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The Daily Miacis

Como e Porquê - Tempo para ler

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Este post não traz nada de novo, nem é nenhuma novidade neste mundo da Internet. O que não falta são dissertações acerca de como arranjar tempo para ler. Porque insisto? Por vezes há um pequeno truque que cada um de nós usa e que pode  útil e o que outros precisavam. 

 

Desde pequena que leio. Sempre me foi incutido e eu mantive o gosto em mim, procurando novidades ou alimentando a curiosidade a ler clássicos. Como qualquer leitor, quem nunca entrou pela noite dentro a ler um livro porque não conseguia parar? Ou então não se lembra da última vez que pegou num livro porque a inspiração e o tempo não ajudavam?

 

É tudo muito bonito não é, pelo menos até ao final do liceu, e depois? Chega a universidade para quem segue, e os livros técnicos, as noitadas e os estudos, tiram nos um pouco a paciência, e para quem se esforça a coisa ainda vai por fases: em que se consegue ler muito e outras em que não se lê nada. Lembro me perfeitamente que comprei o primeiro livro da saga Game of Thrones depois de ter saído, e lido, o último do Harry Potter. Esse livro ficou parado na mesa de cabeceira da minha cama quase um ano. Quando me lembrei de pegar nele, não parei mais. E depois levei o ao ao George, cheinho de pó, para ele mo assinar mas isso já é outra história,

 

Agora que já parei o tempo de estudos, que tenho espaço para guardar os livros e um pouquito de dinheiro para comprar o que quero e quando quero, o tempo diminui. A vida é mesmo assim, dá com uma mão e tira com a outra. Mas nós, humanos, como excelente raça que somos só temos que saber é utilizar todas as ferramentas que nos deram, e adaptação foi das melhores que podiamos ter. Saber render o tempo é possível, e quando queremos a coisa funciona. 

 

Rever a nossa rotina -  dizer que não há tempo na nossa rotina para tirar, na maior parte das vezes, é coisa mal calculada. Eu cheguei a repetir isso várias vezes, até que comecei a olhar para o meu dia a dia. A verdade é que se perde uma meia hora em coisas dispensáveis, como ver o feed do facebook milhentas vezes, ou uma novela, etc. Não estou a dizer que se tem de cortar a isso piamente, nem pensar. Mas a verdade é que podemos muito bem dividir um tempo, ver o face enquanto vemos a novela, e depois ler. Ou então somente ler. Eu por exemplo leio nem que seja 10 a 5 minutos na minha hora de almoço quando estou em casa, e depois leio nos dias rentáveis quando chego do trabalho mais uns 10 minutos e depois leio à noite mais meia hora, se ainda estive a atualizar o blog, ou a ver uma série, senão sou capaz de ler bem mais que isso. Se fizerem 10 minutos aqui, e outros ali é possível. É verdade que por vezes existem histórias que requerem mais a nossa atenção e mais tempo seguido, mas aí é mais tentativa erro.

 

Livros com poucas páginas - um erro enorme que eu fazia É que a minha tendência era ler calhamaços principalmente de fantasia e que geralmente pertenciam a séries. Por isso lia poucos livros porque para acabar um livro daqueles demorava algum tempo. Assim desanimamos e nem temos a noção de tarefa concluida. Escolham livros pequenos pelo menos até conseguirem conciliar melhor o tempo.

 

Vários livros - Ler vários livros ao mesmo tempo é um erro. Por acaso agora faço o inverso, eu sempre lia um de cada vez e agora costumo ler dois ou três, geralmente livros de géneros diferentes. Faço isto para trocar um pouco o tipo de escrita e personagens e assim fico mais empolgada e não me farto tão rápido.Mas quando o tempo é reduzido não é aconselhável, pela mesma razão enunciada lá em cima, a sensação de tarefa concluída não é atingida e por isso acabamos por nos fartar um pouco.

 

Género - o género penso que faz toda a diferença. Escolham aquilo que vos satisfaz, seja livros técnicos, romances lamechas, BD, horror, policial, etc. Procurem sempre informação acerca do livro para terem uma ideia antes, e aproveitem  sem vergonha. Leiam aquilo que vos preencha, por mais ridiculo que vos pareça..

 

DIstrações -  No momento que estão a tirar parar ler, retirem todas as distrações da vossa beira. TV, telemóvel, computador, etc. Se é para ler, é para estar concentrado.

 

Um livro sempre com vocês - Se levarem um livro na bolsa, mesmo que não andem de transporte público, como é o meu caso, há sempre um momento em que temos de estar à espera de algo, uma consulta, um lanche, etc. Porque não aproveitam e leêm?

