Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

The Daily Miacis

O que tenho lido #33

** esta review pode conter alguns spoilers **

37296616_2262804587081288_2283600425854697472_n (1

 Este livro tem uma pequena história. Andava com esta BD à algum tempo debaixo de olho. Mas quando fui a Lisboa, à feira do livro ia focada. Como já comentei bem me valeu o foco que saiu tudo pela culatra, e este livro foi nada mais nada menos que um desses exemplos. 

Graças ao mundo da literatura, A Outra Mafalda e a Olga, entrei na feira convencida que é hoje, é hoje que trago o Descender comigo, não vale a pena olhar para outras B.D's, Sofia hoje só trazes o Descender. Bem, cheguei a uma banca só de B.D. e que sonho, tanta B.D. mas eu, firme, Sofia só Descender. Raios parta que o Harrow County estava perto do Descender, e a coisa ficou dificil. Não só era mais barato como, Mike Mignola, o Mike Mignola diz que é uma óptima história. E quando o Mignola diz que é assim, eu confio. Bem lá ficou mais uma vez o Descender e veio o Harrow County. Só li o primeiro livro, e estou arrependida de não ter trazido dois, porque lê se rápido e queremos saber mais! 

 

É a história de Emmy que vive com o seu pai na quinta. A aldeia é pequena, e calma, mas rodeada de mistério, como os perigos que existem na floresta. No seu 18º aniversário, a população decide que tem de matar Emmy- é que ela nasceu de uma árvore onde há uns anos a mesma população daquela terra matou uma bruxa que salvou muitos doentes mas também pactuava com demónios. 

 

A história tem mais que se conte, e o ambiente escuro, perverso e assustador é qualquer coisa.  O trabalho de aguarela é basante apetitoso e perfeito tendo em conta a atmosfera carregada e escura que era necessário criar. 

Sendo recomendado por Mignola, só podia ter esta índole de mistério sobrenatural, com um tendência perversa. Sangue, sacrificios, mortes, etc. Mas com o tema bruxas, e pacto de demónios dá um certo requinte. Suponho que a continuação da história vai se ser o debate interno de Emmy entre o que é herança e o que é ela. Ao mesmo tempo que tem de lutar contra os preconceitos. Tudo o que gosto: sobrenatural, bruxas, aguarela, debates internos. Tenho que ler mais sobre esta pequena aldeia gótica com bruxas.

 

Sinceramente,

20099812_ua1Qu.png

 

Como e Porquê - Tempo para ler

wedding.png

Este post não traz nada de novo, nem é nenhuma novidade neste mundo da Internet. O que não falta são dissertações acerca de como arranjar tempo para ler. Porque insisto? Por vezes há um pequeno truque que cada um de nós usa e que pode  útil e o que outros precisavam. 

 

Desde pequena que leio. Sempre me foi incutido e eu mantive o gosto em mim, procurando novidades ou alimentando a curiosidade a ler clássicos. Como qualquer leitor, quem nunca entrou pela noite dentro a ler um livro porque não conseguia parar? Ou então não se lembra da última vez que pegou num livro porque a inspiração e o tempo não ajudavam?

 

É tudo muito bonito não é, pelo menos até ao final do liceu, e depois? Chega a universidade para quem segue, e os livros técnicos, as noitadas e os estudos, tiram nos um pouco a paciência, e para quem se esforça a coisa ainda vai por fases: em que se consegue ler muito e outras em que não se lê nada. Lembro me perfeitamente que comprei o primeiro livro da saga Game of Thrones depois de ter saído, e lido, o último do Harry Potter. Esse livro ficou parado na mesa de cabeceira da minha cama quase um ano. Quando me lembrei de pegar nele, não parei mais. E depois levei o ao ao George, cheinho de pó, para ele mo assinar mas isso já é outra história,

 

Agora que já parei o tempo de estudos, que tenho espaço para guardar os livros e um pouquito de dinheiro para comprar o que quero e quando quero, o tempo diminui. A vida é mesmo assim, dá com uma mão e tira com a outra. Mas nós, humanos, como excelente raça que somos só temos que saber é utilizar todas as ferramentas que nos deram, e adaptação foi das melhores que podiamos ter. Saber render o tempo é possível, e quando queremos a coisa funciona. 

