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The Daily Miacis

O que tenho lido #23 + 365 dias com Poirot e Marple

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 O desafio 365 dias com Poirot e Marple, está a voar! E, eu não consigo fartar de me repetir,dizendo que estou a adorar o desafio. A leitura destas últimas duas semanas correspondia ao livro " A morde de Lorde Edgware". E passo já explicar porque foi dos que até agora gostei mais, embora tenha sido das leituras mais irritantes de sempre neste desafio de Agatha Christie.

 

Resumo

"Poirot estava presente quando Jane Wilkinson manifestou o desejo de se livrar do marido, o aristocrata Lorde Edgware, e terminar um casamento há muito fracassado. Foi também na presença de Poirot, que o próprio confirmou o desejo de conceder o divórcio a Jane. Tudo isto não passaria de um episódio meramente passional se não envolvesse um homicídio. Agora que o corpo de Edgware é encontrado sem vida na sua própria biblioteca, todos os olhares recaem sobre a viúva e a Scotland Yard não vai descansar enquanto não resolver a questão.
Mas, para Poirot, os factos não são assim tão fáceis de explicar e, por uma só vez, o detective belga sente-se ludibriado. Afinal, como poderia Jane ter assassinado Lorde Edgware e, ao mesmo tempo, jantar com amigos? E qual poderia ser o seu motivo, já que o aristocrata concordara finalmente com o divórcio?"

 

A "Morte do Lorde Edgware", é talvez das melhores histórias que li até agora. O mistério é refinado, a ponto de não  conseguirmos nos aperceber bem que é o assassino pois o desvio da atenção não é assim tão fácil de perceber. A verdade é que tem tantas pontas soltas, tudo pequenas coisas relacionadas com o mistério que ficamos na dúvida. Para além disso existem tanta personagens que admitem a vontade de matar o Lorde e que mostram o seu jogo que ficamos sem perceber quem é quem. E a fineza do crime está fantástica.

 

O enredo, embora com bastantes personagens, não se torna confuso neste. Não sei porquê,neste consegui facilmente perceber que personagem era quando aparecia o nome, e em momento algum me senti farta da leitura, ou confusa.

 

Qual a parte má, e irritante da leitura deste livro? É que, ao contrário dos outros livros, em que era uma re leitura minha eu não me lembrava de nada mas que seria normal eu lembrar me de um ponto ou outro, nesta história, que é a primeira vez que li, lembrava me do episódio da série completo! E foi daqueles que só vi uma vez! Como é possível? É que nem tinha assim atores que me chamassem muito a atenção, nem foi daqueles que tivesse com mais atenção. As nossas pequenas células cinzentas, funcionam de facto de formas estranhas.

 No final pontuei com o valor máximo no Goodreads, porque tirando este pequeno aparte adorei a história. Siga para o famoso, " O crime no expresso do Oriente". Quem vai ler?

1 de Janeiro de 2018 “ O Misterioso Caso de Styl

 Sinceramente,

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O que tenho lido#20+365 dias com Poirot e Marple

(tinha uma foto, mas não a passei antes do telemóvel falecer; em sua honra hoje não há foto)

 

Bem já passamos a barreira do quarto do desafio 365 dias com Poirot e Marple! Já só faltam três quartos! Estou a gostar bastante do desafio de ler estes livros de Agatha Christie, o intervalo de leitura é aceitável para os livros que são, e embora por vezes me farte um pouco da história quando tem linhas semelhantes a outras, não consigo deixar de ler porque quero saber quem é, e tenho tanto carinho pelas personagens principais que não consigo desligar. Quando acabar o desafio penso que vou estar algum tempo a ressacar pelas personagens.

