto). Consigo me rir várias vezes com o azar do Donald, e a teimosia do Tio Patinhas. Já sei muitas histórias decor, mas não me importo de reler. Pode ser uma leitura infantil, que é, mas que mal nos faz ler coisas deste género? Nenhum, só nos faz relaxar, e até abstrair a cabeça. Só nos faz lembrar, como as coisas mais simples e inocentes, ainda nos captam o coração. Não consigo evitar de ficar empolgada com o sentido aventureiro do Tio Patinhas e as aventuras todas que acontecem por várias culturas: celta, Maias, Indios, etc.

 

Harry Potter e a pedra filosofal

 

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Poderia referir a colecção inteira, mas a verdade, é que o primeiro livro tem aquele impacto em mim, que os outros não têm. Ainda me lembro de estar na livraria com a minha avó um pouco aborrecida, mas que no final ela me deu o livro porque era perto dos meus anos. Penso que naquele meu momento juvenil, foi dos livros que li mais rápido.Harry Potter acompanhou me durante alguns anos de crescimento, como a muitos leitores que seguiram a colecção afincadamente. Para mim, Outono, Outubro, é tempo de ler este livro.

 

Colecção Astérix

 

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Estes livros têm muito significado para mim pois já me reconfortaram muitas, muitas noites. Já me ri tanto mas tanto, e ainda assim, muitas das vezes, releio aquela frase e ainda me rio. É um comic que consegue abrangir várias idadas, e as piadas apresentam  várias camadas, e com 8, ou 80 anos conseguem perceber facilmente. Penso que não preciso de falar muito, porque.. é Astérix. 

 

"Eu quero escrever uma história de amor" do Clube das Amigas

 

Eu já nem me lembrava bem do nome deste livro pois infelzimente já não tenho o meu exemplar. Li este livro numa noite, e consegui me identificar tanto, absorvi tanto a história, e tendo em conta que, desde sempre nunca fui muito apaixonada por histórias de romances, este livro conseguiu chamar-me. Talvez seja porque se passa no Natal! Gostei tanto, que li esse livro novamente na noite seguinte, porque gostei tanto da história que queria mais daquilo, queria ler mais.( se alguém tiver esse livro por casa e pesar, eu aceito!)

 

 

Menções Honrosas

 

Estas menções são os livros que, mesmo não tendo lido mais que uma vez, sempre que os vejo tenho boas memórias. São quase todos de fantasia!

Guerra dos Tronos que me lembra sempre uma boa época da faculdade, Inkheart porque é lindo, lindo, lindo, Mundos Paralelos, porque foi talvez quando li um livro com uma personagem feminina tão forte e eu adorei, woman power! O diário da nossa paixão dos poucos livros de romance que li e amei sem sentir me lamechas.

 

Não são grandes clássicos, nem nomes muito sonantes para a maior parte, mas são os meus, que me criam os pequenos traços da Sofia.

 

Quais são os vossos livros conforto?

 

Sinceramente,

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A dieta do Marshmallow #4

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Digam de vossa justiça, quando fazem dietas não se fartam a partir de algum ponto de comer sempre o mesmo? Bife de peru grelhado, alface e tomates, etc? Penso que talvez seja um dos principais perigos, nem é das dietas, mas mesmo a re educação alimentar, é que no dia a dia para facilitar as coisas cair na rotina. Contudo, como o nome implica, ao fazer uma re educação temos que ser inventivos e melhorar o processo.

 

Para mim, o que funciona é mesmo comprar livros. As receitas na internet diretamente uso e faço bastantes mas depois senão as escrevo, que acontece muitas vezes, não as encontro e esqueço. E por vezes são coisas que só dá para fazer uma ou outra vez. Então, o que tento é procurar livros com receitas saudáveis. Ainda assim esta missão não é assim tão linear, porque para mim o livro perfeito de receita tem que ser com receitas que facilmente fazemos no dia a dia sem comida muita cara e sem técnicas muito elaboradas. Ultimamente encontrei a Gabriela Oliveira, e a Ella com algumas receitas facilmente usáveis no dia a dia, embora a última é variável, nalguns pontos, pois pode ter extremos. Não comendo hidratos de carbono tenho que encontrar soluções bastante apetitosas. 

 

Contudo, uma das grandes inspirações, e de onde vou buscar muitas coisas para o dia a dia, é nada mais, nada menos que a revista mensal do Continente, e também a trimestral da Lidl. Tem receitas simples, baratas e tem uma secção muitas vezes de comida saudável. Os ingredientes são materiais que vendem nos supermercados portanto sabemos que vamos lá encontrar. Ainda esta semana comprei a nova da Lidl e tem lá receitas como fazer um gelado de melancia com 3 ingredientes, espetedas de peru com pêssego, e uns pudins com pouquissimo açucar. 

 

Esta entrada no diário da marshmallow gordinha, é que o branco está a desaparecer ao pouco porque tenho aproveitado o pouco tempo que tenho livre e em simultâneo que esteja sol, para bronzear as pernas. E não só, estou a fazer o desmame na medicação da ansiedade, ou seja espero perder uma percentagem da massa gorda pelo menos até Setembro espero perder nem que seja um quilo. Vamos ver!

 

Sinceramente,

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BLOGGER
Sou a Sofia Gonçalves. 29 anos. Curiosa sem fim, exploradora de livros, advogada de boa comida, gestora de estados ansioliticos, caçadora de sonhos, escriba escrava da palavras da minha cabeça, pajem dos meus animais.

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