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The Daily Miacis

TBR dos próximos tempos

Eu não sou grande fã de listas naquilo que gosto de fazer por prazer. As coisas saem me naturalmente, e é assim que gosto porque é um momento em que estou relaxada, que me sabe e tem que saber bem.  Por isso nunca fui muito de aderir a TBR porque vou lendo consoante o que me apetece. O desafio 365 dias com Poirot e Marple é uma lista de certa forma, é uma TBR para o ano inteiro, mas é algo que eu sempre quis ler e ao colocar os livros de forma cronológica torna a leitura engraçada. 

 

Estava eu a navegar pelas internets, e vejo um livro bom para comprar, vejo uma promoção na Saída de Emergência, vejo mais um instagram com um livro interessante, e vejo mais um vídeo no youtube com outro livro que me agradava ler. Para além disso começo a fazer contas do que tenho de comprar para o desafio de 365 dias com Poirot e Marple, mais para o clube de leitura. De repente aparece um sinal vermelho na minha cabeça a dizer "STOP", sinais sonoros de aviso, e uma voz ao mesmo tempo "onde é que está a tua poupança Dona Sophie?". Pois, naquelas metas da poupança os livros eram um deles, e como as fugas às dietas, fui me desculpando "óh só mais este" e mais este, e mais este, e dou pelas estantes cheias de livros que quero ler - e muito - e parados. Adenda, eu nas dietas porto me melhor, juro.

 

Por isso volto ao zero, só me dando permissão a comprar depois de ler 1000 páginas, excepto nas Feira dos Livros. Porque vá é um evento anual e é uma tradição minha. Apresento-vos assim, a minha TBR para os próximos tempos.

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Tem ali uns livros em que leio dois e já atingo a minha meta, e não é batota! Será que vou ter umas vales extras para a Feira do Livro?

 

Sinceramente,

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O que tenho lido #19+365 dias com Poirot e Marple

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Com algum atraso, devido à dificuldade em arranjar este livro, consegui ler dentro do prazo o livro "Perigo na casa do fundo" de Agatha Christie para o desafio que estou a fazer este ano de 365 dias com Poirot e Marple.

 

É mais um clássico de um mistério de Poirot. Este e Hastings encontram-se em St. Loo, uma instância de férias, e conhecem uma jovem bonita e descontraída, Nick Buckley. Ficam a saber, em pouco tempo que a jovem já tinha escapado em poucos dias a três situações quase mortais. Poirot fica logo empolgado, e esquece a promessa de que nunca mais investigaria nada. Tenta ajudar jovem. A rodagem dos cenários é bastante semelhante: vários suspeitos com várias razões para tal inclusive inveja, dinheiro ou amor. O final como sempre nos surpreende pois eu, mesmo sendo a segunda vez que leio, não me lembrava quem era o culpado e fiquei surpresa na mesma.

 

Contudo, não consigo mentir. Fico frustada quando o culpado é aquele suspeito que eliminamos logo no inicio. Sinto quase como um deperdicio de tempo, em que lemos e procuramos alguma lógica  e afinal é aquilo que à partida tinha sido descartado.

Voltamos a ter Hasting como narrador, que é uma falha nesta história, pois não sabemos o que aconteceu para ele não estar na Argentina. Não sabemos se volto, se está de férias, nem da sua esposa. Contudo é sempre agradável os dois juntos, pois o Poirot com a sua arrogância está sempre a deitar o Hasting abaixo, este que o ajuda sempre.

 

Não foi dos livros que mais gostei do ler. Embora tenha o lido muito rápido, não gostei muito nem do mistério nem da história, nem do crime em si. Por isso a minha pontuação não foi muito alta. Que venha a próxima leitura. Quem vai participar? Eu ainda tenho que arranjar o livro.

1 de Janeiro de 2018 “ O Misterioso Caso de Styl

Sinceramente,

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O que tenho lido #18

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 A leitura deste mês do Clube de Leitura Companhia da Tinta foi "As brumas de Avalon - A Senhora de Magia" de Marion Bradley. Já queria ler este livro há muito tempo, até porque vi o filme estava eu na minha adolescência ou seja, há mais de uma década, e na altura achei uma história bonita e interessante. O poder do feminino sempre me atraiu, e neste livro o que não falta são demonstrações desse poder. O problema é que exatamente por já ter visto o filme, o factor surpresa desapareceu. Então foi mais uma lembrança do filme que outra coisa.