 

Se nunca leram Agatha Christie e querem saber como é sem enredos muitos grandes, este livro é o correto. "Os trezes enigmas" é uma história em que voltamos a ter como protagonista a nossa querida Mis Marple, aquela velhota com olhos azul desmaiado, e que faz tricot enquanto resolve um crime na mente dela. Enquanto lia este livro pensava para mim que quando chegar à idade dela espero ter desenvolvido a sagacidade mental que ela tem. Na aldeia já vivo, só me falta o estudo da natureza humana que ela tem! "Os trezes enigmas" não é um livro normal no estilo até agora seguido por Agatha Christie. Começa com um jantar na casa da Miss Marple, do seu sobrinho Raymond e uns amigos deles, em que resolvem criar um clube para resolver enigmas. Cada um conta uma história de um crime e os outros têm de resolver. Miss Marple passa a perna a todos e resolve tudo com uma inocência infantil. Após esse jantar um dos amigos de Raymond, o Sir Henry, antigo policia da Scotland Yard, resolve ao jantar com uns amigos em St Mary Mead convidar a Miss Marple pois ficou encantado com a sua mente.E nesse jantar voltam ao jogo: cada um conta um crime e os outros resolvem. O último enigma é de facto um crime a acontecer em tempo real, em que Miss Marple dá o nome do criminoso a Sir Henry e pede que confirme se de facto está certa.

 

É uma linha diferente do habitual, mas a sua leitura foi bastante agradável. Penso que é quase como um livros de contos, contos policiais dentro de um só livro. Mas exatamente por ser uma história mais pequena ainda temos menos imagem do que está a acontecer e por isso é mais díficil de resolver os crimes. Ainda assim acaba por se tornar saboroso o livro porque temos tantas personagens, tantas histórias e acontecimentos, tantos segredos, que estamos constantemente a ser apresentados a novas histórias.

 

Não tenho muito a acrescentar a este livro. Somente que quem para nunca leu e gostaria de ler Agatha Christie e tem dúvidas, talvez este não seja mau livro para começar , temos quase como "trailers" do que são as histórias completas da Agatha Christie. Este livro prova como esta é de facto a Dama do Crime e como a sua mente era genial.

1 de Janeiro de 2018 “ O Misterioso Caso de Styl

Sinceramente.

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O que tenho lido #19+365 dias com Poirot e Marple

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Com algum atraso, devido à dificuldade em arranjar este livro, consegui ler dentro do prazo o livro "Perigo na casa do fundo" de Agatha Christie para o desafio que estou a fazer este ano de 365 dias com Poirot e Marple.

 

É mais um clássico de um mistério de Poirot. Este e Hastings encontram-se em St. Loo, uma instância de férias, e conhecem uma jovem bonita e descontraída, Nick Buckley. Ficam a saber, em pouco tempo que a jovem já tinha escapado em poucos dias a três situações quase mortais. Poirot fica logo empolgado, e esquece a promessa de que nunca mais investigaria nada. Tenta ajudar jovem. A rodagem dos cenários é bastante semelhante: vários suspeitos com várias razões para tal inclusive inveja, dinheiro ou amor. O final como sempre nos surpreende pois eu, mesmo sendo a segunda vez que leio, não me lembrava quem era o culpado e fiquei surpresa na mesma.

 

Contudo, não consigo mentir. Fico frustada quando o culpado é aquele suspeito que eliminamos logo no inicio. Sinto quase como um deperdicio de tempo, em que lemos e procuramos alguma lógica  e afinal é aquilo que à partida tinha sido descartado.

Voltamos a ter Hasting como narrador, que é uma falha nesta história, pois não sabemos o que aconteceu para ele não estar na Argentina. Não sabemos se volto, se está de férias, nem da sua esposa. Contudo é sempre agradável os dois juntos, pois o Poirot com a sua arrogância está sempre a deitar o Hasting abaixo, este que o ajuda sempre.

 

Não foi dos livros que mais gostei do ler. Embora tenha o lido muito rápido, não gostei muito nem do mistério nem da história, nem do crime em si. Por isso a minha pontuação não foi muito alta. Que venha a próxima leitura. Quem vai participar? Eu ainda tenho que arranjar o livro.

1 de Janeiro de 2018 “ O Misterioso Caso de Styl

Sinceramente,

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O que tenho lido #17 +365 dias com Poirot e Marple

 

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Vamos na terceira review seguida de livros deste desafio, tenho me atrasado um pouco nas outras. Quando me lancei neste desafio, supunha que algures iria ter uma fase desta, pois o tempo não é muito e com o curso de pintura ao sábado ainda perco mais uma tarde livre, e admito, a Netflix é um objeto pecaminoso (entre as várias coisas que tenho visto, estou a ver o Star Trek Next Generation). Mas com vontade e alguma organização tudo se arranja.