 

Anotem todos os livros que leram - No goodreads, num caderno, num quadro no vosso canto lá em casa, etc. Quando chegarem ao final de uns meses e verem o que leram, animam e pensam, bem eu consigo.

 

Arrisquem - Arrisquem no título que vos chama a atenção, numa capa que vos agrada. Por vezes saiem histórias que nunca pensavamos que seriam assim e agradam nos de todos. Descobrimos um novo autor, uma nova linha de história, e esse empolgamento é meio caminho para querer ler mais. 

 

Espero que vos ajude, a mim estes pequenos truques ajudaram. Isso e o Booktube. Nesta fase que passei que andei em baixo, o booktube foi uma lufada de ar fresco que me empolgou a ler e me ajudou a encontrar aquela parte da Sofia que estava perdida. E para além de nos inspirar, porque são inspiradores os vídeos que os booktubers portugueses fazem, é uma óptima fonte de informação de livros, coisas que nunca na vida sequer davamos atenção, e afinal era algo que até gostariamos.

 

Sinceramente,

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O que tenho lido #29 + 365 dias com Poirot e Marple

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Sim estou atrasada nas leituras deste desafio, mas tenho andado ocupada, e não tem sido fácil. Hoje falo do livro "Tragédia em 3 actos" de Agatha Christie, para o desafio 365 dias com Poirot e Marple.

 

Resumo:

São treze os convidados para um jantar que virá a ser particularmente infeliz para um deles: o reverendo Stephen Babbington, que se engasga com um cocktail e acaba por morrer. Quando o seu copo de Martini é enviado para análise, não há quaisquer vestígios de veneno – tal como Poirot previra. Mas para o grande detective belga, mais preocupante ainda é o facto de não existir absolutamente nenhum motivo para o crime...

 

A leitura deste livro foi méh. Mas não foi merveilleux como a publicidade, foi mesmo méh. Outro em que lembrei me do episódio da série "Poirot", em que lembrei quem era o autor, como foi, até de certas cenas e falas. Em compensação, estou admiradissima com a minha memória, pois tenho me lembrado de vários episódios que já vi, e alguns foram de uma forma tão errática, que nem sei como é possível lembrar-me.

 

Temos Poirot, que só aparece a meio do livro, e muito em segundo plano. A sua figura só ganha importância no final terço deste livro. Temos duas mortes e as personagens principais, não conseguem de forma alguma encontrar linhas comuns, ou razão. E investigam a título pessoal e, até de satisfação da sua curiosidade. Até que tropeçam em Poirot que, cheirou que de facto algo estava errado. Poirot lá consegue através das suas pequenas células, faro e insistência. E no final temos o fechar da cortina.

 

Não gostei do enredo, demasiado simples para um crime até complexo. Não gostei das personagens principais, de tal forma que nem me lembro do nomes delas. Foi até agora o livro que menos gostei porque não consegui criar ligação nenhuma, foi ler mesmo até ao fim porque sim. 

 

PS: Para quem gosta da série "Poirot" deixo aqui um documentário que vi no Youtube, engraçado.

PS1: Vou atrasar-me neste desafio; não me quero justificar muito mas tenho um desafio pessoal para Julho, então não vou conseguir ler os livros. Estou atrasada e já tenho "Os crimes do ABC" para ler, por isso já só começo a ler em Agosto "Um corpo na bilbioteca". No entanto não significa que não vou ler estes livros, vou é trocar a ordem destes vou inseri los noutra altura. Como estou a ver que temos algumas participações estou a pensar fazer um concurso no final do ano/inicio do proximo isto porque temos uma leitura no 30 de Dezembro, então só contará para o ano.

 

1 de Janeiro de 2018 “ O Misterioso Caso de Styl

 

Sinceramente,

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O que tenho lido #27

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A leitura deste livro não foi de todo planeada. Simplesmente tinha acabado todas as leituras e apetecia me ler algo com fantasia e este, que tinha sido oferta nos anos, era escrito por uma portuguesa e sobre história de Portugal chamou-me a atenção e então comecei a ler. E não parei.

 

Resumo:

"A descoberta dos Açores, e todo o mistério e aventura que a envolveu, foi o mote para esta obra em dois volumes de Sandra Carvalho. É uma narrativa que entretece com mestria verdade histórica e ficção, a realidade da sociedade portuguesa do século XV e a fantasia das personagens e dos cenários imaginados pela autora. Neste primeiro volume, que se centra nas histórias de vida dos fidalgos, ganham principal relevância as figuras de Constance, uma nobre inglesa enviada para Portugal para se casar com Gonçalves Vaz, senhor da valiosa herdade de Águas Santas; Nuno Garcia, um corsário implacável; Leonor, fruto ilegítimo da paixão de Constance e de Diogo, o jovem corajoso, protegido de Nuno Garcia e que Constance conhece durante a viagem, Guida, a escrava negra que cresceu com Leonor, e Tomás Rebelo, o fidalgo malévolo que deseja assenhorear-se de Águas Santas. Intriga, ganância, amor, paixão, e uma aura de misticismo, num romance extraordinário."

