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The Daily Miacis

O que tenho lido #27

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A leitura deste livro não foi de todo planeada. Simplesmente tinha acabado todas as leituras e apetecia me ler algo com fantasia e este, que tinha sido oferta nos anos, era escrito por uma portuguesa e sobre história de Portugal chamou-me a atenção e então comecei a ler. E não parei.

 

Resumo:

"A descoberta dos Açores, e todo o mistério e aventura que a envolveu, foi o mote para esta obra em dois volumes de Sandra Carvalho. É uma narrativa que entretece com mestria verdade histórica e ficção, a realidade da sociedade portuguesa do século XV e a fantasia das personagens e dos cenários imaginados pela autora. Neste primeiro volume, que se centra nas histórias de vida dos fidalgos, ganham principal relevância as figuras de Constance, uma nobre inglesa enviada para Portugal para se casar com Gonçalves Vaz, senhor da valiosa herdade de Águas Santas; Nuno Garcia, um corsário implacável; Leonor, fruto ilegítimo da paixão de Constance e de Diogo, o jovem corajoso, protegido de Nuno Garcia e que Constance conhece durante a viagem, Guida, a escrava negra que cresceu com Leonor, e Tomás Rebelo, o fidalgo malévolo que deseja assenhorear-se de Águas Santas. Intriga, ganância, amor, paixão, e uma aura de misticismo, num romance extraordinário."

 

No inicio da leitura estava um pouco apreensiva. Embora tenha adorado a personagem de Constance, achava Leonor e Guida demasiado forçadas, muito cliché talvez para heroínas: a heroína muito simpática, bonita e correta e a amiga do coração rebelde, e com fogo na alma.  Várias das situações eram  demasiadas esperadas como sonhar com um apaixonado, como o problema do casamento, etc. Nos primeiros capítulos achava que a história tinha algo bom para desenvolver mas não estava a usar o seu valor.

 

Contudo à medida que a história evolui, a densidade aumenta. As personagens ganham dimensão, ganham história, ganham personalidade. Ganham profundidade. 

É um pouco como Game of Thrones: temos a história da familia perfeita, que sabemos que têm algum mistério mas que não é muito desenvolvido. Não temos magia e as pessoas nem querem acreditar. Até que todo o cenário é desfeito por um vilão. E que toda a magia explode. Só que aqui temos a história portuguesa como base, temos percepções da nossa história e personagens tipicamente portuguesas. E  o toque da mística ligada aos Açores está lindo. 

 

Este é o primeiro livro das "Crónicas da Terra e do Mar" de Sandra de Carvalho. Agora tenho que ler o livro dois, para saber como acaba a história de Leonor e de Guida.

 

Sinceramente,

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Na minha prateleira - Feira do livro a Lisboa

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Este é um dos post que tenho com livros novos. Sim, não foi distracção minha. Falei no plural. É que tenho outro com outros livros, que foram comprados com desculpa.... Mas não deixam de terem sido comprados sem créditos. Estes contudo estão livres de justificação pois ir a uma feira do livro e não comprar livros seria incomportável. Foi uma experiência nova para mim e boa, com boas oportunidades. O espaço estava bem aproveitado e a ideias das praças com o escritores era bem interessante. Estavam muitas pessoas que para mim não era lá muito agradável. Odeio querer chegar às bancadas e ter imensa gente à frente, paradas à frente do livros a falar ao telemóvel ou com outra pessoa e não estarem interessados nos livros. E levar empurrões. Gosto de estar a ver as bancadas devagar com o meu tempo e sem muita confusão, mas também do que é eu estava à espera?

 

Os dois primeiros livros do molho não foram comprados na feira do livro mas na Fnac de Lisboa, porque não consegui resistir e estavam a um bom preço. O primeiro é uma edição que nunca tinha visto de uma história que nunca tinha visto, "Smith of Wootton Major" de J. R. R. Tolkien. É uma edição linda e por dentro tem uma parte com notas do próprio autor. O segundo livro era uma colecção de policias e o título deste bem como o contexto convenceram me. Convenceram-me quase todos mas este era o que me atraia mais, "The suspicions of Mr Whicher"  de Kate Summerscale.

 

Na feira tinha ideia de comprar alguns livros, como por exemplo um da Gabriela Oliveira mas não o encontrei.Acabei por comprar outros livros que tinha na minha lista para ler.  Estes livros do Jean Louis Fetjaine, "O crepúsculo dos elfos", " A noite dos elfos" e " A hora dos elfos" já me tinham sugeridos e já tinham me aparecido como sugestão no goodreads mais que uma vez. Já tive tantas vezes para o o comprar na Wook mas  só agora na feira do livro num alfarrabista, é que comprei os 3, quase pelo preço de um novo. Queria comprar alguns clássicos, e foi numa banca da Guerra & Paz que comprei "Mulherzinhas" de Louisa May Alcott e "Os Maias" de Eça de Queirós. Este livro tem história porque é uma história de ódio que acho que ainda acabará em amor. Mais tarde veremos. O último livro é a prova que mesmo encontrando livros que queria, acabei por ver outro que me fez desviar o foco. Eu ia comprar o comic " Descender" porque já li óptimas críticas, mas vi "Harrow Country" cujo ambiente místico e escuro com algumas cenas macabras, e boas criticas do Mike Mignola, me convenceram logo de imediato.