 

Esta história é um retelling se pode se usar este termo, da lenda do Rei Artur. Toda a mística que existe à volta dessa lenda está aqui: temos a famosa espada Excalibur, temos uma Senhora do Lago, temos Merlin, temos Guinevere embora com outro nome, temos os principais cavaleiros da Távola Redonda, e temos Morgaine. A história pode não ter muitos feitiços com com dragões e outras coisas que tais, mas a magia lá está. Está presente de uma forma tão natural, tão orgânica que facilmente faz parte da história e de todo o mundo. Estanto contextualizado no mundo Celta, esta mística ligada à natureza é tão facilmente compreensivel e facilmente percebemos.

 

Esta história começa ainda Artur não nasceu, aliás Artur é quase uma criança até 2/3 do livro. Começamos com a mãe de Artur, uma jovem de 18 anos, e com toda a máquina que vai entrar em acção para que Artur seja gerado e chegue ao trono de uma Britânia que começa a ser invadida em grande por uma nova religião que os romanos trouxeram: a religião Cristã. Esta religião é o total oposto da que até agora se tinha mantido. A mulher que até aí tinha um papel importante e de peso, passava a ser um objeto de pecado, que tem de se manter num canto e fazer filhos basicamente. Depois de cerca metade do livro que é do ponto de vista da Igraine, passamos para o ponto de vista de Morgaine, que sendo meia irmã de Artur, pertence à linhagem real de Avalon, e tendo o dom, vai para a ilha, para ser treinada como uma grã-sacerdotisa. E é partir daqui que a intriga adensa mais.

 

Para mim toda a história deste livro tinha tudo para me deixar encantada: Inglaterra, Celtas, femininismo, e fantasia. No entanto não mexeu comigo como estava à espera. Como mencionei, ter visto o filme e mesmo que há muito, tenho muitas lembranças. Então sabia os pontos chave da história e já não me surpreendia. A única coisa que fiquei surpresa no livro é como é Viviane, a tia de Morgaine e Senhora de Avalon. No livro é descrita como pequena, morena, fria mas ao mesmo tempo terna. Angelica Houston é tudo menos pequena.

 

O que mais gostei de tudo foi  a escrita. Embora a  edição que tenho tem bastante erros ortográficos, a escrita é facil, é fluida, não tem palavras ou comparações muito complexas. Algumas descrições podiam estar mais estruturadas mas tirando isso a escrita é tão dinâmica, interativa com a história, que é um livro tão fácil de ler. Não temos momentos com descrições gigantescas de um lugar ou um momento, temos descrições que vão aparecendo aqui ou ali, fazendo parte da história, não estando soltas. Ou seja temos a visualização de tudo no momento certo sem ficar entediado. 

E está de tal forma tão impregnada na história que mesmo descrições dos rituais que faziam, como matar animais e banhar se em sangue, aquilo é de tal forma escrito banal, que não provoca choque. Pelo menos em mim, eu li e não fiquei enojada nem chocada. Mas também não fiquei chocada com a revelação que acontece depois, ou seja posso estar a ser influenciada pelo filme. Ler um livro depois do filme não é mesmo nada a melhor das sensações.

 

Quem participou na leitura? Gostaram?

 

Sinceramente,

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Como e Porquê - Ler Fantasia

 

 

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Dêem-me fantasia ou ficção cientifica qualquer dia, que eu nunca digo que não. Fantasia é um género de leitura que na minha opinião ou é muito amado, ou é muito detestado. E para quem não gosta ou simplesmente nem lhe dá valor, de uma forma geral, considera o como leitura infantil, e a opinião mais vezes repetida é "porque não é de coisas reais".  Vão me perdoar mas eu não considero isto de facto real. Se analisarem muitos dos livros de fantasia e os decomporem, vão perceber que para chegar àquela criação de um mundo nada real, foi preciso uma boa avaliação, análise e estudo do mundo real. 