 

Rever a nossa rotina -  dizer que não há tempo na nossa rotina para tirar, na maior parte das vezes, é coisa mal calculada. Eu cheguei a repetir isso várias vezes, até que comecei a olhar para o meu dia a dia. A verdade é que se perde uma meia hora em coisas dispensáveis, como ver o feed do facebook milhentas vezes, ou uma novela, etc. Não estou a dizer que se tem de cortar a isso piamente, nem pensar. Mas a verdade é que podemos muito bem dividir um tempo, ver o face enquanto vemos a novela, e depois ler. Ou então somente ler. Eu por exemplo leio nem que seja 10 a 5 minutos na minha hora de almoço quando estou em casa, e depois leio nos dias rentáveis quando chego do trabalho mais uns 10 minutos e depois leio à noite mais meia hora, se ainda estive a atualizar o blog, ou a ver uma série, senão sou capaz de ler bem mais que isso. Se fizerem 10 minutos aqui, e outros ali é possível. É verdade que por vezes existem histórias que requerem mais a nossa atenção e mais tempo seguido, mas aí é mais tentativa erro.

 

Livros com poucas páginas - um erro enorme que eu fazia É que a minha tendência era ler calhamaços principalmente de fantasia e que geralmente pertenciam a séries. Por isso lia poucos livros porque para acabar um livro daqueles demorava algum tempo. Assim desanimamos e nem temos a noção de tarefa concluida. Escolham livros pequenos pelo menos até conseguirem conciliar melhor o tempo.

 

Vários livros - Ler vários livros ao mesmo tempo é um erro. Por acaso agora faço o inverso, eu sempre lia um de cada vez e agora costumo ler dois ou três, geralmente livros de géneros diferentes. Faço isto para trocar um pouco o tipo de escrita e personagens e assim fico mais empolgada e não me farto tão rápido.Mas quando o tempo é reduzido não é aconselhável, pela mesma razão enunciada lá em cima, a sensação de tarefa concluída não é atingida e por isso acabamos por nos fartar um pouco.

 

Género - o género penso que faz toda a diferença. Escolham aquilo que vos satisfaz, seja livros técnicos, romances lamechas, BD, horror, policial, etc. Procurem sempre informação acerca do livro para terem uma ideia antes, e aproveitem  sem vergonha. Leiam aquilo que vos preencha, por mais ridiculo que vos pareça..

 

DIstrações -  No momento que estão a tirar parar ler, retirem todas as distrações da vossa beira. TV, telemóvel, computador, etc. Se é para ler, é para estar concentrado.

 

Um livro sempre com vocês - Se levarem um livro na bolsa, mesmo que não andem de transporte público, como é o meu caso, há sempre um momento em que temos de estar à espera de algo, uma consulta, um lanche, etc. Porque não aproveitam e leêm?

 

Anotem todos os livros que leram - No goodreads, num caderno, num quadro no vosso canto lá em casa, etc. Quando chegarem ao final de uns meses e verem o que leram, animam e pensam, bem eu consigo.

 

Arrisquem - Arrisquem no título que vos chama a atenção, numa capa que vos agrada. Por vezes saiem histórias que nunca pensavamos que seriam assim e agradam nos de todos. Descobrimos um novo autor, uma nova linha de história, e esse empolgamento é meio caminho para querer ler mais. 

 

Espero que vos ajude, a mim estes pequenos truques ajudaram. Isso e o Booktube. Nesta fase que passei que andei em baixo, o booktube foi uma lufada de ar fresco que me empolgou a ler e me ajudou a encontrar aquela parte da Sofia que estava perdida. E para além de nos inspirar, porque são inspiradores os vídeos que os booktubers portugueses fazem, é uma óptima fonte de informação de livros, coisas que nunca na vida sequer davamos atenção, e afinal era algo que até gostariamos.

 

Sinceramente,

20099812_ua1Qu.png

 

O que tenho lido #32 + Book Bingo Leituras ao Sol 2

37107948_2260395543988859_674916396458573824_n.jpg

Antes de me alongar, tenho que apresentar uma errata ao último post "o que tenho lido". É que o livro que li para o desafio 365 dias com Poirot e Marple, vou colocá-lo no desafio do Book Bingo Leituras ao Sol 2. É a minha primeira leitura e a minha primeira alteração à TBR. Vai contar para a categoria "Livro que tenha sido publicado há mais de 10 anos". A data de lançamento de "Os crimes de Abc" é de 1936, logo penso que entra bem nesta categoria.