 

No inicio da leitura estava um pouco apreensiva. Embora tenha adorado a personagem de Constance, achava Leonor e Guida demasiado forçadas, muito cliché talvez para heroínas: a heroína muito simpática, bonita e correta e a amiga do coração rebelde, e com fogo na alma.  Várias das situações eram  demasiadas esperadas como sonhar com um apaixonado, como o problema do casamento, etc. Nos primeiros capítulos achava que a história tinha algo bom para desenvolver mas não estava a usar o seu valor.

 

Contudo à medida que a história evolui, a densidade aumenta. As personagens ganham dimensão, ganham história, ganham personalidade. Ganham profundidade. 

É um pouco como Game of Thrones: temos a história da familia perfeita, que sabemos que têm algum mistério mas que não é muito desenvolvido. Não temos magia e as pessoas nem querem acreditar. Até que todo o cenário é desfeito por um vilão. E que toda a magia explode. Só que aqui temos a história portuguesa como base, temos percepções da nossa história e personagens tipicamente portuguesas. E  o toque da mística ligada aos Açores está lindo. 

 

Este é o primeiro livro das "Crónicas da Terra e do Mar" de Sandra de Carvalho. Agora tenho que ler o livro dois, para saber como acaba a história de Leonor e de Guida.

 

Sinceramente,

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Na minha prateleira - Feira do livro a Lisboa

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Este é um dos post que tenho com livros novos. Sim, não foi distracção minha. Falei no plural. É que tenho outro com outros livros, que foram comprados com desculpa.... Mas não deixam de terem sido comprados sem créditos. Estes contudo estão livres de justificação pois ir a uma feira do livro e não comprar livros seria incomportável. Foi uma experiência nova para mim e boa, com boas oportunidades. O espaço estava bem aproveitado e a ideias das praças com o escritores era bem interessante. Estavam muitas pessoas que para mim não era lá muito agradável. Odeio querer chegar às bancadas e ter imensa gente à frente, paradas à frente do livros a falar ao telemóvel ou com outra pessoa e não estarem interessados nos livros. E levar empurrões. Gosto de estar a ver as bancadas devagar com o meu tempo e sem muita confusão, mas também do que é eu estava à espera?

 

Os dois primeiros livros do molho não foram comprados na feira do livro mas na Fnac de Lisboa, porque não consegui resistir e estavam a um bom preço. O primeiro é uma edição que nunca tinha visto de uma história que nunca tinha visto, "Smith of Wootton Major" de J. R. R. Tolkien. É uma edição linda e por dentro tem uma parte com notas do próprio autor. O segundo livro era uma colecção de policias e o título deste bem como o contexto convenceram me. Convenceram-me quase todos mas este era o que me atraia mais, "The suspicions of Mr Whicher"  de Kate Summerscale.

 

Na feira tinha ideia de comprar alguns livros, como por exemplo um da Gabriela Oliveira mas não o encontrei.Acabei por comprar outros livros que tinha na minha lista para ler.  Estes livros do Jean Louis Fetjaine, "O crepúsculo dos elfos", " A noite dos elfos" e " A hora dos elfos" já me tinham sugeridos e já tinham me aparecido como sugestão no goodreads mais que uma vez. Já tive tantas vezes para o o comprar na Wook mas  só agora na feira do livro num alfarrabista, é que comprei os 3, quase pelo preço de um novo. Queria comprar alguns clássicos, e foi numa banca da Guerra & Paz que comprei "Mulherzinhas" de Louisa May Alcott e "Os Maias" de Eça de Queirós. Este livro tem história porque é uma história de ódio que acho que ainda acabará em amor. Mais tarde veremos. O último livro é a prova que mesmo encontrando livros que queria, acabei por ver outro que me fez desviar o foco. Eu ia comprar o comic " Descender" porque já li óptimas críticas, mas vi "Harrow Country" cujo ambiente místico e escuro com algumas cenas macabras, e boas criticas do Mike Mignola, me convenceram logo de imediato.

 

Quem foi à feira do livro, teve boas compras?

 

Sinceramente,

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Sou a Sofia Gonçalves. 29 anos. Curiosa sem fim, exploradora de livros, advogada de boa comida, gestora de estados ansioliticos, caçadora de sonhos, escriba escrava da palavras da minha cabeça, pajem dos meus animais.

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