 

Quem foi à feira do livro, teve boas compras?

 

Sinceramente,

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LEITURA // Que género vos surpreendeu e prendeu?

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As nossas papilas gustativas vão evoluindo à medida que crescemos por isso há coisas que vamos passando a gostar quando nos tornamos adultos. Embora a nossa memória sensorial nos mantenha alguns gostos sempre nossos, vamos descobrindo sempre novos sabores que passam a fazer parte de nós também.

 

O mesmo se passa com os livros. Acabamos por ter sempre tendência a manter-nos na nossa zona de conforto, a ler aquilo que nos dá mais prazer, que nos satisfaz e que já conhecemos. Embora os escritores tenham a sua forma de escrever bastante própria, a maior parte circunscreve-se bem dentro do género a que pertence a história. E ler aquilo que mais gostamos é bom, porque se ler é para nos fazer bem, temos que ler algo que nos saiba bem, certo? No entanto, a verdade, é que por vezes ignoramos histórias, temas, géneros, que até podemos torcer o nariz. Até que alguém nos diz, sugere, dá nos um livro para ler do género pois garante que vamos gostar daquele ou se queremos ler algo do género devemos começar por aquele. Experiência diz me que geralmente acontece duas situações: ou adoramos ou detestamos. Meio termo não acontece muito. 

 

Comigo nem começou assim. Começou com "Poirot" e "Miss Marple", séries de época e com personagens tão queridas. Começou com o Booktube e ver pessoal a ler mistério, e empolgado contar como chegamos ao final. Querer ler há muitos anos Agatha Christie porque é um clássico. E agora estou viciada no género. Quero, preciso da intriga, do mistério que está ao virar da página. Do ver o segundo significado de cada frase. Analisar a descrição das personagens. 

 

Isto surpreende me porque eu sempre fui uma menina de fantasia e ficção cientifica. Li claro livros de outro género, clássicos, romances, auto ajuda. Mas acabo sempre por ler mais fantasia e mais ficção cientifica. Agora acho que me vou encantar também com o crime e thriller, um género que nunca me chamou, nunca. Nem quando havia livros mais aclamados.

 

E vocês, aprenderam a gostar de algum género que não pensavam gostar?

 

Sinceramente,

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SÉRIES // Miss Fisher

 

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Conhecia esta série ainda antes do Netflix. Via quando tinha deixava o FOX Crime ligado depois de ter acabado um episódio de "Poirot" ou " Miss Marple". No primeiro episódio estranhei. Despertou me a curiosidade porque é de época e Sofia não resiste a nada que seja de época. Por exemplo ultimamente ando com uma vontade de rever " A Casa das setes mulheres" novamente. A época dos anos 20, do despertar do poder da mulher, encanta-me, mas o mesmo não se passou com Phryne Fisher, pelo menos à primeira vista. Achava uma personagem muito forçada, muito metidiça, com mania em demasia.

 

Continuo a achar uma personagem exagerada nalguns pormenores, demasiado show off e  muita vivacidade, mas depois de estranhar, entranhei. A verdade é que tem mais que se diga a Miss Fisher. À medida que os episódios vão passando vamos vendo que afinal tem mais profundidade do que mostra. A maneira dela ser até tem algum fundamento, ela esconde o mistério que não conseguiu resolver acerca da morte da irmã. Passou por muito, nunca escondendo que tem dinheiro, mas passou por várias fases na vida dela. E, temos bastante women power nesta série. Temos alguns episódios onde é mesmo abordado como as mulheres são tidas em contas, como ensinar etiqueta mas não se saberem proteger, não terem voz e por aí. 

 

MIss Fisher está rodeada por várias persoangens caricatas, como os empregados da casa, o investigador da polícia. Miss Dot é uma personagem tão querida e tão engraçada, como quando ela se debate por estar apaixonada por um protestante e ela ser católica. Para além de tudo a série é australiana e passa-se se na Austrália então temos algum background diferente.

 

E claro, os mistérios que  aparecem em cada episódio. Tentar saber quem fez o quê, é o que me prende. Vicia me! Acabo a dizer, não podia evitar, tenho que ler os livros.

 

Sinceramente,

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Sou a Sofia Gonçalves. 29 anos. Curiosa sem fim, exploradora de livros, advogada de boa comida, gestora de estados ansioliticos, caçadora de sonhos, escriba escrava da palavras da minha cabeça, pajem dos meus animais.

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