 

Regressando ao título do post (que esteve para ser um vídeo mas com a minha timidez gigantesca e complexos desisti) e dentro do tema Book Bingo Leituras ao Sol 2, li para este desafio o clássico de ficção cientifica "Um estranho numa terra estranha" vol 1 de Robert Heinlein, pertecendo à categoria "Prémio Literário Estrangeiro". Robert Heinlein com esta obra obteve os prémios Hugo Award for Best Novel (1962) e Prometheus Hall of Fame Award (1987). 

 

A leitura deste livro também contou para o desafio 101 livros de fantasia e ficção cientifica.

 

Resumo:

Há vinte e cinco anos, a primeira missão a Marte terminou em tragédia e todos os tripulantes morreram. Mas, na verdade, houve um sobrevivente. Nascido na fatídica nave espacial e salvo pelos Marcianos que o criaram e lhe ofereceram uma nova vida, Valentine Michael Smith nunca viu um ser humano até ao dia em que é descoberto por uma segunda expedição a Marte.

Ao regressar à Terra, vê-se pela primeira vez entre o seu povo. Começa então um percurso de aprendizagem dos códigos sociais e preconceitos da natureza humana, totalmente alienígenas para a sua mente. Nesse processo de descoberta e integração, Valentine irá partilhar com a Humanidade os rituais sagrados que aprendeu em Marte e retribuir com as suas próprias crenças sobre o amor e o sentido da vida. Mas conseguirá alguma vez deixar de se sentir um estranho numa terra estranha?

 

Tenho uma relação bem estranha com este livro. É só o volume 1 da história mas acho que tem alguns plot holes. Contudo o que me desiludiu mais foi que eu tinha uma ideia errada da acção, que me criou expectativa e me desiludi a ler a história.

 

Valentine regressa ao planeta terra com  segunda expedição a Marte. Depois de todos os aparatos com ele porque tendo nascido e desenvolvido num planeta com baixa gravidade, regressar à Terra com 1g é necessário preparar o corpo para isso. Então Valentine vai para o hospital onde fica isolado. Todos pensam que o isolamento é meramente cuidar bem de Valentine, mas é aí que Ben Caxton e Jill entram, pois compreendem que existe todo um interesse por parte do Governo: é que até aquele momento nenhum país tinha pretensão sobre Marte, e Valentine tendo em conta toda a buracracia realizada na primeira expedição é como se fosse o dono de Marte. 

 

Depois de algumas artimanhas, Valentine é salvo por Jill e acabam na casa do Jubal, local onde vai ser colocado em trânsito um plano para conseguir dar os direitos todos a que Valentine tem. 

 

Ao longo deste percurso  Valentine é arrastado como uma criança inocente, aceitando as coisas. E é neste pequeno pormenor que me encantou a história. É que toda a experiência de ensinar Valentine, os conceitos e preconceitos da sociedade humana, e conseguir ensinar a aplicabilidade nas situações corretas, numa mente tão inocente, tão simples e tão bondosa, gerou diálogos que chegam mesmo a dissertar sobre a nossa condição humana. Tem diálogos lindos. Aliás, metade da história neste livro são diálogos acerca de Valentine ou sobre o seu passado (que se fala muito, muito pouco), ou sobre toda a burocracia que o levou a ser uma peça puzzle chave (que nalgumas vezes não entendi porque eram conceitos tão intrinsecos à história que não percebia a sua aplicabilidade), ou então trocas de experiências e aprendizagem com Valentine. Tudo isto ocorre basicamente em três cenários:: o hospital, a casa de Jubal e o local final onde acontece a conferência. As personagens são fantásticas: não há cá muita complexidade, excepto talvez em Jubal, mas a verdade é que toda a dinâmica gerada entre eles é fantástica. Adorei a personagem de Jill, que no inicio pensei que não me ia aquecer nem arrefecer, mas surpreendeu me bastante ao longo da história.

Tem alguma intriga esta história, o que seria de esperar quando temos Governo com interesses próprio. 