 

O fenómeno do género da fantasia tem como as suas origens nada mais como a nossa herança oral: todas aqueles histórias de "avós", locais,  em que a imaginação, o medo e a necessidade de instruir os levou a construir uma ficção de algo que não era explicável e palpável. Os primeiros textos de fantasia remontam a séculos antes de Cristo e geralmente sempre interligadas com alguma religião. Por isso, este género está presente na nossa sociedade desde sempre. Ao longo do tempo, este género foi se mantendo e alimentado pelas mentes cuja imaginação criaram obras de arte que muitas delas conseguiram transpor os limares da memória, e permanecer lá. Vários temas são conhecidos por quase todos, mesmo para quem não gosto do género, não é verdade?

Vamos ver porque devemos mantar a tradição e ler mais fantasia:

 

  • Escape: Penso que esta é das razões que muitos associam este género a talvez uma infantalidade. Sim é um escape da realidade. Primeiro a vida já é tão difícil, não podemos escapar para um mundo que não este? E muitas vezes este escape noutro mundo, é uma procura interior para percebermos melhor este  mundo: entender a premissa do héroi, as decisões que o levaram ali. O escape existe para toda a gente, mesmo os livros não fantasiosos como romances, clássicos, não deixa de ser um escape: um escape naquele mundo de ficção , numa relação de amor que desejavamos ter, uma vida de rico que adoravamos ter, ou em novelas ou programas da TVI. 
  • Imaginação: E preciso usar a nossa imaginação para gerar na nossa mente aquele objeto ou mundo, cenário que nos estão a descrever e que nunca vimos nem sabemos como é. Esta habilidade vai nos fazer aumentar a nossa "ginástica mental", a nossa imaginação que pode ter muitas vantagens no nosso dia a dia, não só aplicando à literatura mas como em várias áreas no trabalho, na escola, etc. Como tal aumentar a nossa imaginação aumenta o nosso poder de criativade e abstração. Já repararam que muitos génios de áreas assertivas como matemática ou fisica lêem fantasia?
  • Magia: sim todos nós queremos algures na nossa vida acreditar na magia certo? Pelo menos na nossa infância acreditavamos que o Pai Natal fazia a volta ao mundo numa noite, que a fada ou um ratinho trocava os nossos dentes de leite por outro objeto, ou então outra situação caricata que não sabiamos como se descrevia e por isso aceitavamos a descrição que nos davam. A magia para mim é algo que ultrapassa o Pai Natal, um mago que lança bolas de fogo, ou uma bruxa. Porque já li vários livros, sei que a magia é mais que isso: a magia é algo que vem de dentro, vem de nós, vem da nossa força de acreditar, vem da nossa força de continuar em frente, da esperança. Não acabei de resumir também a filosofia de vida do positivismo?
  • Filmes que viram: muitos das adaptações cinematográficas que já viram com fantasia foram inspiradas maior parte por um livro de fantasia, que como um icebergue, o livro é a ponta fora da água, e todo o resto que não está à nossa vista, submerso. É mais, muito mais.
  • Nunca se sabe: as possibilidades de história são infinitas e nunca sabemos o que vai aparecer de novo. O limite é mesmo a nossa imaginação. Feiticeiros assassinos, dragões com medo de voar, nunca sabemos o que pode sair.
  • O sentimento épico: a sensação de conseguirmos criar empatia com um dos heróis e de viver naqueles mundos, dá nos aquele sentimento épico de que conseguimos tudo.

Penso que disse boas razões. Se ficaram convencidos participem no projeto da Raquel e da Mariana dos 101 livros de fantasia e ficção cientifica. Para mim são os meus medicamentos da alma, o meu regúgio nos dias de tempestade. São onde eu, Sofia, me encontro com todas as Sofias que já fui, porque todas sempre tiveram este gosto, esta paixão pela fantasia.

 

Sinceramente,

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BLOGGER
Sou a Sofia Gonçalves. 29 anos. Curiosa sem fim, exploradora de livros, advogada de boa comida, gestora de estados ansioliticos, caçadora de sonhos, escriba escrava da palavras da minha cabeça, pajem dos meus animais.

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