 

Da lista de livros que temos este ano, é o primeiro livro por ordem cronológica de lançamento, que aparece a Miss Marple, uma velhota com uma mente bastante aguçada. Enquanto que nas aventuras de Poirot ele é a personagem principal sem dúvida nenhuma, mesmo o narrador sendo outra personagem, aqui a Miss Marple mesmo resolvendo o enigma do crime, parece mais uma personagem secundária, mais uma cabeça para preencher o fundo. Aliás, até meados do livro quase que nem vemos a nossa velhota favorita. 

 

A narrativa é num dos meus cenários favoritos: uma pequena aldeia inglesa, em que o efetivo populacional é baixo mas é igualmente preenchido em falatório e intriga, e têm todos uma excelente memória principalmente quando se trata de relatar o que os outros fazem da sua vida. O narrador nesta aventura é um vicário, bastante querido por toda a população de St Mary Mead, o Clement, que vê a sua vida pacata transtornada quando ocorre um crime na sua própria casa, do Coronel Protheoroe, que por sua vez não era muito querido nessa pequena aldeia. Deduzimos logo que haviam vários suspeitos. Desde falsos telefonemas, a pessoas estranhas que foram viver há pouco tempo para a aldeia pacata, a falsificadores, várias cartas de velhotas solitárias, Clement, e os investigadores Melchett e Slack, embrenham-se cada vez mais num enigma que têm dificuldade em resolver, e que no final, embora com alguma má vontade de Slack, Marple resolve. 

 

Gosto deste tipo de história nas aldeias. Embora tenha adorado "Os quatro grandes" por nos ser descrita uma história com um paradigma diferente do usual para Agatha Christie e exatamente por não termos sempre as mesmas caras ao longo da histórias, a verdade é que uma aldeia recheada de pessoas cada uma com a sua personalidade bem limada, é delicioso. Gosto de todos os papéis: das velhotas que são o sistema de informação, dos coronéis e ladys que são a economia e revista cor de rosa do local, até à mulher charmosa, e o médico com conversas profundas, todos criam um cenário em que a dinâmica final é tão caricata e funciona perfeitamente num crime policial. Umas das minhas cenas favoritas é a primeira em que aparece a Miss Marple, num tipico chá das cinco entre velhotas beatas com a mulher do vigário. Miss Marple, tal como Poirot, é nos apresentado pelas outras personagens como uma pessoa nada querida pelos outros, pois temos sempre tendência a não gostar de quem está sempre certo. Gosto deste aspeto trabalhabado pela autora.

 

Como no primeiro livro de Poirot, aqui a fórmula da resolução do verdadeiro criminoso é semelhante, em que dos primeiros suspeitos, temos o suspeito oficial, que acaba por se declarar culpado por meios de uma armadilha. Não minto que fico frustada porque temos tantas pistas ao longo do livro, passamos por tantos suspeitos e acabamos por criar o nosso próprio suspeito e no final era aquele que descartamos logo no inicio. Mas se também fosse assim tão previsivel não era tão engraçado certo?

 

Ao longo deste livro temos algumas frases maravilhosas, em que a minha favorita é quando Haydock, o médico local, profetiza que no futuro não haverá criminosos porque nós vamos curar essa doença. De facto ele lança um debate interessante porque enquando o vicário acha que é uma doença de espirito, o médico diz que é uma doença fisica porque é tudo uma questão de hormonas. Com os estudos atuais sabemos que é verdade que em muitos estudos mostra que verdadeiros criminosos tem várias alterações. Contudo mesmo sendo uma questão fisica até que ponto isso não influencia a questão espiritual? Não está tudo interligado?

 

A próxima leitura, voltar a ter como estrela Poirot, "Perigo na casa do fundo" que voltar a ser uma re-leitura mas que como neste último livro, não me lembro nada. 

 

1 de Janeiro de 2018 “ O Misterioso Caso de Styl

 

 

 Sinceramente,

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Sou a Sofia Gonçalves. 29 anos. Curiosa sem fim, exploradora de livros, advogada de boa comida, gestora de estados ansioliticos, caçadora de sonhos, escriba escrava da palavras da minha cabeça, pajem dos meus animais.

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