 

Dei três estrelas, no entanto sei que esta história merecia mais, até porque eu gosto quando a história andar a roçar ali nos conceitos de ética. Mas não consegui abstrair me das coisas que me faziam falta. Senti falta de um pouco de acção ou pelo menos de uma narrativa mais acelarada, precisava de fechar umas ponta soltas. Quero ler, sem falta o segundo volume para tirar as teimas acerca da história.

 

Quem já leu qual a vossa opinião? Preciso de discutir o livro com alguém porque li este livro numa fase de cansaço e tenho medo de não ter aproveitado o livro como devia ter aproveitado. 

 

Sinceramente,

20099812_ua1Qu.png

 

O que tenho lido #31 + 365 dias com Poirot e Marple

 

36884079_2252384358123311_1982379221036564480_n.jp

 

Li para o desafio 365 dias com Poirot e Marple o livro "Crime do ABC" e que lufada de ar fresco no desafio. Os livros andavam a entediar me um pouco, os crimes não estavam a chamar me muito a atenção. Mas já gostei mais da narrativa desta história.

 

Resumo:

Um assassino em série anda à solta e está decidido a matar de acordo com as letras do alfabeto. Em jeito de assinatura, ele deixa junto ao corpo de cada vítima um exemplar do ABC ¿ um guia dos caminhos-de-ferro, aberto no nome da cidade em que o crime foi cometido. Tendo começado em Andover para facilmente se deslocar para Bexhill e depois Churston, tudo indica que o assassino vai conseguir chegar ao fim do alfabeto. Mas a vaidade leva-o a desafiar Hercule Poirot, e esse é um erro pelo qual vai pagar muito caro...

 

Se querem que vos diga, acho que o resumo até nem está muito correto. A história começa com Hastings a visitar Poirot depois de outra temporada na Argentina. Após colocar a conversa em dia Poirot, este comenta que só tem os casos que o intriga e mostra uma carta que recebeu, provavelmente uma brincadeira de mau gosto, mas que ele tinha um pressentimento. Esse pressentimento realizou-se tal como o que dizia na carta. Assim temos o primeiro crime de Mrs Archer, em Andover, o primeiro crime do ABC. Assim continuou a chegar ao B, e ao C, e chegaria ao D, não tivesse ocorrido um engano no nome. Mas o assassino não é apanhado porque desafiou Poirot, no fundo é apanhado porque teve azar com as pessoas que o rodeavam, e assim se descobriu o caminho todo para a resolução.

 

Embora o Poirot não tenha muita acção no sentido de perguntar e procurar como naquelas histórias que eu costumo gostar mais, nas aldeias pequenas, aqui é quase as pistas vão ter com ele. No entanto não deixa de ser uma história bem engraçada, em que temos um Poirot mais calmo, e um Hastings sempre muito emotivo.

 

Nunca pensei que o criminoso era aquela pessoa, como nunca na minha vida imaginava como Poirot solucionou os crimes. É que a ligação este ambos é: zero.

Este já me deu mais vontade de ler Poirot, mas como mencionei este mês vou parar e recupero no próximo mes.

 

1 de Janeiro de 2018 “ O Misterioso Caso de Styl

 Sinceramente,

20099812_ua1Qu.png

 

 

 


BLOGGER
Sou a Sofia Gonçalves. 29 anos. Curiosa sem fim, exploradora de livros, advogada de boa comida, gestora de estados ansioliticos, caçadora de sonhos, escriba escrava da palavras da minha cabeça, pajem dos meus animais.

thedailymiacis@gmail.com

@thedailymiacis

Mais sobre mim

foto do autor


BLOG ON FACEBOOK
Clube Companhia da Tinta's currently-reading book montage
Clube Companhia da Tinta 25 members
As várias vidas que vivemos pelos livros que lemos, é o que nos leva a participar neste clube. Ler bem e bem ler. Blog: https://companhiadatinta.blogs.sapo.pt/ Grupo Facebook: https://www.facebook.com/groups/1183466295088711/?source=create_flow

Books we're currently reading

A Senhora da Magia A Senhora da Magia
by Marion Zimmer Bradley
Start date: March 1, 2018

1984 1984
by George Orwell
Start date: March 1, 2018



View this group on Goodreads »

Some blog design Written by Joana

Copyright © The Daily Miacis